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segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

O bizarro método contraceptivo do Antigo Egito que envolvia fezes de crocodilo

O bizarro método contraceptivo do Antigo Egito que envolvia fezes de crocodilo


A sexualidade no Antigo Egito era  mais aberta em comparação a outras culturas e épocas (embora o adultério fosse um tabu punido com violência).  

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Pesquisa revela por que homens enviam fotos íntimas sem que ninguém tenha pedido

Pesquisa revela por que homens enviam fotos íntimas sem que ninguém tenha pedido


Pesquisadores tentam desvendar um hábito peculiar de alguns homens: por que eles enviam fotos de suas partes íntimas sem que ninguém tenha pedido? 

sábado, 27 de julho de 2019

Hollywood promovia casamentos “fake” para manter sexualidade de astros em segredo

Hollywood promovia casamentos “fake” para manter sexualidade de astros em segredo


Durante a época de ouro de Hollywood,  atores LGBT eram respeitados somente nos palcos, e não na vida real. 

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Médico pioneiro na defesa da diversidade sexual foi alvo da fúria de Hitler

Médico pioneiro na defesa da diversidade sexual foi alvo da fúria de Hitler


Nascido na Prússia em 1868, o médico Magnus Hirschfeld foi um pioneiro nos estudos e na defesa da diversidade sexual. 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Afrescos em Pompeia revelam segredos sobre o sexo no Império Romano


Afrescos em Pompeia revelam segredos sobre o sexo no Império Romano


As pinturas nas paredes do Lupanar (termo que designava os prostíbulos) de Pompeia têm muito a revelar sobre a sexualidade na Roma Antiga.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Saiba quais são os fins mágicos e medicinais do canibalismo


Saiba quais são os fins mágicos e medicinais do canibalismo


A ingestão de corpos mortos fez parte de diversas tradições, integrando-se à medicina ou a rituais de magia, até pouco tempo atrás.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Os Verdadeiros Segredos do Sexo - Biologia



OS VERDADEIROS SEGREDOS DO SEXO - Biologia



Os cientistas finalmente descobriram por que as espécies se reproduzem daquela maneira que todos conhecem - ou de outra, sem graça nenhuma.

