quinta-feira, 3 de junho de 2010

Descoberto por astecas, chiclete foi 'mau hábito' por séculos

24/05/09 - 08h33 - Atualizado em 24/05/09 - 08h33

Descoberto por astecas, chiclete foi 'mau hábito' por séculos
Arqueóloga lança livro sobre história da goma de mascar.
Indústria do chiclete movimenta US$ 19 bilhões por ano.




Foto: Divulgação/Biblcioteca Medicea Laurenziana Réplica de um manuscrito de 1590 mostra 'mascador de chicletes' asteca (Foto: Divulgação/Biblcioteca Medicea Laurenziana)Um dos doces preferidos das crianças de hoje era também uma das diversões mais comuns das crianças astecas dos séculos XIV a XVI.

Mascar chicletes é um hábito antigo que, por muitos anos, envolveu um código rígido de conduta. A arqueóloga Jennifer Mathew, em seu recém-lançado livro "Chicle: The Chewing Gum of the Americas" ("Chiclete, a goma de mascar das Américas", inédito em português), mostra curiosidades dessa história e traça todo o percurso da substância que não acaba na boca.

Aparentemente descoberto pelos astecas e pelos maias, o chiclete pode ter origens ainda mais antigas. "Os exemplos mais remotos que temos da goma vêm da Mesopotâmia, começando no ano 9 mil AC. Encontramos resíduos de chiclete de bétula [feito de resina da planta ornalmental] em dentes de adolescentes da época”, afirmou Jennifer, em entrevista.

Os astecas mantinham uma disciplina rigorosa no assunto. Segundo Mathews, homens e mulheres casadas que mascavam goma em público eram considerados "repugnantes" - somente mulheres idosas e crianças poderiam fazê-lo. Documentos descrevem prostitutas que podiam ser identificadas pelo seu perfume forte e pelo som de suas bocas mascando chicletes.

Homens e mulheres que não cumprissem essas regras eram geralmente taxados de pervertidos.

Eles sabiam do uso da goma para limpar os dentes - usavam também para acender fogo -, mas simplesmente não queriam que isso fosse feito em público.

O hábito continuou com a colonização e, aparentemente, o repúdio também. Em 1898, um jornal britânico noticiou que agentes da saúde estavam alertando contra a "goma de mascar americana" pela sua suposta periculosidade.

Anos depois, o revolucionário bolchevique Leon Trotsky disse que mascar chiclete era uma forma de o capitalismo fazer com que o homem trabalhasse sem pensar muito: "parece um ato religioso, como alguma reza para o Deus-Capital".

Nos anos 1848, um homem chamado John Curtis fundou nos EUA a primeira fábrica de chicletes, feitos da árvore de picea. Embora bom no começo, o sabor da goma ficava amargo depois de algum tempo na boca, e a moda não vingou.

O chiclete atual
A popularização do chiclete veio mesmo com a descoberta da substância extraída da árvore chamada sapoti - o chicle. O inventor da nova goma foi o americano Thomas Adams. Ao testar produtos com chicle (que ele conheceu por intermédio do ex-presidente mexicano Antonio López de Santa Ana, que visitou Nova York), em 1859, ele descobriu um novo tipo de chiclete, que passou a ser vendido na forma de pequenas bolas cinzentas sem sabor. Mais tarde, um outro tipo foi criado, com adição de açúcar, e teve uma aceitação maior.




Foto: Divulgação/Jenny Lederer/Verve Glee Gum, o único chiclete natural ainda produzido na América (Foto: Divulgação/Jenny Lederer/Verve) Mas a pessoa que fez o chiclete "estourar" nas vendas foi mesmo William Wrigley Jr., um vendedor de sabonetes que percebeu que as pessoas adoravam quando ele colocava um "brinde", como um chiclete, nos produtos.

Logo ele ingressou no ramo e chegou a enviar um pacote de quatro chicletes de menta para todas as 1,5 milhões de pessoas da lista telefônica dos EUA. Sua fortuna foi depois avaliada em US$ 150 milhões - isso em 1898.

