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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Arqueólogos podem ter encontrado principal mercado da época de Cristo em Jerusalém

Arqueólogos podem ter encontrado principal mercado da época de Cristo em Jerusalém


Durante as escavações do sítio arqueológico conhecido como Estrada de Peregrinação, em Israel, arqueólogos se depararam com uma descoberta que remonta à época de Jesus Cristo. 

sábado, 17 de agosto de 2019

Desvendando o mistério dos juros - Por que eles são tão altos no Brasil ?

Desvendando o mistério dos juros - Por que eles são tão altos no Brasil ?


O Brasil é frequentemente citado como um dos países com os maiores juros do planeta. 

quarta-feira, 20 de março de 2019

Carne artificial - Os cientistas britânicos que estão criando bacon em laboratório

Carne artificial - Os cientistas britânicos que estão criando bacon em laboratório

Diversos projetos buscam produzir proteína animal artificial em larga escala, 
mas produtos ainda não estão sendo comercializados — Foto: BBC

Pesquisas com proteína animal de laboratório buscam um futuro em que não precisemos abater animais para nos alimentar; além disso, reduz emissões e consome menos água.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Mudanças climáticas propiciam incêndios florestais


Mudanças climáticas propiciam incêndios florestais


No Brasil, o fator humano e as demandas do mercado são graves ameaças à natureza.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Console retrô roda jogos de Nintendinho ao PSOne


Console retrô roda jogos de Nintendinho ao PSOne

RetroBlox - Kickstarter da plataforma começa em abril

Graças ao poder da nostalgia, o mercado de games é repleto de consoles retrô com o Retro Freak e RetroN 5, capazes de rodar jogos de plataformas clássicas como o Nintendinho, Super Nintendo, Mega Drive, entre outras mais obscuras.

sábado, 12 de novembro de 2016

Como a pirataria ajudou a criar a cultura de games no Brasil


Como a pirataria ajudou a criar a cultura de games no Brasil


Falar sobre a história dos videogames no Brasil é falar de um assunto um pouco delicado: a pirataria. Não dá para explicar como os jogos se popularizaram por aqui sem entrar nesse tema: seja por versões não autorizadas de consoles ou arcades, ou emuladores, ou mesmo cópias ilegais de jogos, muita gente só conheceu e se apaixonou por games por causa da pirataria.

sábado, 15 de outubro de 2016

Quantos escravos no mundo trabalham para você ?


Quantos escravos no mundo trabalham para você ?


Você já parou para pensar quantas pessoas vítimas do trabalho escravo no mundo trabalham para manter seus hábitos de consumo?

quinta-feira, 21 de julho de 2016

7 controles de videogame que fracassaram com o público


7 controles de videogame que fracassaram com o público


Nem tudo são flores no mundo dos games. Enquanto os consoles são as grandes estrelas do setor, muita gente não leva em consideração a importância dos controles para o bom desempenho dos jogadores. Em alguns casos, na ânsia de inovar o mercado, as empresas acabam lançando dispositivos que não agradam ou nem chamam a atençao do público. Listamos 7 controles "inovadores" que fracassaram em suas propostas e acabaram esquecidos. Confira:

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Nintendo 64 fazendo 20 anos hoje


Nintendo 64 fazendo 20 anos hoje


Foi em 23 de junho de 1996, exatos 20 anos atrás, que o primeiro Nintendo 64 foi vendido no Japão. O aparelho que representou a quinta geração de consoles e uma das mais memoráveis disputas do mercado de videogames - contra o primeiro PlayStation, da Sony - marcou também a história de muitos gamers.

Processador de 64 bits para gráficos poligonais, controle estiloso e última plataforma a usar os saudosos cartuchos em vez da "revolução" que viria a seguir com os CDs e DVDs: apenas algumas das características que marcaram a história do console. Para comemorar a data, seperamos 12 jogos que não saem da memória de quem teve um N64.

sábado, 28 de maio de 2016

Indieflix ‘Netflix dos filmes independentes’ tem mais de 8 mil títulos e opções gratuitas


Indieflix ‘Netflix dos filmes independentes’ tem mais de 8 mil títulos e opções gratuitas


O surgimento das plataformas de streaming como a Netflix revolucionou a forma como assistimos a filmes e seriados, virando o mercado audiovisual de cabeça para baixo. No entanto, salvo poucas exceções, o conteúdo oferecido é basicamente o mesmo: produções ligadas às grandes distribuidoras. 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

1ª loja física do Brasil a vender bitcoin quer levar moeda virtual para a rua


1ª loja física do Brasil a vender bitcoin quer levar moeda virtual para a rua

Casa de câmbio BitcoinToYou, em Curitiba, a primeira do Brasil a vender a moeda virtual em loja física. (Foto: Divulgação/BitcoinToYou)

Curitiba recebe casa de câmbio; venda física já ocorre em NY e Londres.
São Paulo, Brasília e Florianópolis devem receber lojas até agosto.

Criado para ser negociado pela internet, o BITCOIN começa a sair do mundo dos computadores no Brasil. A casa de câmbio BitcoinToYou abre nesta terça-feira (17) a primeira loja física do país para comprar e vender a moeda virtual.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Conheça o Infanto, console brasileiro obra da pirataria com 6 mil jogos


Conheça o Infanto, console brasileiro obra da pirataria com 6 mil jogos


Desnecessário dizer que a pirataria, infelizmente, ainda é parte do cenário brasileiro no mercado de consoles. Claro que esse cenário, moldado há muito tempo, melhorou muito de anos para cá e “amadureceu” – no sentido de ter sido minimizado –, mas os esforços ainda estão longe do fim. Empecilhos como altos impostos e pesada tributação são verdadeiros entraves para a otimização desse processo. E assim nascem produtos como o Infanto, console que traz consigo uma biblioteca de mais de 6 mil jogos.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Vitaminas - você tem que tomar - Saúde


