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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Fórmulas da Imagem - Computadores


FÓRMULAS DA IMAGEM - Computadores


Pontos, retas e curvas, organizados segundo as leis da Matemática e da Física, viram imagens dentro de um computador. Nas duas primeiras partes do poster, vemos a computação gráfica no cinema e na publicidade, dos efeitos especiais ao processo de construção das imagens. Na terceira parte, o uso da computação gráfica na ciência, especialmente em Medicina, onde pode aperfeiçoar tanto os diagnósticos como as cirurgias.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Imagens muito Especiais - Tecnologia


IMAGENS MUITO ESPECIAIS - Tecnologia



Monstros e espaçonaves, trens que explodem e carros que voam são criações típicas dos magos dos efeitos especiais. Agora munidos de computadores, eles estão mudando até o modo de fazer cinema

Os carros de bombeiros da LucasArts estavam a postos no fundo do desfiladeiro. Ao longo dos paredões de pedra, as equipes de cinegrafistas entrincheiravam-se como em ninhos de metralhadoras. Faltava um minuto para o desastre de trem. Embora fosse um filme de Steven Spielberg, era a LucasArts Entertainment que cuidava dos efeitos especiais. E todas as 55 pessoas presentes naquele desfiladeiro do norte da Califórnia olhavam fixamente para o alto do penhasco, onde um viaduto ferroviário estranhamente pequeno projetava-se no ar.-Vamos lá... atenção!A voz do supervisor de efeitos visuais, Ken Ralston, amplificada por um alto-falante, ecoou com uma ressonância à altura do tríplice ganhador do prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinomatográficas de Hollywood. Ele estava prestes a detonar uma grande bolada de dinheiro de Spielberg. -Câmeras, ação!Silenciosamente, uma locomotiva-anã arremessou-se através do viaduto - para fora dele. Mergulhou em vôo de pássaro e despencou no desfiladeiro, explodindo em fumaça e clarões. No dia seguinte, os empregados da LucasArts reuniram-se numa sala de projeções para ver o que as câmeras haviam registrado. Por sorte, não apareceu no filme nenhum abutre para denunciar com seu tamanho as verdadeiras dimensões do trem condenado, quatro vezes menor do que um de verdade. Os maquetistas haviam copiado uma elegante locomotiva dos tempos dourados da Estrada de Ferro Sierra, miniaturizando-a ao ponto limite, além do qual as chamas e a fumaça já pareceriam esquisitas. Na tela, uma locomotiva antiga aparentemente em tamanho natural, perfeita em todos os detalhes, mergulhava para a perdição.Após seis meses de preparo, estava concluída uma parte de uma única tomada para De volta para o futuro III. Duraria apenas um momento na tela, mas proporcionaria uma imagem de grande impacto - e um espetáculo de trucagem artística. Os responsáveis eram alguns dos 300 peritos da Industrial Light & Magic, a divisão de efeitos visuais da LucasArts. A ILM, como é chamada, é uma virtuose da prestidigitação cinematográfica: produz maquetes em escala de espaçonaves, extraterrestres de látex, Tibetes pintados a óleo. Já ganhou dez Oscars, dois Emmys (o Oscar da TV americana) e seis prêmios da Academia Britânica.Os magos da ILM trabalham invisíveis, puxando cordéis e acionando pedais para projetar imagens intensas em nossos cérebros - de máscara negra. Darth Vader respira como um buldogue com bronquite, enquanto Luke Skywalker brande sua espada luminosa: Indiana Jones despenca montanha abaixo a bordo de um vagonete de mina; Michael J. Fox conduz seu DeLorean incrementado de volta para o futuro; e a nave estelar Enterprise, deformada pela velocidade, vai intrépida ali aonde ninguém foi antes.Mesmo escondida 640 quilômetros ao norte do centro da indústria cinematográfica de Los Angeles, numa insípida rua comercial de San Rafael, na Califórnia. a ILM faz mais negócios do que as cinco maiores concorrentes juntas. Apenas alguns de seus doze prédios têm letreiros, mas neles se lê "Kerner Optical", um disfarce para manter à distância jovens à caça de protótipos de espadas luminosas. Dessas plácidas construções saíram os reluzentes extraterrestres de Cocoon e o lodo espectral de Os caça-fantasmas II. Numa das alas estão expostos os cartazes dos mais de 50 filmes para os quais a ILM criou efeitos visuais, desde as trilogias do próprio Lucas, Guerra nas estrelas e lndiana Jones, até Uma cilada para Roger Rabbit, E. T., o extra-terrestre e A caçada ao Outubro Vermelho.Os cartazes abarcam menos de quinze anos, mas nesse tempo a ILM mudou a maneira de fazer cinema.Foi na virada do século que um mágico francês transformado em cineasta, George Méliès, inventou os "efeitos especiais" - o uso de miniaturas mecânicas, fundos pintados e da exposição múltipla de películas para enganar o olho do espectador. Por volta de 