Na Segunda Guerra Mundial, o chiclete virou produto escasso - o Exército incluiu a goma na dieta dos soldados e o gosto pelo doce atingiu todos os lugares. A demanda pelo chicle aumentou e os produtores estavam extraindo mais do que o limite das árvores. E então vieram os chicletes sintéticos, feitos com uma goma que inclui produtos derivados do petróleo - as fábricas de goma não divulgam a receita pois é considerada segredo industrial. Atualmente, apenas duas empresas fazem o chiclete natural, como antigamente, e o vendem para uma clientela limitada.

OS EUA são hoje os maiores consumidores e produtores de chiclete. A indústria do chiclete movimenta US$ 19 bilhões por ano.

Áreas verdes retiram 4 milhões de toneladas de gás carbônico do ar

09/06/09 - 07h21 - Atualizado em 09/06/09 - 07h21

Áreas verdes retiram 4 milhões de toneladas de gás carbônico do ar
Estudo considera florestas públicas e particulares de Curitiba.
Quantidade equivale à liberada por 1 milhão de carros em um ano e meio.


Foto: Michel Willian/SMCS Estudo foi feito por amostragem em 15 parques naturais de Curitiba (Foto: Michel Willian/SMCS) Se somadas as florestas públicas e particulares de Curitiba, as áreas verdes da cidade têm 1,16 bilhão de tonelada de carbono estocado em seus galhos, troncos, folhas e raízes, o que representa 4,25 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO²) a menos no ar. O dióxido de carbono é um dos principais gases responsáveis pelo aquecimento global, e é retirado do ar pelas plantas, principalmente pelas árvores.

Os dados foram divulgados na segunda-feira (8) pela Prefeitura de Curitiba. O estudo, feito por amostragem em 15 parques naturais da cidade, foi realizado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente e pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem.

Segundo a prefeitura, a quantidade de dióxido de carbono que é retirada do ar de Curitiba pelas áreas verdes equivale à quantidade liberada por cerca de 1 milhão de veículos circulando durante um ano e meio nas ruas da cidade

Após 24 anos, China retoma escavações do Exército de Terracota

09/06/09 - 09h09 - Atualizado em 09/06/09 - 09h10

Após 24 anos, China retoma escavações do Exército de Terracota

Pequim, 9 jun (EFE).- Após 24 anos, arqueólogos chineses retomarão no próximo sábado as escavações na zona do chamado Exército de Terracota, também conhecido como Guerreiros de Xian, informou hoje a agência oficial de notícias da China "Xinhua".

A primeira escavação começou em 1978 e terminou em 1984, e nela foram encontradas 1.087 figuras. A segunda ocorreu em 1985, mas acabou suspensa por razões técnicas.

"A escavação na terceira área durará pelo menos um ano", disse Wu Yongqi, funcionário do museu.

Os especialistas esperam encontrar uma figura que revele alguns dos mistérios do primeiro imperador chinês, Qin Shihuang, cujo mausoléu, ainda não aberto pelos arqueólogos, está a cerca de dois quilômetros do museu de Terracota, em Xian.

"Esperamos encontrar alguma figura como 'o comandante' do enorme Exército subterrâneo", assinalou Liu Zhancheng, chefe da equipe de arqueólogos do museu.

Qin foi o primeiro a unificar os diversos reinos chineses após séculos de guerra mútua, e liderou esse império entre os anos 221 e 210 a.C.

Segundo historiadores, era obsessivo em viver eternamente e fez com que fosse enterrado escoltado por um Exército de oito mil soldados, músicos, concubinas, oficiais e escravos para que o acompanhassem na outra vida.

Seu mausoléu foi descoberto por acaso por camponeses em 1974 e acredita-se que demorou 38 anos para ser construído por 720 mil escravos.

Os guerreiros atuais são parte do Exército que foi modelado, mas os demais seguem enterrados nos arredores do mausoléu, embora os arqueólogos temem que desenterrá-los danifique de forma irreversível as estátuas.

