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sábado, 8 de janeiro de 2011

Arqueólogos encontram pedras sagradas dos Incas no Peru

21/12/2010 06h26 - Atualizado em 21/12/2010 08h16

Arqueólogos encontram pedras sagradas dos incas no Peru
Pedras representam vínculo entre ancestrais dos incas e o Sol e podem revelar segredos do poderio inca.



Arqueólogos do Peru e da Grã-Bretanha encontraram um conjunto de pedras incas que, segundo eles, podem revelar à humanidade o segredo do poderio da civilização que dominou parte da América do Sul entre os séculos 15 e 16.

Fazendo escavações no topo de uma montanha onde os incas realizavam rituais sagrados, os especialistas encontraram as três pedras ancestrais, objetos sagrados que, na crença inca, representavam a conexão entre o mundo dos ancestrais e o Sol.

Nenhum exemplar das pedras - descritas por cronistas espanhóis que chegaram à América no período das grandes navegações e vistas em desenhos feitos no período - havia sido encontrado antes.

Elas têm 35 cm de altura e formato cônico, pesam vários quilos e precisam ser carregadas com ambas as mãos.

A equipe de arqueólogos incluiu cientistas da Universidade Nacional de Huamanga, no Peru, do Museu Britânico e das Universidades de Reading e de Londres, na Grã-Bretanha.

'Acreditamos que essas pedras, e as plataformas onde foram encontradas, guardam o segredo do poderio inca'', disse o especialista do Museu Britânico Colin McEwan à BBC Brasil.


As pedras cônicas já haviam sido descritas por cronistas (Foto: Museu Britânico/Divulgação )Relatos Históricos
Os cientistas trabalhava há duas semanas a altitudes de entre 3,6 mil metros e 5 mil metros quando as pedras foram localizadas.

'Estou falando de arqueologia radical, era difícil trabalhar e até mesmo respirar lá em cima', disse McEwan.

Os incas acreditavam que seus ancestrais, os fundadores da civilização, haviam sido convertidos permanentemente em pedras.

Após a chegada dos colonizadores espanhóis, cronistas descreveram, em seus relatos históricos, importantes eventos públicos na praça central da capital do Império Inca, Cuzco.

Nessas ocasiões, o rei inca ficava sentado em uma plataforma elevada, de onde observava as celebrações.

Oferendas líquidas de chicha (uma bebida fermentada feita com milho) eram feitas por meio de uma abertura vertical feita na plataforma.

Quando o rei não estava presente, uma pedra sagrada era colocada no assento onde ele deveria estar sentado para representar o poder da dinastia inca.

Deuses da Montanha
'A capital inca, situada entre altitudes de 2,5 mil e 3,6 mil metros, era bastante alta', disse McEwan. 'Mas a expansão do império inca implicou na conquista de altitudes ainda maiores, onde viviam as lhamas e alpacas, entre 3,6 mil metros e 5 mil metros'.

Fonte de alimento e de lã para tecelagem, além de importante meio de transporte, grandes rebanhos de lhamas e alpacas eram vitais para a sobrevivência do império.

McEwan e a equipe de arqueólogos acreditam que isso explica a presença, nos cumes de várias montanhas, de cerca de 40 plataformas cerimoniais, símbolos do controle inca sobre esses territórios.

Com a ajuda do arqueólogo peruano Cirilo Vivanco Pomacanchari, da Universidade Nacional de Huamanga, que vem progressivamente localizando e mapeando as plataformas em locais remotos, a equipe chegou ao local onde as relíquias foram encontradas.

Segundo McEwan, eles não tinham qualquer ideia do que poderiam encontrar.

'Esses locais eram tão sagrados que os incas não queriam deixar qualquer traço visível da presença humana neles', disse McEwan.

'Ao escavar o chão da plataforma, encontramos amostras de solo trazidas de diferentes regiões, cuidadosamente dispostas'.

Mais ao fundo, cerca de 2,5 metros abaixo da superfície, a equipe encontrou uma cavidade que havia sido escavada na rocha sólida.

'Quando escavamos, descobrimos três dessas pedras, cuidadosamente colocadas com as pontas juntas, como um tripé, apontando para baixo, indicando a conexão com o mundo dos ancestrais'.

Poder Benevolente?
Questionando teorias segundo as quais os incas seriam 'socialistas', McEwan disse que seu império foi construído com astúcia e violência.

'Quando negociavam com um líder local, os incas lhe ofereciam a opção de governar localmente, mas ele era obrigado a pagar impostos'.

