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sábado, 21 de maio de 2022

Pesquisadores conseguem traduzir grunhidos dos porcos para entender suas emoções

Pesquisadores conseguem traduzir grunhidos dos porcos para entender suas emoções

Algoritmo foi capaz de distinguir se os animais estão alegres, assustados ou estressados.

sábado, 23 de julho de 2011

O Porco passado a limpo - Mundo animal

O PORCO PASSADO A LIMPO - Mundo animal



Sujo, imundo, grosseiro, torpe, imoral, obsceno, malfeito. Eis alguns dos sentidos que os principais dicionários atribuem à palavra "porco". Então a humanidade odeia porcos? Nem tanto. Especialmente se falarmos de lingüiças, salames, presuntos e afins - neste ano, os rebanhos suínos do mundo inteiro devem ser transformados em 103,6 milhões de toneladas da carne favorita do planeta.

Enquanto isso, a imagem do animal vivo patina para sair da lama. Babe, o leitão-prodígio do cinema, ganhou a simpatia da audiência, mas ter um porco de estimação ainda é coisa para gente muito excêntrica - inclua nessa lista o superastro George Clooney. No meio acadêmico, os estudos concentram esforços na melhoria da produção de carne. O naturalista Lyall Watson, que passou a infância na companhia do javali-africano Hoover, é uma exceção: admirador sincero dos suínos, dedicou a eles o livro The Whole Hog - Exploring the Extraordinary Potential of Pigs (em tradução livre, "De Cabo a Rabo - Explorando o Potencial Extraordinário dos Porcos", inédito no Brasil).

Na opinião do sul-africano Watson, o porco é tão vilipendiado quanto incompreendido. "A triste verdade é que sabemos muito pouco sobre porcos; e pouco do que pensamos que sabemos é verdadeiro." A lama dos chiqueiros esconderia um animal dotado de inteligência notável - comparável à dos golfinhos, elefantes e grandes primatas. Anos-luz à frente de cabras, vacas e ovelhas. Um degrau acima dos cachorros.

Por falar nisso, Watson sustenta que caninos e suínos foram domesticados mais ou menos à mesma época, entre 12 mil e 10 mil anos atrás. Se o porco não é o melhor amigo do homem, pelo menos é um dos mais antigos. Mas que raio de amizade é essa, em que um dos camaradas quase sempre acaba na panela? Em primeiro lugar, há evidências arqueológicas de que o homem primitivo usava cães como alimento - e só parou ao descobrir que o porco é mais saboroso. Segundo, a associação com os humanos foi lucrativa para a espécie. A dinâmica da evolução não dá a mínima para o indivíduo: graças ao sacrifício de seus semelhantes, os porcos se espalharam por todos os continentes e hoje somam 1 bilhão no mundo inteiro.

A sociedade suína
Em The Whole Hog, Lyall Watson propõe uma definição bastante ampla de porco. Ela inclui os porcos domésticos, suínos selvagens como o javali e até mesmo a queixada e o cateto, animais das Américas que têm cara e focinho de porco, mas apresentam peculiaridades anatômicas que os colocam em outra família, os taiassuídeos. Em comum, todas essas espécies desenvolveram estruturas sociais complexas e sistemas de comunicação engenhosos.

O porco carrega a fama de ser sujo e fedorento. Não é bem assim. "Eles usam a lama para reduzir a temperatura corporal", diz a engenheira agrônoma Jacinta Ferrugem Gomes, da USP, especialista em suínos. Descendente do javali eurásico, o porco doméstico se sente à vontade em temperaturas entre 16 e 20 graus Celsius. Acima dos 25 graus, o calor fica insuportável para o bicho, que, para piorar, não tem glândulas de suor. Nessa situação, qualquer um mergulharia de trampolim numa piscina de lama - embora os suínos dêem preferência a tocas cavadas no solo quando estão em condições selvagens.