VITAMINAS VOCÊ TEM QUE TOMAR - Saúde


Quem não toma pode estar perdendo - pela falta de alimentos vitaminados no mercado brasileiro, 
pela prática de esportes, pela poluição das cidades, pelo fumo, pelo álcool. Trinta 
por cento dos brasileiros de classes média e alta têm algum tipo de carência vitamínica

sábado, 30 de novembro de 2013

O mundo sem petróleo - Energia


O MUNDO SEM PETRÓLEO - Energia


Encontrá-lo está cada vez mais difícil; extraí-lo do fundo da terra ou do mar, caro e trabalhoso. Chegou a hora de pensar seriamente em substitutos, pois as reservas duram no máximo 70 anos.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Turistas no Espaço


TURISTAS NO ESPAÇO



A 320 quilômetros de altitude, o astronauta James Adamson fotografa a Terra através da janela do ônibus espacial Atlantis. Munidos de equipamentos profissionais, os astronautas têm como tarefa da missão captar imagens do planeta, que depois são distribuídas a cientistas de todo o mundo. Com elas, os cartógrafos podem ver detalhes de regiões já mapeadas, mas nunca esquadrilhadas. Embora amadores, os astronautas têm competência de profissional para fotografar pontos predeterminados, em condições de luz que mudam rapidamente, a bordo de uma nave que viaja 28.000 quilômetros por hora

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Todo o Dinheiro do Mundo - História



TODO O DINHEIRO DO MUNDO - Historia



O dinheiro parece tão indispensável que não há quem ache ter demais. Na sua milenar trajetória, vale também como medida das mudanças nas sociedades humanas.