Se a oferta não era aceita, o poderio inca dizimava a população masculina e transferia os sobreviventes para outros locais, cortando seus vínculos com a terra e meios de subsistência.

As plataformas e as pedras ancestrais, parte do arsenal ideológico inca, eram um instrumento-chave de controle imperial.

'Sabíamos que os incas deveriam ter razões importantes para colocar essas plataformas nesses locais, próximos dos cumes sagrados e permitindo uma visão ampla de todo o horizonte à volta'.

'Nós acreditamos que eles obrigavam a população local a trazer (as amostras de) solo e as colocavam nas plataformas como símbolos do domínio inca'.

Os especialistas calculam que essas plataformas teriam sido construídas por volta de 1.400, durante a conquista daqueles territórios pelos incas, antes da chegada dos espanhóis.

Na crença inca, picos de montanhas cobertos de neve, de onde vem a água que sustenta a vida nos vales, eram sagrados.

As pedras seriam oferendas para o cume sagrado, conectando os ancestrais incas ao Sol.

'Você dá seu mais precioso objeto aos deuses da montanha, esperando em retorno a fertilidade da terra e os benefícios trazidos pelos animais que a habitam',

Corpos de crianças mumificados, encontrados anteriormente nas montanhas, indicam também a prática de sacrifícios humanos.

Nova Etapa
Segundo McEwan, o próximo passo é fazer uma análise das amostras de solo encontradas nas plataformas.

Com a ajuda de satélites, a equipe está tentando entender também a lógica por trás da localização específica de cada uma delas.

Ele diz que não há plataformas em todos os cumes altos e acredita que a escolha dos locais não era aleatória.

Finalmente, McEwan diz que a equipe procura a resposta para a dúvida de como os incas conseguiram ganhar o impulso que lhes deu controle sobre um território tão imenso.

A resposta estaria guardada nas plataformas e pedras ancestrais.

'Elas estão no coração do grande projeto inca', concluiu Colin McEwan.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Mistério no Xingu - Percy Fawcett

FAWCETT: MISTÉRIO NO XINGU



O que aconteceu a Percy Fawcett? Feita desde 1925, a pergunta até hoje não foi satisfatoriamente respondida. O explorador inglês desapareceu na selva do Xingu, com o filho Jack e um amigo, quando procurava uma cidade perdida. Eles foram mortos pelos índios do Brasil Central ou, como sustentam alguns esotéricos, a expedição atravessou um portal e ingressou num plano espiritual elevado? Acompanhe a história do sertanista e arqueólogo que inspirou a criação do personagem Indiana Jones.

A polêmica sobre o desaparecimento de Fawcett reflete as contradições vividas pelo próprio explorador. O topógrafo que conquistou respeito internacional por suas medições em trechos quase inacessíveis da Amazônia era profundamente místico. Militar, Fawcett serviu no Ceilão, onde se apaixonou pela arqueologia e se converteu ao budismo. Ele acreditava nas profecias de astrólogos da região, feitas antes do nascimento de seu primeiro filho, segundo as quais a criança nasceria em 19 de maio, dia da festa de Buda (o que se confirmou), e seria o pai de uma nova raça. Também admitia a existência de índios brancos, descendentes dos atlantes, e os procurara nos Andes e na floresta tropical. E jamais se separava de uma estatueta de basalto que recebera do escritor H. Rider Haggard, autor do romance As Minas do Rei Salomão. A imagem, supostamente vinda do Brasil, continha inscrições desconhecidas.

A crença na existência desse local misterioso, no interior do país, nasceu quando Fawcett leu a transcrição inglesa de relatos sobre a cidade e as minas de prata de Muribeca, encontradas (e novamente perdidas) nos séculos 17 e 18. Ele jamais esqueceu a descrição do grande núcleo desértico, com arcos na entrada, estátuas, templos e pepitas de prata na superfície da terra. A descoberta do centro inca de Machu Picchu, em 1911, no Peru, reforçou sua crença de que a América do Sul encerrava tesouros arqueológicos - além de ouro e prata. Numa carta dirigida aos jornais que financiavam sua expedição, observou: "Não duvido um só instante da existência dessas velhas cidades. Eu mesmo vi parte de uma delas".

