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domingo, 12 de agosto de 2018

Por que o ‘cheiro’ da chuva é tão bom ?


Por que o ‘cheiro’ da chuva é tão bom ?

Há algo químico na fragrância agradável que sentimos de ar limpo e terra molhada, 
após a chuva (Foto: stevepb/Creative Commons)

Há algo químico na fragrância agradável que sentimos de ar limpo e terra molhada.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

10 Curiosidades sobre a eletricidade


10 Curiosidades sobre a eletricidade


Sinalizadores de linha de transmissão.

O campo da eletricidade é imenso, vasto e a cada dia novas descobertas são feitas e trazem ao ser humano mais tecnologia e inovação, muitas coisas curiosas são observadas nesta área de estudo. O que promove estas inúmeras descobertas é a curiosidade do ser humano.

terça-feira, 31 de março de 2015

Conheça cinco tesouros históricos descobertos totalmente por acaso


Conheça cinco tesouros históricos descobertos totalmente por acaso


Muitos dos tesouros históricos e arqueológicos mais fabulosos do mundo foram descobertos por acidente. Abaixo, segue uma lista de alguns dos achados casuais que revelaram relíquias importantes e de valor incalculável.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Beisebol - Olimpiadas


BEISEBOL - Olimpiadas


A origem do beisebol está no críquete inglês e num jogo infantil conhecido no século XVIII por rounder. Hoje, é muito popular em países como EUA, Japão, Venezuela e Cuba. Os cubanos, por sinal, têm a melhor equipe amadora do mundo. Foram medalha de ouro nos Jogos de Barcelona de 1992, quando ocorreu a primeira participação do beisebol como esporte olímpico.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Saltos - Olimpiadas


SALTOS - Olimpiadas



Por não haver confronto direto entre os rivais, as provas de salto atlético trazem como maior desafio os próprios limites do competidor. Um a um, os atletas buscam saltar mais alto ou mais distante, conscientes de que um concorrente pode superá-los na tentativa seguinte. Junto com talento e biotipo adequado a cada modalidade, o domínio sobre a mecânica do salto é fundamental.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Pompéia Eletrônica- Informática


POMPÉIA ELETRÔNICA - Informática



A partir de ruínas, programas de computação reconstituem, rua por rua, casa por casa, a antiga cidade sepultada pelo Vesúvio.

O turista passeia pelas ruas luminosas da cidade italiana de Pompéia, 24 quilômetros ao sul de Nápoles. Quase sempre, encontra jardins bem cuidados, decorados com chafarizes. De repente, uma casa chama-lhe a atenção por suas colunas imponentes ou pelos afrescos multicoloridos. O desejo de entrar é irresistível e, sem hesitar, o viajante começa a perambular pelos cômodos repletos de utensílios antigos bem conservados e peças de inestimável valor artístico. Até há três meses, uma situação como essa só poderia acontecer na fantasia de um forasteiro imaginoso: afinal, ali só existem as ruínas da cidade destruída no dia 24 de agosto de 79 d.C. pela mais furiosa erupção do Vulcão Vesúvio. No entanto, o passeio foi real, ainda que se trate de uma realidade eletrônica.
De fato, vinte computadores interligados permitiram aos visitantes de uma recente exposição em Nova York conhecer a paisagem e a vida cotidiana do célebre lugar, antes da catástrofe. O evento, chamado Redescobrindo Pompéia, prova que, além de tudo que os homens já os mandam fazer, os computadores podem desempenhar o papel de túnel do tempo. Foi uma operação de truz. Durante dois anos, 22 técnicos em Informática e 120 arqueólogos trabalharam lado a lado no projeto Consortium Neapolis, patrocinado pelo Ministério da Cultura da Itália e por duas empresas - a Fiat e a IBM, que desenvolveu os computadores.
"A Informática ajuda a contar a história de Pompéia ao público, que assim passa a valorizar mais esse patrimônio", resumiu Ennio Presutti, presidente da IBM italiana, em entrevista a nos. "Ademais, todo o trabalho está agora à disposição dos arqueólogos". Nunca havia se compilado um número tão grande de informações sobre Pompéia, onde as primeiras escavações ocorreram 1748. Os cientistas alimentaram a memória dos computadores com mais de 300 000 dados. O primeiro passo foi analisar toda a área queimada pelo Vesúvio, que depositou 5 metros de cinza não apenas sobre Pompéia, mas também na cidade vizinha, a aristocrática Herculano, exumada pelos arqueólogos em 1719.

Em seguida, desenhou-se o mais completo mapa de Pompéia, a partir de fotografias, desenhos, anotações de cientistas e, obviamente, estudos sobre o assunto. Com o mapa devidamente traçado na tela do computador, os técnicos passaram então a se concentrar nas habitações: onde na vida real existe apenas uma parede quebrada, a máquina faz aparecer na tela um edifício em perfeito estado, resultado de complexos cálculos matemáticos, capazes de deduzir qual seria o projeto de arquitetura original. "A Informática se transformou em grande aliada para se entender o passado", reconhece o arqueólogo Norberto Luiz Guaranello da Universidade de São Paulo. Realmente, no mundo inteiro, cada dia mais arqueólogos trabalham em salas, repletas de computadores.

