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terça-feira, 15 de novembro de 2022

Rio - 'Terrorismo Fantasma' tenta derrubar ponte Presidente Costa e Silva

Rio - 'Terrorismo Fantasma' tenta derrubar ponte Presidente Costa e Silva

Rio-RJ 14/11/2022 - Colisão de navio com a ponte Presidente Costa e Silva.

Navio bate na Ponte Rio-Niterói: o que se sabe e o que falta esclarecer.

Embarcação foi levada pelo vento e se chocou contra a ponte. Segundo a Marinha, embarcação é alvo de processo judicial; inquérito investiga o acidente.

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Navios-fantasmas da Segunda Guerra vêm à tona após Erupção Vulcânica

Navios-fantasmas da Segunda Guerra vêm à tona após Erupção Vulcânica

Acredita-se que sejam embarcações da Marinha do Japão afundadas durante a batalha de Iwo Jima.

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Desenho mais antigo de um fantasma é descoberto em artefato da Babilônia

Desenho mais antigo de um fantasma é descoberto em artefato da Babilônia

Gravura foi encontrada em tabuleta de argila de 3.500 anos que pertence ao acervo do Museu Britânico.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Por que tanta gente ainda acredita em atividade paranormal


Por que tanta gente ainda acredita em atividade paranormal

Psicólogos suspeitam que algumas ilusões são criadas pela mente em reação a traumas

Pouco depois da Segunda Guerra Mundial, o ex-premiê britânico Winston Churchill disse ter visto o fantasma do ex-presidente americano Abraham Lincoln em uma visita à Casa Branca. Depois de tomar um banho - acompanhado de uísque e cigarro - Churchill conta que cruzou com o fantasma quando estava nu.

domingo, 7 de abril de 2013

Os Lugares mais Horripilantes do Planeta



Os Lugares mais Horripilantes do Planeta

Não importa se você não acredita em fantasmas ou em espíritos malignos, você nunca vai querer passar uma noite nesses lugares.

Você pode dizer que não acredita em fenômenos sobrenaturais, em fantasmas, em espíritos ou em energias malignas, mas ao colocar os pés em qualquer um dos lugares que vamos listar você com certeza vai sentir um tenebroso frio na espinha. Então, preparado psicologicamente para conferir os locais mais sombrios do planeta?

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Câmera flagra suposto fantasma saindo de centro comunitário inglês


Câmera flagra suposto fantasma saindo de centro comunitário inglês

Câmera teria registrado fantasma saindo de centro comunitário (Foto:Reprodução)

Imagens mostram homem atravessando grade e desaparecendo.
'Não consigo explicar isso', afirma vigia do local.


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Invisibilidade - Chá de sumiço.

INVISIBILIDADE: CHÁ DE SUMIÇO



Num dia qualquer de 1987, Peter, um homem de 37 anos que morava na cidade de Gloucestershire, na Inglaterra, estava numa festa com a namorada e um grupo de amigos. Em certo momento, ele subiu para o segundo andar da casa para ir ao banheiro. Uma mulher o seguiu com a mesma intenção, mas deixou que Peter entrasse primeiro e ficou esperando sua vez junto à porta do toalete. O homem fez lá o que tinha de fazer e saiu, fechando a porta. Desceu as escadas e foi ao encontro de alguns amigos na festa. Começou a conversar com eles, mas, estranhamente, ninguém lhe deu bola. Dirigiu-se então à namorada e pediu um cigarro. Mais uma vez, foi completamente ignorado.

Peter começou a ficar irritado. Achava que todos haviam combinado uma brincadeira - que, aliás, estava indo longe demais. Decidiu subir novamente para o segundo andar e encontrou ali a tal mulher, ainda à porta do banheiro. Quando o viu, ela fez uma cara de surpresa. "Ela pensava que eu ainda estava no banheiro", relatou mais tarde. Peter desceu de novo as escadas e tudo parecia ter voltado ao normal: os amigos e a namorada conversaram com ele como se nada tivesse acontecido. Ele perguntou aos acompanhantes por que o haviam ignorado. Todos juraram que não o haviam visto nem ouvido minutos atrás.