Quando o grupo de guerreiros que agora está à vista dos turistas foi descoberto, em 1974, as estátuas estavam pintadas com cores vivas, que acabaram desaparecendo em pouco tempo pelo contato com o ar.

Segundo a imprensa chinesa, outro dos grandes desafios na nova escavação para a equipe de arqueólogos é descobrir a fórmula que permita a preservação das cores e a manutenção das figuras que estão intactas. EFE

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Universidade do Japão substitui lista de presença por iPhone

28/05/09 - 12h30 - Atualizado em 28/05/09 - 12h30

Universidade do Japão substitui lista de presença por iPhone
Para controlar frequência, instituição dá o aparelho para alunos.
Projeto está sendo testado em universidade na cidade de Sagamihara.


Foto: Divulgação iPhone, da Apple, ganhou aplicativo para controlar frequencia dos alunos no Japão. (Foto: Divulgação) Uma universidade japonesa está distribuindo iPhones para estudantes de graça, mas com uma condição: o aparelho será usado para monitorar a frequência dos alunos nas aulas.

O projeto, que está sendo testado antes do lançamento oficial em junho, envolve 550 alunos do primeiro e segundo anos e alguns funcionários de um departamento da Aoyama Gakuin University, na cidade de Sagamihara.

A instituição de ensino pretende, com os iPhones, criar uma rede de informação móvel entre estudantes e professores, além de utilizá-los para checar o comparecimento às aulas.

Assim que os alunos entrarem em sala, em vez de escreverem o nome em uma folha, eles simplesmente digitam um número de identificação e um número de classe específico em uma aplicação criada para o iPhone.

Para evitar que os estudantes façam isso em casa ou fora da sala de aula, o aplicativo utiliza dados de localização por satélite e verifica por qual roteador o aluno fez o registro no aparelho. "Não queremos usar isso simplesmente para checar a frequência. Nossa esperança é utilizar o aparelho para desenvolver uma sala de aula onde estudantes e professores possam discutir vários tópicos", disse o professor Yasuhiro Iijima à Reuters.

Autoridades da universidade insistem que o projeto não pretende infringir a privacidade dos estudantes ou rastreá-los. Muitos alunos que estão testando o sistema disseram estar felizes com a iniciativa.

Quando o sistema estiver totalmente implementado no próximo mês, a universidade também espera fornecer vídeos das aulas para ajudar estudantes que não puderam comparecer à classe ou que simplesmente não conseguirem lembrar o conteúdo.

Triciclo do Google registra imagens

18/05/09 - 11h13 - Atualizado em 18/05/09 - 11h13

Triciclo do Google registra imagens aonde carros não chegam
Google Trike será adotado no Reino Unido, ainda neste ano.
Serviço já é feito por automóveis e causa polêmica entre britânicos.

Google Trike é o nome de um triciclo criado pela empresa de buscas para registrar imagens de ruas do Reino Unido aonde os carros não conseguem passar.

Essas fotos, que serão disponibilizadas no serviço Street View, já são feitas por automóveis, em uma iniciativa que causa bastante polêmica entre os britânicos -- eles alegam que o serviço vai contra o direito de privacidade e pode facilitar a ação de ladrões.


Google Trike será usado para registrar imagens aonde os carros não chegam. (Foto: Reprodução )
O pesado triciclo com 114 quilos tem uma câmera de 360 graus na parte de trás, para capturar os diversos ângulos de uma mesma rua. Há ainda uma caixa, onde fica o software de imagem. Segundo o “Daily Mail”, um funcionário “muito em forma” do Google fará o percurso em áreas de difícil acesso. O triciclo está sendo testado em Genoa, na Itália, e deve chegar ao Reino Unido no segundo semestre.

Time Warner anuncia que vai separar atividades da America Online

28/05/09 - 14h10 - Atualizado em 28/05/09 - 14h22

Time Warner anuncia que vai separar atividades da America Online
Aguardada cisão deve ser realizada ainda neste ano.
Com isso, AOL voltará a ser independente e terá ações na bolsa.