Para Guaranello, que há oito anos se dedica às escavações de Pompéia, nada melhor do que usar o  computador  para centralizar as descobertas dos cientistas. "O registro de qualquer observação feita em Pompéia, por mais simples que pareça, é fundamental", nota o arqueólogo. "A cidade está desprotegida a céu aberto: algo que pode ser visto hoje talvez não seja encontrado na mesma situação no dia seguinte." De qualquer modo, os visitantes da exposição nova-iorquina, ao atravessarem um longo corredor revestido de lava, lama e cinzas-simulando a camada que escondeu as ruínas por dezesseis séculos-, tinham a impressão de que o tempo parou nos primeiros anos da era cristã.

Na entrada, um computador programado por pesquisadores italianos do Grupo Nacional de Vulcanologia mostrava a evolução do Vesúvio, de hora em hora, nos dois dias que durou a tragédia. Em outro equipamento estava a planta da cidade, funcionando como uma espécie de guia: um simples toque em seu teclado era suficiente para localizar separadamente, por exemplo, as padarias, os palácios ou os templos. Ou, ainda, selecionar verdadeiras atrações conforme o estilo arquitetônico ou sua função. Conseguindo localizar os pontos de interesse no mapa, o visitante devia escolher por qual quarteirão gostaria de caminhar -na verdade, a decisão implicaria acionar computadores diferentes, um para cada região. Depois, bastava apontar na tela a rua desejada, um edifício e, até mesmo, no interior deste, um objeto qualquer.

Assim, ao entrar no templo conhecido como Casa dos Ritos Mágicos, podia-se ver sob todos os ângulos, como se estivesse sendo manipulada à vontade, uma mão de bronze. O computador é capaz de se comportar como um bom cicerone, fornecendo informações extras: aquela mão, por exemplo, costumava ser usada em cultos típicos da Ásia Menor, cuja influência religiosa sobre os habitantes de Pompéia era notável. Da mesma maneira, o computador informa quais os alimentos preferidos pelos antigos romanos ao apresentar a imagem de um vasilhame ou de uma magnífica peça de bronze, sempre presente nas mesas dos banquetes para conservar o calor da comida.

Os cientistas reuniram 200 objetos, escavados recentemente; ao computador coube a tarefa de colar cacos, projetar os pedaços ausentes, pintar as áreas descascadas ou descoloridas pelo tempo. O trabalho se estendeu às pinturas e afrescos, o que pôde ser notado nas famosas termas estabianas, onde os antigos habitantes aproveitavam os momentos de lazer, e no chafariz decorado com mosaicos-foi, aliás, a primeira vez que se viu um dos chafarizes de Pompéia, que, por isso mesmo, mereceu um lugar de honra, na saída da exposição. Os computadores conseguiram mesmo tornar legíveis papiros carbonizados. Programados para detectar a menor diferença no tom de uma imagem, destacaram os riscos de tinta escondidos sob a cor do carvão.

Esse tipo de programa, na verdade tem como principal objetivo ajudar a tarefa dos restauradores. A equipe italiana reconstruiu, por exemplo, um quarto com paredes revestidas por afrescos. "Uma espécie de palheta eletrônica com 64 000 tonalidades permitiu que testássemos no vídeo diversos tons de pigmento para cobrir as partes destruídas e completar o desenho", conta o arqueólogo Baldassare Conticelli, atual supervisor das ruínas de Pompéia. A restauração fica perfeita, pois o equipamento descobre qual era exatamente a tonalidade original. Isso, porém, não é o mais importante, lembra Conticelli: "Antes da Informática, os restauradores testavam os materiais diretamente em peças delicadas, que muitas vezes não suportavam as sessões de experimentação".

Expedições ao computador

A Informática e a Arqueologia ensaiaram os primeiros passos em sincronia ainda no final da década de 70, em centros de pesquisa europeus dedicados à Pré-História. Mas a idéia, na época, era usar o computador apenas como um tremendo arquivo, para guardar os relatos das expedições arqueológicas. Dez anos mais tarde, contudo, estava claro que nenhum cientista era capaz de relacionar dados, fazer cálculos e criar mapas tão depressa quanto a máquina. Os computadores, por exemplo, têm sido usados sistematicamente para orientar escavações na Garganta de Olduvai, no oeste da Tanzânia, África, onde foram achados restos dos mais antigos ancestrais da espécie humana.