Semelhantes a finíssimos fios de cabelos, certas algas que os biólogos chamam Spyrogira, constituídas por uma só carreira de células, não cessam de crescer e multiplicar-se. A célula, na ponta, duplica-se o tempo todo, até que a alga, de tão longa, acaba por se quebrar - a partir desse instante, passam a existir duas algas e o processo continua. Há quatro anos, cientistas canadenses notaram na emaranhada cabeleira verde que forma a planta aquática um acontecimento incomum nessa rotina: de repente, brotou um microscópico espinho em uma célula; esta, com o novo acessório, furou a alga vizinha, injetando-lhe o seu material genético. Daí surgiu uma teoria tão excitante que, hoje em dia, quando o assunto é reprodução sexual, a conversa tem de começar pelas algas. Afinal, antes daquela descoberta, todo cientista interessado em estudar esse assunto antigo como a vida corria o risco de levar para a cama um motivo de insônia. Pois, por absurdo que pareça, do ponto de vista estritamente biológico não se conhecia uma boa razão para haver sexo.
Um paradoxo sempre intrigou os pesquisadores da reprodução: os seres vivos gastam um tempo precioso em busca de um parceiro; quando o encontram, muitas vezes precisam proteger o achado de rivais poderosos com unhas e dentes - no sentido literal, ou figurado, conforme a espécie. Além disso ainda se despende uma respeitável quantidade de energia nos jogos de sedução. E as armas mais eficazes para a conquista podem às vezes voltar-se contra seus donos. O pavão, exemplo típico de exibicionista, pode atrair várias fêmeas com o charme de sua cauda, mas em compensação mal consegue fugir de um predador devido ao peso de seu leque de penas multicoloridas. Mesmo quando todo o esforço vale a pena, no caso individual ou da espécie, o sexo como forma de reprodução perde de longe para a reprodução assexuada.  
É pura matemática: enquanto cada indivíduo assexuado é capaz de ter um filho, na reprodução sexuada são necessários dois indivíduos para nascer um filho. O resultado é que, desconhecendo o sexo, uma espécie pode se reproduzir duas vezes mais depressa. Como uma lei biológica elementar faz com que qualquer espécie tenda a propagar o seu estoque genético ao máximo - isto é, mediante o nascimento do maior número possível de indivíduos -, então o certo seria antes só do que acompanhado. Mas não é isso o que se observa na natureza e aí está o paradoxo: apenas a minoria de 15 mil espécies animais, dos 2 milhões existentes no planeta, prefere se reproduzir assexuadamente, ou seja, crescendo e se dividindo, como a alga Spyrogira.
"Diante disso, podemos imaginar que a princípio fazer sexo devia parecer uma excelente opção", avalia o geneticista Oswaldo Frota-Pessoa, da Universidade de São Paulo. Em outras palavras, de alguma maneira a reprodução sexual teria de aumentar a quantidade de filhos - o que, de fato, o sexo não proporcionou. Mas, do ponto de vista dos genes, como a espetada das Spyrogira  mostrou, a reprodução sexual  representava um ótimo negócio: as algas continuavam a se reproduzir assexuadamente e, dessa maneira, o material genético injetado passava a ser copiado não em um, mas em dois organismos, o que espetou e o que foi espetado. A alga que recebeu os genes estranhos, por sua vez, também se tornava capaz de penetrar em uma célula alheia e assim, rapidamente, a reprodução sexual se espalhou. Supõe-se que com as células primitivas, as bactérias, algo semelhante tenha ocorrido.
"O sexo surgiu graças a genes parasitas, que se disseminaram feito uma praga", sugere Frota-Pessoa, um paulista de cabeça branca, quatro filhos, com o olhar entusiasmado de um adolescente ao falar de sexo. Motivos de entusiasmo não lhe faltam. Ele, afinal, estuda o assunto há mais de quarenta dos seus 72 anos, escreveu 44 livros e já perdeu o cálculo de quantas vezes, uma página aqui, um capítulo ali, questionou a consagrada teoria da variabilidade dos genes, que aponta como a grande vantagem do sexo o fato de embaralhar as características maternas e paternas, criando em uma mesma espécie seres geneticamente diversificados, portanto com maiores chances de sobrevivência. Essa qualidade é uma feliz conseqüência do intercâmbio de material genético, o que, por definição, é sexo - mas jamais a sua razão de ser.
As células da maioria das espécies são diplóides, ou seja, possuem duas cópias de cada gene; os genes, por sua vez, formam cordões, os chamados cromossomos, que se distribuem aos pares (23, no caso dos humanos). A única exceção são as células sexuais, também conhecidas como gametas, que têm somente uma cópia de cada cromossomo. Caso contrário, se os gametas também fossem diplóides, o número de cromossomos dobraria a cada geração. É quase impossível, contudo, que os cromossomos de um par sejam idênticos, pois as duas cópias de um gene, ao serem reunidas na reprodução sexual, costumam se apresentar em versões diferentes: no par que determina a cor dos olhos, por exemplo, um gene pode indicar o azul e a sua cara metade pode indicar o castanho. No ser humano, que possui mais de 100 mil genes, as possibilidades de combinações beiram o infinito. E assim cada ser é praticamente único.
Pode-se dizer que em uma população sexuada sempre existem, por exemplo, indivíduos mais adaptados à seca e outros mais preparados para viver em clima úmido. Na reprodução assexuada, porém, os filhos são cópias idênticas dos pais, cujo organismo por definição está pronto apenas para enfrentar o aqui e o agora - uma lástima num mundo em que o normal é a mudança. Um estudo de geneticistas americanos mostra que as espécies assexuadas conhecidas são derivadas das sexuadas - sinal de que as formas primitivas, que ignoravam o sexo, não conseguiram chegar até os dias atuais, justamente por falta de jogo de cintura genético.
É sempre assim: em espécies em que o sexo é a norma, uma mutação genética faz eventualmente aparecer uma fêmea assexuada, portadora de óvulos já prontos para gerar um embrião. Esta, é claro, acaba se reproduzindo com tamanha velocidade que logo se espalha por grandes áreas. Ora, como na competição por alimentos costuma vencer quem pertence ao time mais numeroso, a população assexuada tende a sobreviver aos indivíduos sexuados que lhe deram origem. O processo mata a charada com que topou há 23 anos a bióloga Denise Peccinini Seale, da Universidade de São Paulo, quando foi pela primeira vez à Amazônia analisar células de uma família de pequenos lagartos que atende pelo nome de Cnemidophorus. Depois de 45 horas subindo o rio Trombetas, chegou ao vilarejo de Oriximiná, onde, para sua surpresa, encontrou uma população dos répteis constituída só de fêmeas.
