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sábado, 16 de novembro de 2019

Soyuz XI - O mistério das únicas três pessoas que morreram no espaço

Soyuz XI - O mistério das únicas três pessoas que morreram no espaço


Soyuz XI é o nome da primeira missão espacial tripulada a habitar uma estação espacial, a Salyut I, onde permaneceu por 22 dias. 

domingo, 26 de agosto de 2012

Morre Neil Armstrong, primeiro homem na Lua

25/08/2012 16h15 - Atualizado em 25/08/2012 20h34 

Morre Neil Armstrong, primeiro homem na Lua
Armstrong passou por uma cirurgia de coração em 7 de agosto. Americano comandou a Apollo 11 e pisou na Lua em 20 de julho de 1969.


O primeiro homem a pisar na Lua, Neil Armstrong, morreu aos 82 anos nos Estados Unidos neste sábado (25), informou a família do astronauta em nota à imprensa.
"Estamos de coração partido ao dividir a notícia de que Neil Armstrong faleceu após complicações ligadas a procedimentos cardiovasculares", diz a nota. "Neil foi um marido, pai, avó, irmão e amigo amoroso."
Em 7 de agosto, ele passou por uma cirurgia de emergência no coração, após médicos encontrarem quatro entupimentos em suas artérias,  e desde então estava se recuperando no hospital em Cincinnati, onde morava com a esposa.
No Twitter, a Nasa ofereceu "seus sentimentos pela morte de Neil Armstrong, ex-piloto de testes, astronauta e primeiro homem na Lua."

FONTE:
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/08/morre-neil-armstrong-primeiro-homem-pisar-na-lua-dizem-agencias.html

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/08/primeiro-homem-na-lua-passa-por-cirurgia-de-emergencia-no-coracao.html


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Apollo 11 - com os pés na Lua

APOLLO 11: COM OS PÉS NA LUA



Foi a maior conquista tecnológica de todos os tempos. Mesmo hoje, 35 anos depois que o homem chegou à Lua, a imagem ao lado ainda fascina e emociona. Foram nove dias de tensão e excitação, naquele julho de 1969. A saga começou no dia 16, com 1 bilhão de pessoas à frente da televisão. Na base de lançamento da Nasa, no Cabo Canaveral, o procedimento padrão dos lançamentos espaciais: contagem regressiva, ignição dos motores, decolagem do foguete. Na tela, um rastro de fumaça branca.

O Saturno V tinha 10 metros de diâmetro e 110 de altura, o equivalente a um prédio de 36 andares. Pesava 3 mil toneladas e carregava a nave Apollo 11, com seus três módulos: o de serviço, o de comando (Colúmbia) e o lunar (Eagle). A bordo, três astronautas que entrariam para a História. Neil Armstrong era o comandante da missão; Edwin Aldrin, o piloto do módulo lunar; e Michael Collins, o piloto do módulo de comando. E não cabia mais ninguém na Apollo 11. Nos 6 metros quadrados do módulo de comando, eles só podiam ficar sentados. Nas laterais e à frente ficavam os instrumentos. Havia ainda um armário com alimentos desidratados e as bolsas plásticas que serviam de banheiro.

O módulo de serviço, logo atrás, transportava os tanques de oxigênio e combustível e uma série de equipamentos. No final estava o Eagle. Com cerca de 15 toneladas e uma cabine de apenas 2,4 metros quadrados, levava os instrumentos que seriam deixados na Lua e o material necessário para fotografar e coletar amostras. Comparar os equipamentos de hoje com os da época é covardia. A memória dos computadores de bordo da Apollo era semelhante à das agendas eletrônicas de bolso atuais. E o micro que você tem em casa, para mandar e-mails e acessar a internet, é 100 vezes mais rápido e poderoso que o equipamento de 1969. O astronauta John Glenn, que participou do programa Apollo e voltou ao espaço com mais de 60 anos, em 1998, numa missão do ônibus espacial Discovery, ficou pasmo ao ver os avanços em termos de tecnologia e informática. O mesmo vale para o conforto. Os ônibus espaciais transportam oito pessoas por até 16 dias. O espaço interno destinado à tripulação é dividido em dois: um para os comandos e instrumentos de vôo e outro para as demais atividades (máquina de comida, local para dormir e banheiro).

