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segunda-feira, 23 de março de 2015

Arqueólogos encontram suposto esconderijo nazista na selva argentina


Arqueólogos encontram suposto esconderijo nazista na selva argentina

Moedas encontradas foram cunhadas durante o regime nazista - Reprodução/Clarín Web TV

Pesquisadores descobriram, em estruturas de pedra, moedas alemãs e um prato de porcelana que remonta à Segunda Guerra.

Em uma remota região de selva na Argentina,arqueólogos descobriram ruínas do que poderia ter sido um esconderijo para nazistas. O abrigo teria sido construído antes ou durante a Segunda Guerra Mundial para ser usado por líderes do III Reich no caso de uma derrota alemã.


O local do achado fica dentro do parque Teyú Cuare, perto da fronteira com o Paraguai. Os pesquisadores encontraram cinco moedas alemãs cunhadas durante o regime nazista e um prato de porcelana com a marca “Made in Germany” (fabricado na Alemanha), conforme informou o jornal local “Clarín”. Os objetos estavam dentro de três edifícios degradados.

“Aparentemente, no meio da Segunda Guerra Mundial, os nazistas tinham um projeto secreto de construir abrigos para os principais líderes em caso de derrota - locais de difícil acesso, no meio de desertos, nas montanhas, em um penhasco ou no meio da selva, como este”, afirmou o líder da equipe Daniel Schavelzon ao jornal argentino.

O pesquisador passou meses explorando a região, onde, segundo uma lenda local, o braço direito de Hitler, Marin Bormann, que se suicidou em 1945, tinha uma casa. Mas Schavelzon afirmou que não havia nenhuma evidência para suportar o que ele chamou de "um mito urbano".

Esconderijo era no meio da selva - Reprodução/Clarín Web TV

Os esconderijos, no entanto, se mostrariam desnecessários, uma vez que depois da guerra o então presidente argentino Juan Perón permitiu que milhares de nazistas e outros fascistas europeus ficassem no país sul-americano. O mais notório deles, Adolf Eichman, por exemplo, o principal arquiteto do Holocauso, foi encontrado no país em 1960 por um grupo de inteligência israelense. Ele foi, então, sequestrado e executado por seus crimes. O médico alemão, Josef Mengele, conhecido por "Anjo da Morte" por suas experiências em prisioneiros de Auschwitz também se estabeleceu na Argentina.

"Quando a guerra terminou, alguns alemães nos ajudaram a construir fábricas e fizeram o melhor uso do que tínhamos", disse Perón, que morreu em 1974.


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