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sexta-feira, 28 de outubro de 2022

SESSÃO DA TARDE - As 7 faces do dr Lao (1964)

SESSÃO DA TARDE - As 7 faces do dr Lao (1964)

Nesta postagem mais uma vez vamos revisitar um dos "clássicos" filmes da SESSÃO DA TARDE. 

sexta-feira, 20 de março de 2015

Tudo beleza - Bioquímica


TUDO BELEZA - Bioquímica


No ano passado, os brasileiros gastaram 906 milhões de dólares tentando apagar as rugas. Para quem acha que eles compraram ilusão em potes e bisnagas, os pesquisadores da área da Cosmiatria - o estudo médico e bioquímico dos cosméticos - rebatem: suas novas poções são científicas. Desde o dia 1º deste mês, a Sociedade Européia das Indústrias de Cosméticos proíbe que um produto acene com efeitos mágicos se eles não forem provados. As maiores empresas brasileiras do setor têm acordos com os europeus e, por isso, devem topar essa prova de fogo. Além dos exames biológicos, entram computadores para analisar a imagem de cada centímetro quadrado de pele antes e depois de um tratamento. Poros, marcas, tamanho das rugas, tudo vai ser milimetricamente medido. Quem quiser experimentar um creme, deve procurar os resultados de testes na bula. Se não conseguir achá-las é porque o cosmético não pertence à nova safra. Melhor deixá-lo na loja.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Só será feio quem quiser - Maquiagem.

SÓ SERÁ FEIO QUEM QUISER - Maquiagem



No filme Minha Vida sem Mim (2003), uma personagem revela o que faria se acertasse na loteria: "Quero o nariz da Cher, a bunda da Cher, os seios da Cher e as pernas da Cher". Atualmente, para que os sonhos dela se realizem, bastaria ganhar o dinheiro - o resto fica por conta da altamente evoluída medicina estética. "Se uma paciente quiser ter o rosto parecido com o de alguma atriz famosa, é perfeitamente factível", diz o cirurgião plástico gaúcho Denis Valente, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgiões Plásticos. Mas, segundo o médico, ainda há limites do que pode ser feito. "Não poderemos ser exatamente quem gostaríamos de ser. Isso só será possível com o avanço da terapia genética, uma vez que mudanças na altura, por exemplo, ainda não podem ser obtidas."

O Brasil é o segundo país no mundo que mais realiza cirurgias plásticas, atrás apenas dos Estados Unidos. Em 2003, foram feitas 621 342 cirurgias no país. Desse total, mais da metade foi realizada com fins estéticos, em sua maioria lipoaspiração. E não pense que isso é coisa só de mulher: 19% das operações foram feitas em homens. E mais: as pessoas estão entrando na mesa de operação cada vez mais cedo. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps), entre 2002 e 2003, o número de jovens com menos de 20 anos que se submeteram a cirurgias plásticas subiu 42% no Brasil.

A tendência é que as cirurgias plásticas se banalizem ainda mais nos próximos anos. O motivo é simples: os preços dos métodos de embelezamento estão caindo a cada ano e tendem a diminuir ainda mais, graças ao aumento da oferta de clínicas e de planos que fazem financiamento de cirurgias plásticas. Há dez anos, só quem tinha uma conta bancária polpuda tinha condições de investir na eliminação das marcas da idade ou na correção de imperfeições corriqueiras, como orelhas de abano ou um nariz avantajado. Hoje, qualquer pessoa pode sonhar em fazer uma lipoaspiração para eliminar os depósitos de gordura. No embalo, pode aplicar silicone para deixar os seios mais volumosos. E fazer outras sessões de lipoaspiração para enxugar a barriga e as costas e afinar a cintura. Nos cabelos, apliques podem deixar as madeixas do tamanho desejado. "Com o avanço das terapias, conseguimos fazer verdadeiros milagres no embelezamento humano", diz Valente. "Certamente, só será feio quem quiser."