Incrível? Não é o que a pesquisadora americana Donna Higbee acha. Ela teve seu primeiro contato com um relato do que chama de "invisibilidade humana involuntária e espontânea" em 1994. Conversou com colegas parapsicólogos e descobriu que muitos deles já haviam ouvido falar sobre o fenômeno. Publicou um anúncio em jornais pedindo a pessoas que tivessem vivenciado uma situação semelhante que escrevessem para ela. Desde então, coleciona cartas e e-mails de pessoas do mundo todo (inclusive do Brasil) que afirmam: ficaram, sim, invisíveis. E sem querer.

Os casos têm alguns pontos em comum, além do fato de serem involuntários. As pessoas com a capacidade de sumirem estariam, na verdade, sempre presentes fisicamente, embora não sejam vistas nem ouvidas. Do ponto de vista dos invisíveis, tudo parece normal. Tanto que eles geralmente experimentam uma sensação estranha de estarem sendo ignorados. O fenômeno dura apenas alguns segundos. Depois, tudo volta ao normal.

Mas o que acontece? Donna ainda não achou uma explicação razoável para o fenômeno. Ela até tentou estabelecer uma ligação com uma possível abdução das "vítimas" por extraterrestres - mas não conseguiu. Outra explicação, que Donna pegou emprestada do manual de uma fraternidade esotérica, é que, quando a essência do espírito se concentra em muitos minúsculos pontos de energia elétrica, sob determinadas condições, ela consegue se materializar em elétrons. Uma nuvem de elétrons livres é capaz de absorver toda a luz que entra nela - a luz não reflete nem sofre refração. Assim, os olhos do observador não conseguem ver a pessoa envolta por essa nuvem de elétrons. Simples assim.

O parapsicólogo brasileiro Oscar Gonzalez-Quevedo, presidente do Centro Latino-Americano de Parapsicologia (Clap), tem outra explicação. Para ele, o fenômeno pode ser uma quase experiência de bilocação - como o nome diz, estar em dois lugares ao mesmo tempo. "A pessoa pode emanar ectoplasma e formar uma espécie de fantasma de si mesma", diz Quevedo. Ectoplasma, para quem não sabe, é nossa energia corporal, transformada e exteriorizada, de forma que é visível para os outros. No caso da invisibilidade humana, o ectoplasma pode ter-se formado, mas não ficado completamente visível. O observador então não enxerga a pessoa - que, na verdade, não está lá, mas sim a pelo menos 50 metros do local do fenômeno.
O parapsicólogo Paul Rogers, pesquisador da Universidade de Central Lancashire, no Reino Unido, não acredita que a invisibilidade seja possível. "Até onde sabemos, a invisibilidade espontânea vai contra todas as leis da física. Claro que há alguns ilusionistas que desaparecem, mas é simplesmente truque", diz Rogers. Então, quem afirma já ter passado por um caso de invisibilidade está mentindo, com a conivência de quem assistiu (ou melhor, não assistiu) ao fato? "Não. Tenho certeza de que há pessoas que realmente acreditam nisso, e também pessoas que têm certeza de ter testemunhado o fato. Mas, para isso, há simples explicações que nada têm de paranormais. São simplesmente psicológicas ou mágicas, no sentido literal da palavra."

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Poltergeist - Eles riem a nossa custa?

POLTERGEIST: ELES RIEM À NOSSA CUSTA?



No começo dos anos 80, o casal Jack e Janet Smurl, mais suas quatro filhas e seus avós paternos, mudaram-se para uma mansão vitoriana em West Pittston, na Pensilvânia, costa leste dos Estados Unidos. Depois de alguns meses no local, fenômenos estranhos começaram a acontecer, como objetos voando e gritos de aparentes vítimas de estupros saindo pelas paredes. Para tentar resolver a situação, foi chamado o bispo Robert McKenna. Ele realizou três exorcismos, sem sucesso. A família continuou se sentindo vítima de ataques mentais e assistindo a aparições de supostos espíritos. Vinte e oito pessoas, entre familiares, vizinhos, paranormais, religiosos e curiosos em geral, declararam ter presenciado esses eventos na mansão dos Smurl. A história rendeu vários livros e um filme cult, chamado A Casa das Almas Perdidas, dirigido por Robert Mandel, em 1991. E ajudou a conferir uma aura ainda mais potente para o interesse humano pela relação com o além.

