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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Prazo de validade 7000 mil anos - Arqueologia


PRAZO DE VALIDADE 7 000 ANOS - Arqueologia


Os chinchorros vieram dos Andes, descendo os rios da cordilheira até o mar. Ocuparam os estuários da costa do Pacífico atraídos pela abundância de peixes, focas, moluscos e pelicanos, e viraram pescadores. A região em que se fixaram é uma das habitadas há mais tempo na América. "Na costa chilena há sítios arqueológicos, do complexo cultural Huentelauquen, com mais de 9 000 anos", disse à nos o professor Virgilio Schiappacasse, do Museu de História Natural de Santiago do Chile. "Em sítios andinos como Tojo-Tojone e Patapatane, de 9 400 anos, foram achados moluscos e ossos de peixe, confirmando o intercâmbio entre as montanhas e a costa."

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Arqueólogos descobrem tumba de 1,2 mil anos no Peru


Arqueólogos descobrem tumba de 1,2 mil anos no Peru

Crânio descoberto por arqueólogos durante escavação no Peru (Foto: Reprodução/BBC)

Túmulo é de civilização que dominou país antes dos incas.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Tomografia revela que faraó egípcio teve garganta cortada



Tomografia revela que faraó egípcio teve garganta cortada

Múmia do faraó egípcio Ramsés 3º, que teve a garganta cortada (Foto: Reprodução/"British Medical Journal")

Harém armou conspiração contra imperador egípcio, sugere pesquisa.
Atentado contra Ramsés 3º ocorreu 1,1 mil anos antes de Cristo.

Um estudo realizado pela Universidade do Cairo, no Egito, em conjunto com outras instituições do país utilizou tomografia computadorizada e técnicas de medicina para confirmar que o faraó Ramsés 3º morreu ao ter a garganta cortada. A pesquisa sugere que ele foi vítima de uma conspiração realizada por seu harém por volta de 1,1 mil anos antes de Cristo.

A pesquisa, publicada no conceituado periódico "British Medical Journal", esclarece alguns pontos obscuros na história, há muito tempo debatida por egiptólogos.

Um dos documentos mais analisados da época, um papiro "judicial" do Egito antigo, afirma que no ano 1.155 antes de Cristo, mulheres que integravam o harém do faraó cometeram um atentado contra a vida dele, como parte de uma conspiração. O papiro relata que a conspiração falhou, mas não havia dados que confirmassem o homicídio.

O documento revela que foram feitos quatro julgamentos dos conspiradores e que houve punição aos responsáveis. Os dois chefes da conspiração seriam uma rainha secundária, chamada Tiy, e seu filho, o príncipe Pentawere.

O papiro é vago quanto à morte de Ramsés 3º. Primeiro, sugere que ele poderia ter morrido pouco antes ou durante o julgamento dos conspiradores. Depois, diz que a Corte que julgava o harém recebeu ordens diretas do rei, o que indica que ele estaria vivo quando houve o julgamento.

Corte profundo
Com as tomografias na múmia de Ramsés 3º, os cientistas descobriram um grande e profundo corte em sua garganta, causado por uma lâmina afiada, possivelmente, e que teria sido letal o suficiente para causar morte imediata.

Um amuleto foi encontrado dentro do ferimento, dizem os pesquisadores. O objeto foi possivelmente inserido, na época, pelos responsáveis por embalsamar o corpo do faraó.

Os cientistas analisaram ainda outra múmia, provavelmente do filho do rei, Pentawere.
A múmia possuía entre 18 e 20 anos quando morreu, e evidências como pele ferida em volta do escoço da múmia sugerem que ela foi morta de forma violenta, possivelmente por estrangulamento.

O corpo mumificado que possivelmente pertence a Pentawere não foi mumificado da forma tradicional, mas feito em um "ritual impuro", segundo os cientistas, o que indica que foi uma forma de punição por participar da conspiração.

A análise do DNA de ambas as múmias indica que existe grau de parentesco, o que "sugere fortemente que eram pai e filho", segundo os cientistas.

Tomografia mostra coluna e pescoço de faraó; estrelas indicam local onde ferimento foi causado (Foto: Reprodução/"British Medical Journal")


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Lições de 3 mil anos - Múmias

LIÇÕES DE 3 MIL ANOS - Múmias



Com modernos equipamentos, pesquisadores desvendam os mais bem guardados segredos das múmias egípcias. Isso pode levar até à criação de novos remédios.