Ao morrer, em 1715, o rei francês Luís XIV deixou o Tesouro Nacional em petição de miséria. Era uma situação sob medida para um astuto economista escocês chamado John Law, cujas propostas de reforma bancária não haviam porém entusiasmado seus compatriotas e cujo currículo incluía o assassínio de um desafeto em duelo e a autoria de um tratado sobre moedas e comércio. Law desembarcou em Paris em 1716 ansioso por oferecer ao regente da Coroa, o duque de Orléans, um remédio infalível para a falência do governo. O esquema era um ovo de Colombo: o regente lhe daria a permissão para abrir um banco e, em troca, o banco assumiria não só a dívida pública mas também os débitos pessoais de Sua Alteza, emitindo títulos pelos quais se comprometia com os credores a pagar o seu valor em ouro e prata.
Os metais preciosos viriam do Novo Mundo, mais precisamente dos vastos territórios franceses na América do Norte, no que hoje são os Estados de Louisiana e Mississípi, onde haveria incalculáveis reservas minerais a serem exploradas por um companhia criada por Law - em regime de monopólio, naturalmente. Mais do que depressa, o duque aceitou. E, enquanto os franceses acreditaram no projeto, tudo correu às mil maravilhas. As ações da companhia do escocês dispararam na Bolsa parisiense, a Coroa livrou-se de suas dívidas e os credores sonharam com fortunas em ouro e prata.
Mas não demorou até que se descobrisse que não havia metal nobre capaz de servir de lastro aos papagaios emitidos pela Banque Royale de Mister Law. O banco quebrou, o banqueiro fugiu da França (para morrer na miséria em Veneza) e os franceses mais desbocados recomendaram que aqueles papéis fossem usados para outro fim. O episódio entrou para a história como uma parábola sobre a confiança dos homens no valor do dinheiro e das promessas que não valem o papel em que são impressas. Tudo começou há bem mais de 2 mil anos, provavelmente no século VII a.C., quando os comerciantes da rica cidade de Lídia, Ásia Menor, começaram a trocar as mercadorias que adquiriam, não por outras mercadorias, como era o costume, mas por pequenos discos feitos de uma rara liga de ouro e prata existente na região, de nome electrum, em latim.
Em pouco tempo, essas plaquetas, cuja marca registrada era a estampa com o símbolo do rei, como um leão ou um escaravelho, espalharam-se pelas cidades gregas do Mediterrâneo e por suas colônias na Sicília e na Itália. Não tardou muito para que a idéia de usar discos semelhantes, feitos de ouro ou prata, se espalhasse pelo mundo. Os romanos chamaram essas placas monetae, tabletes de metal, e delas se originou algo que, mesmo não trazendo felicidade, como costumam dizer os que não o tem tanto quanto gostariam, é com certeza um dos supremos motivos de alegria e de aflição do homem: o dinheiro.
Na realidade, a idéia de trocar bens como alimentos, vestimentas, cabeças de gado, utensílios e mesmo escravos por peças de metal antecede à fundação da cidade de Lídia. De fato, desde que o homem do Período Neolítico, há cerca de 10 mil anos, deixou de perambular atrás de casa e comida, passando a viver em grupos com endereço certo e sabido, e a trabalhar a terra, começou a produzir mais do que era capaz de consumir. Surgiu assim aquilo que os economistas tanto apreciam - o excedente. E a partir daí a vida humana não seria mais a mesma.
Alguns produtos excedentes, mas nem por isso menos valorizados, transformaram-se em mercadoria de troca, inaugurando o toma-lá-dá-cá que se tornaria atividade central das sociedades humanas e assumiria o nome de comércio. Gêneros bem votados nesse primitivo sistema de trocas era o sal, que deu origem à palavra salário, e o gado, do qual derivou o termo pecúnia. Os metais foram uma preferência natural daqueles protocomerciantes, porque não se estragavam, podiam ser partidos em pedacinhos e carregados com facilidade, ao contrário, por exemplo, de uma vaca. Ao que se sabe, os chineses tiveram a primazia de usar peças de bronze de diferentes formatos, para efeito de negócios, cerca de 3 mil anos atrás.
No entanto, a criação de sistemas comerciais à base de moedas de ouro, prata ou cobre, cada qual com a indicação do seu peso, foi mesmo uma idéia dos espertos lídios. Durante o reinado de Alexandre, o Grande da Macedônia, no século IV a.C., adotou-se a praxe, repetida até hoje nas cédulas de papel, de estampar nas moedas a cabeça do soberano. O objetivo era menos usar a real efígie como aval do peso e da qualidade atribuídos ao metal do que promover o culto da personalidade de Suas Majestades - naturalmente, por iniciativa deles próprios. Às vezes, porém, podia se dar o reverso da medalha. Após a morte do imperador romano Calígula, no primeiro século da era cristã, por exemplo, todo o dinheiro por ele patrocinado foi recolhido e fundido para que nem o nome nem as feições do tirano entrassem para a história.
"Que ninguém tenha dúvidas", ensinou o festejado economista americano John Kenneth Galbraith, no magnífico seriado que escreveu para a televisão, A era da incerteza: "Poucas invenções humanas se prestaram tanto aos abusos como o dinheiro". De fato, séculos a fio após o seu aparecimento, ninguém em parte alguma tinha como saber de antemão se as moedas valiam o que diziam. Os mais desconfiados adquiriram o hábito de morder o metal antes de aceitá-lo, para perceber pela consistência se era realmente ouro, prata ou bronze - isso, além de exigir bons dentes, o que não era lá muito comum naqueles tempos, supunha um refinado conhecimento, também algo incomum, para a felicidade geral dos falsários.
Estes, ao longo da História, freqüentemente residiam nos melhores palácios e não precisavam se esconder da polícia: os governantes mais esbanjadores ou premidos pelas necessidades, ou ambas as coisas - e que parecem ter sido a maioria -, descobriram que a quantidade de metal precioso nas moedas podia ser discretamente reduzida e substituída. Os gregos, sobretudo os atenienses, parecem ter resistido à tentação de aguar sua moeda, por entender que essa política, a longo prazo seria desastrosa para os negócios da cidade-estado, algo merecedor dos aplausos mais entusiásticos dos modernos economistas da escola apropriadamente chamada monetarista.
Assim, após a divisão do Império Romano em 395, com a reafirmação de influência grega na fatia oriental, em Constantinopla, o besante, a moeda local, foi reconhecido como símbolo de dinheiro forte. Mas do lado de cá do Mar Egeu, o exemplo grego não pegou bem, sobretudo em Roma, cujos governantes pareciam querer levar vantagem em tudo, sempre. No século II, o denário - moeda de prata que deu origem à palavra dinheiro - de prata possuía, se tanto, uns 5 por cento; os outros 95 eram puro cobre. Seguindo a lição que vinha de cima, os comerciantes ainda raspavam o pouco de prata que restava nas bordas das moedas para aumentar os seus lucros.
A prática era sedutora demais para não se propagar durante a Idade Média, uma época em que qualquer um - reis, sacerdotes, senhores feudais e nobres em geral - podia fazer dinheiro, literalmente, sem controle algum. A tal ponto chegou esse festival de falsidades na Europa que no ocaso dos tempos medievais nem sequer o camponês mais inocente ainda acreditava no valor da face do dinheiro que recebia. Criou-se o hábito de pesá-lo, antes de consumar qualquer transação. E, no final do século XVI, com a Revolução Comercial, quando os mercadores de Amsterdam, nos Países Baixos, se tornaram os maiores negociantes europeus, foi preciso publicar um manual listando toda a parafernália de moedas em curso. Conseguiu-se enumerar 846 dinheiros diferentes, cada qual com variadas porcentagens de ouro e prata.