Até para usar o banheiro o porco tem suas inibições. "Eles defecam somente em alguns lugares, estabelecem ‘latrinas’ em pontos consensuais, mesmo em ambientes severamente limitados", diz Lyall. Isso pode ser verificado em criações comerciais. "Construímos as baias respeitando o comportamento do animal: o comedouro fica sempre do lado oposto ao do local de defecar e urinar", afirma Jacinta. Se alguns chiqueiros são imundos, é porque os homens os mantêm assim.

E os cheiros? Eles são essenciais na comunicação entre os suínos, que os produzem aos montes. Cada animal possui, espalhadas pelo corpo, nove glândulas que secretam substâncias odoríferas fundamentais para a coesão do grupo. "Membros do mesmo bando, que compartilham muitos dos mesmos genes, acabam por ter um tipo de ‘odor de colméia’, algo que permite a membros de uma vara reconhecer uns aos outros em um nível inconsciente", afirma Watson. São códigos que nós não temos a capacidade de decifrar - talvez porcos achem repulsivo o aroma do Chanel n° 5.

Uma vara de porcos -- domésticos ou selvagens - deixa suas marcas cheirosas por onde quer que passe. Além do mais, suínos não são particularmente silenciosos. Tudo isso, em tese, ajuda os predadores, pois faz da localização dos animais uma tarefa fácil. Mas o benefício de manter o grupo unido acaba por ser maior que o custo. Estar no meio da multidão sempre aumenta as chances de sobrevivência. Há também aqueles que contra-atacam, como as queixadas da América do Sul. Essas criaturas vivem em bandos de até 200 indivíduos equipados com dentes fortes o bastante para quebrar castanhas-do-pará. Quando acuadas por jaguatiricas, onças ou humanos, as queixadas põem-se em formação circular e fazem um "arrastão" contra o predador -- que pode se dar muito mal caso não consiga fugir.

Porcos domésticos não costumam ser tão agressivos, mas têm lá seus rompantes de delinqüência. Como conseguem delimitar um círculo social de até 30 animais, entram em parafuso em grupos grandes demais. "Eles começam a formar subgrupos e adotar um comportamento de gangues, em que um bando hostiliza o outro", diz Jacinta. A hierarquia da sociedade suína é linear: há um indivíduo dominante, um segundo mais poderoso e assim até chegar àquele que não apita nada. No topo da sociedade, alguns machos constituem haréns com dez "esposas", em média. Os outros aguardam a vez de desafiar os machões do pedaço e conquistar seu próprio mulherio. Ou não: "Machos subjugados por todos os outros podem passar a agir como fêmeas", diz Jacinta. "Mas o homossexualismo é mais comum em fêmeas com tendência dominante."

Javalins no quintal
O homem pré-histórico não domesticou porcos, mas javalis. Os dois animais pertencem à mesma espécie, a Sus scrofa (o porco caseiro é a subespécie Sus scrofa domesticus) e podem cruzar entre si. Todos os porcos são descendentes de javalis eurásicos e guardam sua herança genética. De acordo com Lyall, a transformação se deveu a dois fatores. Um deles foi a seleção feita por criadores, que priorizavam animais com características como orelhas caídas (geralmente mais dóceis - os ferozes javalis têm orelhas em pé) e facilidade de ganhar peso. O outro fator teria sido a adaptação do próprio javali ao confinamento: com comida abundante, não há por que brigar por alimentos - assim foram diminuindo tanto os dentes quanto o instinto de usá-los contra alguém. No mais, a cabeça encolheu, as pernas ficaram mais curtas e a pelagem praticamente sumiu.

Acontece que, se você deixar porcos abandonados à própria sorte, eles começam a se comportar como seus ancestrais - e a parecer com eles. "Em algum lugar de seus genes, eles guardam as instruções básicas necessárias para se tornarem novamente animais selvagens e livres, com pêlos eriçados e um comportamento muito mau", afirma Lyall. Quanto demora a metamorfose? Uma geração é o suficiente: leitões subnutridos tendem a desenvolver cabeças maiores que as de seus pais.