Basicamente, a premissa é a seguinte: não sabemos se as assombrações existem ou não, mas, na dúvida, é melhor não brincar muito com o assunto. É o que pensam muitos americanos. Segundo uma pesquisa feita nos Estados Unidos pelo Instituto Gallup, em 2001, uma parcela razoável da população (38%) acredita na existência de fantasmas - sendo que 13% afirmam já ter dado de cara com um, na maioria das vezes, em casa. Os principais sintomas desses fenômenos são aparições, cheiros estranhos, mudanças bruscas de temperatura e um forte sentimento de que há algo inescrutável presente no lugar.

"O fenômeno envolve mais especificamente aparições de espectros luminosos ou vultos, que podem ser acompanhados, por vezes, de ruídos como o arrastar de correntes, gemidos, choro", diz Fátima Regina Machado, professora da Faculdade de Comunicação e Filosofia da PUC de São Paulo e coordenadora do Inter Psi (Grupo de Estudo de Semiótica, Interconectividade e Consciência). "Pessoas de diferentes épocas narram ver figuras, ou fantasmas, em lugares assim, e descrevem-nas com as mesmas características. Mas nem todo mundo vê ou sente algo em um lugar desses. Algumas pessoas parecem ter sensibilidade maior para ver ou sentir algum tipo de presença, descontada a sugestão que um lugar com fama de mal-assombrado pode exercer sobre nossas percepções."

Resultado ou não de um gatilho disparado pela mente humana diante de situações desconhecidas ou preconcebidas, o fato é que muitos especialistas afirmam que lugares que foram palcos de tragédias (como assassinatos, torturas e prisões) seriam os mais propícios para o aparecimento de assombrações - ou, no mínimo, favoreceriam a experiência de sensações diferentes.

"Pesquisas envolvendo medições físicas apontam que as pessoas narram mais visões de espectros próximos a lugares com forte atividade de energia eletromagnética. Fortes campos eletromagnéticos afetam nossa percepção e podemos ter a sensação de ver algo que não está realmente ali, uma alucinação, ou sentir como se alguém estivesse nos observando", diz Fátima. Alguns experimentos tentaram reproduzir essas sensações em laboratório. Observou-se que, quando as pessoas submetidas aos testes relatavam ter visto ou sentido alguma presença no laboratório, ocorria alguma alteração física no ambiente. "Não sabemos se isso se deu porque o ambiente se alterou e a pessoa viu ou sentiu algo, ou se foi a própria pessoa quem provocou a alteração", diz Fátima.

Uma possível explicação, discutida entre os estudiosos, é que algumas pessoas teriam sensibilidade para perceber "memórias" dos lugares. Elas conseguiriam, de algum modo, obter informação sobre fatos passados ali, mesmo sem nunca ter ouvido ou lido nada a respeito. Seria um fenômeno de percepção extra-sensorial. Essa explicação leva à teoria de que as assombrações diriam respeito a algo que sobreviveu à morte física e nos revelariam informações visuais ou sonoras de eventos passados. Ou então que os seres humanos seriam capazes de captar informações do passado, materializando-as por meio de alguma "manobra" psicobiofísica para trazer essa informação à consciência.



Imaginário popular

Tudo isso faz algum sentido? Ninguém sabe ao certo. O problema é que, em geral, histórias de assombração ficam circunscritas a bate-papos com os amigos e contos populares. São poucos os cientistas que levam o assunto a sério, segundo Fátima. "O fato é que pessoas relatam essas experiências ao redor de todo o mundo. Se é algo que afeta o ser humano, merece ser estudado", diz Fátima.

No Reino Unido, que abriga inúmeros castelos seculares com a fama de serem mal-assombrados, o assunto é levado mais seriamente. A Justiça britânica, inclusive, costuma acolher e apreciar casos de rescisão de contrato de locação em que o inquilino alega ter topado com assombrações pela casa. No Brasil, é mais freqüente ouvir relatos de fenômenos ligados a pessoas que seguem a doutrina espírita kardecista ou a crenças afro-brasileiras.

Alguns estudiosos fazem distinção entre os fenômenos conhecidos em inglês como hauntings (assombrações) e o poltergeist ("espírito barulhento"). Os primeiros estão mais ligados a um determinado lugar. Essas figuras "habitam", por exemplo, uma casa e não costumam acompanhar os moradores que se mudam para outro lugar. Já os poltergeists, aparentemente, estão ligados a uma determinada pessoa ou a um grupo específico. Ou seja, não adianta nem tentar fugir.

