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sexta-feira, 14 de junho de 2019

Nasa estima que próxima missão tripulada na Lua custará US$ 30 bi

Nasa estima que próxima missão tripulada na Lua custará US$ 30 bi

Marca de um dos primeiros passos na Lua, deixada por Buzz Aldrin — Foto: Nasa

Agência espacial planeja enviar ao satélite um homem e uma mulher em 2024.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Ônibus espacial Discovery é lançado rumo à sua última missão

24/02/2011 18h53 - Atualizado em 24/02/2011 19h18
Ônibus espacial Discovery é lançado rumo à sua última missão
Decolagem acontece após série de adiamentos e problemas com a nave.
Programa de ônibus espaciais da Nasa será aposentado até o final de 2011.

Após quatro meses de tentativas frustradas e adiamentos, o ônibus espacial Discovery foi lançado no Centro Espacial Kennedy, nos Estados Unidos, partindo para sua última missão no espaço nesta quinta-feira (24), às 18h50 (horário de Brasília).

O lançamento acontece após uma série de adiamentos por conta de vazamentos, problemas elétricos e rachaduras nos tanques externos. A equipe também sofreu baixas, com a substituição do especialista Tim Kopra, que se machucou após cair da bicicleta, pelo astronauta Steve Bowen.

Após reparos no sistema de combustível do veículo, a Discovery retornou ao complexo de lançamento 39A, no Centro Espacial Kennedy, em fevereiro de 2011. Os tanques externos foram completamente abastecidos durante a manhã desta quinta-feira.

A missão STS-133 leva seis astronautas e um robo humanoide à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). A equipe deve permanecer no espaço durante 11 dias, levando novos instrumentos aos posto orbital. Para instalá-los, duas caminhadas no espaço serão feitas pelos especialistas a bordo Steve Bowen e Alvin Drew.

Será a 35ª viagem de um ônibus espacial à ISS. O programa de ônibus espaciais da Nasa será aposentado até o final de 2011, com o voo final da Endeavour, na missão STS-134, e da Atlantis, que será utilizada novamente após a agência espacial norte-americana ter anunciado o fim do uso desta nave em 2010.


Da esquerda para a direita, os tripulantes da missão STS-133, a última da Discovery: Nicole Scott, Michael Barratt, Alvin Drew, Steve Bowen, Eric Boe e Steve Lindsey, comandante da tripulação (Foto: Nasa)

quarta-feira, 23 de março de 2011

Hibernação pode ser solução para viagens espaciais, diz estudo

17/02/2011 19h10 - Atualizado em 17/02/2011 20h19

Hibernação pode ser solução para viagens espaciais, diz estudo

Cientistas tiveram a ideia ao observar ursos negros no Alasca.
Redução da atividade metabólica também pode ser útil à medicina.

Hibernar pode ser uma solução para que o corpo humano resista a uma viagem espacial de longa distância, uma opção sugerida por um grupo de cientistas que analisou o processo de hibernação dos ursos negros do Alasca.

Cientistas da Universidade do Alasca descobriram que os ursos negros reduzem levemente sua temperatura corporal durante esse período, mas sua atividade metabólica fica muito abaixo dos níveis de outros animais que também hibernam.

Segundo seus autores, esta descoberta, que foi apresentada nesta quinta-feira na reunião anual da Associação Americana para o Avanço das Ciências (AAAS), foi inesperada, já que os processos químicos e biológicos de um organismo se desaceleram normalmente em 50% por cada 10 graus de redução da temperatura corporal.

No entanto, segundo o estudo, que foi publicado nesta semana na revista "Science", a temperatura corporal destes ursos diminuiu só cinco ou seis graus e seu metabolismo se desacelerou em 75% em comparação com sua atividade normal.

Durante o período de hibernação, os ursos passam de cinco a sete meses sem comer, beber, urinar ou defecar.

Neste período, esses animais respiram apenas uma ou duas vezes por minuto e seu coração se desacelera entre as respirações.

Além disso, os cientistas descobriram que a atividade metabólica dos ursos continuou em níveis mais baixos várias semanas após o fim da hibernação.

Esta descoberta levou os pesquisadores a pensar que isso poderia ser útil para os humanos no futuro e eles constataram que a aplicação dos mecanismos de supressão metabólica em situações de emergência poderia salvar vidas.