O grande salto, no entanto, foi o avanço dos chamados computadores gráficos, capazes de desenhar plantas de cidades desaparecidas como Pompéia e até de projetar a restauração de ruínas. Atualmente, o recurso é aproveitado por cientistas da Universidade de Paris que trabalham com ruínas de pirâmides em Saara, no Egito. Eles pretendem recuperar a Cidade dos Mortos dos antigos egípcios com a tecnologia de Informática criada para realizar modernos projetos de urbanização-uma aventura que nem mesmo o cineasta americano Steven Spielberg ousou imaginar para seu arqueólogo Indiana Jones.

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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Canhões em Campo - Futebol


CANHÕES EM CAMPO - Futebol



Chutar a bola a mais de 100 quilômetros por hora é um talento que consagra apenas um punhado de jogadores. A ciência explica como eles conseguem essa proeza.

Cinco homens enfileirados aguardam tensos o momento do tiro. A onze passos o adversário concentra-se, reunindo todas as energias em único ponto, para a seguir liberá-las em uma explosão. Os espectadores viram rapidamente a cabeça tentando acompanhar a trajetória do projétil, que passa sobre os homens alinhados. O estrondoso grito de gol, que irrompe então de milhares de gargantas, encerra mais um fuzilamento de sucesso. O super chute do jogador de futebol, como nessa cobrança de falta, equivale a uma aceleração da bola a mais de 100 quilômetros por hora em décimos de segundo e costuma gerar acaloradas discussões - ou costumava, antes do advento do slow-motion (câmara lenta) na TV. Tudo acontece depressa demais e é provável que ninguém saiba descrever com exatidão o que se passou diante dos próprios olhos. Mesmo os jogadores às vezes têm dificuldade para dar uma resposta satisfatória.
O superchute, de resto, não é para qualquer um. Dos mais de 14 mil profissionais de futebol do país, os "canhoteiros", como são chamados os chutadores mais potentes, como Gilberto Costa e Neto, que disputaram o Campeonato Paulista pelo Corinthians e Palmeiras, respectivamente, ou ainda Éder, do Atlético Mineiro, constituem apenas um seleto grupo. A medição precisa do desempenho físico dos atletas, prática comum em muitos clubes, a exemplo do São Paulo, faculdades e até no Instituto do Coração (Incor) em São Paulo, indica que esses jogadores dispõem de uma potência devastadora.
Seria de esperar que qualquer jogador de futebol bem treinado pudesse ter um chute que propelisse a bola à velocidade de um carro numa estrada, mas não é o que ocorre. A força muscular, a resistência, a boa forma física e a eficácia nos chutes a gol são itens obrigatoriamente trabalhados nos programas de treinamento que visam a aumentar o rendimento de qualquer jogador. Por que, então, só uns poucos se destacam como canhoneiros? Todo jogador, por mais que melhore, tem seus limites. Aumentar o volume dos músculos por meio de exercícios com pesos, por exemplo, não aumenta, de forma alguma, a potência do chute. Isso é explicável pelos modernos conhecimentos de anatomia. Sabe-se que um músculo se compõe de três tipos de fibras: as rápidas, as lentas e as intermediárias. Cada uma delas tem propriedades muito diferenciadas.
As fibras lentas tendem a ser mais curtas e vermelhas, responsáveis pelo rendimento contínuo, sendo as mais usadas pelos maratonistas, por exemplo. Em compensação, uma ação repentina, como um chute de arrebentar redes, requer músculos rápidos, capazes de se contrair em frações de segundo. A maior parte da energia provém, nesse caso, da combustão anaeróbica (sem consumo de oxigênio) de açúcar, que a libera quase como uma explosão. Portanto, um disparo potente depende, sobretudo, da velocidade de contração dos músculos rápidos. Além da constituição das fibras musculares, também o número de nervos que acionam os músculos ajuda a determinar a velocidade do movimento. Quanto mais numerosas as terminações nervosas em cada grupo de fibras, mais eficiente será a ação.
"Uma aptidão especial é o segredo dos profissionais de superchute", ensina o professor de Educação Física, Alberto Carlos Amadio, da Universidade de São Paulo. Ou seja, a velocidade de contração do sistema muscular desses jogadores é extremamente alta. Esta capacidade suplementar é algo com que não se pode competir nem imitar - eles já nasceram com músculos super-rápidos. Isto não significa que um jogador de chute médio deva resignar-se. Um bom programa de treinamento pode aumentar consideravelmente a potência do chute de qualquer atleta. Para tanto, é necessário exercitar as fibras rápidas; por exemplo, com séries de corridas curtas seguidas de chutes a gol. O resultado é um robustecimento dessas fibras, que armazenam assim mais energia, além da gradual transformação das fibras intermediárias em rápidas. O programa, é claro, não consegue aumentar o número de nervos em cada músculo, definido geneticamente, mas pode ativar as terminações nervosas fora de uso por falta de exercício. O treinamento pode conseguir, ainda, que uma porcentagem muito alta de fibras se contraia de modo simultâneo (coordenação intramuscular), o que mais uma vez tem como conseqüência uma alta aceleração.
Um fato decisivo que costuma ser levado em conta é que quase toda a musculatura do corpo se põe em ação no momento do chute, por meio de "alças" opostas de contração e distensão. A perna com a qual se chuta tem somente uma fração da energia necessária para o disparo. A bola oficial de futebol, que pesa aproximadamente 450 gramas, é acelerada até alcançar uns 120 quilômetros por hora. A tremenda descarga de energia envolvida no ato, assim, só obtém o resultado máximo quando o movimento está coordenado de forma ótima. 
Mas não é só a Biologia que impõe limites à arte do superchute. As leis da Física, naturalmente, também contam. Isso significa que o jogador não pode sonhar com técnicas de golpear a bola que contrariem as regras do movimento dos corpos. Cabe-lhe, isto sim, carregar o corpo com a maior quantidade de energia possível, o que ocorre quando toma impulso na corrida. Se ele já não vier correndo pelo campo a toda velocidade, convencionou-se que pelo menos cinco passos são recomendáveis.
Pouco antes do chute, quando o jogador coloca a perna de apoio junto à bola, diminui a velocidade e todo o corpo estira-se para trás como um arco pronto a disparar uma flecha. Mais do que a velocidade do impulso, essa tensão prévia é requisito importante para uma explosiva contração muscular no chute. Os músculos do estômago se contraem rapidamente e catapultam a perna que dispara para a frente como um relâmpago. Outra conclusão das pesquisas é que também o músculo reduz a velocidade alguns décimos de segundo antes do contato com a bola. A freada repentina faz com que a perna à altura do joelho, agora retardada, se lance como um chicote. Num chicote de verdade, o estalo é resultado da enorme velocidade da ponta da tira de couro, no momento do seu retrocesso. A comparação não é descabida, pois o peito do pé golpeia a bola durante 5 a 10 milésimos de segundo, acelerando-a instantaneamente.
A violência da "patada" que catapulta a bola equivale à energia necessária para movimentar 300 quilos. A perna do chute é incapaz de suportar mais nestas frações de segundos. E assim deve ser. Se, por qualquer motivo inexplicável, o peso da bola diminuísse repentinamente, a potência do choque se multiplicaria e a perna não agüentaria as conseqüências, ficando com os cordões musculares estirados e até ossos estilhaçados.
Os pesquisadores do futebol descobriram que o psiquismo do jogador também influencia os músculos do seu corpo. Na ação, alguns deles se contraem (alça de contração) e outros se estiram. Fala-se, então, de ligamentos musculares, nos quais os diferentes músculos cooperam de uma forma complexa. No superchute, os músculos passivos reagem de forma especialmente elástica, não freando os músculos ativos, que aceleram a perna do disparo.
O receio de machucar-se ou a grande responsabilidade diante de um gol que talvez decida a partida podem provocar uma contração involuntária nos músculos, que assim deixam de estirar-se com rapidez suficiente. As alças musculares se põem mutuamente fora de serviço nos décimos de segundo decisivos. O bloqueio psicológico raramente pode ser explicado pelos jogadores ou treinadores. As vezes passam semanas até que a crise seja superada, da mesma maneira que chegou. O craque das copas de 74 e 78 e atual deputado estadual em Minas Gerais, Nelinho, deu um bom exemplo de superação desse tipo de bloqueio após operar o joelho e a coluna no auge da carreira. Ele prometeu - e cumpriu - que chutaria uma bola para fora do estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, a uma altura de mais de 25 metros. O jogador Rivelino, outro chutador forte contemporâneo de Nelinho, conhecido como "patada atômica", não se lembra de já ter se machucado em campo e atribui sua resistência ao futebol de rua, praticado desde a infância. O certo é que, por mais que o talento para o superchute seja inato, craques do passado e do presente como Pepe, Jair, Gérson, Éder ou Gilberto Costa também precisaram suar muito a camisa em treinos de coordenação física e psicológica.