1920, os departamentos de "truques" passaram a fazer parte normal dos estúdios de cinema. A partir dos anos 50, entraram em voga as filmagens no próprio local onde se passa a história. As oficinas de efeitos dos estúdios fecharam, e os truques de cinema virtualmente se extinguiram. Os comerciais de TV e um filme ocasional do gênero 2001 - uma odisséia no espaço mantiveram vivas algumas das antigas técnicas.Então aconteceu de as ambições automobilísticas de um jovem chamado George Lucas evaporarem-se num acidente. Decidindo apostar seu entusiasmo pela fotografia numa carreira de documentarista, ele ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade do Sul da Califórnia. Por fim, tornou-se assistente do diretor Francis Ford Coppola e chegou ao sucesso com seu próprio Loucuras de verão (American graffiti). Em 1975, começou a trabalhar num conto de fadas que se passaria num passado remoto, numa galáxia longíngua. E denominou "Industrial Light & Magic" à equipe de barbudos de blue jeans, reunidos para o projeto. Tão marcantes foram as técnicas de produção de imagens desenvolvidas pela ILM em Guerra nas estrelas que hoje, quando o arquivista da LucasArts Don Bies leva o visitante para um passeio ao acervo onde se acumulam 1 200 trajes, maquetes, criaturas e fundos pintados de filmes datando desde 1975, as próprias relíquias parecem patéticas. "Aqui está o elmo de Darth Vader", mostra Bies. O objeto é tão negro, reluzente e ameaçador como no filme, mas não passa de um plástico leve, como uma máscara infantil. Ao colocá-lo se descobre que o portentoso Vader tinha uma visão estreita do mundo, enxergando através de minúsculos furinhos.Tudo começa no departamento de arte da ILM, composto de oito pessoas. "Até que eles recebam o resultado de nosso trabalho, tudo permanece vago", diz TyRuben Ellingson, ele mesmo filho de artistas. Cita Os caçadores da arca perdida: "Tudo que o roteiro dizia era: "Eles abrem a arca e desencadeiam as forças infernais ". Imaginar vários tipos de inferno é a idéia de paraíso dos artistas da ILM. Alguns diretores levam ao departamento de arte seus storyboards - uma seqüência das cenas esboçadas como numa história em quadrinhos. "Spielberg esquematiza o filme todo em storyboard", comenta Doug Chiang, um artista da ILM que estudou Cinema na Universidade da Califórnia em Los Angeles, depois de fazer seus próprios filmes com efeitos visuais no colegial. Agora, Chiang e seus colegas transformam as idéias dos diretores em desenhos que determinam todo o visual do filme.Para De volta para o futuro II, cuja história se passa em 2015, a idéia era criar um clima dos anos 50, mas com um toque futurista. Chiang apresentou uma pré-produção, desenhada pelo colega John Bell, para uma futura lanchonete McDonald&7rsquo;s, servida por robôs. Outra ilustração mostra um táxi do futuro, um Citroën 1959 - voador. Os principais produtos do departamento de arte - além de idéias - são os storyboards detalhando cada tomada que a ILM produzirá. Num filme carregado de efeitos, os storyboards podem chegar a 1 000 páginas. Eles orientam os artistas que criam as pinturas de fundo, painéis chamados mattes. Em Indiana Jones e o templo da perdição, o arqueólogo-herói emerge de um túnel para um penhasco. A vista inteira era um painel, com um trecho sem pintura. a abertura da caverna. Ali os técnicos poderiam projetar o filme com Harrison Ford e os outros atores, enquanto a câmera filmaria tanto o painel quanto a imagem projetada. No filme pronto, o ator parece estar na borda de um alto penhasco. "Não é uma ilustração; a técnica é um jogo sutil de luz", diz Ed Jones, diretor de pós-produção da ILM, que ganhou um Oscar por combinar desenhos animados e atores em Uma cilada para Roger Rabbit. Os storyboards são também enviados às oficinas de maquetes e de criaturas da ILM, que podem ter um aspecto surrealista.Ali, numa tarde recente, duas artesãs costuravam cabelo sintético, misturado com pêlo de camelo num urso de espuma de látex que se tornaria um touro para um comercial de TV. Ao lado, três submarinos de A caçada ao Outubro Vermelho jaziam no chão. Dois homens transportando um avião de carreira para Duro de matar II passaram andando por uma réplica à altura dos joelhos do metrô de Manhattan que aparece em Ghost - do outro lado da vida. Para produzir reflexos no diminuto metrô quando as câmeras estivessem em ação, os maquetistas molharam os trilhos com álcool - água poderia ter formado gotas grandes o suficiente para trair as dimensões do trem.O supervisor de projetos da oficina de maquetes, Lorne Peterson, um veterano de Guerra nas estrelas, de barba grisalha, explica que o tamanho da miniatura depende de considerações como a profundidade de campo requerida para determinada filmagem e a massa necessária para, digamos, fazer um desastre