O que chamou os javalis para perto dos humanos foi a nossa comida. E também a bebida. Em alguns sítios arqueológicos da Idade da Pedra foram encontradas pedras aparentemente usadas para moer grãos, mas nada parecido com um forno. Supõe-se, então, que nossos antepassados descobriram o prazer da cerveja antes mesmo de aprender a fazer pão. "Os subprodutos da fabricação de cerveja devem ter sido muito atraentes para os porcos, é algo que eles podem farejar a quilômetros de distância", diz Lyall. É possível que, àquela altura, o homem primitivo já tivesse duas boas desculpas para largar mão da vida de nômade: cerveja e um companheiro de copo - o porco, já que cães não têm o mínimo interesse por produtos fermentados.

As criações de suínos passaram a fazer parte da paisagem dos assentamentos humanos, da China à Mesopotâmia e à Grécia. Em algumas civilizações, eram considerados divindades. Em outras, porém, foram rotulados como impuros. Esses tabus contra os porcos persistem até hoje entre judeus e muçulmanos. Para Lyall, o fato de essas religiões terem sido forjadas no Oriente Médio tem tudo a ver com a rejeição aos suínos. Porcos comem basicamente os mesmos alimentos que nós - e não grama, como fazem cabras e ovelhas. Em áreas desérticas, seria economicamente inviável manter animais que disputam com o homem a pouca comida disponível, com o agravante de que porcas não produzem mais leite do que o suficiente para amamentar seus filhotes. Além disso, os primeiros judeus e muçulmanos eram tribos de pastores em um mundo onde era essencial manter a identidade de grupo - assim, a abstenção de carne suína também funcionava como um modo de diferenciar esses povos dos agricultores comedores de porco.

Em ambientes menos hostis, porcos garantiam a subsistência dos menos afortunados. Na Europa medieval, eles eram a única fonte de carne vermelha ao alcance de um homem pobre - a banha também tinha seu valor num tempo em que óleos vegetais eram uma coisa bastante rara. Esses animais eram criados nos quintais das casas, sendo alimentados com restos de comida e excrementos humanos. A figura do porco caseiro resistiu até meados do século 20, mas só nas áreas rurais. Nas cidades grandes, eles desapareceram um século antes, mas não sem a resistência da população. "Porcos foram encontrados até mesmo dentro das casas, sob as camas", escreveu o filósofo alemão Friedrich Engels sobre Londres em 1845, quando as autoridades locais decidiram que, pelo bem da atmosfera britânica, moradias humanas não deveriam ser também chiqueiros. Os animais eram atirados às ruas. Para imaginar como a cidade ficou após a "dessuinização" dos lares, pense numa horda de porcos famintos revirando o lixo em frente ao Big Ben.

O continente americano conheceu seus primeiros suínos verdadeiros na segunda expedição de Cristóvão Colombo às "Índias Ocidentais", em 1493. Outros navegadores também desembarcavam por aqui os porcos que sobreviviam ao cozinheiro do navio. Esses animais curiosos não demoraram a se embrenhar nas matas e regredir ao estado selvagem. O resultado é que hoje, além dos taiassuídeos como o cateto e a queixada, as Américas abrigam suas próprias variedades de porcos-do-mato.

Foi graças ao Novo Mundo que a criação de suínos sofreu uma revolução: a descoberta do milho americano como ração permitiu a manutenção de rebanhos de tamanhos antes impensáveis. Os colonos do Meio-Oeste dos Estados Unidos perceberam que seus animais amaram a nova dieta, que tinha a vantagem de engordar os porcos como nenhum outro alimento. O Corn Belt, cinturão de milharais que ocupa uma imensidão no coração da América do Norte, só existe porque os americanos adoram bacon no café da manhã - e um pouco de sucrilhos.

Um animal especial
"As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já se tornara impossível distinguir quem era homem, quem era porco." Porcos foram os animais escolhidos pelo escritor inglês George Orwell para tomar o poder na fazenda do livro A Revolução dos Bichos, de 1946. Napoleão e Bola de Neve, a dupla suína de tiranos, era claramente inspirada nos líderes da Revolução Soviética - mas, na visão do naturalista Lyall, a opção de Orwell por esse animal não ocorreu ao acaso. Para ele, porcos são realmente mais iguais que os outros bichos.