Exercícios na medida certa

No laboratório da Faculdade de Educação Física da USP, as cobaias são humanas. Ali os atletas andam sobre plataformas altamente sensíveis, saltam diante de câmaras fotográficas estroboscópicas ou ainda correm em esteiras ligadas a tubos e eletrodos. Esse autêntico campo de provas, que conjuga experimentos de três disciplinas - Fisiologia, Biomecânica e Antropometria -, constitui um dos mais modernos centros brasileiros de estudo do desempenho da máquina humana. Equipamentos da ordem de 300 mil dólares fornecem dados para mais de uma dezena de pesquisas em cada uma das áreas de estudo abrangidas pelos testes, incluindo serviços de medição de esforço físico para clubes.
Os experimentos são simples. Uma plataforma, que ocupa quase toda a extensão do laboratório, indica por meio de balanças precisas a intensidade de todas as forças em jogo nos movimentos executados sobre ela. Isso permite identificar os momentos em que o corpo está mais sujeito a sobrecargas de força e possíveis contusões. Os movimentos são registrados em uma série de fotos, que mostram a posição do corpo em cada fração de segundo, facilitando a análise. A tecnologia do vídeo entra em cena também para gravar as atividades em 5 mil quadros a cada segundo. A eletromiografia é outro sistema de medição biomecânico, que mede a contração muscular, por meio de eletrodos presos à pele. É assim que se sabe qual músculo está em ação no movimento, o que torna possível corrigir a coordenação motora.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Brasil 0 x 1 Argentina - A Rivalidade