Adulteradas, cortadas, limadas, as moedas medievais acabaram por se tornar algo que horrorizaria os velhos lídios - um senhor complicador para a boa marcha da economia. E muita gente começou a pensar seriamente em cambiar o sistema. Nicolau Copérnico (1473-1543), o astrônomo polonês que formulou a teoria de que a Terra gira em torno do Sol, e não o contrário, muitas vezes mandou para o espaço os assuntos cósmicos em troca de algo mais palpável, como a idéia da criação de uma moeda unificada em cada país. Atribui-se a ele a ajuizada afirmação de que "entre as desgraças que habitualmente levam à decadência dos reinos, principados e repúblicas, as quatros principais são as lutas, as pestes, a terra estéril e a deterioração do dinheiro".
Copérnico não foi o único homem de gênio interessado em tornar o metal menos vil. Além de projetar helicópteros, submarinos, espingardas e teares, e de pintar sorrisos enigmáticos, o italiano Leonardo da Vinci (1452-1519) projetou máquinas mais modernas para a fabricação de moedas. Até aquela época, elas eram feitas uma a uma, ensanduichando-se um metal entre duas matrizes. A partir do século XV, graças a Leonardo e outros, elas passaram a ser produzidas em série, com cilindros de lâminas de metal onde se cortavam muitas moedas ao mesmo tempo. Depois disso, ganharam bordas requintadas, que serviam também de proteção contra os raspadores de ouro e prata.
Qualidade e quantidade, no entanto, não dependiam apenas do método de fabricação, mas dos rumos da economia. Durante a interminável Guerra dos Cem Anos na Europa (1339-1453), as despesas públicas dos reinos chegaram a ser quatro vezes maiores que os recursos de que os monarcas dispunham. O remédio foi apelar para a velha prática romana. Cada governante passou a cunhar o dobro de moedas do que recebia de impostos. O dinheiro resultante continuava a se chamar coroa, libra ou franco, conforme o país, mas o valor era obviamente menor. "Era como andar de bicicleta", compara o professor Hilário Franco Júnior, da Universidade de São Paulo, autor de uma história econômica. "Uma vez iniciado o processo, os reis não podiam parar."
No século XVI, quando o ouro do Novo Mundo inundou a Europa, trazido pelos galeões espanhóis e portugueses, aconteceu o processo inverso. Já não havia necessidade de adulterar as moedas, pois circulava metal nobre suficiente para dar, vender e emprestar. Em 1580, por exemplo, a Casa da Moeda da Espanha fabricou oito vezes mais dinheiro do que em 1520. Como sempre as pessoas comuns pagavam a conta: se antes o dinheiro perdia valor por falta de lastro, agora perdia poder de compra por excesso de reservas. Ou seja, com tanto metal em circulação, o resultado foi um aumento explosivo nos preços.
O caminho estava aberto para a grande mudança que iria ocorrer com o advento do papel-moeda. A rigor, isso não era novidade na Europa, desde que os primeiros mercadores e prestamistas - os banquerii de Veneza e Gênova - usaram papéis manuscritos como promessas de pagamento aos seus portadores, os ancestrais das promissórias de hoje. Mas à medida que nasciam os bancos estatais, o sistema de títulos entrou em alta por ser mais seguro e fácil de transportar. "Essas notas ainda não podiam ser chamadas de dinheiro, pois apenas em operações determinadas substituíam as moedas", explica Hilário Franco, da USP.
Como no caso das moedas, a teoria de Galbraith de que "poucas invenções humanas se prestaram tanto aos abusos como o dinheiro" se repetiu na história do papel, haja vista, entre tantos outros, o pouco edificante episódio protagonizado por John Law e pelo duque de Orléans na França do século XVIII. "O papel-moeda só funciona quando existe confiança em que haja uma reserva por trás que lhe assegure o valor", explica o economista Flávio Saes, professor de História Econômica, também da USP. Foi o que aconteceu em 1689 nas colônias inglesas da América. Naquele ano, Inglaterra e França iniciaram uma guerra pela posse do Canadá. A colônia de Massachusetts, no nordeste dos atuais Estados Unidos, foi convocada a criar uma milícia para combater do lado dos ingleses. Na falta de moeda para pagar os soldados e comprar suprimentos, o governo autorizou a impressão de papel com valor equivalente. Terminada a guerra, as notas seriam honradas pelos ingleses. Como os cidadãos confiavam que teriam o dinheiro na troca, esses antepassados do dólar entraram rapidamente em circulação. Resultado: por volta da metade do século XVIII, todas as treze colônias americanas usavam papel como dinheiro.
As notas inventadas nas colônias inglesas pagaram a Guerra da Independência americana. Da mesma forma, na França, os assignats - que tinham como garantia as terras pertencentes à Igreja e aos nobres - sustentaram o início da Revolução de 1789. O dinheiro impresso também sustentou a rebelião dos Estados Confederados na Guerra de Secessão americana de 1861 a 1865, lastreado na produção de algodão dos Estados do Sul, e a Revolução Russa em 1917. Em todos esses casos, porém, como foram emitidas em grande quantidade e sem lastro suficiente, as cédulas acabaram provocando um fenômeno com o qual todo brasileiro está hiperfamiliarizado: uma grande inflação. Seja como for, o papel-moeda virou sinônimo de dinheiro.
"As moedas não se tornaram obsoletas", observa Ítalo Gasparini Filho, chefe do Departamento do Meio Circulante do Banco Central, ouvido por Marta San Juan França. "Mas com o tempo passaram a ser utilizadas apenas para fazer o troco ou em pequenas poupanças." O fim das moedas de ouro e prata marcou também o fim da utilização dos metais nobres como lastro da economia. "Atualmente o que fixa o valor das moedas nos mercados internacionais são as relações comerciais entre os países", explica o professor Flávio Saes. As notas se expandiram, ganharam novas cores, vinhetas e desenhos. Os motivos são estéticos, mas também ideológicos. O dólar, assim chamado por causa do táler, moeda alemã do século XV, homenageia heróis americanos. 
Em outros lugares, as notas apresentam o brasão do país, monumentos, lugares, espécimes da fauna e flora, e símbolos dos principais recursos econômicos. "A tendência atual no mundo inteiro é homenagear as figuras das artes, das ciências e da literatura", informa Ítalo Gasparini, do Banco Central. Ele lembra por exemplo o caso do ex-presidente Juscelino Kubitschek, cuja imagem foi vetada em 1984 pelo general-presidente João Batista Figueiredo para a cédula de 10 mil cruzeiros. Gasparini acredita que as cédulas ainda vão durar muito tempo, tanto quanto as moedas. Mas economistas como Flávio Saes acreditam que a tendência é o virtual desaparecimento do dinheiro vivo nas transações cotidianas, substituído pelos cheques e cartões de crédito. "No futuro, em vez de papel, teremos terminais de compra", prevê Saes. "Além das transferências normais entre bancos, os computadores vão se encarregar também dos negócios menores."
O fundamento do processo, porém, continuará a ser o mesmo, ou seja, o contrato social implícito em todo e qualquer ato envolvendo dinheiro. Esse pacto é o que faz com que uma pessoa aceite dinheiro (ou seus equivalentes, como cheque, cartão etc.) de outra; ela sabe que quando chegar a sua vez de fazer um pagamento o recebedor também o aceitará. O dinheiro vale, portanto, porque as pessoas confiam no seu valor. De todas as convenções que tornam possível a vida em sociedade, poucas certamente hão de ser tão fortes de duradouras.