Os poltergeists se manifestam por meio de eventos físicos que ocorrem repetidamente durante um tempo, envolvendo movimentação espontânea de objetos, incêndios não provocados e chuva de tijolos, entre outras experiências estranhas. "Uma das formas de compreender esse fenômeno é considerá-lo como fruto de conflitos, angústias, problemas não resolvidos. As ocorrências de poltergeist funcionariam como uma válvula de escape para essas tensões", diz Fátima. Ela cita um exemplo: imagine alguém que tenha problemas de relacionamento com uma irmã. Como, socialmente, não é aceitável que irmãos briguem entre si, a agressividade fica reprimida. Então, o que poderia acontecer é que, em vez de esse sentimento negativo afetar diretamente a irmã, ele seja dirigido, de alguma forma, para seus objetos. Assim, num armário onde estão guardadas roupas de várias pessoas da família, apenas as roupas da irmã podem ser carbonizadas, enquanto as demais permanecem intactas.

Há relatos de que, em 1987, na periferia de São Paulo, objetos sumiam para posteriormente reaparecer no lado de fora de uma casa onde moravam pai, mãe e três filhos. Vultos escuros eram vistos e brisas geladas podiam ser sentidas em diversos pontos da casa. Colchões, móveis e roupas pegavam fogo do nada. Descobriu-se que o fenômeno, analisado por pesquisadores do Inter Psi, era causado pelo filho mais velho da família, que tinha 12 anos na época. O garoto provocava os fenômenos inconscientemente, como forma de escapar das obrigações e ver seus desejos realizados. Quando o equilíbrio na casa foi restaurado, os estranhos fenômenos cessaram. Diz Fátima: "Considero os poltergeists como uma linguagem alternativa que o ser humano usa, sob certas condições, para expressar ou comunicar sentimentos ou desejos reprimidos".

Outro caso famoso de poltergeist aconteceu em 1967, na Alemanha. Ficou conhecido como o "caso Rosenheim". Em um escritório de advocacia, gavetas se abriam e fechavam sozinhas, instalações elétricas entravam em pane periodicamente e o lustre se balançava sempre que a secretária Annemarie passava debaixo dele - essa cena foi filmada e mostrada na TV. "Isso não quer dizer que esteja provado ou demonstrado que há algo que transcenda os seres humanos, que convivamos com seres invisíveis que provocam isso ou que o Saci-Pererê exista", diz Fátima. "Só sabemos que, em determinadas condições - e parece que precisa haver uma conjunção de condições ambientais -, podem ocorrer fenômenos físicos incomuns", acrescenta a pesquisadora (leia mais sobre poltergeists na página 44).



Imagem fantasiosa

Enquanto a ciência não avança para uma explicação totalmente "comprovada", as histórias de fantasmas e casas mal-assombradas devem continuar a fascinar e amedrontar a humanidade e a abastecer a indústria cultural, principalmente a cinematográfica. Recentemente, o filme Vozes do Além, dirigido por Geoffrey Sax, mostrou o uso de aparelhos de gravação de áudio e vídeo para captar mensagens de fantasmas (leia mais na página 80).
Mas as descrições feitas pelo cinema, na maioria das vezes, são fantasiosas. Fátima cita A Casa das Almas Perdidas como o filme que retrata um caso de assombração mais próximo do que ela acredita ser mais verossímil. "Se você está sozinho numa casa e os objetos começam a se mexer na estante, é claro que isso lhe causará arrepios, pois foge completamente àquilo que consideramos normal", diz Fátima. "Mas nem sempre um poltergeist se dá de forma estrondosa, com tudo voando ao mesmo tempo, luzes se acendendo e apagando sozinhas e rajadas de ventos assobiando pelo ar. São geralmente alguns eventos que acontecem e assustam por sua estranheza, mas não com a magnitude mostrada pelo cinema."


Endereços malditos


A Torre de Londres

O grande número de execuções, assassinatos e torturas, ocorridos ao longo de mais de mil anos, colocou esse cartão-postal de Londres na lista dos lugares tidos como os mais assombrados da Inglaterra. O morador mais ilustre seria o fantasma de Ana Bolena, uma das mulheres do rei Henrique VIII, decapitada na torre em 1536. Seu espírito já teria sido "visto" andando por lá.