BRASIL 0 X 1 ARGENTINA - A Rivalidade



É a cena brasileira por excelência. No bar, na casa de amigos, tanto faz. Basta eu dizer que estou morando na Argentina para que todos lancem um olhar surpreso, misto de escárnio e piedade. "Argentina? Mas que diabos você está fazendo lá com aqueles insuportáveis?" Já escutei de tudo. Que os argentinos são os europeus que não deram certo, que são um bando de arrogantes, que nos chamam de "macaquitos" e por aí vai. A maioria diz isso sem nunca ter conhecido um legítimo exemplar dessa espécie controvertida. Não importa. Ser brasileiro requer o cumprimento de apenas três dogmas: gostar de feijão, acreditar piamente que Pelé é melhor do que Maradona e ter birra de argentino.

Intrigado com a polêmica, partir para uma pesquisa de campo. Queria investigar o que existe debaixo daqueles (montes de) cabelos. Nesses dois anos em solo ini-migo falei com gente de todo tipo: taxistas, médicos, padeiros, artistas, estudantes, garçons.. e confirmei minha hipótese. Parece difícil de acreditar, mas enquanto esculhambamos os argentinos, eles têm enorme carinho por nós. Não é mera impressão minha. A simpatia pelo Brasil está nas televisões, escolas, centros culturais. Quando sai comigo à noite, um amigo que morou no Brasil só fala em português e se finge de brasileiro para ser bem tratado - inclusive pelas mulheres. As ruas estão cheias de bandeiras brasileiras e a moda aqui é usar sandália havaiana. Seja sincero: você sairia por aí usando chinelo com bandeira da Argentina?

Seria cômodo dizer que essas diferenças refletem as contradições entre o tropicalismo e o europeísmo. Ou que é tudo fruto de nossos desencontros lingüísticos e históricos. Mas me permitam ir direto ao ponto: os brasileiros pararam no tempo. Insuflado por locutores e comentaristas esportivos, o antiargentinismo extrapolou o mundo do futebol e talvez seja hoje o único caso de unileralismo brasileiro. É produto de um Brasil tacanho, preconceituoso. No fundo, dizer "odeio argentinos" não é menos discriminatório que dizer "odeio negros" ou "odeio homossexuais". Quem persegue boleiros argentinos simplesmente por serem argentinos não pode reclamar quando espanhóis xingam Roberto Carlos não por suas qualidades como jogador, mas pela origem mulata.

Sempre seremos rivais no futebol, mas não precisamos limitar nossa relação à velha briga boleira. Os argentinos, mais inteligentes, já se deram conta disso. Eles cantam as músicas dos Paralamas do Sucesso, jogam capoeira, viajam pelo Brasil e estão aprendendo português. As rádios dedicam programas à nossa música. Charly García, o cantor mais popular do país, conclama os argentinos a levantar o astral e se espelhar em nós, lembrando que Ia alegría no es sálo brasilera na música "Yo no quiero volverme tan loco". Os brasileiros mal sabem citar uma banda argentina. Mas adoram ficar exaltando a esperteza do samba ante a melancolia do tango - mesmo sem nunca ter ouvido falar nas chatinhas, mas festeiras, cumbia e chacarera. Como todo país de dimensões continentais, é natural que o Brasil seja autocentrado. Mas mesmo os Estados Unidos são mais permeáveis à cultura mexicana do que nós em relação à dos nossos vizinhos. O brasileiro comporta-se igual a um caipira americano, daqueles que acham que a capital do Brasil é, ironicamente, Buenos Aires.

O erro está em concebermos sociedades estáticas. Durante um tempo, a Argentina parecia de fato um pedaço da Europa por estas bandas pobres. No início do século 20, entraram quase 300 imigrantes europeus para cada mil habitantes, o triplo da média americana. Os salários no país superavam os da Inglaterra. Talvez venha daí a arrogância que gerou antipatia no resto do continente. Mas se existe algo positivo nas crises econômicas que os argentinos têm vivido é a maior consciência de serem latino-americanos - até porque os imigrantes de hoje vêm da Bolívia, Peru e Paraguai.

A rivalidade Brasil x Argentina pode até existir entre alguns líderes políticos e militares, mas não entre os po-vos. Porque rivalidade, segundo o dicionário, significa competição, oposição, luta. E não há nada disso do outro lado da fronteira. Somos nós que estamos tentando provar que o ditado "se um não quer, dois não brigam" está errado. Estamos empenhados em arranjar confusão com um povo que só quer se divertir conosco.



segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Entregamos a Copa de 1998 ???