O paciente - um anônimo cidadão egípcio de 40 anos de idade-passou por uma batelada de exames ultramodernos, sob os cuidados de uma equipe de cientistas franceses de várias especialidades. Mas o resultado lhe será inacessível para sempre: afinal, ele morreu há mais de 3 mil anos. Na verdade, são os cientistas que esperam ser auxiliados por esse egípcio, nascido em Tebas, cuja múmia repousava no Museu Guimet, em Lyon, sul da França. Submetida a pesquisas com instrumentos como o tomógrafo computadorizado, ela pode fornecer respostas a velhas dúvidas de historiadores e antropólogos que se dedicam a esmiuçar a civilização do Antigo Egito. Ao mesmo tempo e na outra ponta da ciência, a autópsia de múmias revela novas substâncias para a fabricação de remédios, ajuda a entender o desenvolvimento de certas doenças e ainda pode dar uma contribuição aos estudos sobre a evolução da vida.
O fascínio exercido pelas múmias é antigo. A palavra vem do persa mumiyya, cadáver embalsamado. Mas só recentemente se começou a usar o que há de melhor em instrumentos técnicos nas autópsias-anteriormente feitas com microscópios comuns ou, no máximo, com raios X-a fim de obter informações do passado capazes de ser úteis no futuro.
Não se trata de retórica: os cientistas que examinaram a múmia de Tebas, impressionados com a ausência de fungos e bactérias nas bandagens que envolviam o corpo, desconfiam que os egípcios conheciam as propriedades antibióticos naturais das plantas que os químicos modernos ainda ignoram.
Uma análise da resina existente nas bandagens permitiu confirmar a presença de duas substâncias: betume e ládano. Há muito tempo se suspeitava da presença do betume, cor de piche, por causa do habitual tom bronzeado-escuro das múmias. Mas o ládano foi uma surpresa, além de fornecer uma indicação para os historiadores: planta típica do Oriente Médio e da Grécia-até citada na Bíblia - o fato de ser ingrediente dos ungüentos das múmias prova que os egípcios já comerciavam com essas regiões, alguns milhares de anos antes de Cristo.
Essas revelações não excluem que existam outros componentes ainda não identificados nas resinas. Afinal, nada se sabe com segurança sobre como era feita a mumificação-um segredo guardado a setenta chaves pelos sacerdotes embalsamadores, que acreditavam estar repetindo os cuidados ministrados ao deus egípcio dos mortos, Osiris, para garantir-lhe a ressurreição. Há séculos levantam-se hipóteses sobre os componentes dos bálsamos e suas proporções corretas. O estudo da múmia de Tebas com o auxilio do computador deve continuar até elucidar a fórmula. "Chegaremos a novos tratamentos com as plantas utilizadas pelos egípcios", prevê Patrick Josset, chefe da equipe francesa. "O que é bom para as múmias poderá ser bom também para os seres vivos."
Os próprios egípcios talvez ignorassem que os bálsamos empregados na conservação dos mortos pudessem ter alguma utilidade em suas vidas. A prova disso, segundo as pesquisas mais recentes, é que a maioria dos egípcios mumificados deve ter morrido de doenças infecciosas agudas, para as quais não havia tratamento na época-o homem de Tebas, por exemplo, apresenta lesões nos pulmões, sinal de que provavelmente morreu de broncopneumonia.
O que mais chamou a atenção dos franceses que examinaram a múmia, porém, foi um vaso em seu interior contendo pele humana e pelos fingidos em tom avermelhado. Sabe-se que, no processo de embalsamamento, os egípcios costumavam retirar todas as vísceras do cadáver, para tratá-las separadamente e guardá-las em vasos, dentro das múmias. Mas guardar pele humana num desses vasos não era costume, ao que se saiba. Isso faz os estudiosos do Antigo Egito pensarem na hipótese de algum ritual especial.
Os egípcios também costumavam rechear as múmias com panos, a fim de manter as formas naturais do corpo. Também nesse ponto a múmia do Museu de Lyon reservava uma surpresa: um dos panos nela guardados era simplesmente uma vela de barco. Segundo os restauradores que participaram da autópsia, a vela data de 3700 anos atrás. O cidadão de Tebas, por sinal, devia ter boa saúde: não há na múmia vestígios de doenças crônicas ou tumores. Os cientistas acreditam que os egípcios, em geral, eram saudáveis, e o motivo, uma alimentação equilibrada, com pouco açúcar: é raro encontrar uma múmia com marcas de cárie nos dentes.
Ter noção da saúde de pessoas que viveram há milhares de anos a partir de um único exame só é possível com a tomografia computadorizada. Graças a ela, pode-se avaliar tamanhos e distancias dentro de um organismo, por exemplo. O estudo de múmias com raios X tinha uma grande limitação: por apenas distinguir com nitidez estruturas mais compactas, como ossos, requeria que todas as bandagens fossem retiradas. Isso motivava toda sorte de protestos dos egiptólogos, para quem se deve manter as múmias o mais possível intactas, em obediência ao mandamento "olhar, sim; mexer, não".
Além disso, perto da tomografia, outros exames são incompletos: cientistas americanos notaram na chapa de raio X de um sacerdote egípcio, cuja múmia data de 700 a.C., que ele tinha uma deformação na bacia. A gravidade do problema só foi avaliada quando o computador mediu as distancias entre os ossos e chegou ao diagnóstico de que, na adolescência, o sacerdote era tão obeso a ponto de forçar os ossos da bacia, que antes dos 20 anos ainda não estão unidos. Com isso, a perna esquerda ficou mais curta e com certeza ele só conseguia andar com auxílio de bengala.
Problemas ortopédicos, aliás, devem ter sido comuns no Antigo Egito. Durante muito tempo, antropólogos se perguntavam por que as mulheres egípcias morriam bem mais jovens do que os homens. Só recentemente cientistas italianos descobriram que muitas delas morriam ao dar à luz, por terem os ossos da bacia incrivelmente estreitos. A razão dessa anomalia anatômica é desconhecida. Há três anos, cientistas suecos conseguiram fazer, pela primeira vez, a clonagem (cópia feita de organismos vivos) do DNA de uma criança de 1 ano, embalsamada há mais de 24 séculos. Isso foi possível porque, no caso dessa múmia, embora as células tivessem perdido suas membranas protetores, o DNA estava quase intacto.
Desde então, cientistas do mundo inteiro tentam experiências semelhantes. Mas o que será que se pode descobrir a partir de uma simples molécula de alguém que morreu há séculos? Os cientistas buscam três objetivos. Um deles é aprimorar a técnica para encontrar fragmentos de DNA em corpos mumificador de criaturas que morreram muito antes dos antigos egípcios: cientistas americanos descobriram fragmentos de DNA em um mamute que viveu há mais de 40 mil anos. Se fizerem clones desse DNA, poderão aprender lições valiosos sobre a evolução da vida comparando as cópias das moléculas do mamute com moléculas de animais dos tempos atuais.
Outro objetivo é encontrar nas múmias egípcias fragmentos de DNA de vírus e assim estudar o seu desenvolvimento e o das doenças que provocam. Mais especificamente, os cientistas buscam fragmentos do papilomavírus nos sinais de verrugas das múmias; caso consigam clonar tais vírus, talvez possam esclarecer se na sua evolução o papiloma poderia mesmo ter vindo a causar câncer de pele, como se desconfia. Finalmente, o estudo das moléculas de múmias poderá ajudar também os antropólogos que pesquisam o Antigo Egito, esclarecendo graus de parentesco entre faraós e sacerdotes, descobrindo pelas informações genéticas quem foi quem de fato nas elites dirigentes egípcias.
Descobrir a identidade de uma múmia é sempre fascinante-e às vezes um serviço muito demorado. Até o ano passado, não se tinha conseguido definir o sexo de uma múmia, encontrada no chamado Vale dos Reis, em Luxor, no longínquo ano de 1907. Então, odontologistas americanos resolveram aplicar na múmia uma técnica que vem sendo utilizada experimentalmente em crianças pequenas, para prevenir problemas de prognatismo (dentes salientes). Trata-se de examinar as chapas de raios X por um computador que mede cada osso da face, fazendo comparações e prevendo seu crescimento. O computador apontou tantas semelhanças entre o crânio da múmia de sexo incerto e não sabido e o crânio do faraó Tutankhamon, morto aproximadamente em 1346 a.C., que os cientistas puderam finalmente resolver o enigma: era Smenkhare, meio-irmão de Tutankhamon.
Exames semelhantes foram feitos também nos Estados Unidos, com a múmia de uma jovem egípcia, que morreu em 950 a.C., chamada Tabes. Quem visita seu esquife, no Egito, fica impressionado com a beleza do seu retrato. Segundo os cientistas, Tabes queria, mas nunca teve, o rosto de traços harmônicos mostrado na pintura que, certamente, como era hábito, foi feita por encomenda quando a jovem ainda era viva. As análises revelaram que Tabes, além de ter um nariz imenso, era tão prognata, tanto na dentição inferior como na superior, que não conseguia nem fechar a boca. Esse era o segredo da múmia, disfarçado pelo retrato mentiroso.