de avião parecer verdadeiro. Algumas miniaturas devem ser suficientemente grandes para conter motores elétricos, baterias e luzes, e requerem ventiladores ou ar condicionado para evitar o superaquecimento.Para O império contra-ataca, os maquetistas criaram um planeta coberto de neve. feito de fermento e de microbalões (minúsculas esferas de vidro usadas na fabricação de plásticos). A maior parte das tomadas foi pelo sistema quadro a quadro, em que a câmera filma um quadro e os técnicos movem parte de uma miniatura ou de uma figura (como um braço) alguns centímetros. A câmera então dispara outra vez e o braço é movido um pouco mais. Quando o filme é passado na velocidade normal, a miniatura parece ganhar vida.Freqüentemente, o equipamento imaginário tem fundamento na vida real. Uma vez George Lucas sugeriu basear o desenho de um cruzador espacial num motor de popa Evinrude. E os maquetistas encarregados de criar uma gargantilha de couro simplesmente mandaram alguém à loja mais próxima para comprar uma coleira comum para cachorro. Numa cena de impacto de Indiana Jones e o templo da perdição, Jones tinha de enfrentar um vilão numa escada de cordas enquanto crocodilos nadavam lá embaixo. Por causa dos detalhes técnicos envolvidos na superposição do filme, a tomada requeria crocodilos pretos contra um fundo branco. Lorne Peterson lembrou-se de que um mecânico local criava filhotes de crocodilo como bichos de estimação e foi pedi-los emprestado. "Colocamos os filhotes em um grande tanque e o enchemos com leite em pó, que não Ihes faria mal". diz Peterson. "Então pusemos a câmera no teto, enquanto algumas pessoas ficavam nos lados do tanque, agitando galinhas mortas para fazer os crocodilos se mover."Os artistas de efeitos especiais de hoje ousam mais do que os antigos, porque o público está mais sofisticado. Imagens obtidas quadro a quadro (stop-motion), como as de King Kong, por exemplo, costumavam mover-se aos trancos, mas não saíam tremidas. Ora, como qualquer coisa filmada em movimento apresenta-se levemente tremida, a ILM desenvolveu o go-motion, em que um computador move tanto a câmera quanto a maquete, para criar um tremor realístico.A arte de construir modelos também evoluiu desde a primeira encarnação de King Kong. O fazedor de criaturas Tad Krzanowski, formado  em Geofísica em sua Polônia natal e detentor de um prêmio da Academia por seu trabalho na ILM, apresentou um buldogue que está desenvolvendo para um seriado de TV: é recheado de fios, motores minúsculos e transístores. "O truque todo é fazê-lo mover-se como um animal, não como um robô", diz. No caso de alguns modelos, o operador senta se em uma cadeira repleta de fios e, quando move um braço, uma perna ou a cabeça, o robô duplica o movimento.Em um estúdio da ILM, um trem está voando. Enquanto um técnico trabalha num computador, a locomotiva em miniatura - sustentada por uma armação motorizada - executa uma dança suave diante de uma tela azul. É outra tomada para De volta para o futuro III, mas esse trem vai subir como um falcão, em vez de se arrebentar numa ravina. E a miniatura mais complicada que a ILM já construiu. O maquetista Steve Gawley dotou-a de 21 gags, ou partes ativas. Em uma dessas gags, pode-se bombar através de uma tubulação nitrogênio líquido oculto no tênder da locomotiva, a fim de congelar o revestimento exterior do trem, dando-lhe o que Gawley chama " aquela aparência de viagem no tempo". As rodas se desdobram e se movem horizontalmente.  "Turboescapes de empuxo", para propelir o trem durante o vôo, acendem-se na traseira. Painéis laterais abrem-se como asas desdobráveis.No entanto, nem um mestre maquetista como Gawley poderia fazer o trem voar. Os técnicos de filmagem por velocidade controlada (motiom-control) da ILM, contudo, conseguem levá-lo às alturas. "Na verdade, é a câmera que se move - o trem parecerá voar para longe, fazer a curva e voar de volta", diz Peter Daulton, que opera o computador que controla a câmera e a miniatura. Por um terminal de vídeo ele acompanha cada movimento da peça e ajusta continuamente sua trajetória, até que esteja perfeita. A armação, dirigida pelo computador, faz o trem inclinar-se em curvas imaginárias, elevar-se em subidas imaginárias, embicar em descidas imaginárias. Ao mesmo tempo, o computador move a câmera para trás e para a frente, para cima e para baixo, enquanto Daulton faz pequenos ajustes.No fim, os espectadores acreditarão que uma locomotiva pode abrir asas e voar. Mas, primeiro, os técnicos precisarão eliminar da imagem definitiva a armação que sustenta o trem. Além do mais, o trem voa apenas contra uma tela azul; não há paisagens embaixo, nem um céu cheio de nuvens acima. Como observa o diretor de pós-produção Ed Jones, "para criarmos uma imagem, temos de criar um casamento de imagens". 