ENTREGAMOS A COPA de 1998 ???



Se há uma conspiração capaz de arregimentar um número incrível de crentes é a de que o Brasil entregou a Copa do Mundo de 1998 - para ganhar a de 2002? Talvez? O fato é que o mundo futebolístico foi tomado de surpresa quando, pouco antes da final entre Brasil e França, no dia 12 de julho, foi divulgada a notícia de que o craque Ronaldo não iria jogar. Logo depois circulou a informação de que, cinco horas antes da partida, o "Fenômeno" teria sofrido uma convulsão. Por isso, o reserva Edmundo jogaria no seu lugar. No último instante, Ronaldo foi escalado e a seleção do Brasil, talvez assustada com toda a confusão, entrou irreconhecível em campo. A França enfiou 3 a 0, com extrema facilidade, e conquistou a Copa.

Ronaldo teria sido escalado na subida do vestiário para o gramado. O capitão Dunga bateu o pé e exigiu que a seleção não fosse modificada novamente em cima da hora e que Edmundo jogasse. Zagallo explicou a Ronaldo que já havia mudado a tática da equipe e também que, àquela altura, a imprensa já tinha recebido a folha de escalação. O ex-goleiro Gilmar Rinaldi, observador da seleção em 1998, contou o fato ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, que imediatamente ordenou que, se Ronaldo estivesse bem, deveria jogar. E assim foi feito. Ronaldo jogou, ou melhor, fez volume em campo durante os 90 minutos.

No Brasil, logo correu o boato de que a CBF e a Nike (patrocinadora da seleção) tinham vendido o jogo. Uma suspeita compreensível. A seleção perdera com facilidade nunca vista. Apesar de a França contar com bons jogadores, como Zinedine Zidane, o elenco brasileiro era superior. No embalo, surgiu todo tipo de teoria conspiratória. Boatos diziam que o contrato entre a Nike e a CBF estipulava que Ronaldo tinha de disputar todos os jogos do certame. A Nike teria forçado sua escalação, abalando o resto do time e causado a derrota.

Outro boato da época dizia que o Brasil tinha entregado o título para, em troca, sediar uma das próximas Copas. Outra tese, absurda, dizia que Ronaldo havia sido envenenado pelo cozinheiro francês da concentração. A história oficial atesta que a convulsão foi provocada por uma injeção de xilocaína (um analgésico) no joelho de Ronaldo e que a decisão de escalá-lo foi exclusiva do técnico Zagallo.

Mas todas essas suspeitas só surgiram porque o futebol virou um negócio milionário, atraindo investidores poderosos - e toda sorte de interesses. Para o jornalista inglês David A. Yallop, autor do livro Como Eles Roubaram o Jogo, o culpado pela transformação do futebol em negócio tem nome e sobrenome: João Havelange, o brasileiro que comandou o futebol mundial por 24 anos. No livro, Yallop expõe vários argumentos que colocam em xeque a lisura dos resultados de alguns jogos decisivos da Copa do Mundo. Mostra também como as conspirações e os interesses comerciais tomaram conta do esporte mais popular do planeta. Conspirações que, segundo Yallop, aumentaram sobretudo com a eleição de Havelange à presidência da Fifa, 1974, quando venceu o inglês Stanley Rous numa eleição marcada por denúncias de compra de votos. A seguir, algumas histórias suspeitas citadas no livro de Yallop.

O CASO MANÉ

"Garrincha ser expulso de campo por agredir um adversário parecia tão absurdo quanto São Francisco de Assis disputar um concurso de tiros aos pombos ou Branca de Neve ser apedrejada por discriminar anões. Mas foi o que aconteceu pelas semifinais da Copa de 62, durante Brasil e Chile." Assim o escritor Ruy Castro, no livro Estrela Solitária, Um Brasileiro Chamado Garrincha, descreve a personalidade dócil de Mané Garrincha. Mas, naquele jogo, Mané não agüentou as botinadas do zagueiro chileno Eladio Rojas e revidou, dando um pequeno tostão nas nádegas do adversário. O bandeirinha uruguaio Esteban Marino achou aquele ato de Garrincha uma agressão despropositada e o denunciou ao juiz peruano Arturo Yamazaki, que expulsou o brasileiro. Embora não estivesse prevista a suspensão automática, os membros da comissão disciplinar da Fifa iriam se reunir no dia seguinte para julgar o caso, com base no relatório do árbitro. Pelo estardalhaço feito pela imprensa chilena, Garrincha fatalmente ficaria fora da final.