A maldição era um fungo
Guiado por um xeque, o viajante inglês Richard Pococke, em 1743, foi o primeiro a chamar a atenção da Europa para uma região conhecida como Vale dos Reis, a oeste de Tebas, no Egito. Ele tinha avistado catorze dos sessenta túmulos existentes no Vale, mas não sabia que todos os faraós e nobres mortos entre 1567 e 1085 a.C. estavam ali enterrados. Na época de Pococke, era impossível explorar o local: todos os que se aproximavam eram expulsos por quadrilhas de ladrões que habitavam as colinas. Talvez a primeira grande descoberta tenha ocorrido em 1881, quando o subdiretor do Museu do Cairo, Emile Brugsch, seguindo a pista de um ladrão, encontrou num poço nada menos de 31 caixões e 24 múmias -entre elas, a do faraó Ramsés II (reinou de 1304 a 1237 a.C.).
A maioria dos túmulos havia sido saqueada por ladrões. No inicio deste século, aparentemente tudo o que restava de valor já estava exposto em museus. talvez por isso a descoberta mais empolgante tenha sido a múmia do faraó Tutankhamon (reinou de 1361 a 1352 a.C.), no dia 4 de abril de 1923. Foi a consagracão do arqueólogo inglês Howard Carter, que levou 23 anos procurando o túmulo. Mas, como Lord Carnavon, o milionário que financiara essa busca, morreu repentinamente um mês depois da descoberta, surgiu a lenda de sua maldição, mesmo porque no túmulo havia a inscrição: "A morte tocará com suas asas aquele que desrespeitar o faraó".
Para reforçar essa crença, nos meses seguintes outros 25 membros da expedição inglesa morreram em condições misteriosas. Só há três anos, médicos franceses conseguiram explicar essas mortes: os pesquisadores que entraram na tumba do faraó respiraram um ar impregnado de fungos. Isso causou uma reação alérgica de insuficiência respiratória, que acabou matando-os por asfixia.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Arqueólogos egípcios encontram duas tumbas de 2,5 mil anos