"Uma rápida redução da atividade metabólica das vítimas de um derrame cerebral ou de um ataque cardíaco poderia deixar o paciente em um estado estável e protegido, o que daria aos médicos mais tempo para tratá-lo", revelou um dos pesquisadores.

A descoberta também poderia ser útil para uma longa viagem espacial, pois, se o corpo humano pudesse alcançar este tipo de hibernação, a viagem a um planeta distante ou a um asteroide poderia ser mais suportável para os astronautas.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Sede de achar água - Sonda Mars Express

SEDE DE ACHAR ÁGUA - Sonda Mars Express



Em janeiro de 2004, a sonda Mars Express, da Agência Espacial Européia (ESA), detectou água sob forma de gelo no pólo sul de Marte. Pouco depois, em março, a Nasa, agência espacial americana, anunciou que um de seus veículos-robôs em Marte, o Opportunity, havia encontrado marcas nas rochas e minerais que geralmente se formam em processos de hidratação. Sinais semelhantes foram detectados também pelo Spirit, outro veículo-robô americano que pousou em Marte, no início do ano. Em conjunto, esses vestígios serviram para confirmar uma antiga suspeita: a de que o planeta vermelho já teve água suficiente para permitir a vida."As evidências são tão grandes que é difícil não acreditar que existe vida em Marte", diz Enos Picazzio, professor de astronomia da Universidade de São Paulo (USP). A exemplo de muitos outros cientistas, ele não descarta a possibilidade de Marte se encontrar apenas em uma espécie de era glacial prolongada. De fato, os cientistas acreditam que, no início de sua existência, Marte foi bem parecido com a Terra, mas, pela ausência de movimento tectônico de placas e do efeito estufa, a superfície do planeta vermelho é bem mais fria que a da Terra (lá, a temperatura varia entre 53 graus centígrados negativos e 27 graus centígrados).

Tanto para os americanos quanto para os europeus, o grande objetivo de suas missões a Marte, a longo prazo, é enviar homens para lá. Mas a recente descoberta de vestígios de água não significa que o homem já pode começar a pensar em construir cidades no planeta vizinho. Calma lá! Ainda nem foram encontrados traços diretos de vida, quer atual, quer em forma de fósseis. A presença de água em estado líquido é uma condição fundamental para a ocorrência de vida como a conhecemos na Terra. Se Marte possuir uma quantidade razoável de água, isso significaria que a possibilidade de exploração humana de Marte, incluindo a instalação de uma base tripulada permanente em solo marciano, sairia do plano da ficção e ficaria mais próxima da realidade.
As recentes descobertas levantam, contudo, novas dúvidas: o que teria causado o desaparecimento da água em Marte, tornando-o um planeta frio e seco? Por que a temperatura geológica e a pressão atmosférica diminuíram tanto em um espaço de tempo considerado curto, de cerca de 100 milhões de anos? Tempestades solares e uma proteção insuficiente propiciada pela atmosfera marciana podem explicar esses fenômenos. Mas os cientistas não descartam a hipótese de ainda existir água no subsolo marciano, sob pressão e a temperatura adequadas para manter-se em estado líquido.

O impacto da descoberta
As teorias de que pode existir ou ter existido vida no planeta vermelho ganham fôlego com a descoberta de água e elementos orgânicos em marte. O novo enigma dos cientistas é explicar o desaparecimento dessa água

A morada dos Ets
Marte sempre despertou a curiosidade e a imaginação dos terráqueos. Afinal, é lá onde vivem os marcianos, aqueles homenzinhos verdes com antenas na cabeça que, de tempos em tempos, vêm nos visitar a bordo de seus discos voadores. As especulações sobre a existência de uma civilização avançada no planeta vizinho ganharam força em 1877, quando o astrônomo italiano Giovanni Schiaparelli (1835-1910) afirmou ter observado em Marte uma série de linhas semelhantes a canais artificiais. Tais construções, que serviriam para conduzir a água derretida nos pólos durante o verão para irrigar as regiões equatoriais, seriam uma prova inequívoca da existência de vida inteligente no planeta vermelho. Anos mais tarde, o milionário americano Percival Lowell (1855-1916), um astrônomo amador, construiu um observatório em Flagstaff, no deserto do Arizona, e torrou sua fortuna para custear estudos sobre Marte. Influenciado pelas idéias de Schiaparelli, Lowell desenhava apaixonadamente os supostos canais identificados por seu antecessor, acreditando que o planeta vizinho havia sofrido um processo de desertificação. A teoria dos canais ruiu no século XX, quando se observou que eram apenas fissuras naturais e leitos de antigos rios e oceanos que teriam corrido em Marte. Em 1965, a sonda Mariner 4 enviou à Terra imagens apenas de um terreno repleto de crateras semelhantes às da Lua. A estação móvel Mars Pathfinder, que pousou em solo marciano em 1997, já havia descoberto resquícios da presença de água. As evidências de escoamento de água foram liberadas pela Nasa em 2000.