Muitos nomes, pouco valor

São 2,3 bilhões de cédulas e 1,2 bilhão de moedas. Essa foi a produção apenas deste ano da Casa da Moeda do Brasil, a maior fábrica de dinheiro da América Latina, responsável não apenas pelos desvalorizados cruzados novos como também por uma parte das notas em circulação no Equador. Toda a dinheirama brasileira tem um padrão comum: as moedas são muito simples, finas, de aço inoxidável. As notas, que exibem brasileiros ilustres como Machado de Assis, Portinari, Carlos Chagas, Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meireles, têm cinco valores diferentes. O valor, naturalmente, vai depender da economia do país - e essa é outra história.
Desde o período colonial, com efeito, o Brasil teve 37 tipos diferentes de dinheiro, sempre em função da inflação. As oficinas monetárias, que funcionaram em Salvador, Recife, Rio de Janeiro e Vila Rica, criaram o real, que ficou conhecido no início do século XX como mil-réis. Dobrões, patacas, vinténs, cruzados e tostões são algumas das variações dessa moeda que sempre perdeu a corrida para a alta dos preços. No passado, a emissão sem controle de dinheiro por bancos diferentes muitas vezes inundou o país de moedas sem lastro, causando sérias crises.
Centralizar a emissão de dinheiro foi algo que só ocorreu um 1964, com a criação do Banco Central. Mas, com a economia desorganizada, o cruzeiro, instituído em 1942, deu lugar em 1967 ao cruzeiro novo. Um milhão passou a valer mil e mil passou a valer um. A história se repetiria: com o tempo o cruzeiro deixou de ser novo  e foi adquirindo um número cada vez maior de zeros, até que em fevereiro de 1986 tornou-se cruzado (três zeros a menos) e cruzado novo (menos três) no início deste ano. No andar da carruagem, o Brasil chegará à década de 90 já com outro dinheiro.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Morre Steve Jobs - Fundador da Apple

05/10/2011 20h40 - Atualizado em 05/10/2011 22h24

Morre Steve Jobs, fundador da Apple
Criador da Apple impôs visão de simplicidade no mercado da tecnologia.


Steve Jobs, fundador da Apple, morre aos 56 anos nos Estados Unidos (Foto: Moshe Brakha/AP)

Morreu nesta quarta-feira (5) aos 56 anos o empresário Steven Paul Jobs, criador da Apple, maior empresa de capital aberto do mundo, do estúdio de animação Pixar e pai de produtos como o Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad.
Idolatrado pelos consumidores de seus produtos e por boa parte dos funcionários da empresa que fundou em uma garagem no Vale do Silício, na Califórnia, e ajudou a transformar na maior companhia de capital aberto do mundo em valor de mercado, Jobs foi um dos maiores defensores da popularização da tecnologia. Acreditava que computadores e gadgets deveriam ser fáceis o suficiente para ser operados por qualquer pessoa, como gostava de repetir em um de seus bordões prediletos, que era "simplesmente funciona" (em inglês, "it just works"). O impacto desta visão foi além de sua companhia e ajudou a puxar a evolução de produtos como o Windows, da Microsoft.

A luta de Jobs contra o câncer desde 2004 o deixou fisicamente debilitado nos anos de maior sucesso comercial da Apple, que escapou da falência no final da década de 90 para se transformar na maior empresa de tecnologia do planeta. Desde então, passou por um transplante de fígado e viu seu obituário publicado acidentalmente em veículos importantes como a Bloomberg. Há 42 dias, deixou o comando da empresa.
Foi obrigado a lidar com a morte, que temia, como a maioria dos americanos de sua geração, desde os dias de outubro de 1962 que marcaram o ápice da crise dos mísseis cubanos. "Fiquei sem dormir por três ou quatro noites porque temia que se eu fosse dormir não iria acordar", contou, em 1995, ao museu de história oral do Instituto Smithsonian.
"Ninguém quer morrer", disse, posteriormente, em discurso a formandos da universidade de Stanford em junho de 2005, um feito curioso para um homem que jamais obteve um diploma universitário. "Mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. E, por outro lado, a morte é um destino do qual todos nós compartilhamos. Ninguém escapa. É a forma como deve ser, porque a morte é provavelmente a melhor invenção da vida. É o agente da vida. Limpa o velho para dar espaço ao novo."
Homem-zeitgeist
A melhor invenção da vida, nas palavras do zen-budista Jobs, deixa a indústria da tecnologia órfã de seu "homem-zeitgeist", ou seja, o empresário que talvez melhor tenha capturado a essência de seu tempo. Jobs apostou na música digital armazenada em memória flash quando o mercado ainda debatia se não seria mais interessante proteger os CDs para fugir da pirataria.



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terça-feira, 19 de abril de 2011

Dinheirama - A História do dinheiro

DINHEIRAMA - A História do Dinheiro



Troca - Até 2500 a.C.

Para conseguir leite, um artesão que só faz sapatos precisa encontrar um produtor disposto a trocar leite por sapatos. Numa sociedade sem moeda, a saída é a troca de bens, que limita muito o comércio

Primeiras moedas - Até 650 a.C.

Soldados romanos precisam receber algo que valha para trocas. O pagamento é feito com sal (origem do nosso "salário"), conchas, pregos e manteiga

Especialização - A partir de 640 a.C.

Já que é possível trocar produtos por uma moeda, os artesãos não precisam se preocupar em diversificar a produção. Quanto melhores forem seus sapatos, mais moedas você vai ganhar por eles. Assim, vale a pena se especializar em um só serviço

Moeda moderna - 575 a.C.

Ouro, sal e prata valem seu peso, mas nem toda moeda tem valor tão literal. Os gregos fazem a primeira desvalorização: em vez de converter 6 mil dracmas em 1 talento, que seria natural, a cotação passa a ser de 6 300. A diferença vai para os cofres públicos

Inflação - A partir do século 1 a.C.