Como ocorre em quase todas as mudanças comportamentais, a busca da beleza é alimentada pela cultura de massa. Astros da TV, do cinema e da música são os paradigmas dos que buscam uma recauchutagem geral ou parcial. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a influência de personalidades públicas é um dos principais motivos que levam alguém a procurar uma clínica de estética. Entre as mulheres, os itens mais pedidos atualmente são os seios da modelo Gisele Bündchen, o bumbum da atriz Juliana Paes e o nariz da apresentadora Xuxa. Entre os homens, os best-sellers são pedacinhos de atores: o queixo e o nariz de Luciano Szafir e Reynaldo Gianecchini, o rosto de Marcello Antony e o conjunto da obra das faces de Tom Cruise e de Brad Pitt.

Novas Técnicas

Para realizar o sonho da clientela, as clínicas de medicina estética estão adotando técnicas cada vez mais sofisticadas. Uma das novidades é a bioplastia, uma cirurgia sem cortes, feita com a aplicação de implantes injetáveis permanentes que moldam o contorno facial e corporal. Outra técnica é a videoendoscopia, que exige incisões mínimas e é utilizada para o rejuvenescimento de rostos. Nesse método, introduz-se uma microcâmera por uma incisão de 1,5 centímetro no couro cabeludo. Outros três pequenos cortes acomodam os instrumentos cirúrgicos miniaturizados, que são manipulados pelo médico enquanto ele observa num monitor as imagens internas captadas pela microcâmera.

Outra cirurgia que começa a ser utilizada no Brasil é a gluteoplastia com tensores búlgaros. O procedimento aumenta o volume e ergue a região dos glúteos sem implante de silicone ou enxerto de gordura. O médico faz pequenas incisões e aplica fios sobre os músculos dos glúteos.

Os métodos de recauchutagem contemplam até mesmo as partes mais íntimas. Nos Estados Unidos, por exemplo, é crescente o número de mulheres que realizam a cirurgia plástica genital, apertando os músculos vaginais, arredondando ou encurtando os lábios, lipoaspirando a região púbica e até mesmo restaurando o hímen. Procedimentos antes adotados para resolver problemas como incontinência urinária e má-formação congênita são agora oferecidos como técnicas de "rejuvenescimento vaginal", seja para melhorar o visual dos genitais, seja para acentuar a satisfação sexual.

Muito mais simples é a aplicação do Botox para disfarçar as rugas. A técnica se tornou tão corriqueira que, hoje, algumas mulheres vão ao médico fazer uma aplicação do Botox como se estivessem indo a um salão de beleza para arrumar os cabelos ou pintar as unhas. "As mais jovens aplicam o Botox esporadicamente para ir a um baile ou outro evento social", diz o médico Laércio Gomes Gonçalves.

Fim da rejeição

Embora algumas cirurgias plásticas pareçam absolutamente desnecessárias, cabe ressaltar que os avanços nessa área beneficiam também pessoas que sofreram acidentes e tiveram parte do corpo danificado. O professor David Soutar, ex-presidente da Associação Britânica de Cirurgiões Plásticos, disse ao jornal The Guardian que 2020 deverá ser o ano de ouro da medicina estética. Até lá, prevê Soutar, uma importante barreira deverá ser superada. A ciência conseguirá criar pedaços de tecidos e estruturas inteiras, como orelhas, a pedido do cliente, usando as células do próprio paciente. Assim, deve eliminar o problema da rejeição de próteses e órgãos transplantados.
Resta saber se, com tudo isso, não estamos condenados a ser todos iguais. Será que todos os homens serão magros, terão ombros largos e a cara de Tom Cruise? E todas as mulheres terão peitão, bundão, cintura fina, cabelos loiros e a cara de Pamela Anderson? Seremos todos esteticamente perfeitos, mas sem nenhuma identidade? O cirurgião plástico Denis Valente não vê o risco da padronização da beleza. "Não seremos iguais, pois o conceito de beleza não é igual para todas as pessoas", diz.

Tendências


- PARA TODOS

As pessoas estão fazendo cirurgia plástica cada vez mais jovens. E os homens estão em alta no mercado - já respondem por um quinto das operações.



- REJEIÇÃO

Até 2020, a ciência deve conseguir criar tecidos a partir de células do próprio paciente, superando assim o problema da rejeição.