John Ellis, um dos veteranos da ILM, é um campeão de casamentos de filmes, um trabalho extremamente complexo. Ao sobrepor negativos e positivos do filme, às vezes com certas partes apagadas, às vezes com partes reveladas e outras por revelar, e ainda projetando luz através do sanduíche de filmes, para combinar suas imagens num novo filme, Ellis e seus auxiliares podem remover imagens indesejadas (tais como a armação que sustenta o trem voador). Também podem combinar imagens que nunca estiveram juntas na realidade. Em sua sala, Ellis mostra uma tira de filme em que a atriz Mary Steenburgen balança de cabeça para baixo contra um fundo azul brilhante. Isso faz parte de uma tomada para De volta para o  futuro III, em que a personagem, à espera do resgate iminente, pendura-se de um trem em movimento. "Mary saiu-se bem nesta cena", observa ele. "Como não podemos pendurar uma mulher de um trem. então a penduramos diante de uma tela azul, com um ventilador soprando em seus cabelos, e filmamos o trem separadamente", diz Ellis. Ergue outro pedaço de filme, em que aparecem as rodas de um trem em movimento.Passo a passo, demonstra como essa imagem e o filme de Mary Steenburgen são manipulados e combinados para acabar produzindo a cena da heroína de cabeça para baixo. "Foi a tomada mais simples de todas, e foram necessários onze pedaços diferentes de filme para compô-la", comenta. Embora O segredo do abismo não tenha despertado o entusiasmo da crítica, recebeu um Oscar de melhores efeitos visuais. Os tripulantes de uma estação de perfuração do leito submarino encontram extraterrestres no fundo do mar. Estes criam um tentáculo de água para examinar a estação. Os espectadores observam o pseudópode serpentear pela base e se comunicar com a tripulação espelhando seus rostos na sua ponta sensível. Uma tripulante enfia o dedo no pseudópode e descobre que é apenas água do mar. Os humanos amedrontados acabam batendo a porta contra ele, e sua ponta se desmancha no chão. Então o resto do pseudópode se retira para o mar. O premiado espécime se encrespa e ondula como água de verdade, mas foi criado em computador. Terminada a criação digital, foi transferido para o filme.Antes de O segredo do abismo, os especialistas em computação da ILM deram vida a um planeta morto em Jornada nas estrelas III. Em O jovem Sherlock Holmes, fizeram um cavaleiro de vidro e aço do vitral de uma igreja atacar um padre espantado. Encheram o céu de Xangai com formações de aviões de guerra em O império do Sol. Transformaram um corvo em tartaruga e uma sucessão de outros monstros em Willow - na terra da magia. E envelheceram 400 anos um horrível nazista em Indiana Jones e a última cruzada. Mas o pseudópode foi a sua obra-prima.Para mostrar como foi feito, Steve Williams, um jovem animador de Toronto, treinado nos estúdios Disney, chamou na tela a imagem de um fio enrolado como um verme: o protótipo do pseudópode. "E como se eu usasse massa de modelar digital", diz ele, movendo o mouse do computador para retorcer a imagem na tela. O operador, explica ele, pode escolher entre 17,6 milhões de tonalidades para colorir. Em um programa de computador, os animadores tinham criado uma réplica iluminada do set de filmagem. A medida que a forma do pseudópode se desenvolvia, o computador distribuia corretamente luzes e sombras. Enquanto isso, com um scanner (aparelho que decompõe uma imagem que se quer reproduzir), os animadores digitalizaram cenas já filmadas e as introduziram no computador, onde seriam fundidas com as imagens do pseudópode.Jay Ridle, supervisor de computação gráfica da ILM, diz que os técnicos digitalizaram até as feições dos atores, permitindo que o pseudópode as imitasse. "O ator senta numa cadeira e um raio laser cincunda-lhe a cabeça, medindo seus traços com precisão", diz Riddle. Os dados são então inseridos no computador. Filmes inteiros poderiam ser criados em computadores. Steve Williams prevê que "a ilusão será tão poderosa que não se poderá distinguir o que é real e o que não é". Os modelos de submarinos de A caçada ao Outubro Vermelho, por exemplo, foram filmados num estúdio seco, com vapor de óleo mineral produzindo o efeito de fundo do mar. A computação gráfica acrescentou elementos ao filme, para que a "água" parecesse mais real.De acordo com o gerente da ILM, Scott Ross, um novaiorquino de 38 anos, saxofonista nas horas vagas, a sofisticação dos efeitos visuais dá aos cineastas nova liberdade. Sete dos dez maiores sucessos da década de 80 foram filmes com efeitos visuais, observa Ross. "Agora os autores criam o que querem. sem se preocupar com a técnica de produzir aquilo", diz ele, citando O império do Sol.  Alinhar centenas de aviões de verdade com milhares de extras nas ruas teria sido um problema enorme, mas o fizemos com um computador. transformando um único avião numa esquadrilha inteira Para os magos de efeitos da ILM, a realidade é só matéria-prima.  Richard Wolkomir