Foto: AP Jeff Bewkes, diretor-executivo da Time Warner, em foto de arquivo. Nesta quinta, ele afirmou que a separação representa passo crucial para foco em conteúdo. (Foto: AP) A Time Warner oficializou nesta quinta-feira (27) planos para promover a cisão de sua divisão America Online (AOL), por volta do final deste ano, uma decisão há muito aguardada que vai remover uma das unidades mais fracas do grupo de mídia.

A Time Warner, que vinha há meses sinalizando a preparação desse plano, disse que a transação foi aprovada pelo conselho e será estruturada de forma a isentar os acionistas de impostos. A operação ainda precisa do aval de autoridades regulatórias.

Quando a transação for concluída, a AOL voltará a ser uma companhia independente com ações em bolsa, pondo fim à fusão gigante entre as duas companhias de mídia, promovida em 2000 e classificada por críticos como mal-sucedida.

A AOL já foi o principal provedor de acesso à internet nos Estados Unidos, em anos passados, mas terminou ficando para trás com a conquista de assinantes pelas operadoras de telefonia e cabos, e com os avanços do Google e outras companhias no setor de publicidade on-line.

A companhia de internet passou por uma série de reduções contábeis de valor, para refletir a queda no valor de seus ativos e a desaceleração no mercado de publicidade on-line, e estava cada vez mais deslocada nos planos mais amplos da Time Warner para se tornar uma empresa que trabalha exclusivamente com conteúdo, concentrada em marcas de mídia como CNN, HBO e Warner Bros.

Ajuda
A Time Warner tentou diversas maneiras de ajudar a AOL em crise. Em uma dessas tentativas, dividiu a companhia em duas unidades: uma delas com foco na audiência e publicidade, enquanto a outra visava o negócio tradicional, e cada vez menos importante, que era o acesso discado à internet.

Mas nada disso bastou para reverter a situação da AOL e a Time Warner vinha sofrendo pressão cada vez mais intensa para abrir mão do negócio, ou por meio de uma cisão ou vendendo-a para o Yahoo ou à divisão MSN da Microsoft.

"Acreditamos que uma separação será o melhor desfecho, para a Time Warner e a America Online", disse o diretor-executivo da Time Warner, Jeff Bewkes, em comunicado. "A separação será outro passo crucial para a reformulação da Time Warner, que iniciamos no começo do ano passado, o que nos permitirá concentrar ainda mais a nossa atuação no negócio de conteúdo, a nossa atividade central", acrescentou.

Google
Em 2005, o Google comprou 5% da AOL, em um acordo que projetava um valor de mercado da AOL de US$ 20 bilhões. Em janeiro, o Google reduziu o valor de sua participação na empresa da Time Warner, implicando em um valor total da AOL de US$ 5,5 bilhões.

Pelo plano anunciado nesta quinta-feira, a Time Warner irá comprar a participação do Google na AOL, para então promover a cisão do negócio.

Site de buscas britânico promete encontrar 'qualquer filme'

28/01/09 - 12h11 - Atualizado em 28/01/09 - 14h37

Site de buscas britânico promete encontrar 'qualquer filme' na web
Página tem registro de 30 mil produções, em 60 idiomas.
Ela informa como assistir ao conteúdo: cinema, DVD ou on-line.

O Conselho Cinematográfico do Reino Unido lançou um site de busca que ajudará internautas a localizarem filmes -- desde os mais populares aos mais obscuros.

O Find Any Film (“encontre qualquer filme”) contém registros de mais de 30 mil produções distribuídas por 20 gêneros e por mais de 60 idiomas.


Site britânico diz que ‘Cidade de Deus’ não pode ser visto porque, possivelmente, não está disponível no Reino Unido. Busca pelo filme foi feita em português e traduzida automaticamente. (Foto: Reprodução )
O site informa o usuário como pode assistir ao filme que procura: cinema, televisão, DVD, on-line ou via download de serviços legalizados. Um dos objetivos da página é ajudar a reduzir os downloads ilegais.