Dois anos antes, outro pesquisador havia encontrado também machos por ali. Seu desaparecimento, em tão pouco tempo, se explica pela existência de uma fêmea capaz de se reproduzir sem ajuda alheia. Os biólogos já sabiam que os lagartos, ao passar por mutações genéticas, tornam-se capazes desse tipo de reprodução, a partenogênese. "Mas, a essa altura, eu queria saber se encontraria sexo entre os lagartos caso continuasse subindo os rios da região", conta Denise. Ela voltou à Amazônia outras quinze vezes em 21 anos. E, graças a tantas viagens, completou recentemente um trabalho, em cooperação com cientistas americanos, que pode ser considerado uma verdadeira revolução sexual: por causa de um complicado sistema de divisão celular, a meiose, a fêmea partenogênica também tem a diversidade dos genes, até então o grande trunfo de quem praticava sexo. "Como o filhote não é um clone da mãe, passamos a admitir a existência de uma reprodução sexual modificada", resume a bióloga.
Quem prefere sexo na versão original, no entanto, pode ficar tranqüilo. É teoricamente impossível para a maioria das atuais espécies sexuadas deixar os machos de lado, pois milhares de genes, ao longo da evolução, acabaram se envolvendo com o sexo. No princípio, a vida desconhecia a diferença entre feminino e masculino: a célula, como a da alga Spyrogira, fazia o papel de fêmea ao receber os genes alheios; mais tarde, fazia as vezes de macho ao penetrar em outra para injetar o material genético. Alguns genes, contudo, pouco a pouco foram se especializando. O processo culmina com o aparecimento, em algumas plantas, dos gametas, células cuja única função é reproduzir o indivíduo.
Também a partir de então aparece uma divisão de trabalho: alguns organismos cuidam de fabricar gametas pequenos, que se locomovem com facilidade e possuem enzimas especiais para romper a barreira de outra célula - e eis que surge o macho, mestre na arte de fecundar; outros organismos produzem gametas maiores, dentro dos quais começa a se desenvolver o novo indivíduo - e brota a fêmea, especialista em dar crias. A maioria das plantas no entanto é hermafrodita, isto é, possui tanto o minúsculo grão de pólen do macho como o óvulo da fêmea em que a semente será gerada. Faz sentido: com as raízes fincadas no chão, uma roseira não pode ir ao encontro amoroso de outra. As plantas dependem do vento, dos insetos e dos pássaros - cupidos que, atraídos pelas cores que vibram e pelo perfume que os vegetais exalam na época do acasalamento, abandonam o pólen de uma flor em outra. Se cada vegetal tivesse apenas um sexo, seria grande a chance de que o pólen de uma planta macho pousasse em outra planta macho - e então não haveria reprodução. No entanto, concentrar a energia exclusivamente em um sexo torna a produção de gametas mais eficaz e por isso, no reino animal, um hermafrodita como o caracol é um bicho raro. Bom para ele. Pois, quando se arrasta por um solo arenoso, feito molusco, qualquer distância pode tornar um amor impossível; logo, tem de tirar todo proveito dos momentos passados ao lado do parceiro: os dois seres se esticam, ficam em posição vertical e se enroscam em um abraço que pode durar um dia inteiro; enquanto isso, fabricam agulhas finas de um material semelhante ao das conchas, através das quais um caracol fecunda o outro.
O que faz os caracóis insistir na procura do parceiro são genes responsáveis pela atração. "De nada adiantaria a capacidade de realizar sexo, se um ser não sentisse compulsão de se acasalar", raciocina o geneticista Frota-Pessoa. Um galo, mesmo criado em isolamento, ao ver uma galinha começa a circular em torno dela, fazendo-lhe a corte. O sistema nervoso de todo animal já nasce programado para o sexo. Como uma espécie de seguro adicional, os genes ainda fazem com que certas glândulas jorrem hormônios, que desencadeiam o desejo, a pulsão sexual.
Para os bichos, verdadeiras tentações são substâncias chamadas feromônios, cujos odores atraem machos na direção de fêmeas e vice-versa. No caso do homem, nenhum perfume é assim tão irresistível. O sexo, é claro, tem cheiros próprios, provocados por alterações no organismo, que eventualmente convidam a mais sexo. O olfato, porém, tem um papel secundário no desejo humano. Segundo o neuroendocrinologista Marcello Delano Bronstein, do Hospital das Clínicas de São Paulo, algumas gotas de um perfume como o celebrado Chanel n° 5 provocam a febre devastadora pela qual tais essências são tão apreciadas, por causa da testosterona, o hormônio sexual masculino - que, aliás, as glândulas femininas também produzem, em doses dez vezes inferiores, o suficiente para acender a paixão. "Pessoas com taxas baixas do hormônio têm a libido diminuída", nota o médico. Nada indica, porém, que dosagens maiores de testosterona aumentem o desejo, como se acreditava no passado. Outro hormônio ligado ao sexo, mas de forma negativa, é a prolactina, cujas taxas aumentam na mulher durante a gravidez e na amamentação, diminuindo o desejo.
Alguns cientistas suspeitam que, nos animais superiores, a falta de interesse da fêmea pelo parceiro, após o parto, tem a função de permitir que ela dedique suas energias aos filhotes. E no final das contas - o que pode surpreender muito paquerador -, os filhos estão sempre por trás da recusa de uma fêmea. Ao menos foi isso o que observou o naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882) ao estudar o que chamou a seleção sexual, ou seja, os estratagemas que as espécies desenvolveram a fim de que os indivíduos possam seduzir-se uns aos outros. Segundo Darwin, uma das primeiras formas de vida a se enfeitar para esse jogo foram as anêmonas, plantas aquáticas que se distinguem pelo colorido. Na maioria das espécies, o sim é prerrogativa da dama. Nada mais justo, pois ela precisa escolher um macho que lhe proporcione as maiores chances de perpetuação dos próprios genes. Para tanto, contam a aparência e a persistência do cavalheiro; seu comportamento é percebido pela fêmea como indício da maior ou menor disposição de cuidar da prole que virá.
A drosófila, pequenina variedade de mosca, é um exemplo típico de astúcia feminina, atiçando o macho, mas sem cooperar na hora agá - isso só acontecerá muitas piruetas mais tarde, quando, excitada pela dança do casanova ao seu redor, a fêmea permite a aproximação. "Por instinto", explica Frota-Pessoa, "a drosófila reconhece naquele que perde mais tempo com acrobacias a intenção de ficar a seu lado quando nascerem os filhotes." O comportamento sexual dos bichos parece sempre mostrar uma lógica ditada pela natureza. No homem, porém, o sexo, como tantas outras manifestações, é uma requintada mistura de natureza e cultura, instinto e aprendizado. Ao criar símbolos, o ser humano fez da sedução um jogo complexo, em que a fantasia desempenha um papel essencial. Sendo a única espécie para a qual o sexo não depende de cio nem tem data marcada, como acontece com os outros animais, o homem pôde transformar o prazer físico em erotismo - e este em amor.