domingo, 26 de dezembro de 2010

Código de barras é coisa de Satã ???

CÓDIGO DE BARRAS É COISA DE SATÃ?



Eles estão em toda parte: no sabão em pó que lava mais branco, na lata de molho de tomate que você compra no supermercado, na capa da sua revista preferida. Padrão de reconhecimento e catalogação de produtos, os códigos de barras UPC estão presentes em nossa vida de forma tão avassaladora que se tornaram um ícone pop do capitalismo moderno. Mas, ao mesmo tempo em que fazem o dinheiro mudar de mão e alimentam o comércio mundial, os códigos de barras talvez sejam a única prova material de que, já há bastante tempo, o Anticristo está entre nós. Uma conspiração movida a dólares, tecnologia de ponta e capitalismo transnacional. Como se vê, o tempo de sacrifícios sangrentos e possessões demoníacas acabou. Nos dias que correm, o Filho do Demo está mais para um yuppie de Wall Street, possivelmente metrossexual e amante da música eletrônica, do que para a criatura de chifres e pernas de bode celebrizada em filmes como O Bebê de Rosemary (1968), O Exorcista (1973) e A Profecia (1976).

Para entender as teorias conspiratórias que cercam os códigos de barras, é preciso voltar ao ano de 1948. A pedido de uma rede de supermercados da Filadélfia, os estudantes Bernard Silver e Norman Woodland, do Drexel Institute of Technology, começaram a trabalhar em um sistema de identificação de produtos. Depois de pesquisar outros métodos, os dois nerds finalmente chegaram, em 1952, à criação dos códigos de barras UPC, que patentearam como um "Método e Aparato de Classificação Através da Identificação de Padrões".