O excesso de moeda faz com que ela valha menos (é a lei da oferta e da procura). É necessária mais moeda para comprar algo, os preços sobem e surge a inflação

Voltando ao passado - Século 5

A ruína do Império Romano faz nascer pequenos e fracos reinos feudais. Sem um Estado forte, o comércio internacional quase desaparece e deixa de haver interesse na cunhagem de moedas em alta escala. Volta o escambo

Renasce a moeda - Século 12

Para financiar as cruzadas, nobres vendem seus bens. A Igreja, através da Ordem dos Templários, cumpre o papel dos banqueiros e também passa a financiar as expedições

Contra a usura - Século 12

A Igreja proíbe que a dívida do nobre que parte para a Cruzada seja cobrada com juros - alegava que tirar proveito do esforço da evangelização é pecado. No Concílio de Viena, um século e meio depois, manda excomungar governantes que admitirem a usura

Casas bancárias - Século 15

Em Veneza, Florença e Gênova, casas bancárias assumem o papel de financiadoras. Para driblar a Igreja, desenvolvem letras cambiais: o comprador acerta com o banco para que ele emita um papel com determinado valor. A comissão que cabia aos banqueiros era descontada

Tulipas na holanda - Século 17

Primórdio das ondas especulativas: a flor é usada como dote e trocada por empresas. Logo surge o mercado futuro de tulipas: leva-se um vale para ser trocado na época da colheita

Sistema de law - Século 17

Em Paris, em troca de assumir as dívidas da Coroa, John Law obtém permissão de Luís XIV para fundar um banco. Os depósitos são garantidos não pelas reservas de ouro ou prata, mas pela posse de terras

Papel-moeda - Século 17

Na colônia americana, há um erro de cálculo no soldo dos soldados. Como faltava ouro e prata, eles recebem uma promessa de dinheiro na forma de notas promissórias. Essas notas passam a circular de mão em mão exatamente como o nosso papel-moeda

Prisão - O caso Barings

Em 1995, Nicholas Leeson, um simples operador, quebrou o banco de investimentos onde trabalhava, o ING Barings. Leeson comprou contratos futuros apostando na recuperação da Bolsa japonesa, o que não aconteceu

Bancos centrais - A partir do século 17

A Inglaterra funda o primeiro banco central: o Banco da Inglaterra. Os financiadores obtêm o direito de fazer empréstimos. Com o passar do tempo, o banco assume o monopólio de emissão da moeda. Bancos Centrais passam a ser fundados em todos os países

Muita moeda - Século 18

Revolucionários da América do Norte começam a imprimir um papel-moeda chamado continental. Essa emissão indiscriminada provoca desvalorização e estimula a inflação

Padrão-ouro - Século 19

Na Inglaterra, surge o primeiro padrão monetário internacional. A quantidade de moeda dos países passa a ser determinada por suas reservas em ouro

Abalo de ouro - Século 20

Instituído no Brasil a partir de 1870, e na França e EUA na segunda metade do século 20, o padrão ouro sofre seu primeiro grande abalo em 1914, com a 1ª Guerra. Os países envolvidos têm que emitir papel-moeda sem lastro para arcar com os gastos militares

O fim do ouro - Século 20

Em 1971, o então presidente dos EUA, Richard Nixon, desvincula o dólar do ouro, motivado pela necessidade de emitir papéis para financiar a Guerra do Vietnã. O dinheiro passa a ter como único lastro a confiança que a sociedade deposita nele

Bolsas de valores - Século 20

Em Amsterdã, as primeiras bolsas - locais onde se negociam papéis e ações - surgem no século 17. A ascensão do mercado nos EUA só ocorre a partir da década de 1920

A crash da bolsa - 1929

Wall Street é o centro do mundo. A festa acaba em 1929, quando uma corrida inexplicável para vender papéis quebra a Bolsa de Nova York e o mercado entra em colapso. A queda da renda e dos níveis de consumo nos Estados Unidos afeta o mundo todo

Sob controle - 1933

Para impedir um colapso do capitalismo, o presidente americano Franklin Roosevelt implanta o New Deal, um programa de investimentos públicos para estimular a economia

Moeda de plástico - A partir da década de 20

Cartões de crédito surgem nos EUA para que usuários do automóvel, que começa a se popularizar, não tenham que transportar grandes quantias em viagens. Nos anos 80, surgem cartões inteligentes, com valores predeterminados, e, mais tarde, cartões de débito

Internet - Anos 90

Disponibilidade de dinheiro + mercado ávido por novidades = investimentos em novas tecnologias. A falta de lucros faz empresas e investidores perderem muito dinheiro

Só na confiança - Anos 90

A hiperinflação, mal das economias latino-americanas, era combatida com a paridade fixa entre a moeda local e o dólar. A medida cria déficit comercial, que é compensado por investimentos estrangeiros. Hoje, o câmbio é flutuante: a confiança externa determina o valor da moeda

O dragão acorda - Hoje

A China é a economia que mais cresce no mundo (10% ao ano). Para manter o ritmo, precisa resolver a escassez de energia elétrica e os problemas do sistema bancário

Adam Smith - *1723 +1790

O escocês era filósofo social e defendia o liberalismo. Para ele, o próprio mercado deveria se auto-regular, sem intervenção do governo

Quebra-quebra

A paridade fixa derrubou muitas economias

1994 - México

1997 - Tailândia

1998 - Rússia

2001 - Argentina

Vivendo de juros

Perseguidos durante a Idade Média, os judeus convertiam riquezas em bens transportáveis: metais preciosos e jóias. A eles era vetada uma série de profissões e a posse de terra. Emprestar a juros era uma das formas de obter dinheiro

A crise brasileira

Em 1994, a paridade fixa permitiu o controle da inflação. O problema é que havia uma percepção geral de que o real não valia tanto quanto o dólar. A inevitável desvalorização, em 1999, forçou o país a adotar o câmbio flutuante

John M. Keynes - *1883 +1946

O mais influente economista do século 20 defendia uma política de intervenção do Estado que, além de garantir a oferta da moeda, também deveria assegurar gastos

Dois lastros

Até a metade do século 20, uma moeda só tinha valor se tivesse um equivalente em ouro. Mas o mundo já conviveu com o sistema bimetálico: ouro e prata eram usados como lastro. O ouro só se tornou padrão no século 19

George Soros

Em 1992, o investidor apostou US$ 10 bilhões na desvalorização da libra. O Banco da Inglaterra tentou proteger a moeda, mas perdeu a batalha. Soros embolsou US$ 1 bilhão