Imediatamente, os brasileiros e, principalmente, João Havelange, então presidente da Confederação Brasileira dos Desportos (CBD), começaram a tramar para que Garrincha jogasse a final da Copa, pois o Brasil já estava desfalcado de Pelé, que se contundira no início da competição. Segundo os conspirólogos, antes da reunião que decidiria a questão disciplinar, chegou ao Chile, vindo do Rio de janeiro, uma valise cheia de dinheiro. O presidente do Peru, Manuel Prado y Ugarteche, atendendo a pedidos de políticos brasileiros, pediu ao árbitro peruano que não acusasse Garrincha na súmula. O bandeirinha Esteban Marino, por sua vez, tomou um chá de sumiço. Resultado: Yamazaki escreveu na súmula que não vira a agressão de Garrincha, e o craque foi liberado para jogar a final contra os tchecos. E o Brasil voltou do Chile com a taça de bicampeão do mundo.

COPA DE 78

A Copa do Mundo de 1978, na Argentina, aconteceu logo depois de o país sofrer um golpe militar. Os hermanos precisavam ganhar a Copa de qualquer maneira, para melhorar sua imagem no exterior, abalada por causa da ditadura. Além disso, o futebol era a válvula de escape para que o povo esquecesse os assassinatos e desaparecimentos dos que se opunham ao governo do general Jorge Videla. A comissão organizadora da Copa era encabeçada pelo general Carlos Omar Actis, uma figura respeitada em seu país. O mesmo não se podia dizer do vice-presidente da comissão, o capitão Carlos Lacoste, um homem ambicioso que queria construir novos estádios e adotar o sistema de transmissão de TV em cores.

O general Actis sabia que o país não podia arcar com as idéias megalômanas de Lacoste. Mas, a caminho de uma entrevista coletiva, em que explicaria seus planos para a Copa de 78, Actis foi assassinado. Lacoste então foi nomeado presidente da comissão organizadora e fez o que queria. Construiu três novos estádios e, para a alegria dos patrocinadores, a transmissão dos jogos para o resto do mundo foi feita em cores.

No campo, a Argentina mostrou que não estava com essa bola toda. Nas semifinais, os anfitriões caíram num grupo difícil, com Brasil, Polônia e Peru. Brasileiros e argentinos estavam empatados em número de pontos. Só uma das seleções chegaria à final. Na última rodada dessa fase, o Brasil jogaria contra a Polônia, enquanto a Argentina enfrentaria o Peru. Espertamente, Lacoste marcou o jogo dos brasileiros para tarde e o dos argentinos para a noite. Assim, os hermanos entrariam em campo já sabendo do resultado que precisariam para disputar a final.

O Brasil cumpriu seu papel e bateu a Polônia por 3 x 1. A Argentina teria que vencer o Peru por no mínimo quatro gols de diferença. Não seria uma tarefa fácil, já que, na fase de classificação, o time peruano havia terminado seu grupo em primeiro lugar. Segundo os conspirólogos, a ordem para que o resultado fosse manipulado partiu do general Videla e foi prontamente atendida por Lacoste. O fato é que os peruanos entraram em campo com quatro reservas inexperientes, um zagueiro escalado no ataque e o goleiro argentino naturalizado peruano (!).

O resultado não poderia ser outro: a Argentina meteu 6 x 0 no Peru e eliminou o Brasil no saldo de gols. Na final, derrotou a Holanda por 3 X 1 e conquistou seu primeiro título mundial. Lacoste, por sua vez, tornou-se vice-presidente da Fifa e amigo de Havelange.

MARADONA

Depois de encantar o mundo em 1986, liderando os argentinos no bicampeonato mundial no México, e também decepcionar muitos fãs em 1991, ao ser pego no exame antidoping por uso de cocaína, Maradona foi anistiado pela Fifa e começou a preparar-se para a Copa dos Estados Unidos, em 1994. Submeteu-se a uma rigorosa dieta e renasceu do inferno. Logo no primeiro jogo, ele mostrou a que veio: comandou os argentinos na goleada de 4 x 0 sobre os gregos. Contra os nigerianos, novo show de Maradona: 2 x 1 para a Argentina, e o mundo começou a temer os hermanos. Mas, no exame antidoping, foi detectada em sua urina uma substância chamada efedrina, medicamento usado para redução de peso e que atua também como estimulante. Maradona jurou inocência, mas pegou uma suspensão de 15 meses. Sua carreira tinha chegado ao fim.

E mais uma tese conspiratória veio à tona. Uma das versões diz que a Fifa queria que o astro argentino jogasse na Copa dos Estados Unidos para atrair público. Por essa razão, a entidade havia prometido a Maradona imunidade nos testes de presença de drogas. O jogador então se esforçou para perder peso e chegou em forma à Copa. Porém, poucos acreditavam que ele conseguisse voltar a jogar tão bem como antes. A Fifa entrou em pânico. Afinal, Maradona só tinha que participar da Copa, não precisava vencê-la. E deu no que deu: o craque foi flagrado no exame antidoping e, sem o seu melhor jogador, a seleção argentina perdeu suas duas partidas seguintes, para a Bulgária e a Romênia. O resto é história. Sem um adversário à altura, o apenas razoável time do Brasil abriu caminho até a final contra a Itália. E aí foi só correr para o abraço.
É tetra! É tetra!