The Whaley House

Ostenta o não tão simpático título de "a casa mais assombrada dos Estados Unidos". Localizada na cidade de San Diego, na Califórnia, foi construída em 1857 por Thomas Whaley, num terreno que antes abrigava um cemitério. Os principais fantasmas que, segundo dizem, habitam a casa são os de uma filha de Whaley, de um ladrão condenado à morte e de uma garota que morreu acidentalmente - enforcada - na propriedade.



Edifício Joelma

No dia 4 de novembro de 1947, o professor de química Paulo Parreira Camargo matou a mãe e duas irmãs, jogando-as em um poço no quintal. Ao ser descoberto, o professor se matou na casa. Anos mais tarde, nesse mesmo terreno, foi erguido o Edifício Joelma, de 25 andares. Como se sabe, no dia 1º de fevereiro de 1974, o Joelma pegou fogo, depois de um curto-circuito no sistema de ar-condicionado: 188 pessoas morreram e 345 ficaram feridas. Parte do prédio era ocupada pelo Banco Crefisul. Paranóicos de plantão observam que, lido de trás para frente, o nome do banco se torna Lusiferc. Precisa dizer mais?



Casa Branca

Sim, George W. Bush mora lá, mas nunca está sozinho. Segundo consta, o fantasma do ex-presidente William Henry Harrison, que morreu de pneumonia em 1841, após apenas 31 dias no cargo, é uma das figuras mais vistas pelos salões da casa. Abraham Lincoln, então, seria uma presença quase diária pelos corredores da mansão do poder. A primeira-dama Eleanor Roosevelt e a rainha Guilhermina, da Holanda, foram duas pessoas que afirmaram ter topado com Lincoln. Brrr...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Fraudes - Me engana que eu gosto.

FRAUDES: ME ENGANA QUE EU GOSTO


A suspeita de fraude sempre rondou os fenômenos ditos paranormais. Algumas histórias causaram comoção em suas épocas, antes de serem desmascaradas. Um dos episódios mais célebres foi um verdadeiro - ou melhor, um fictício - conto de fadas e envolveu duas meninas inglesas, Elsie Wright, de 16 anos, e sua prima Frances Griffiths, de 10. Em 1917, elas garantiram ter visto pequenas fadas, com 10 centímetros de altura, em um lugarejo chamado Cottingley Glen, pequeno pântano cercado de árvores, onde costumavam brincar. Contaram a história ao pai de Elsie, que não acreditou. As meninas resolveram, então, pegar emprestada a câmera fotográfica dele e "provar" com fotografias.

Elas obtiveram duas imagens. A primeira mostrava um grupo de pequenas mulheres com asas de borboleta dançando à frente de Frances. Na outra, era Elsie quem brincava com um gnomo. A história correu o país e ganhou um defensor famoso: o escritor Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes. Espiritualista "fanático", ele não hesitou em tratar as aparições das fadas como autênticas, ignorando falhas evidentes nas imagens. A primeira foto, por exemplo, mostra quatro fadas dançando e tocando flautas. No fundo aparece uma cachoeira borrada, indício de que a foto foi feita com uma velocidade lenta do obturador. Se estivessem em movimento, as fadas também deveriam aparecer borradas na foto, certo?

Ao longo das décadas seguintes, as protagonistas da história deram explicações evasivas sobre as curiosas imagens. Até que Elsie, já idosa, admitiu ter desenhado as fadas inspirada nas ilustrações de um livro infantil. Assim como a prima, no entanto, ela continuou afirmando que ambas realmente viram fadas, só não tinham como provar - daí a idéia de forjar as imagens.



Ruídos do outro mundo

Em 1848, duas irmãs que viviam em um lugarejo próximo a Nova York - Kate, de 11 anos, e Margareth, de 13 - começaram a relatar a ocorrência de barulhos estranhos no quarto delas. E o mais incrível é que ambas conseguiam se comunicar com os ruídos, atribuídos ao fantasma de um comerciante que vivera na mesma casa, para a qual a família Fox havia se mudado no ano anterior. Era assim: as meninas batiam palmas e o espírito "respondia" com estalos. A história se espalhou rapidamente e logo atraiu todo tipo de curiosos. O caso foi investigado sem que ninguém pudesse classificá-lo como fraude: os ruídos pareciam mesmo vir do além.