Ninharia

A Bíblia diz que Judas recebeu 30 moedas de prata pela traição a Jesus. A quantia em denários romanos, a moeda da época, não comprava nada além de um escravo, artigo muito barato naquele tempo

Do barulho

Os suprimentos do governo francês sempre chegavam com atraso às colônias. Assim, os soldados recebiam "promessas" de pagamento. A matéria-prima mais à mão eram cartas de baralho, que passaram a ser usadas oficialmente

O truque de Law

Mapas de terras com minas convenciam os interessados em comprar seus papéis. A expectativa de ganhos fez a procura subir, transformando-se em violenta especulação. Nem terras nem ouro apareceram para restituir os papéis

FMI
Em 1944, representantes de 44 nações (entre elas o Brasil) decidiram criar o Fundo Monetário Internacional. Seu papel era auxiliar países na regulamentação do padrão ouro, evitando inflação e desequilíbrios - a qualquer custo

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Saiba quais são as fraudes mais comuns na internet no fim de ano

23/12/2010 15h57 - Atualizado em 23/12/2010 16h02

Saiba quais são as fraudes mais comuns na internet no fim de ano
Época é mais favorável a golpes na web.
Veja dicas de analistas e pesquisadores para compra segura na rede.


Mulher realiza compra pela internet.
(Foto: Robert Galbraith/Reuters)À medida que a Internet cresce, a popularidade das compras on-line também aumenta nos sites de e-commerce.

As estimativas mais recentes na América Latina indicam que devem ser gastos cerca de US$ 22 milhões em 2010 com o comércio eletrônico – valor que especialistas esperam que seja elevado até 58% em 2011 e, que está chamando atenção de criminosos cibernéticos em todo o mundo.

Pensando na segurança do internauta, a equipe global de analistas e pesquisadores da Kaspersky Lab preparou uma lista com as principais ameaças e fraudes utilizadas no fim de ano, além de dicas para o usuário efetuar as compras.

Ameaças mais comuns



Engenharia Social
Essa técnica usa, normalmente, o senso de urgência para atrair a atenção do internauta, oferecendo, por exemplo, uma grande oferta por tempo limitado. Essas promoções falsas podem levar a contaminações geradas por websites e e-mails inescrupulosos; links infectados; e até mesmo mensagens maliciosas do Twitter.

Phishing
E-mails supostamente de organizações legítimas solicitando doações a pessoas carentes durante as festividades ou indicando produtos para as compras de final de ano. Na verdade, os links dos e-mails levam a websites maliciosos e coletam as informações pessoais e de cartões de crédito do remetente.

Cupons de Natal
Os criminosos estão usando websites e e-mails maliciosos com cupons promocionais falsos para roubar o dinheiro dos usuários que buscam economizar nas compras de fim de ano.

Resultados de busca infectados
Também conhecido como Blackhat SEO. Os fraudadores manipulam as ferramentas de busca para que os links maliciosos sejam os primeiros na lista de resultados. Eles levam a vítima a páginas que infectam o computador para roubar seu dinheiro e/ou sua identidade.

Fraudes em redes sociais
Mensagens postadas automaticamente no perfil do usuário por amigos que tiveram as contas comprometidas ou recados particulares que pareçam suspeitos levam, frequentemente, a sites maliciosos ou a softwares projetados para roubar dinheiro. Com o uso difundido das redes como Facebook e Twitter, esse tipo de ameaça está se tornando cada vez mais comum. O Koobface é um tipo particular de ameaça com foco nas redes sociais, com mais de 1.000 versões diferentes desse malware detectados.

Os alvos favoritos dos criminosos cibernéticos

Como sempre, o alvo é o dinheiro do internauta. Segundo a pesquisa mais recente da Kaspersky Lab, os criminosos cibernéticos tentam enganar as pessoas ao utilizarem nomes confiáveis de lojas virtuais, companhias aéreas, bancos, sistemas de cartões de crédito ou serviços de entrega conhecidos para distribuir softwares maliciosos, tais como Trojan-Banker.Win32, Trojan-Spy.Win32 ou Trojan-PSW.Win32, produzidos na América Latina. Esses malwares são capazes de roubar todos os tipos de informações sigilosas e não apenas os dados financeiros da vítima.

Outra fraude comum envolve as ofertas de iPhones e outros smartphones de forma gratuita e de recarga para celular, que são publicadas como sendo de operadoras de telefonia móvel oficiais. Essa é outra tendência típica da América Latina. Ao contrário do resto do mundo, os criminosos cibernéticos latino-americanos preferem táticas de engenharia social ao invés de explorar vulnerabilidades de softwares. Isso inclui ataques direcionados, via MSN ou e-mail, por exemplo, vindo de amigos que tiveram as contas controladas pelos cybercriminosos. Esses ataques levam a websites maliciosos, que fazem o download de trojans bancários para roubar as informações financeiras das vítimas.

Dicas de segurança



Antes de efetuar as compras:


1. Saiba o que e de quem você está comprando. Dê preferência a websites conhecidos, de boa reputação, confiáveis e, que tenham números de atendimento ao cliente e endereço físico. Sempre fique atento ao comprar em novos locais.

2. Mantenha o seu computador e solução antivírus atualizados e seguros. As ameaças explicadas acima ocorrem normalmente sem serem detectadas e acontecem em seu navegador. Portanto, atuam facilmente se não houver a proteção correta. Certifique-se também de usar sempre a última versão dos programas, incluindo navegador e sistema de operacional.

3. Esteja atento ao receber cupons eletrônicos que você não tenha solicitado. Isso pode ser uma tática dos criminosos cibernéticos para roubar seu dinheiro, sua identidade ou ambos.

4. Sempre siga a regra de ouro da compra on-line: quando algo parece muito bom para ser verdade, desconfie. Evite ofertas e promoções irreais.