"Sob o zoomorfismo da história que sustenta sua proposta ideológica, Orwell exibe um conhecimento preciso do design biológico", diz Watson. De fato, entre os animais de uma fazenda, suínos seriam mais elegíveis ao posto de líder que, digamos, ovelhas ou galinhas. Mas, para azar deles, sua esperteza é um tanto difícil de ser exibida.

O porco leva uma enorme desvantagem em relação ao gorila e ao chimpanzé, animais mais comumente associados à noção de inteligência: não possui patas capazes de manipular objetos ou criar instrumentos. Para explorar o mundo, ele se vale de seu focinho, que está longe de ter o tamanho e a diversidade de movimentos da tromba do elefante. Suínos também carecem da agilidade e da rica expressão corporal do golfinho. Porcos são animais presos a um corpo muito pouco especializado.

Por isso, precisam se adaptar para aproveitar ao máximo o ambiente. A chave da inteligência suína, segundo Watson, é o hábito de comer de tudo. "Onívoros nunca param de investigar e estão sempre à procura de qualquer coisa que possa lhes trazer alguma vantagem." Essa curiosidade requer uma memória espacial desenvolvida: porcos são aparelhados não só para localizar fontes de alimentos, mas também para achá-las novamente depois de longos intervalos.

Porcos brincam entre si, mesmo quando adultos. "Alguns animais, nos momentos de tédio aparente, começam a correr atrás dos outros, simulando brigas", afirma a bióloga Cibele Biondo, da USP, que estuda o comportamento dos catetos. A engenheira agrônoma Jacinta, que trabalha com porcos domésticos, também observa esse comportamento: "Eles ‘jogam bola’ e são capazes de usar um pneu pendurado no teto como balanço". Para Lyall, as brincadeiras são pré-requisitos para aquisição de uma série de habilidades sociais. "Brincar parece ser uma atividade necessária para o cérebro saudável - tanto de porcos quanto de humanos", diz.

E às vezes o cérebro do porco pode nos dar rasteiras. Em 1914, o psicólogo Robert Yerkes, da Universidade Yale (em Connecticut, Estados Unidos), submeteu diversos animais - incluindo porcos e humanos - a um teste de memorização de padrões em que uma recompensa era escondida em diferentes compartimentos a cada vez. Os suínos foram excepcionalmente bem na prova, matando a charada mais rapidamente que muitos dos voluntários humanos.

Não, porcos não são mais inteligentes que nós. Mas um olhar atento pode revelar similaridades assombrosas entre as duas espécies. "Se queres conhecer teu corpo, mata um porco", diz um provérbio português. As semelhanças anatômicas estão no trato digestivo, nos dentes, no fígado, no coração. Porcos também são suscetíveis a algumas das mesmas doenças que acometem os humanos - como câncer, reumatismo e artrite -, além de responder da mesma forma a muitos medicamentos. Por isso, eles se destacam entre as cobaias nas pesquisas médicas de transplantes ou de novas drogas.
A humanidade encara o porco como um bicho que está aí para nos servir. Milhões deles são sacrificados o tempo todo, seja para nos prover alimento, seja para salvar as vidas de nossos doentes. É perturbador perceber que esse animal tem muitas coisas em comum conosco - e enxergar que já houve vida inteligente nos pertences de uma feijoada.



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domingo, 7 de março de 2010

Flor cria 'aeroporto' para abelhas em suas pétalas

15/05/09 - 06h00 - Atualizado em 15/05/09 - 06h00

Flor cria 'aeroporto' para abelhas em suas pétalas, revela estudo
Formato especial das células ajuda insetos a pousar com segurança.
Planta e polinizadores possuem 'aliança' que beneficia ambas as partes.

Não é segredo para ninguém que abelhas e flores foram feitas umas para as outras, mas uma nova pesquisa mostra que as plantas se desdobram até para ajudar os insetos a pousar em segurança. O "aeroporto" em questão é formado por células cônicas nas pétalas das flores, que ajudam as patas das abelhas a ganhar um apoio mais firme dependendo da maneira como o pouso acontece.