Apesar da eficácia do novo sistema, ele só seria implantado comercialmente em 1966, quando foram inventados os primeiros leitores de códigos de barras. A primeira empresa a utilizá-los foi a rede de supermercados Kroger, em Cincinatti, Ohio, que logo depois descartou a novidade. O motivo foi a falta de um padrão, pois cada loja imprimia os códigos UPC de uma maneira diferente. Um problema que foi resolvido apenas em 1974, quando um comitê formado pela National Association of Food Chains (NAFC) adotou as etiquetas com linhas verticais pretas, utilizadas até hoje no mundo inteiro. A apresentação ao público foi em 26 de junho de 1976. Um pacote de chicletes Wrigley’s, o primeiro produto industrializado a vir com os códigos UPC impresso na embalagem, inaugurou o novo sistema.

CONTROLE SOCIAL

Parece difícil estabelecer alguma conexão entre essa história e a vinda do Anticristo e o Dia do Juízo Final. Mas, segundo os teóricos da conspiração, os códigos de barras podem servir para tudo, menos para a identificação de produtos. Eles seriam uma forma de controle social criada por Satã, o passo definitivo rumo ao Apocalipse, quando toda a Terra irá se curvar ante os poderes do Mal (não que isso já não esteja acontecendo - afinal, desgraça é o que não falta neste planeta). Nas etiquetas que seguem o padrão UPC, cada algarismo é representado por duas linhas que variam na espessura e na distância entre elas. O número oito, por exemplo, é representado por duas linhas finas. Já o número sete é representado por uma linha grossa e outra de tamanho médio. Ao todo, cada etiqueta contém 12 números - que indicam, entre outras coisas, o preço, o fabricante e o país de origem do produto - distribuídos em 30 linhas verticais.

Até aí, tudo bem, não fossem as chamadas "linhas-guia". Formadas por um conjunto de seis linhas verticais, elas servem para indicar o começo, o meio e o fim da leitura dos códigos. Em cada etiqueta, elas são encontradas em três lugares: no canto direito; no meio, separando pela metade os 12 números de cada código; e no canto esquerdo, indicando que a leitura dos códigos chegou ao final. Como as "linhas-guia", apesar de um pouco mais longas, seguem o mesmo padrão do número seis (duas linhas finas próximas uma da outra), cada código de barras, obrigatoriamente, carrega o número 666, o número da Besta.

Daí para as teorias mais absurdas é um pulo. As teses conspiratórias baseiam-se em uma das mais famosas profecias bíblicas, o Apocalipse de São João, capítulo 13, versículos 16, 17 e 18: "A segunda Besta faz também com que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, recebam uma marca na mão direita ou na fronte. E ninguém pode comprar nem vender se não tiver a marca, o nome da Besta ou o número do seu nome. Aqui é preciso entender: quem é esperto, calcule o número da Besta; é um número de homem; o número é 666".

É por isso que, cada vez que um caixa de supermercado passa uma etiqueta de código de barras no leitor da máquina registradora, pode apostar que, em algum lugar do mundo, um fundamentalista religioso e paranóico respira fundo, morrendo de medo de que aquele pacote de macarrão instantâneo que acabou de comprar seja só mais um passo na grande conspiração satânica que pretende dominar a Terra e infligir aos seres humanos tormentos ainda mais terríveis do que o grupo BR’Oz ou o último filme da Maria Zilda.
De fato, os códigos de barras estão em toda parte e, hoje em dia, é quase impossível comprar ou vender algum produto que não esteja marcado com o número 666. Talvez seja apenas coincidência. Ou então um sinal de que, escondido na presidência de uma multinacional ou literalmente fervendo em alguma rave em Ibiza, o Anticristo comemora a chegada do Apocalipse. Satã conspira e nós é que pagamos a conta?

Eu acredito!