Há 35 anos, Collins ficou sozinho no módulo de comando, enquanto Aldrin e Armstrong manobravam o Eagle. O risco de acidentes (previstos, como danos às roupas; e imprevistos, como choques com partículas; além da possibilidade de fa-lhas mecânicas ou instrumentais) era tão grande que eles levaram uma cápsula de cianureto no macacão para abreviar a morte caso necessário.

A viagem da Apollo 11 não foi a primeira aventura humana no espaço. Na verdade, a conquista da Lua era uma espécie de grande prêmio, a cereja do bolo de uma disputa que ficou conhecida como corrida espacial. O pano de fundo era a chamada Guerra Fria. Ao final da Segunda Guerra Mundial, Estados Unidos e União Soviética haviam dividido o riquíssimo espólio da tecnologia de foguetes da Alemanha. O Saturno V, por exemplo, era fruto da evolução das temidas bombas V-1 e V-2 desenvolvidas por cientistas do regime nazista.

Os soviéticos saíram na frente da corrida espacial. Em 1957, colocaram o primeiro satélite artificial em órbita, o Sputnik 1. Uma semana depois, a cadela Laika foi o primeiro ser vivo a viajar no espaço, no Sputnik 2. No ano seguinte, os americanos criaram a Nasa e começaram seu primeiro satélite artificial, o Explorer 1. O próximo passo foi vencido, mais uma vez, pela União Soviética: em 1961, a cápsula espacial Vostok 1 levou a bordo o cosmonauta Iuri Gagárin para uma volta em torno da Terra (um passeio de 40 mil quilômetros em uma hora e 48 minutos). Só no ano seguinte os EUA mandariam o astronauta John Glenn em órbita da Terra. A Soyuz 1, lançada em 1968, era o protótipo soviético para uma viagem tripulada à Lua. Mas, na reta final, os americanos levaram a bandeirada. Gastaram cerca de 25 bilhões de dólares para lançar a Apollo, em 1969.



"Viemos em paz"
No dia 19 de julho, a nave estava no lugar previsto, a 340 mil quilômetros de distância do Cabo Canaveral, em plena órbita lunar. No dia seguinte, Armstrong e Aldrin passaram para o Eagle e começaram a descida. Num momento de grande tensão, com combustível para menos de 30 segundos, o comandante ainda teve de corrigir a trajetória para evitar que o módulo se espatifasse numa cratera cheia de rochas. Ao pôr o pé na superfície empoeirada da Lua, seis horas depois do pouso no Mar da Tranqüilidade, Armstrong falou a famosa frase: "Um pequeno passo para um homem, mas um grande passo para a humanidade".

Os astronautas ficaram 21 horas e 36 minutos em solo lunar, tempo para percorrer cerca de 250 metros, montar aparelhos de medição, recolher 21 quilos de amostras do solo, tirar fotos e deixar uma placa, onde está escrito: "Aqui, homens do planeta Terra pisaram pela primeira vez na Lua. Viemos em paz e por toda a humanidade". Na frente da TV, o planeta assistiu maravilhado às cenas tremidas e com muitos chiados - por mais que até hoje alguns acreditem que as imagens não passem de um filme de propaganda americano e que, na verdade, ninguém viajou até tão longe.
Para a tripulação, porém, a aventura ainda estava no meio. Faltavam ao menos duas operações arriscadíssimas: reacoplar o Eagle ao módulo de comando e acertar a inclinação exata do Colúmbia na hora de reingressar na atmosfera, para que a nave não fosse consumida pelo fogo (confira no infográfico da parte inferior destas páginas os momentos mais importantes da ida até o satélite e do regresso à Terra). No dia 24 de julho, o navio USS Hornet resgatou Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins no Oceano Pacífico. As cápsulas de cianureto não precisaram ser usadas. E eles se tornaram, para sempre, heróis da humanidade.