Ao fazer suas compras:


1. Sempre digite o nome do website que você quer visitar na barra de endereço do navegador.

2. Sempre vá diretamente ao endereço real do website das organizações de caridade para as quais deseja fazer uma doação. Nunca clique em links fornecidos em e-mails ou em resultados de ferramentas de busca.

3. Certifique-se de que sua transação está criptografada e que a sua privacidade está protegida. Muitos sites usam o protocolo SSL (Secure Sockets Layer) para proteger as informações. Verifique a URL do seu navegador para garantir que ele começa por "https://" e tenha o ícone de um cadeado fechado do lado direito da barra de endereço ou na parte inferior da janela. De acordo com as tendências mais recentes de malware, isso não é garantia, mas é um indicador útil sobre a segurança do site.

4. Utilize um cartão de crédito exclusivo para compras on-line.

5. Utilize senhas difíceis e não utilize as mesmas palavras-chaves para todos os websites. Evite utilizar termos e frases comuns.

6. Para evitar o roubo de informações pessoais em compras tradicionais, mantenha sempre o cartão de crédito próximo a você e utilize caixas eletrônicos conhecidos e de confiança.


Depois de fazer suas compras:


1. Verifique seus extratos de banco e de cartões de crédito para conferir se há erros e transações suspeitas.

2. Utilize um serviço de monitoramento de crédito para alertá-lo sobre possíveis problemas.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Quanto podemos tirar da Mãe Natureza ? Ecologia

QUANTO PODEMOS TIRAR DA MÃE NATUREZA? Ecologia



Nos últimos anos, ecologia se tornou um assunto até para a Nasa, a agência espacial americana. A crescente preocupação com o meio ambiente motivou os pesquisadores do Nasa Goddard Space Flight Center, em Greenbelt, Maryland, a colocar a tecnologia espacial a serviço da salvação do globo. Em junho de 2004, pela primeira vez, o instituto obteve dados que mostram quanto o ser humano de cada parte da Terra precisa de alimentos, madeira e combustível em relação ao que é produzido no mundo. Para chegar a essa estimativa, mapeou o planeta com satélites de última geração e cruzou os dados obtidos com os índices de clima e vegetação. Os pesquisadores Marc Imhoff e Lahouari Bounoua descobriram então o impacto que os habitantes de cada região do planeta exercem sobre ecossistemas específicos. Agora é possível mensurar, com muito mais precisão, quais são as regiões que correm mais risco e que tipo de política ambiental é mais adequado para cada uma delas. "Usamos a tecnologia da Nasa para entender melhor como podemos manter a mais alta quantidade possível de produção de alimentos e, ao mesmo tempo, preservar as riquezas biológicas do mundo", diz Imhoff.

Os cientistas utilizaram um índice chamado NPP (sigla em inglês de "produção primária líquida"), que mede a produção vegetal anual em terra firme no mundo inteiro, excluindo-se os oceanos. Eles calcularam que, em média, o homem precisa a cada ano de 20% da NPP gerada no mundo a cada ano, na forma de alimentos, madeira e combustível. Mas há diversas variações pelo mundo afora, às vezes até dentro de um mesmo país. Em regiões de baixa densidade populacional, como o Amazonas, é consumido um percentual bem pequeno da NPP gerada localmente. Na outra ponta, em grandes centros urbanos, o homem consome 300 vezes mais do que a produção local. Se a população dos países pobres aumentasse seu consumo ao mesmo patamar dos países desenvolvidos, a média global anual de consumo da NPP ultrapassaria 35%.

Em alguns casos, a tecnologia mais avançada ajuda a reduzir o desperdício no consumo. Os cientistas da Nasa dão um bom exemplo disso. Em nações industrializadas, uma tonelada e meia de árvore é a quantidade necessária para se obter uma tonelada de madeira de construção. Ao passo que, nos países em desenvolvimento, são necessárias mais de duas toneladas de árvores para obter a mesma quantidade de madeira.
Os dados da Nasa já estão nas mãos dos ecologistas, que procuram formas mais eficazes de proteger a natureza levando em conta as necessidades de consumo do homem. Imhoff e Bounoua apontaram que as regiões que mais precisam consumir alimentos, madeira e combustível são as mais suscetíveis a mudanças climáticas. Os estudos a esse respeito continuam, pois ainda não há certeza sobre a forma como a ecologia influencia o clima. "Mas a largada foi dada", diz Imhoff.

O impacto da descoberta
O cálculo do quanto realmente precisamos da vida vegetal gerada pela Terra pode orientar futuras políticas ambientais. A estimativa possibilita o planejamento da produção máxima de alimentos sem comprometer a biodiversidade

Espaçosas
Os pesquisadores Marc Imhoff e Lahouari Bounoua, da Nasa, realizaram um estudo sobre o impacto da urbanização no meio ambiente. Baseando sua pesquisa nos Estados Unidos, os cientistas verificaram que a maior parte das cidades americanas prosperou em solos férteis, um fenômeno fácil de entender: ao longo da história, quando a agricultura dá certo numa região, ela logo vira um chamariz e provoca a urbanização, até ser expulsa para áreas mais remotas e, muitas vezes, menos férteis.
Imhoff e Bounoua concluíram que, embora as cidades americanas ocupem hoje só 3% do território nacional, essa área mais fértil bastaria para gerar o equivalente à produção agrícola atual, espalhada por 29% do país. Em outras palavras, para produzir a mesma quantidade de alimentos, os agricultores necessitam de área muito maior do que precisariam se não tivessem sido expulsos das cidades. Imhoff e Bounoua dizem que a urbanização não é uma coisa ruim em si, já que estimula a convivência entre as pessoas e permite o compartilhamento de recursos. O problema é que esse processo ocorre, na maioria das vezes, sem qualquer planejamento e sem levar em conta o impacto ambiental, já que a urbanização afeta a biodiversidade, a ocupação do solo, as reservas de alimentos, a qualidade do ar e até mesmo o clima.