- NADA ESCAPA
As técnicas e os tipos de cirurgia estão se diversificando. Os métodos de recauchutagem incluem até mesmo o embelezamento de órgãos genitais.


A plasticaria de dra. Pâmela

- Adorei aquele queixo, mãe, dá para mim, dá, dá, dá, DÁ!!!!!

- Fica quietinha, menina, você é muito nova para isso. Melissa ensaia um choro, mas prefere observar as máquinas trabalhando. Seus olhos brilham ao ver carnes sendo marcadas, depois abertas por riscos precisos. Algumas recebem pequenos pacotes, outras diminuem à medida que a esteira rolante prossegue para o próximo estágio. Tamanha perfeição recebe ainda uma inspeção geral para ver se o serviço certo foi feito. São muitas opções. Atualmente, há no catálogo oito tipos de bocas, olhos, queixos e narizes, cinco modelos de coxas e bumbuns, quatro de quadris e um só de cintura e barriga porque, afinal, nesses dois lugares o mínimo é o máximo, claro! É olhar, escolher, deitar e sair. Tudo no mesmo dia. A plasticaria da dra. Pâmela ganhou ainda mais clientes ao garantir o seguro-espelho. Se depois de um mês a pessoa não estiver satisfeita com os resultados, ganha um novo procedimento de sua escolha. Um achado que aumentou a credibilidade - e os lucros - da doutora, que leva sua filha de 10 anos para o escritório-consultório-fábrica todo mês para que conheça seu ofício. A única aporrinhação é que toda vez a garota pede uma nova parte de corpo. Dessa vez a médica conseguiu acalmar a criança:

- Em dois anos, Melissa, você alcança a maioridade e com isso se tornará imputável, apta para votar e também para fazer plástica. Uma conquista de toda a sociedade para que os adolescentes participem, de fato, deste mundo que em breve será só de vocês. E eu prometo guardar o queixo e dar de presente no seu aniversário de 12 anos.

Luciana Pinsky é jornalista, mantém a coluna "Retratos", de ficção, no site coordena a coleção de jornalismo da Editora Contexto.



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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Neandertal usava pintura corporal e bijuterias

09/01/10 - 09h41 - Atualizado em 09/01/10 - 10h53

Neandertal usava pintura corporal e bijuterias, diz estudo
Cientistas acreditam que espécie pode ter tido hábitos mais sofisticados do que se pensava.

Uma equipe de pesquisadores disse que encontrou as primeiras evidências convincentes de que o homem de Neandertal pintava o corpo e usava bijuteria há 50 mil anos.

Conchas contendo resíduos de pigmentos usados para este fim foram encontradas em dois sítios arqueológicos em Múrcia, no sul da Espanha.

O arqueólogo português, João Zilhão, que lidera a equipe a partir da Universidade de Bristol, na Inglaterra, disse que foram examinadas conchas que eram usadas como utensílios para a mistura e armazenamento de pigmentos.

Bastões pretos com um pigmento à base de manganês podem ter sido usados como tinta para o corpo. Artefatos semelhantes foram encontrados na África no passado.

"(Mas) esta é a primeira evidência segura do uso de cosméticos", disse o arqueólogo à BBC. "A utilização destas receitas complexas é novidade. É mais do que tinta para o corpo."

Os cientistas encontraram fragmentos de um pigmento amarelo que, segundo eles, pode ter sido usado como base para maquiagem.

Eles também descobriram um pó vermelho junto com manchas de um mineral negro brilhante.

Algumas das conchas, entalhadas e pintadas com cores fortes, também podem ter sido usadas como bijuteria.

Sofisticação
Até agora, muitos especialistas acreditavam que só os seres humanos modernos usavam maquiagem como adorno ou para rituais.

Durante um período na pré-história Neandertais e humanos podem ter compartilhado a Terra, mas Zilhão disse que a descoberta de sua equipe data de 10 mil anos antes do contato entre ambos e, portanto, ela não indicaria uma influência humana. Zilhão vê na prática do uso de pintura corporal e bijuteria um certo grau de sofisticação.

"As pessoas têm que acabar com essa idéia de que os Neandertais eram débeis mentais", afirmou.