A AVENTURA DA IDA

Da contagem regressiva à chegada do Eagle à Lua


1. Adeus, atmosfera

Em menos de 12 minutos, três estágios do Saturno V lançaram a Apollo 11 a 185 quilômetros de altitude, numa viagem a 28 mil quilômetros por hora



2. No espaço sideral

Na órbita da Terra, bastava pouca energia para a nave ser lançada em direção à Lua. Um único motor impulsionou-a a 40 mil quilômetros por hora rumo ao satélite natural



3. Temperaturas extremas

De um lado, o calor do Sol. Do outro, o frio do espaço escuro. Para equilibrar a temperatura, uma rotação de 180 graus sobre o próprio eixo a cada 20 minutos



4. Alunissagem perigosa

Neil Armstrong assumiu o controle manual do Eagle para evitar um pouso desastroso, num local cheio de pedras. Sua pulsação chegou a 150 batimentos por minuto



DE VOLTA À TERRA

Os perigos enfrentados na viagem de retorno


5. Encomendas a bordo

Com 21 quilos de poeira e pedras lunares a bordo, Armstrong e Aldrin concluem uma manobra arriscada: o acoplamento do módulo lunar ao módulo de comando



6. Módulo de comando

Reunidos novamente no Colúmbia, os três astronautas desengatam o módulo lunar, cuja missão estava concluída. O Eagle foi abandonado na órbita da Lua



7. os riscos da reentrada

Para reentrar na atmosfera terrestre sem se incendiar (por causa do atrito com o ar), a nave precisava chegar num ângulo de mergulho predeterminado



8. O pouso no mar
Exatos oito dias, três horas e 18 minutos depois do lançamento, o módulo de comando cai nas águas do Pacífico Sul, onde os três astronautas são resgatados





1969

O traje incluía capacete e visor extraveicular, sistema de comunicação, luvas, cartucho de controle de contaminantes, bateria, dispositivo de resfriamento, bolsa com água e dispositivo de coleta de urina. Na Terra, pesava 86 quilos. Na Lua, o peso não passava de 14 quilos, devido à menor atração gravitacional



2004
A roupa é conhecida pelo nome técnico de Unidade de Mobilidade Extraveicular. O tecido ficou mais resistente e leve, mas a grande mudança é a possibilidade de acoplar, nas costas, a Unidade de Manobra Tripulada. A "mochila" permite ao astronauta locomover-se no espaço para realizar reparos na nave


Os eleitos

Neil Alden Armstrong (à esq.), o comandante da Apollo 11, estava prestes a completar 39 anos quando se tornou o primeiro homem a pisar o solo lunar. Participou da Guerra da Coréia em 1950 e depois foi para a Nasa. Em 1962, alcançou o status de astronauta. Ao sair da Nasa, tornou-se professor de Engenharia Aeroespacial e técnico em computação para aviação. O italiano Michael Collins (no centro) permaneceu no módulo de comando enquanto o Eagle descia até a Lua. Também tinha 38 anos. Entrou no terceiro grupo de astronautas, em 1963. Hoje é consultor para assuntos aeroespaciais e escritor. Edwin E. Aldrin Jr., 39 anos, foi o segundo a caminhar na Lua. Era conhecido pelo apelido, Buzz. Ph.D. em Astronáutica pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, é autor de dois livros sobre o programa espacial norte-americano.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Japão estuda enviar robô e astronauta à Lua

06/03/09 - 09h39 - Atualizado em 06/03/09 - 10h15

Japão estuda enviar robô e astronauta à Lua a partir de 2020
País tem medo de ficar para trás perto de outras nações asiáticas.
Estudos também envolvem uso militar do espaço.

O Japão está estudando enviar à Lua um robô em 2020 e um astronauta até 2030, de acordo com um relatório do governo divulgado na sexta-feira, em meio a temores de que o país seja deixado para trás na corrida espacial asiática. O plano surgiu depois da primeira caminhada espacial chinesa e do lançamento pela Índia de sua primeira missão não-tripulada à Lua, no ano passado. Funcionários do governo chinês disseram que a China planeja enviar astronautas à Lua no futuro, ainda que um cronograma não tenha sido anunciado até agora.