04/01/10 - 15h05 - Atualizado em 04/01/10 - 15h09

Arqueólogos egípcios encontram duas tumbas de 2,5 mil anos no Egito
Esqueletos e águias mumificadas foram encontradas no local.
As duas tumbas descobertas pertencem à 26ª dinastia dos faraós.




Arqueólogos encontraram tumba de 2,5 mil anos em Saqqara, distante 20 quilômentros do Cairo, capital do Egito (Foto: SUPREME COUNCIL OF ANTIQUITIES/AFP)

Arqueólogos egípcios encontraram duas tumbas de 2,5 mil anos em Saqqara, distante 20 quilômetros do Cairo, capital do Egito. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (4) pelo Conselho Superior de Antiguidade (CSA) do país.

As tumbas pertencem à 26ª dinastia dos faraós e foram descobertas em Ras el Guesr, cavadas nas rochas, afirmou o diretor da CSA, Zahi Hawass. A primeira delas "é a maior tumba descoberta em Saqqara", disse.

No local, uma imensa sala de onde partem várias passagebs e câmaras, foram encontradas vários esqueletos e águias mumificadas.

Na segunda tumba, de tamanho menor, foram encontrados recepientes de barro cozido. Essa descoberta demonstra que "Saqqara segue guardando segredos", disse Hawass.

A região de Saqqara é uma grande necrópole na região da antiga Memfis, onde se encontram numerosas tumbas e as primeiras pirâmides faraônicas.

Arqueólogos egípcios descobrem tumbas

10/01/10 - 12h32 - Atualizado em 10/01/10 - 13h30

Arqueólogos egípcios descobrem tumbas de construtores das pirâmides
Achado ajuda a entender como vivia e comia o povo há mais de 4.000 anos.
Segundo pesquisador, trabalhadores não eram escravos como se pensava.