Improviso no sertão
Empreendidas entre 1920 e 1925, as expedições brasileiras de Fawcett seriam bem diferentes das que o consagraram, como topógrafo, sob a bandeira boliviana. O aventureiro contava com uma confiança inabalável e conhecimentos enciclopédicos sobre a sobrevivência na floresta. Ele sabia, por exemplo, que podia usar o som de instrumentos musicais para fascinar grupos indígenas hostis. Dessa vez, porém, o inglês agia por conta própria, com recursos mínimos. Ele chegou a recusar o apoio logístico do governo brasileiro - embora aceitasse um financiamento dos cofres públicos -, só para não dividir os méritos de eventuais descobertas. Em tais condições, o improviso e a precariedade marcaram todo o projeto.

Entre setembro e novembro de 1920, Fawcett percorreu os sertões ao norte de Cuiabá. Tinha apenas um companheiro, um norte-americano apelidado de Felipe. Na segunda investida, os dois partiram de Salvador em maio de 1921. Exploraram durante dois meses as regiões de Ilhéus e Vitória da Conquista, sem encontrar indício da cidade perdida. Em janeiro de 1925, Percy Fawcett, seu filho Jack e um amigo deste, Raleigh Rimell, desembarcaram no Rio de Janeiro. Em 4 de março, os três chegaram a Cuiabá. Em 20 de abril, deixaram a capital mato-grossense, com dois guias. O projeto era seguir para o norte, até o Paralelo 12, e depois para leste. Em algum ponto, acreditavam, encontrariam a cidade perdida.

O grupo chegou ao Posto Simão Lopes, porta de acesso ao Xingu, em 15 de maio. Fawcett despediu os guias e retomou a jornada na semana seguinte. No dia 29, escreveu para a mulher, Nina, e aos jornais que financiavam a expedição. "Vou me encontrar com índios selvagens em breve, mas você não deve temer nenhum tipo de fracasso." Foram as últimas notícias do explorador. Sabe-se que ele seguiu em direção às terras dos cuicuros e calapalos - e desapareceu.
O jornal inglês The Times ofereceu um prêmio de 10 mil libras a quem comprovasse o que havia acontecido ao explorador. Num relatório de 1942, o então general Cândido Rondon afirmou que Fawcett havia sido morto pelos calapalos. Nos anos 1950, esses índios admitiram sua responsabilidade ao sertanista Orlando Villas-Boas e mostraram a ele os supostos restos mortais do aventureiro. Mas a família nunca permitiu a realização de exames de DNA, que poderiam esclarecer a questão. Nina Fawcett morreu em 1954, convencida de que mantinha contato telepático com o marido e o filho, ambos vivos no Brasil. Os místicos do Planalto Central continuam a dizer que Percy Fawcett entrou em uma dimensão superior, junto com sobreviventes de Atlântida. O prêmio do The Times permanece em aberto.

O viajante
Nascido em 1867 na Inglaterra, Percy Fawcett foi militar e serviu na Ásia. Seus conhecimentos de topografia levaram-no a prestar serviços ao governo boliviano, que precisava de um profissional capaz de percorrer áreas em litígio na região da Amazônia. Entre 1906 e 1913, Fawcett conduziu diversas expedições pela floresta. Tornou-se um explorador famoso, cujos relatos fascinavam o público (ele inspirou Conan Doyle na ambientação do romance O Mundo Perdido). Em 1914, o major Fawcett lutou na Primeira Guerra Mundial. No final do conflito, deixou o Exército e veio ao Brasil em busca de uma cidade perdida.


A cidade perdida

Uma corte do Brasil
A Biblioteca Nacional guarda um manuscrito, conhecido como Documento 512, publicado em 1839 pela Instituto Histórico Geográico Brasileiro. É o relato da descoberta, em 1753, de uma grande cidade deserta. "Uma corte do Brasil"

Escrita desconhecida
Escrita por um bandeirante que se perdeu nos sertões do Nordeste, o documento descreve a entrada da cidade, com um portal mais elevado trazendo incrições misteriosas, numa escrita desconhecida, ladeado por dois portais menores

Figuras humanas
O texto também menciona obeliscos, casas, contruções que parecem templos e duas imagens. Uma delas, lateral, é a de um jovem de peito nu com uma coroa de louros. A outra é "a estátua de um homem com o braço direito estendido"

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Arqueólogos egípcios encontram duas tumbas de 2,5 mil anos

04/01/10 - 15h05 - Atualizado em 04/01/10 - 15h09

Arqueólogos egípcios encontram duas tumbas de 2,5 mil anos no Egito
Esqueletos e águias mumificadas foram encontradas no local.
As duas tumbas descobertas pertencem à 26ª dinastia dos faraós.