O robô e o astronauta japoneses estudariam a Lua para determinar se seus recursos podem ser usados, afirmou o relatório. Uma comissão de desenvolvimento espacial também discutiu na sexta-feira a possibilidade de que o Japão dê início a um programa próprio de voos espaciais tripulados, segundo um funcionário do governo. "Alguns especialistas estão preocupados com a possibilidade de que, a não ser que exista um programa independente, o Japão seja deixado para trás em termos de desenvolvimento espacial", disse um funcionário do Strategic Headquarters for Space Policy (SHSP), que opera sob a autoridade do gabinete japonês.

"Se projetos de desenvolvimento espacial em larga escala, como sondas lunares ou um sistema de energia solar espacial, forem conduzidos, teremos de ter não apenas robôs mas pessoas lá. A tecnologia dos programas espaciais tripulados certamente se tornará a fundação nesses casos", disse ele.

O programa espacial japonês estava desmantelado no final dos anos de 1990 e começo dos 2000, devido a lançamentos mal-sucedidos de foguetes, mas o país lançou com sucesso sua primeira missão de exploração lunar em 2007. União Soviética, Estados Unidos e China são os únicos países que colocaram pessoas no espaço em seus próprios foguetes.

Em meio a preocupações sobre a corrida espacial na região e sobre as capacidades nucleares e de mísseis da Coréia do Norte, o Japão introduziu uma nova lei espacial no ano passado que permite o uso militar do espaço, pondo fim a décadas de pacifismo.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Nasa lança foguete Atlas V rumo à Lua

18/06/09 - 20h14 - Atualizado em 18/06/09 - 21h12

Nasa lança foguete Atlas V rumo à Lua
Nave não-tripulada vai viajar durante quatro dias.
Sonda começa a preparar futuras viagens do homem ao satélite.


A Nasa lançou com sucesso nesta quinta-feira (18) as sondas lunares LRO e LCROSS a bordo do foguete Atlas, na base de Cabo Canaveral, na Flórida.

O foguete saiu da plataforma às 18h12 de Brasília, 20 minutos após o horário inicialmente previsto, porque inicialmente as condições meteorológicas estavam desfavoráveis.

Foto divulgada pela Nasa mostra o lançamento do foguete Atlas V rumo à Lua, ocorrido na tarde desta quinta-feira (18) em Cabo Canaveral, na Flórida. (Foto: AFP)

O lançamento foi o primeiro passo para o retorno do homem à Lua.

O foguete leva duas cápsulas, que terão missão de explorar a existência de elementos que ajudem a manter uma presença prolongada do homem no satélite natural da Terra.

A partida do foguete também ocorreu no momento em que a Nasa inicia os preparativos para lembrar o 40º aniversário de 20 de julho de 1969, dia em que o astronauta Neil Armstrong se tornou o primeiro homem a chegar à Lua.

O foguete instalará em órbita da Lua as cápsulas Orbitador de Reconhecimento Lunar (LRO, em inglês) e o Satélite Sensor e de Observação de Crateras Lunares (LCROSS).

A principal tarefa do LRO será buscar possíveis pontos de aterrissagem para as naves tripuladas que partirão à Lua a partir das próximas décadas.

Já o LCROSS dirigirá o segmento superior do foguete Atlas em uma trajetória de impacto sobre a superfície do satélite em uma zona próxima a um de seus pólos.

O objetivo é causar uma esteira exploratória que será analisada com os espectrógrafos da cápsula para determinar a possível presença de água nos pólos lunares.

Também determinará a existência de elementos como hidrogênio e oxigênio que poderiam apoiar a presença de futuras missões tripuladas ao satélite natural da Terra.

Essa esteira será examinada pelo LCROSS e os telescópios em Terra e até pelo observatório espacial Hubble.

No contraste com a luz solar, o teste determinará a presença de gelo nas zonas polares e aumentará o conhecimento sobre a estrutura mineral das crateras mais remotas, onde a luz do Sol nunca chegou.

"Estamos ansiosos para fazer com que grande parte do público participe da espetacular chegada do LCROSS à Lua na busca por água", comentou Dan Andrews, diretor do projeto no Centro Ames de Pesquisas da Nasa, em Moffett Field (Califórnia).