Quatro décadas se passaram até que Margareth decidiu confessar a fraude - e o fez em uma demonstração pública, presenciada por dezenas de espectadores, em 1888. Ela revelou que os ruídos eram resultado de uma estranha habilidade das irmãs: estalar as juntas dos dedões dos pés, que se mexiam quase imperceptivelmente.



Truques do homem do "rá!"

O mineiro Thomaz Green Morton, o homem do "rá!" (seu grito "energizante"), ficou famoso nos anos 80 como um paranormal capaz de produzir luzes, entortar talheres e fazer perfume brotar das mãos, poderes que teria desenvolvido aos 12 anos, depois de ser atingido por um raio enquanto pescava. Aclamado por alguns como o "maior paranormal do mundo", ele atraiu uma legião de personalidades para o seu sítio em Pouso Alegre (MG). Gal Costa, Elba Ramalho, Ivo Pitanguy, Baby Consuelo e Sérgio Reis estavam entre os que não hesitavam em testemunhar sobre as façanhas do guru. No auge da fama, consta que ele chegou a cobrar 20 mil dólares por cinco dias no seu sítio para "tratamento de energização".

Hoje, estudiosos de fenômenos paranormais não têm dúvida de que Morton não passa de um ilusionista - e nem é dos melhores. "Ele é uma farsa", afirma o psicólogo Wellington Zangari, coordenador do Inter Psi (Grupo de Estudo de Semiótica, Interconectividade e Consciência), ligado à PUC de São Paulo. "Morton diz ter todos esse poderes, mas jamais conseguiu demonstrá-los a pesquisadores com conhecimento de ilusionismo e prestidigitação", diz Zangari.

Morton já foi flagrado diversas vezes, inclusive em frente às câmeras. Uma das imagens o mostrou em volta de uma mesa com amigos, segurando um garfo quebrado. Enquanto pedia aos presentes que dissessem um número de 0 a 100, ele buscou embaixo da mesa um talher já colado - em câmera lenta, o movimento era claro. De repente, gritou o famoso "rá!" e deu o garfo colado a quem supostamente teria acertado o número.

Em outra ocasião, um flash de máquina fotográfica escondido embaixo da mesa disparou antes da hora, revelando o truque usado para produzir os fenômenos luminosos. Morton ficou visivelmente desconcertado e tentou atrair a atenção dos presentes para outro ponto, afirmando que a luz havia vindo de lá. Houve também a cena em que ele passou um punhado de moedas de uma mão para a outra e exibiu, ao final, uma das moedas dobradas - o problema é que na mão de origem havia oito moedas e na mão de destino apareceram nove.

Apesar das evidências, ainda há quem consiga encontrar fatos inexplicáveis relacionados aos supostos poderes de Morton, como, por exemplo, a protuberância na testa que parece se inchar de vez em quando. "Isso pode ser feito com um sistema simples de sucção, como aquelas bombas usadas para extrair leite materno, ou pela utilização de alguma substância química que produza reação alérgica", diz Zangari. Para dar uma última oportunidade a Thomaz Green Morton - que anda um tanto recluso já faz algum tempo -, Zangari lança um desafio público: que ele se submeta a testes na sede do Inter Psi, com a presença de jornalistas e de equipes de TV.



Dois nomes, duas fraudes

A francesa Marthe Béraud iniciou sua "carreira" de médium em 1906, aos 19 anos. Após a morte do noivo, filho de um influente general, ela foi viver com os ex-futuros sogros na Argélia. Lá começou a se dizer capaz de materializar um fantasma. Nas apresentações, que atraíam representantes da alta sociedade, a figura de um homem com uma densa barba negra - e ostentando um turbante - surgia entre as cortinas que separavam Marthe da platéia. A aparição dizia se chamar Bien Boa, um hindu que teria vivido mais de 300 anos antes. Apesar dos detalhes quase cômicos (certa ocasião, a longa salva de palmas acompanhada de gritos de "bravo!" fez Bien Boa reaparecer de trás das cortinas para reverenciar o público), a credibilidade das apresentações só ruiu quando um cocheiro árabe chamado Areski revelou que era ele quem fazia o papel do hindu. Um alçapão oculto seria o truque para entrar em cena. Os defensores de Marthe alegaram que Areski estava mentindo para se vingar por ter sido demitido. De qualquer forma, a denúncia obrigou Marthe a sair temporariamente de cena.