Flor normal, com molde do detalhe das células cônicas, que ajudam no pouso das abelhas (em cima), e a flor mutante, que dificulta a vida dos insetos (Foto: Reprodução)

"As garras no último segmento da pata das abelhas têm uma escala parecida com a desses cones e, dessa forma, conseguem se prender a eles", explicou ao G1 a pesquisadora Beverley J. Glover, do Departamento de Ciências Botânicas da Universidade de Cambridge. "Eu imagino que seja como os apoios numa parede de alpinismo esportivo. Não importa se eles são do mesmo tamanho que a sua mão, podem ser até menores, mas você ainda consegue escalar com mais facilidade se eles estão lá", diz Glover, uma das autoras de um estudo sobre o tema na revista científica "Current Biology".

Com a pesquisa, acabou o mistério sobre as células cônicas, que estão presentes nas pétalas de cerca de 80% das flores. Como as plantas já usam todo tipo de atrativo para trazer as abelhas até si, como cores brilhantes, odor agradável e néctar, fazia sentido que o detalhe também fosse uma adaptação para ajudar os insetos. (A relação de ajuda mútua envolve o transporte de pólen pela abelha, facilitando a reprodução da planta, e a captação do doce néctar, matéria-prima do mel.)

Modelagem
Mas que diferença exatamente os cones estavam fazendo? Para checar isso, os pesquisadores organizaram uma série de testes bastante criativos, usando flores normais de Antirrhinum (conhecida como boca-de-leão) e mutantes dessa planta que não possuem as células cônicas. Como outros detalhes, como cor e cheiro, poderiam influenciar a investigação, eles criaram flores falsas com a ajuda de moldes das flores originais, explica Glover.

"É um processo muito simples. Nós apertamos a pétala num pedaço de molde dentário, para produzir um negativo dela. Desgrudamos a pétala, derramamos epóxi sobre a molde dentário e o retiramos depois de secar. Assim, temos uma réplica positiva perfeita da pétala. Quando testamos sua aparência no microscópio, a resolução é excelente", afirma ela.

As flores artificiais têm como único fator distintivo a diferença entre os tipos de célula (cônica ou lisa), que as abelhas conseguem diferenciar pelo tato. Em princípio, na verdade, parecia que os insetos não estavam nem aí com a diferença, mas bastou mudar a orientação das flores, fazendo com que se tornasse difícil de pousar nas pétalas, para que 75% das abelhas preferissem a versão cônica. Também era mais fácil para elas captar a solução açucarada colocada lá pelos pesquisadores quando a flor em questão possuía células cônicas.

O mais provável é que, ao longo da evolução, as plantas que produziam essa adaptação em suas flores tenham sido favorecidas ao facilitar a vida de suas abelhas polinizadoras. Glover diz que é difícil saber exatamente quando essa adaptação surgiu. "As flores não se fossilizam bem, e essas células estão cheias de água, então provavelmente elas desabariam e ficariam irreconhecíveis num fóssil, de qualquer maneira. Entretanto, como a maioria das plantas com flores as possuem, inclusive algumas das famílias mais basais [primitivas], suspeitamos que elas tenham evoluído bem cedo na histórida dessas plantas", avalia ela.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Abelhas agem como humanos sob o efeito da cocaína

23/12/08 - 09h12 - Atualizado em 23/12/08 - 10h21

Abelhas agem como humanos sob o efeito da cocaína
Insetos ficam mais comunicativos e energéticos sob o efeito da droga.

Comportamento de abelhas transforma colméia em superorganismo, diz cientista Cientista usa abelhas para tentar entender assassinos Abelhas ficam 'burras' quando estão doentes, dizem pesquisadores Abelhas aperfeiçoaram mecanismo para criar fêmeas, revela análise de DNA Cientistas descobrem segredo por trás da realeza das abelhas Cientistas encontram sinais da expansão das abelhas pelo mundo nos genes.

Um estudo australiano sugere que abelhas agem como humanos sob o efeito da cocaína.