Arqueólogos encontraram tumba de 2,5 mil anos em Saqqara, distante 20 quilômentros do Cairo, capital do Egito (Foto: SUPREME COUNCIL OF ANTIQUITIES/AFP)

Arqueólogos egípcios encontraram duas tumbas de 2,5 mil anos em Saqqara, distante 20 quilômetros do Cairo, capital do Egito. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (4) pelo Conselho Superior de Antiguidade (CSA) do país.

As tumbas pertencem à 26ª dinastia dos faraós e foram descobertas em Ras el Guesr, cavadas nas rochas, afirmou o diretor da CSA, Zahi Hawass. A primeira delas "é a maior tumba descoberta em Saqqara", disse.

No local, uma imensa sala de onde partem várias passagebs e câmaras, foram encontradas vários esqueletos e águias mumificadas.

Na segunda tumba, de tamanho menor, foram encontrados recepientes de barro cozido. Essa descoberta demonstra que "Saqqara segue guardando segredos", disse Hawass.

A região de Saqqara é uma grande necrópole na região da antiga Memfis, onde se encontram numerosas tumbas e as primeiras pirâmides faraônicas.

domingo, 22 de agosto de 2010

Arqueólogos chineses anunciam a descoberta de tumba

29/12/09 - 11h41 - Atualizado em 29/12/09 - 11h55

Arqueólogos chineses anunciam a descoberta de tumba de antigo general
Local foi achado em Xigaoxu, na província de Henan.
Cao Cao é lembrado por suas táticas de guerra.




Tumba do século III tem inscrições que falam sobe Cao Cao, lendário generak chinês conhecido por suas táticas 'maquiavélicas' (Foto: REUTERS)
Arqueologistas chineses descobriram uma tumba do século III que eles acreditam que pode ser de Cao Cao, o lendário político e famoso general em toda o leste da Ásia por suas táticas maquiavélicas.

A tumba, descoberta no vilareijo de Xigaoxue tem um epitáfio e inscrições que parecem se referir a Cao Cao, afirmou a televisão chinesa no domingo (27).

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Após 24 anos, China retoma escavações do Exército de Terracota

09/06/09 - 09h09 - Atualizado em 09/06/09 - 09h10

Após 24 anos, China retoma escavações do Exército de Terracota

Pequim, 9 jun (EFE).- Após 24 anos, arqueólogos chineses retomarão no próximo sábado as escavações na zona do chamado Exército de Terracota, também conhecido como Guerreiros de Xian, informou hoje a agência oficial de notícias da China "Xinhua".

A primeira escavação começou em 1978 e terminou em 1984, e nela foram encontradas 1.087 figuras. A segunda ocorreu em 1985, mas acabou suspensa por razões técnicas.

"A escavação na terceira área durará pelo menos um ano", disse Wu Yongqi, funcionário do museu.

Os especialistas esperam encontrar uma figura que revele alguns dos mistérios do primeiro imperador chinês, Qin Shihuang, cujo mausoléu, ainda não aberto pelos arqueólogos, está a cerca de dois quilômetros do museu de Terracota, em Xian.

"Esperamos encontrar alguma figura como 'o comandante' do enorme Exército subterrâneo", assinalou Liu Zhancheng, chefe da equipe de arqueólogos do museu.

Qin foi o primeiro a unificar os diversos reinos chineses após séculos de guerra mútua, e liderou esse império entre os anos 221 e 210 a.C.

Segundo historiadores, era obsessivo em viver eternamente e fez com que fosse enterrado escoltado por um Exército de oito mil soldados, músicos, concubinas, oficiais e escravos para que o acompanhassem na outra vida.

Seu mausoléu foi descoberto por acaso por camponeses em 1974 e acredita-se que demorou 38 anos para ser construído por 720 mil escravos.

Os guerreiros atuais são parte do Exército que foi modelado, mas os demais seguem enterrados nos arredores do mausoléu, embora os arqueólogos temem que desenterrá-los danifique de forma irreversível as estátuas.

Quando o grupo de guerreiros que agora está à vista dos turistas foi descoberto, em 1974, as estátuas estavam pintadas com cores vivas, que acabaram desaparecendo em pouco tempo pelo contato com o ar.

Segundo a imprensa chinesa, outro dos grandes desafios na nova escavação para a equipe de arqueólogos é descobrir a fórmula que permita a preservação das cores e a manutenção das figuras que estão intactas. EFE