Alguns anos depois, Marthe reapareceu em Paris, ostentando então o nome Eva Carrière - ou, como gostava de ser chamada, Eva C. As aparições de Bien Boa deram lugar a uma nova habilidade: materializar imagens de rostos humanos. Em processos novamente realizados em ambientes escondidos por cortinas, as imagens surgiam grudadas no pescoço ou no cabelo de Marthe. As fotografias das sessões de Eva C. causaram sensação no período entre 1909 e 1913. Aos olhos de hoje, contudo, soam até ingênuas - as "materializações" eram visivelmente feitas de papel amassado.

A fraude de Eva C. começou a ser desmascarada quando alguém notou que os rostos eram muito parecidos com os de fotos publicadas na revista Le Miroir, grosseiramente retocadas. Mesmo com todas as evidências, seus defensores ensaiaram uma explicação: ela era leitora assídua da revista e isso teria influenciado o seu dom paranormal.



O fantasma de Columbus

Em 1984, alguns fenômenos estranhos - ruídos inexplicáveis, objetos que caíam sozinhos, móveis que se arrastavam pelo chão - começaram a ocorrer na casa de Tina Resch, uma adolescente de 14 anos de Columbus, no estado americano de Ohio. A imprensa passou a cobrir o caso, logo chamado de "O poltergeist de Columbus" - em alusão ao filme Poltergeist, que fizera sucesso dois anos antes. Com a casa dos Resch cercada por jornalistas, a câmera de uma equipe de TV captou por acaso uma cena em que Tina gritava com horror ao ver um abajur se espatifar no chão. Parecia que o objeto tinha caído sozinho, mas a imagem mostrava que, na realidade, a garota havia discretamente puxado o fio do abajur.
A descoberta da fraude revelou um drama familiar. Tina era adotada pelo casal John e Joan Resch e quis chamar a atenção da mídia para encontrar seus pais verdadeiros. A história teve um final triste. Os verdadeiros pais de Tina nunca apareceram. Antes de fazer 20 anos, ela se envolveu com um rapaz e engravidou. Em 1992, a pequena Amber, de 3 anos, foi encontrada morta com vários ferimentos na cabeça. As investigações incriminaram Tina e, em 1994, ela foi condenada à prisão perpétua.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Imagens do outro mundo - Fantasmas

IMAGENS DO OUTRO MUNDO - Fantasmas



A DAMA DE MARROM

Esta é considerada "a mais famosa foto de fantasma do mundo". Publicada na revista britânica Country Life em 1936, mostra um suposto fantasma descendo a escadaria da mansão Raynham Hall, em Norfolk, na Inglaterra. Seria o espectro de Dorothy Walpole, uma aristocrata que viveu entre 1686 e 1726. Por ordem do marido, que descobrira um antigo caso da mulher, ela teria passado os últimos anos da vida confinada num dos quartos. Numa das escapadas, teria sido empurrada escada abaixo e quebrado o pescoço. Sua aparição ficou conhecida como "a dama de marrom", por causa da cor do vestido que usava. Curiosamente, depois de aparecer na Country Life, ela nunca mais foi vista. Teria ficado satisfeita com a repentina fama? Céticos dizem que a foto foi obtida por sobreposição de imagens.



LÁGRIMAS DE SANGUE

Nos anos 20, o belga Adrien Boggart causou sensação por supostamente derramar lágrimas de sangue. Os médicos da época não conseguiram descobrir se era um truque ou um fenômeno real. Ao longo da história, Boggart não foi o único a alegar esse feito. Não somente surgiram outras pessoas que diziam ter esse "poder" como também há relatos de imagens de Jesus Cristo e de vários santos que teriam chorado sangue. No ano passado, circularam rumores de que uma estátua do ex-presidente George Bush, na sede da CIA, em Washington, também tinha começado a chorar sangue. Segundo uma versão propagada pela internet, o curioso "fenômeno" ocorreria à meia-noite do último dia de cada mês desde que George W. Bush, o filho mais velho de George Bush, elegeu-se o 43º presidente dos Estados Unidos.