Publicada na edição dessa semana da revista científica "Journal of Experimental Biology", a pesquisa visa analisar o funcionamento do cérebro das abelhas.

Os cientistas aplicaram uma pequena dose de uma solução de cocaína nas costas das abelhas e observaram o comportamento dos insetos. Eles monitoraram especialmente o comportamento das abelhas depois de procurarem e encontrarem comida.

Após a dose de cocaína, as abelhas passaram a se engajar em uma energética rotina de danças - uma forma de querer se comunicar intensamente com suas companheiras. Mais tarde, em outro experimento, os cientistas também descobriram que, a exemplo do que ocorre em seres humanos, as abelhas também sofrem de crise de abstinência quando deixam de receber doses habituais de cocaína.

'Recompensa'
"Quando as abelhas encontram uma boa fonte de pólen ou néctar, elas voam de volta à colméia e fazem uma dança simbólica para as outras abelhas - essa é uma forma especial de comunicação para contar aos outros sobre a recompensa que encontraram", explicou Andrew Baron, que coordenou o estudo.

Segundo os cientistas, depois de receber uma dose de cocaína, as abelhas apresentavam danças muito mais energéticas para as companheiras de colméia e demonstravam mais entusiasmo sobre a descoberta de comida.

O estudo sugere que isso acontece porque a cocaína afeta o "processo de recompensa" no cérebro das abelhas, provocando a produção de um químico chamado octopamina - substância semelhante à dopamina, precursor natural da adrenalina - nos humanos.

"Você pode até pensar que abelhas e humanos não têm muito em comum, mas acontece que existe uma coisa que leva ambos a se comportarem da mesma maneira: nossa paixão pelas recompensas", disse Baron.

Abstinência
Os cientistas também analisaram o efeito do uso prolongado da droga nos insetos.
Para chegar aos resultados, Baron e sua equipe administraram doses diárias de cocaína nas abelhas durante uma semana. Durante esse período, os cientistas realizaram testes de aprendizado com os insetos, fazendo com que as abelhas distinguissem dois cheiros diferentes.

Enquanto estavam sob o efeito da droga, as abelhas desempenhavam bem o teste. No entanto, ao final da semana, quando os cientistas pararam com as doses, as abelhas sofreram uma espécie de "crise de abstinência" e tiveram um desempenho ruim nos testes.

"Com a administração contínua da droga, houve um impacto no desempenho da aprendizagem das abelhas, mas quando o tratamento foi encerrado, elas apresentaram dificuldades em aprender a tarefa - assim como quando os humanos entram em abstinência", disse Baron.

Ele explica que o próximo passo da pesquisa será analisar a tolerância e sensibilidade das abelhas à cocaína.

Segundo ele, o estudo pode ainda fazer com que as abelhas "se tornem uma alternativa mais ética" aos ratos e camundongos em experimentos que envolvem o uso de drogas.

sábado, 3 de outubro de 2009

Cadela mais velha do mundo faz 21 anos

07/05/09 - 08h55 - Atualizado em 07/05/09 - 10h06

Cadela mais velha do mundo faz 21 anos
Segundo cientista, idade de Chanel equivale a 147 anos no homem.

A cadela considerada a mais velha do mundo completou 21 anos na quarta-feira (6).

A dachshund Chanel ganhou uma festa em Nova York, com direito a bolo e registro no Livro Guinness dos Recordes.




A dachshund Chanel, de 21 anos, de óculos escuros por causa da catarata. (Foto: BBC)
Chanel 'assopra as velinhas' em Nova York. (Foto: BBC)

Segundo cientistas, a idade do animal corresponde a 147 anos no ciclo de vida humano.
Denice Shaugnessey, dona de Chanel, conta que o segredo da longevidade da cadela está na maneira como ela é tratada.

"Eu cuido muito bem dela e trato-a como um membro da família, como uma pessoa", afirmou.

O único problema de saúde de Chanel é uma catarata, manifestada no ano passado. Por isso, a cadela está sempre de óculos escuros.




PUBLICADOS BRASIL NO ORKUT

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