Sonda japonesa se aproxima de Vênus para entrar em órbita - Akatsuki

07/12/2010 07h26 - Atualizado em 07/12/2010 10h36

Sonda japonesa se aproxima de Vênus para entrar em órbita
'Akatsuki' vai tirar fotos do planeta, diz agência espacial japonesa.
Observações no planeta podem ajudar na compreensão da Terra.

A sonda japonesa Akatsuki se prepara para entrar em órbita ao redor do planeta Vênus, do qual fará fotos, anunciou a Agência de Exploração Espacial Japonesa (Jaxa).

Lançada no dia 20 de maio pelo foguete H-DA, a Akatsuki (Alvorada em japonês) percorreu sem problemas o longo trajeto até Vênus, considerado o planeta gêmeo da Terra por seu tamanho e sua massa.


Missão chegará a Vênus para tirar fotos do planeta. (Crédito: Akihiko Ikeshita / Jaxa via Jiji Press / AFP Photo)Ao aproximar-se de Vênus, os motores da Akatsuki passaram ao modo inverso para reduzir a velocidade e entrar no campo gravitacional do planeta. De acordo com a Jaxa, a sonda funciona normalmente.

Em poucas horas, a Akatsuki entrará em uma órbita elíptica, o que permitirá uma aproximação a 300 quilômetros de Vênus.

A missão Akatsuki (ou Venus Climate Orbiter PLANET-C), preparada desde 2001, vai completar as informações obtidas pelo Venus Express, o satélite lançado no fim de 2005 pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês )e que chegou ao destino no primeiro semestre de 2006.

Os cientistas esperam que a observação do clima de Vênus ajude na compreensão da formação do meio ambiente da Terra.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Japão e EUA fazem mais completo mapa topográfico da Terra

30/06/09 - 15h30 - Atualizado em 30/06/09 - 15h30

Japão e EUA fazem mais completo mapa topográfico da Terra
A partir de imagens de satélite japonês, topografia de 99% do planeta foi reproduzida.

Um projeto conjunto da agência espacial americana, a Nasa, e do Ministério do Comércio do Japão gerou o mais completo mapa da topografia da Terra, cobrindo 99% da superfície do planeta. As imagens, que devem ser liberadas para serem baixadas e usadas gratuitamente, foram capturadas pelo radiômetro Aster (sigla em inglês de Advanced Spaceborne Thermal Emission and Reflection Radiometer, ou Radiômetro Espacial Avançado de Emissões Térmicas e Reflexão), a bordo do satélite artificial Terra.




Uma das imagens derivadas do mapeamento (Foto: Nasa)
O radiômetro é um equipamento que mede radiação, e o Aster já ajudou cientistas a esclarecer questões que vão desde a superpopulação de algas até erupções vulcânicas. O mapa foi baseado em medições do Aster da superfície terrestre feitas a cada 30 metros de distância. "São os dados digitais de elevações mais completos e consistentes já divulgados no mundo", disse Woody Turner, que participou do projeto pela Nasa. "Isso vai ser útil para usuários e pesquisadores de uma vasta gama de disciplinas que precisam de informações sobre terreno e elevações."

Até então, o mapa topográfico mais completo tinha sido produzido em uma missão da Nasa realizada pelo ônibus espacial Endeavor em 2000 e cobria apenas 80% da superfície do planeta. Além disso, os dados dela eram menos precisos em terrenos muito íngremes e em alguns desertos.

A Nasa agora vai atualizar o banco de dados com novas informações fornecidas pelo Aster para detalhar o mapa atual ainda mais.