VEJA QUEM VOLTOU

A inglesa Mabel Chinnery visitava o túmulo de sua mãe, recém-falecida, num dia de 1959. Ela havia levado uma câmera para tirar algumas fotos da sepultura, para guardar de recordação. Antes de voltar para casa, resolveu gastar o filme tirando uma foto do marido, que aguardava sozinho no carro. Bem, pelo menos ela achava que ele estava sozinho. Ao revelar o filme, Mabel quase caiu de costas ao perceber que havia alguém no assento de trás do carro. Era uma senhora de óculos e uma echarpe branca no pescoço. Mabel logo reconheceu a figura: era sua mãe, que supostamente deveria estar no túmulo!



A FACE DO ESPÍRITO

Esta foto de aparência tosca mostra o rosto de um espírito que teria baixado durante uma sessão organizada pelos pesquisadores franceses Gustave Geley (1868-1923) e Charles Richet (1850-1935). Difícil acreditar, não? Os dois pesquisadores por trás dessa história eram cientistas conceituados. Geley fundou o Instituto Metapsíquico de Paris, que se dedica a estudos na área da parapsicologia. E Richet ganhou o Prêmio Nobel de Medicina, em 1913, por suas pesquisas no campo da fisiologia. Apaixonado pelo espiritismo, foi Richet quem criou o conceito de "ectoplasma" - termo usado para designar a substância que alguns médiuns emanariam do corpo para materializar espíritos.



CARA NA BANDEJA

O rosto de uma pessoa aparece gravado em relevo nesta bandeja, um fenômeno que teria sido produzido pela médium italiana Eusapia Palladino (1854-1918), durante uma sessão espírita em 1897. Eusapia teria gravado a imagem do próprio rosto sem tocar na bandeja, usando apenas sua concentração mental - um caso típico de influência sobre a matéria, ou psicocinese. Dizem que Eusapia era capaz de fazer coisas como levitar, mover objetos a distância, desenhar e tocar instrumentos musicais sem usar a mão. O pesquisador espírita brasileiro Hernâni Guimarães Andrade publicou, há sete anos, um artigo em que dizia acreditar que os fenômenos provocados por Eusapia eram, em sua maioria, autênticos, mas "mesclados com tentativas de fraude". A médium teria se justificado certa vez: "Eles (os observadores) pedem que eu os engane, e eu atendo aos seus desejos".

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Caça-fantasmas diz ter encontrado 'assombração'

14/04/09 - 11h07 - Atualizado em 14/04/09 - 11h07

Caça-fantasmas diz ter encontrado 'assombração' em salão de cabeleireiro

Filmagem mostra luz que se movimenta em direção à câmera.
Dono do salão relata diversas histórias consideradas estranhas.
Assustado com acontecimentos estranhos em seu salão de beleza, o cabeleireiro britânico Harry Browns, 35, decidiu contratar uma equipe de caça-fantasmas. Depois de fazer filmagens no local, eles disseram ter capturado a imagem de um fantasma saindo da lareira e se movimentando em direção ao equipamento.
Segundo a empresa contratada, o espectro foi identificado no dia 28 de fevereiro, às 20h21, no salão que funciona em uma casa construída em 1820. Kelly Goddard, responsável pela Ghost UK, disse que pode se tratar de um prisioneiro.


Empresa diz que imagem de fantasma (mancha branca do lado direito) foi capturada em fevereiro. (Foto: Reprodução )
“A parte mais interessante da noite foi quando vimos algo que se parecia com um espírito. Na tela, parece que houve uma mudança no formato. Acreditamos que essa forma pode estar relacionada com o que a construção foi usada no passado”, disse Kelly.

Ainda de acordo com ela, no local funcionava um tribunal onde os criminosos eram enforcados. “Isso pode explicar a queda de temperatura sentida pelos clientes e funcionários”, continuou a responsável pela empresa Ghost UK. O cabeleireiro Browns, dono do salão, disse que os fantasmas podem continuar no local, desde que eles mantenham um comportamento amigável.
Ele contou diversas situações consideradas suspeitas no ambiente de trabalho, que fica em Market Harborough, Leicestershire. “Estamos cientes de uma presença esquisita há anos, mas ver a imagem em um filme é muito estranho. Algumas das funcionárias se assustaram com o que viram”, afirmou.
De acordo com ele, diversas tesouras e escovas já desapareceram do local. “Em uma ocasião, um cliente disse ter visto duas pessoas perto da lareira com roupas antigas. Ele se apavorou quando dissemos que não havia ninguém lá, então decidimos contratar profissionais para investigar.”