Arqueólogos egípcios descobriram um grupo de novas tumbas de trabalhadores que construíram as pirâmides, abrindo espaço para entender a forma como eles viviam e comiam há mais de 4.000 anos. A revelação foi feita neste domingo (10) pelo departamento de antiguidades do país.




Imagem divulgada pelo Conselho Supremo de Antiguidades do Egito mostra as tumbas dos trabalhadores e as pirâmides (Foto: AP)

As tumbas são pertencentes à 4ª dinastia, entre os anos 2.575 a.C. e 2.467 a.C., quando as Grandes Pirâmides foram construídas, segundo o diretor do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, Zahi Hawass.

As primeiras tumbas de trabalhadores que construíram as pirâmides foram encontradas nos anos 1990 e, junto com as novas descobertas, indicam que os trabalhadores não eram escravos, como se pensava anteriormente.

"Essas tumbas foram construídas ao lado da pirâmide do rei, o que indica que essas pessoas não eram escravas, pois não poderiam ter construído suas tumbas dessa forma", disse Hawass. As tumbas eram usadas para trabalhadores mortos durante a construção.

As evidências encontradas apontam que aproximadamente 10 mil trabalhadores atuaram na construção da pirâmides e eles comiam 21 bois e 23 ovelhas que eram enviados diariamente para eles por fazendas do norte e do sul do Egito.




Tumba de trabalhadores egípcios de 4.000 anos atrás foi descoberta por arqueólogos (Foto: AP)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Arqueólogos podem estar perto de encontrar local do túmulo de Cleópatra

10/05/09 - 21h47 - Atualizado em 10/05/09 - 21h47

Arqueólogos podem estar perto de encontrar local do túmulo de Cleópatra
Indícios da tumba da rainha foram achados perto de Alexandria.
Objetivo é acabar com polêmicas sobre beleza e morte da 'faraoa'.

De uma hora para outra, os olhos do mundo se voltaram para o templo de Abusir, no deserto do Saara. Cientistas acreditam que está enterrado aqui um dos tesouros mais procurados pelos arqueólogos: a tumba de Cleópatra e de seu amante, o general romano Marco Antônio.

Num mundo machista, Cleópatra reinou como nenhum homem. Historiadores falam de sua beleza, inteligência e capacidade ímpar de seduzir. Mas a imagem que o mundo moderno tem da eterna rainha do Egito é a criada pelo cinema, com o rosto de Elizabeth Taylor.

Cléopatra foi a mulher de dois dos homens mais importantes de sua era. Apaixonado, Júlio César providenciou para que ela assumisse o trono do Egito sozinha. Com isso, Cleópatra se tornava a mulher mais poderosa do planeta. Com o assassinato de César em pleno Senado romano, dirigiu seu charme para o general Marco Antônio. Os dois se rebelaram contra Roma, mas a guerra foi perdida no mar. Ao pensar que Cleópatra havia morrido, Antônio cometeu suicídio com a própria espada. Ela, ao ver o marido morto, usou uma serpente para se matar também. Antes, pediu para ser enterrada num local secreto.

Taposíris
Há 15 anos, a arqueóloga dominicana Kathlen Martinez se dedica a procurar esse lugar. De escavação em escavação, ela chegou à colina de Taposíris. Usando satélites e radares, os pesquisadores já sabem que existe um emaranhado de túneis e passagens secretas que interligam as tumbas na área. Isso torna Abusir um templo único no Egito -- e a possível chave de um grande mistério.

Os satélites mapearam os arredores de Alexandria e acharam indícios da tumba de Cleópatra: moedas com a imagem da rainha, corpos de sacerdotes em posição fetal -- típico dos que cometiam suicídio logo depois de enterrar seus amos. Por fim, veio a descoberta de um cemitério a menos de um quilômetro do velho templo. No Egito Antigo, os cemitérios dos mortais comuns ficavam sempre próximos da tumba de um rei ou rainha.

O secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, Zahi Hawass, acompanha o trabalho dos arqueólogos há mais de 40 anos. Ele diz que nada se compara à descoberta que, na opinião dele, está prestes a acontecer.