"Um dos meus passatempos quando criança era ir ao supermercado com minha avó, a saudosa Dona Alcinda. Ela adorava quebrar o pau com uma fiscal, Dona Neves, que vivia com o marcador de preços na mão. ‘Larga esse revolvinho, que um dia quem vai tomar tiro é você’, dizia minha avó. Um belo dia, ela teve uma surpresa: ‘Trocaram as etiquetas de preço por uns riscos na embalagem!’. Como ela iria ver os preços dos produtos? O que aconteceria à abominável Dona Neves? Dias depois, soubemos que Dona Neves foi morta com 18 tiros (três vezes seis, ou 666...). Foi a prova de que o código de barras é mesmo o alfabeto do demônio."
Eduardo Vieira, editor da Info Corporate, nunca mais comprou em supermercados

Echelon, o moderno Grande Irmão?

Cuidado: uma rede mundial de espionagem pode estar de olho em você. Supostamente criado por um consórcio que inclui agências de inteligência dos Estados Unidos, do Canadá, da Inglaterra, Austrália e Nova Zelândia, o projeto Echelon seria um sistema de computadores gigantesco capaz de registrar cada conversa telefônica, cada mensagem de fax e cada e-mail enviado mundo afora. Seria uma versão ultratecnológica das ferramentas de controle social do Big Brother, ou Grande Irmão, o ditador de 1984, do escritor George Orwell.

De acordo com os conspirólogos, o Echelon foi criado inicialmente para interceptar e decodificar comunicações diplomáticas e militares da antiga União Soviética. Com o fim da Guerra Fria, o sistema mudou seu foco, passando a monitorar grupos terroristas e traficantes de drogas. Além, é claro, de países "suspeitos", simpáticos ao fundamentalismo islâmico ou pouco interessados em se engajar na guerra contra as drogas empreendida pelo governo americano.

O poder atribuído ao sistema é tão grande que se especula que ele seja usado não só com objetivo estratégico-militar, mas também para fins menos nobres, como monitorar os hábitos de consumo dos internautas, informação que poderia ser vendida posteriormente para grandes corporações, e os e-mails de pessoas comuns. Ao todo, estima-se que cerca de 3 bilhões de trocas de mensagens - entre e-mails, faxes, telefonemas e conversas de rádio - sejam interceptadas diariamente pelo Echelon. Um número assustador, que levou a Comunidade Européia a emitir, em maio de 2001, um comunicado aconselhando os cidadãos a utilizarem e-mails criptografados para proteger sua privacidade.
Com a "Guerra contra o Terrorismo" do presidente George W. Bush alcançando os níveis mais altos de desrespeito aos direitos civis, é possível que o grau de interferência de sistemas como o Echelon aumente ainda mais à medida que a paranóia americana se intensifique. Resta saber se o Grande Irmão não tem coisa melhor para fazer do que ficar bisbilhotando telefonemas prosaicos entre duas pré-adolescentes conversando sobre garotos, duas comadres trocando receitas de sobremesa ou dois marmanjos debatendo um jogo de futebol.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Cientista recria rosto de Cleópatra

16/12/08 - 08h52 - Atualizado em 16/12/08 - 09h40

Cientista recria rosto de Cleópatra para documentário
Egiptóloga usou imagens gravadas em artefatos antigos para recriar a face da rainha.

Uma egiptóloga britânica recriou o que seria o rosto da rainha Cleópatra para um documentário sobre a vida de uma das mais famosas líderes do Egito Antigo. Para recriar a face de Cleópatra, a arqueóloga Sally Ann Ashton, da Universidade de Cambridge, usou imagens gravadas em artefatos antigos, como um anel que data da época do seu reinado, há 2 mil anos.

Ela passou mais de um ano analisando as imagens para compor o rosto da rainha e as manipulou em computador até chegar ao resultado em três dimensões.

O rosto recriado pela egiptóloga revela uma mulher de etnia mista, com traços egípcios e da sua herança grega.

A imagem fará parte do documentário Cleopatra, parte da série Segredos do Egito, do canal de televisão britânico Five.

A rainha Cleópatra já foi interpretada no cinema por atrizes conhecidas pela beleza, como Sophia Loren e Elizabeth Taylor.

Em 2007, um estudo realizado por especialistas da Universidade de Newcastle, na
Grã-Bretanha, sugeriu que tanto Cleópatra quanto seu amante, Marco Antônio, não eram
bonitos.

Os pesquisadores analisaram uma moeda de prata de 2 mil anos que mostrou que a rainha egípcia tinha queixo e nariz pontudos e lábios finos.




PUBLICADOS BRASIL NO ORKUT

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