Onde o macho não entra.

Em duas espécies de vertebrados, peixes e lagartos, os filhotes herdam genes apenas da mãe. Certos peixes se reproduzem por ginogênese, um processo em que a fêmea se vale do estímulo do macho para desovar mas, depois, quando começam as divisões celulares, os genes trazidos pelo espermatozóide são deixados de lado e o embrião se desenvolve só com a herança materna. Nos lagartos ocorre a partenogênese - um modo de reprodução por sinal comum entre os insetos -, em que uma fêmea, aparentemente igual a qualquer outra companheira sexuada de espécie, produz um óvulo diplóide, ou seja, com duas cópias de genes, portanto capaz de gerar o embrião sem ser fecundado pelo macho.
De acordo com um estudo recente, as células dessas fêmeas se dividem por meiose, uma forma de embaralhar os genes típica da reprodução sexuada: os cromossomos se duplicam, formando dois pares de gêmeos idênticos; os pares são cortados por enzimas em diversos pontos; recombinados, criarão novos cromossomos. A célula, já com quatro pares de cromossomos, se divide para voltar a ser diplóide. Segundo a bióloga Denise Peccinini Seale, da Universidade de São Paulo, "a meiose é tão bem realizada por esses lagartos que, comparando as fêmeas partenogênicas com os indivíduos sexuados da mesma espécie, as primeiras têm mais diversidade nos genes".

Amar é....