"Saber, de fato, como Cleópatra era, com que tesouros foi enterrada, como viveu e morreu, poder comprovar a história, desmistificar o que é lenda -- este lugar pode nos dar tudo isso. Mas, por mais que se descubra sua tumba, Cleópatra manterá ao redor de si uma aura de mistério", diz Hawass.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Missão egípcio-dominicana encontra cabeça de alabastro

26/05/08 - 14h14 - Atualizado em 26/05/08 - 17h05

Missão egípcio-dominicana encontra cabeça de alabastro de Cleópatra
Estátua da rainha do Egito e máscara que teria sido de Marco Antônio foram desenterradas.

Chefe dos pesquisadores desmente que artefatos venham do túmulo da soberana egípcia.
Uma missão egípcio-dominicana encontrou, perto de Alexandria, no norte do Egito, a cabeça de uma estátua de alabastro que representa Cleópatra e uma máscara que pode ter pertencido a seu amante, o general romano Marco Antônio, anunciou nesta segunda-feira em um comunicado o ministro egípcio da Cultura, Faruk Hosni.

Essas duas descobertas, assim como uma estátua de bronze da deusa Afrodite e outra estátua real sem cabeça da era ptolomaica (332-30 a.C.), foram realizadas pela missão no templo de Taposiris Magna, informou na mesma nota o diretor de Antigüidades Egípcias, Zahi Hawass.

Cerca de vinte objetos de bronze gravados com o rosto de Cleópatra e várias galerias e túneis subterrâneos também foram encontrados nesse sítio arqueológico, disse Hawass, que coordenou as escavações. Além disso, Hawass negou "categoricamente" que um dos túneis leve ao túmulo de Cleópatra, como "publicaram vários meios internacionais".

Sem tumba
"Não encontramos nada que indique a presença da tumba" da imperatriz, afirmou. A descoberta de seu túmulo seria o maior notícia arqueológica no Egito desde que o britânico Howard Carter encontrou a tumba de Tutancâmon, em 1922.

Cleópatra e Marco Antônio, um dos casais mais célebres da história, cometeram suicídio após a batalha de Actium (31 a.C.), permitindo que Otávio assumisse o controle do Império Romano, incluindo o Egito.



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domingo, 13 de dezembro de 2009

Famoso busto de rainha egípcia na verdade é cópia moderna

05/05/09 - 15h33 - Atualizado em 05/05/09 - 15h33

Famoso busto de rainha egípcia na verdade é cópia moderna, diz historiador
Pesquisador suíço achou sinais de que se trata de réplica do século XX.
Réplica teria sido produzida por arqueólogo para testar tintas antigas.




Foto: Oliver Lang/France Presse Uma linda fraude? (Foto: Oliver Lang/France Presse)

O busto da rainha egípcia Nefertiti, exposto num museu de Berlim e datado do século XIV a.C., na verdade é uma cópia de 1912, feita para testar pigmentos usados pelos antigos egípcios, afirma o historiador da arte suíço Henri Stierlin.

Segundo Stierlin, que é autor de dezenas de livros sobre o Egito, o Oriente Médio e o antigo Islã, a obra foi feita seguindo as ordens do arqueólogo alemão Ludwig Borchardt, durante escavações, pela mão do artista Gerardt Marks. "Parece cada vez mais improvável que o busto seja original", afirma Stierlin.

De acordo com o historiador suíço, a ideia era fazer um teste de cores com pigmentos
antigos achados durante as escavações. Mas a cópia foi confundida com uma obra original por um príncipe alemão, e o arqueólogo Borchardt não teve coragem de contar a verdade a seus visitantes.

Entre os sinais de que se trata de uma reprodução moderna estão a falta do olho esquerdo -- os egípcios nunca deixavam estátuas incompletas desse jeito --, o formato dos ombros, que segue o estilo do fim do século XIX em diante, e o fato de que o busto não figura nos artigos científicos publicados sobre a escavação.



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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Egito diz ter encontrado pirâmide

11/11/08 - 12h35 - Atualizado em 11/11/08 - 15h19

Egito diz ter encontrado pirâmide construída para antiga rainha
Construção foi localizada em areal ao sul da capital, Cairo, diz governo.
Ela guardaria os restos mortais da rainha Sesheshet, mãe do rei Teti.

Arqueólogos egípcios descobriram uma pirâmide construída no deserto e que pertenceria à mãe de um faraó no poder mais de 4.000 anos atrás, disse na terça-feira (11) o chefe do Departamento de Antiguidades do país.