"Essas duas missões proporcionarão valiosa informação sobre a Lua, nosso vizinho mais próximo", disse Doug Cooke, administrador do setor de missões de prospecção da Nasa, ao ficar conhecida a missão conjunta no início deste ano.

Segundo ele, as imagens que serão transmitidas pelos satélites terão uma resolução tão boa que permitirá distinguir um metro sobre a superfície solar, e seus instrumentos Darão informação sobre os usos potenciais que poderia ter a Lua.

De acordo com a Nasa, os instrumentos do LRO ajudarão a confeccionar um mapa tridimensional e de alta resolução da superfície lunar, além de um exame do espectro ultravioleta do satélite.

Nasa inicia projeto para voltar à Lua

18/06/09 - 11h22 - Atualizado em 18/06/09 - 11h22

Nasa inicia projeto para voltar à Lua
Serão quatro dias de viagem para a nave não-tripulada.
Sonda vai percorrer os 3,5 mil quilômetros de diâmetro do satélite.




Foi em 1969 o primeiro toque, um pequeno passo. Quarenta anos se passaram e a Nasa - a agência espacial americana - diz que está pronta para percorrer 400 mil quilômetros e voltar mais uma vez à Lua.

O nome do projeto é Reconhecimento Lunar. É o primeiro passo da Nasa naquela direção no século 21 e vai ser feito por uma sonda, que foi instalada em um foguete nesta quarta-feira. O equipamento já passou pela última revisão. Da base de lançamento, em Cabo Canaveral, na Flórida, vai para o espaço, nesta quinta-feira (18).

Serão quatro dias de viagem até chegar ao destino. Lá, a sonda vai percorrer os 3,5 mil quilômetros de diâmetro da Lua. Vai transmitir para a Terra imagens que nenhum telescópio consegue captar - até porque daqui debaixo nós vemos sempre o mesmo lado da Lua. O custo do projeto: aproximadamente US$ 500 milhões.

Para a Nasa, todo esse dinheiro é investimento. A agência quer saber mais sobre o Universo. Quer testar sistemas de voo, identificar riscos, ver locais de pouso, preparar o caminho para futuras viagens do homem à lua.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Músculos de astronautas envelhecem mais rápido

15/04/09 - 06h30 - Atualizado em 15/04/09 - 06h30

Músculos de astronautas envelhecem mais rápido no espaço
Ausência de gravidade prejudica tripulantes, segundo estudo.
Após seis meses, eles ficam com músculos iguais aos de alguém com 80 anos.




Foto: Nasa
Astronauta em caminhada espacial (Foto: Nasa) De acordo com uma nova análise, um astronauta jovem e saudável que permaneça durante seis meses na Estação Espacial Internacional provavelmente voltará à Terra com os músculos de um idoso de 80 anos.

O estudo, financiado pela Nasa e publicado na edição de abril do jornal especializado "The Journal of Applied Physiology", examinou nove astronautas russos e americanos que haviam passado cerca de seis meses na estação. Eles tiveram acesso a diversas máquinas para exercícios aeróbicos e de resistência, e, além disso, os membros da tripulação mantiveram anotações sobre seu tempo de exercícios.

Os pesquisadores mediram o volume de músculos da perna através de exames de ressonância magnética, além do desempenho muscular, desta vez utilizando dinamômetros, antes do lançamento. Eles repetiram os testes quando os astronautas retornaram. Os cientistas também fizeram biópsias do músculo da panturrilha antes e depois do período no espaço.

Usando anotações e vídeos, os pesquisadores estimaram que os astronautas realizaram, em média, o equivalente a 50 minutos de atividade aeróbica e 30 minutos de treinamento de resistência por dia. Claramente, isso não foi o bastante: no retorno à Terra, eles haviam perdido uma média de 13% de massa muscular e de 20 a 29% de desempenho dos músculos.

“Nós nos exercitamos simplesmente caminhando até a geladeira”, disse Scott Trappe, professor de ciência dos exercícios na Ball State University e principal autor do estudo. “Os astronautas não. Seus modos de exercício estão bem, mas eles precisam de equipamentos capazes de oferecer intensidades muito mais altas.”


PUBLICADOS BRASIL NO ORKUT

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