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sábado, 4 de abril de 2015

Conheça a nova invenção dos japoneses Uma muralha à prova de tsunamis


Conheça a nova invenção dos japoneses Uma muralha à prova de tsunamis


Numa disputa de força entre o homem e a natureza em quem você apostaria suas fichas? O governo do Japão coloca suas apostas na segunda opção para combater os tsunamis. 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Pixação é Arte - João Wainer

PICHAÇÃO É ARTE - João Wainer



Trabalho como repórter-fotográfico em São Paulo e passo o dia todo rodando pelas ruas dessa gigantesca cidade. O banco da frente do carro de reportagem é meu escritório. O barulho das buzinas dos motoboys, o cheiro de fumaça e os congestionamentos fazem parte da minha rotina.

Faz tempo que comecei a prestar atenção às pichações que dominam os muros da cidade. Conheci alguns pichadores e descobri que existe uma guerra silenciosa na noite paulistana. Milhares de jovens disputam os lugares mais altos para marcar seu nome ou o de seu grupo. Eles escrevem num alfabeto próprio, desenvolvido com linguagem e códigos específicos. Ganha a disputa quem pichar mais alto, no lugar com maior visibilidade.

A cada nova história que escutava eu me interessava mais pelo assunto. Passei a reparar nas letras, a tentar decifrar cada palavra e mensagem como se fosse um quebra-cabeça. Aos poucos, aquilo que parecia caótico começou a fazer sentido para mim. Percebi que aquilo não era tão feio como alardeavam. Na verdade, a suposta feiúra da pichação até combinava com a paisagem acinzentada de São Paulo. O estilo das letras, a forma, o jeito com que elas são escritas são lindos. Adoro ver no alto dos prédios aquelas pichações enormes, com letras enfumaçadas. Tento imaginar quem fez, como fez e o que passou pela cabeça dele enquanto fazia.

Pouca gente sabe, mas o estilo de letras criado pelos pichadores de São Paulo é cultuado na Europa. Existem livros na Alemanha que tratam exclusivamente da bela grafia das pichações paulistanas, com fotos e textos analíticos sobre o assunto. Creio que ao lado dos motoboys, os pichadores são o que há de mais representativo e genuinamente paulistano.

Além de bonito, o ato de pichar é um efeito colateral do sistema. É a devolução, com ódio, de tudo de ruim que foi imposto ao jovem da periferia. Muitos garotos tratados como marginais nas delegacias, mesmo quando são vítimas, ridicularizados em escolas públicas ruins e obrigados a viajar num sistema de transporte de péssima qualidade devolvem essa raiva na forma de assaltos, seqüestros e crimes. O pichador faz isso de uma maneira pacífica. É o jeito que ele encontrou de mostrar ao mundo que existe. Os jovens da periferia das grandes cidades precisam aprender a canalizar esse ódio para atividades não violentas, como o rap, o grafite e até mesmo as pichações - que também podem ser consideradas um esporte de ação, tamanha a descarga de adrenalina que libera em seus praticantes. Ser pichador requer ótimo preparo físico para escalar muros e prédios, andar por parapeitos com latas de spray e correndo o risco de ser pego pela polícia ou por algum morador furioso.

Não é só por isso que considero artísticas as pichações de São Paulo. A definição do que é arte tem algo de relativo e abstrato. O que é arte para uns, pode não ser para outros. Tudo depende das informações que cada um tem, onde e como vive, como cresceu e que tipo de formação educacional teve. É verdade que a ação dos pichadores desagrada e é condenada pela maioria das pessoas que vivem em São Paulo. Mas grandes artistas do último século usaram a arte para reverter conceitos estabelecidos e provocar mudanças de comportamento. Para isso, precisaram incomodar o establishment. Toda arte que se preze tem de incomodar, causar no espectador algum tipo de reação à qual ele não está acostumado. A pichação é um bom exemplo de como cumprir bem este papel.

Não defendo que cada leitor compre uma lata de spray e saia pichando seu nome por aí. Apenas tento entender, livre de preconceitos, um fenômeno que é visível nos pontos mais movimentados da cidade e que faz parte da vida de todos que andam por São Paulo. A pichação é o pano de fundo da cidade, um detalhe do cenário que combina com a cor do asfalto, o cinza dos prédios, o cheiro da fumaça que sai do escapamento dos ônibus, o barulho do motor, da buzina dos motoboys, da correria...


* Tem 28 anos e é repórter-fotográfico do jornal Folha de S. Paulo desde 1996

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Praia de Trieste coloca muro

06/05/09 - 16h51 - Atualizado em 06/05/09 - 16h51

Praia de Trieste coloca muro para separar homens e mulheres
Homens ficarão à direita e as mulheres e as crianças à esquerda.
Prefeito investiu 300 mil euros para recuperar 'antigo esplendor'.




Foto: Reprodução/Google Earth Praia El Pedocin tem muro separando homens e mulheres. (Foto: Reprodução/Google Earth)A cidade de Trieste, situada ao nordeste da Itália, revive a partir desta terça-feira (6) as tradições do Império Austro-Húngaro ao reabrir uma praia separada de olhares indiscretos na qual homens e mulheres se bronzeiam e nadam separadamente, informa a imprensa local.

O local de banho conhecido como El Pedocin recuperou as cores do século XIX: branco para o muro divisório da praia e azul para as janelas e portas do balneário.

Os homens ficarão à direita e as mulheres e as crianças à esquerda, como se fazia na época do Império, e só poderão se encontrar adentrando no mar e superando as boias separadoras e apoios flutuantes para nadadores cansados.

O prefeito de Trieste, Roberto Dipiazza, inaugurou o balneário no qual investiu 300 mil euros para recuperar "o antigo esplendor" da época do imperador Francisco José da Áustria e Hungria.





PUBLICADOS BRASIL NO ORKUT

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