A pirâmide, encontrada há cerca de dois meses em um areal localizado ao sul do Cairo, guardava provavelmente os restos mortais da rainha Sesheshet, mãe do rei Teti, que governou de 2323 a.C. a 2291 a.C. e que fundou a Sexta Dinastia do Egito, afirmou Zahi Hawass.




Arqueólogos trabalham próximo à base da pirâmide recém-descoberta em Saqqara, no Egito, nesta terça-feira (11). (Foto: AP)

"A única rainha cuja pirâmide não havia sido encontrada é Sesheshet, e é por isso que tenho certeza de que essa pirâmide pertencia a ela", disse a autoridade. "Isso enriquecerá o nosso conhecimento a respeito do Antigo Reinado."

A Sexta Dinastia, uma época de conflitos dentro da família real do Egito e de erosão do poder centralizado, é considerada a última dinastia do Antigo Reinado, depois do qual a região passou por um período de falta de alimentos e de instabilidade social.

Arqueólogos haviam descoberto antes, perto dali, as pirâmides pertencentes a duas das mulheres do rei, mas nunca tinham encontrado uma tumba pertencente a Sesheshet.

A construção sem topo, de 5 metros de altura, chegava originalmente a 14 metros, com laterais de 22 metros de comprimento, afirmou Hawass.

A pirâmide, que seria a 118a a ser encontrada no Egito, segundo Hawass, havia sido escavada perto da pirâmide mais antiga do mundo, em Saqqara, uma área tumular para os antigos imperadores da região.

"Essa pode ser a mais completa pirâmide subsidiária a ser encontrada em Saqqara", afirmou Hawass.

O monumento seria originalmente recoberto por pedras calcárias trazidas de uma mina a céu aberto existente em Tura, nas cercanias de Saqqara, disse a autoridade.

Os arqueólogos pretendem entrar na câmara sepulcral da pirâmide dentro de duas semanas. A maior parte dos objetos presentes ali, no entanto, já deve ter sido roubada, afirmou Hawass.

Alguns artefatos, entre os quais uma estátua de madeira do antigo deus egípcio Anúbis e figuras funerárias de datas posteriores, indicam que o cemitério havia sido reutilizado na época romana, disse a autoridade.



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Egípcios tentam recriar a música dos faraós

24/06/08 - 05h13 - Atualizado em 24/06/08 - 09h57

Egípcios tentam recriar a música dos faraós
Arqueólogos e musicólogos partem de hieróglifos para buscar som do Egito antigo.




Egípcios tocando em gravura antiga (Foto: Reprodução/BBC)Um grupo de arqueólogos e

musicólogos egípcios tenta recriar, com base em hieróglifos antigos, a música que era ouvida nos tempos em que os faraós governavam o Egito.

Apesar de existirem várias imagens de músicos e instrumentos e menções de canções

registradas em pedras ou papiros, os antigos egípcios não deixaram indicações que dessem pistas sobre a notação das músicas.

"A idéia é promover uma cooperação entre pesquisadores para tentar chegar ao som que era feito há milênios", afirma Abdel Halim Nureldin, professor de arqueologia e ex-chefe do Conselho de Antiguidades do país, que coordena o projeto.

"Eles vão usar como base os hieróglifos e os movimentos mostrados nas imagens. Arqueólogos vão interpretar os textos para musicistas para tentar chegar juntos a uma conclusão", diz Nureldin.

Cotidiano
O projeto é de responsabilidade da Universidade de Helwan, no Cairo, que há três anos já tem um curso de música antiga, que busca mostrar como as canções eram parte cotidiana da vida egípcia.

"Temos evidências de que havia música em todos os aspectos da vida egípcia, em todas as classes sociais", afirma Nureldin.

"Homens, mulheres e crianças podiam ser músicos. Existem vários registros de pessoas
tocando com os olhos vendados para aprimorar a técnica."

O arqueólogo afirma que existiam canções religiosas, nacionalistas, militares ou que
retratavam situações do cotidiano.

Elas eram tocadas em instrumentos de corda, sopro e percussão.

"Produzimos alguns instrumentos, mas ainda não sabemos com toda certeza os sons que eles têm, se estão sendo tocados da mesma forma que eram há milênios", diz Nureldin.

"Acreditamos que as músicas tenham sido transmitidas por tradição oral, mas a ideía de que venhamos descobrir notações musicais não pode ser descartada."

"Afinal foi esse povo que criou as primeiras letras e a escrita", afirma o arqueólogo.



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