Eu acredito!

"Não concordo basicamente com duas coisas do livro Como Eles Roubaram o Jogo, do David Yallop. Uma, técnica: ele chupou uma matéria da Playboy brasileira sobre o Havelange, sem citar a fonte e o autor, Roberto José Pereira. E tem uma visão sobre a corrupção no futebol que exime os ingleses, o que é uma bobagem. O que ele conta é verdade, muitas artimanhas realmente aconteceram, mas é parcial em relação aos seus conterrâneos. Infelizmente, o processo eleitoral continua na mesma. Compram-se votos sem a menor cerimônia. E o poder está nas mãos desses homens que, como gostam de dizer em seu estatuto, estão lá ‘para o bem do jogo’, mesmo que, para isso, tenham que roubá-lo primeiro."
Juca Kfouri é jornalista

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Arqueólogos chineses descobrem sopa de 2,4 mil anos em recipiente

13/12/2010 12h22 - Atualizado em 13/12/2010 12h23

Arqueólogos chineses descobrem sopa de 2,4 mil anos em recipiente
Descoberta foi feita no noroeste da China, em Xian.
Informações foram divulgadas pelo jornal 'China Daily'.


Uma equipe de arqueólogos chineses descobriu uma sopa de 2,4 mil anos no interior de um recipiente de bronze encontrado em um túmulo da primeira capital da civilização chinesa, Xian, no noroeste do país.

O jornal oficial "China Daily" divulgou nesta segunda-feira (13) a descoberta do Instituto Arqueológico da província de Shaanxi, cuja equipe descobriu a sopa no interior de um túmulo do período dos Reinos Combatentes (475-221 a.C.), no lugar onde está sendo construída a segunda fase do aeroporto de Xianyang.


O arqueólogo Liu Daiyun com um pedaço de osso presente na sopa. (Foto: Reprodução / China Daily)"É a primeira vez que os arqueólogos chineses desenterram um recipiente com uma sopa de ossos em seu interior", assinalou o arqueólogo chefe da jazida, Liu Daiyun.

Liu explicou que no total foram encontrados três recipientes. O que continha a sopa de ossos de animal tinha três patas, enquanto o outro continha um líquido sem cheiro que pode ser um tipo de vinho antigo.

Os cientistas examinarão o conteúdo para determinar a que tipo de animal pertencem os ossos e a composição do líquido. Em outro túmulo, a equipe descobriu recipientes similares, mas quebrados e com restos de costelas de vaca.

Segundo o estilo dos túmulos e os artefatos descobertos em seu interior, os arqueólogos acreditam que foram construídos durante o reinado Qin, pertencente ao período dos Reinos Combatentes.

A equipe também chegou a conclusão que o ocupante do túmulo era um alto funcionário ou um parente do rei, já que se encontra localizada a cerca de 300 metros do mausoléu real.

domingo, 28 de novembro de 2010

Geometria Espacial - Cemitério de Aviões

GEOMETRIA ESPACIAL - Cemitério de Aviões



REPOUSO DO GUERREIRO

O cemitério de bombardeiros B-52, no Arizona, é resquício da Guerra Fria. As 350 aeronaves reunidas lá fazem parte de um tratado de desarmamento. Elas são expostas aos satélites russos, que podem confirmar o cumprimento do acordo

GIRA TREM

Todas as fotos deste ensaio são parte do projeto Landslides, publicado no ano passado. Esta, de uma plataforma giratória para locomotivas em Minneapolis, é a mais antiga: foi tirada em 1985

LATARIA ARTÍSTICA

Alex voa num monomotor Cessna com capacidade para dois passageiros. Quando fotografa, ele coloca boa parte do corpo para fora da aeronave. Só assim consegue encontrar em um ferro-velho como este, em Massachusetts, a imagem com jeitão de obra de arte.

CALMA OU CAOS?

Na pequena Duxbury, as docas abrigam um enigma: estamos diante de uma paisagem bucólica ou de uma imensa bagunça em que é impossível encontrar o próprio barco?

FUTEBOl ASFALTADO

"Esse gigantesco espaço asfaltado só é utilizado umas 20 vezes por ano", diz Alex. Ele reclama da área dedicada aos carros neste estádio de futebol americano em Maryland. É feio. Mas quem não queria uma dessas nos estádios brasileiros?

FLORES E QUÍMICOS
Os tanques para produtos químicos na Virgínia Ocidental até parecem embelezar a paisagem (à esq.). Em Chicago, as docas circulares se transformam em margaridas quando vistas do céu (à dir.). Os barcos, que parecem pequenos, na verdade são veleiros de grande porte.