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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Garoto escapa do Estado Islâmico (ISIS) e conta ao mundo sua experiência


Garoto escapa do Estado Islâmico (ISIS) e conta ao mundo sua experiência


A cena é chocante: crianças na linha de frente de uma guerra, vestindo roupas com explosivos. Após uma lavagem cerebral do Estado Islâmico, ou ISIS, elas são capazes de dar a própria vida por uma causa que mal conhecem.


A conhecida tática do ISIS tem causado repúdio no mundo todo. Por sorte, algumas dessas crianças conseguem escapar para voltar ao seus pais e relatar o terror dos campos de treinamentos. 

Este foi o caso de "Nasir" (nome fictício), um garoto de 12 anos. Ele conseguiu escapar das garras do ISIS, na Síria. Seu destino era um só: seria um homem-bomba. 

Agora, o menino está com sua mãe e retornou à escola no campo de refugiados Esyan, no Curdistão, lar de quase 15 mil Yazidis que fogem do ISIS. 

"Havia 60 de nós", diz Nasir. "As horas mais assustadoras eram as dos ataques aéreos. Nós éramos levados aos túneis subterrâneos para nos esconder. Eles nos falavam que os americanos, os incrédulos, estavam tentando nos matar, mas que os lutadores, eles nos amavam. Eles iriam cuidar de nós melhor do que nossos pais." Como parte da lavagem cerebral,  o ISIS dizia aos pequenos que o grupo era agora a sua única família.  

"Quando nós estávamos treinando, eles diziam que nossos pais eram incrédulos e que nosso primeiro trabalho era voltar para matá-los."

Nasir contou que o menino mais novo do grupo tinha apenas cinco anos. Ele revelou que as crianças eram proibidas de chorar. Porém, disse que chorava escondido, quando pensava na mãe. "Quando eu escapei e a vi novamente, foi como voltar à vida." O menino fugiu depois que foi destaque em uma propaganda no Instituto Farouq Al, em Raqqa, na Síria, onde o ISIS alega ter o seu principal centro de treinamento de crianças-soldados.




Crianças na Guerra do Paraguai

Infelizmente, não é a primeira vez que crianças são usadas como soldados em guerras. Na Guerra do Paraguai (1864 a 1870), cerca de 3,5 mil pequenos entraram no campo de batalha para lutar pelos paraguaios contra a Triplíce Aliança - formada por Brasil, Argentina e Uruguai - na Batalha de Campo Grande/De Los Niños/ou Acosta Ñu, em 16 de agosto de 1869. 

Nesta altura da guerra, de acordo com relatos históricos, a população masculina do Paraguai já havia sido dizimada e, num ato de desespero, foi formado um exército de crianças e outros 500 veteranos contra 20 mil homens. Relatos indicam que algumas delas, com medo no meio do conflito em que se encontravam, se agarravam às pernas dos soldados da Triplíce Aliança, mas isso não foi suficiente para poupar suas vidas. As mães, que estavam escondidas na mata, saíram depois do conflito para pegar os corpos dos mortos e resgatar feridos. A ordem, no entanto, foi atear fogo a todos, nas crianças e mulheres sobreviventes. 



Fontes: CNN , Rede Brasil Atual 






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