Amar, de certo modo, é ter reações químicas em cascata. No caso da espécie humana, quatro milhões de receptores na pele podem captar os carinhos recebidos e enviar a mensagem do prazer ao cérebro. Este, a princípio, manda as glândulas competentes liberar cortisona, açúcares e adrenalina no sangue. O coquetel mexe com o organismo: o coração e a respiração disparam, o metabolismo se acelera, os vasos capilares se dilatam. Com isso, a pele fica ruborizada e a temperatura do corpo aumenta. Devido a todo esse calor, as glândulas, da pele, que se concentram em regiões como os órgãos genitais, funcionam a pleno vapor, produzindo substâncias cujo odor típico aumenta a excitação.
O cérebro torna então a reagir, desta vez autorizando a liberação de dopamina, um hormônio de efeito antidepressivo, nas células nervosas. Quando a mistura de agentes químicos parece chegar ao ponto de ebulição, o sistema nervoso, cauteloso por experiência, envia acetilcolina, um hormônio antagonista das substâncias excitantes. A súbita interrupção causa um espasmo que o corpo, no limite do estresse, como uma corda de violino distendida ao máximo, recebe com o maior prazer - é o orgasmo. Em seguida, o cérebro encerra o expediente com a liberação das endorfinas, analgésicos naturais que provocam a sensacão de relaxamento após o sexo.

Como a vida se defende

A fêmea do dourado, peixe comum nos rios brasileiros, produz 5 mil óvulos sobre os quais o macho esparrama milhões de espermatozóides; o casal se reproduz cerca de 15 vezes durante seus dezoito anos de vida - e, no final, restam apenas um ou dois herdeiros. Milhares de óvulos deixaram de ser fecundados, não vingaram ou foram repasto de predadores. Por isso, a natureza desenvolveu mecanismos de proteção à vida que chega. Os répteis deram um grande passo: seus óvulos, bem maiores, já contêm os nutrientes para os embriões, enquanto até os anfíbios o embrião tinha de se nutrir diretamente da água, dependendo assim do ambiente. Também com os répteis surge o acasalamento, ou seja, o organismo feminino passa a ser o território da fecundação.
As técnicas de segurança ficaram ainda mais aperfeiçoadas com os mamíferos. Marsupiais como os cangurus são uma amostra dessa passagem: além de ser interna a fecundação, o embrião formado começa a se desenvolver no útero, de onde ele sairá para alcançar com as próprias garras uma espécie de bolsa na barriga da mãe; daí alcança as tetas, completando dessa maneira o seu desenvolvimento. Nos demais mamíferos, porém, o filhote só é expulso do ventre materno quando seu organismo já está pronto para a vida.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Sexo Interplanetário - OVNI

SEXO INTERPLANETÁRIO - OVNI

15 de outubro de 1957. À 1h da madrugada, sozinho, o agricultor Antônio Villas Boas, então com 23 anos, arava com um trator as terras da fazenda da família, nas imediações da pacata São Francisco de Salles, em Minas Gerais. Foi quando, pela terceira vez nos últimos dias, eles observou um clarão prateado e oval fazendo estranhas evoluções no céu. A luz se aproximou do trator e, só então, Villas Boas se deu conta: era um óvni!
Repentinamente, o trator parou de funcionar. O agricultor nem teve tempo de correr. Num segundo, ele foi dominado por três seres baixinhos que usavam capacetes e roupas colantes cinza. Eles o levaram ao interior da nave e o despiram. Em seguida, recolheram amostras de seu sangue. Pouco depois, Villas Boas foi surpreendido pela entrada de uma mulher com feições humanas, inteiramente nua. Ela tinha cerca de 1,30 metro de altura, queixo proeminente, pele e cabelos brancos, lábios finos e pêlos púbicos de um vermelho intenso como sangue. Apesar de sentir medo, a excitação falou mais alto e Villas Boas caiu nos braços da ETzinha. Consumado o ato, ela apontou para a própria barriga e, em seguida, para o céu. "Acho que queriam um bom garanhão para aumentar o rebanho", disse sem modéstia o agricultor, que foi devolvido à fazenda seis horas depois do rapto.
O incrível relato acima foi feito ao ufólogo brasileiro Walter Buhler, responsável pela divulgação do caso, no final dos anos 50. O potencial para fazer piadas a respeito de situações como essa é enorme - mas não vamos fazer nenhuma. Um levantamento da americana Mutual Ufo Network (Mufon) revela que, num universo de 215 casos relatados de abdução, dez envolveram experiências sexuais. Para alguns, o caso Villas Boas é o único "comprovado". "A casuística de relações sexuais com ETs é vasta, mas a ocorrência que talvez tenha causado maior rebuliço e discussão é a de Villas Boas", diz o ufólogo Gener Silva. "Há muita controvérsia. Porém, segundo a maioria, há indícios fortes de veracidade."
Um dos motivos para que muitos ufólogos acreditem na história de Villas Boas é o grande número de pormenores fornecidos por ele, sem que tenha havido nítida incongruência nos diversos depoimentos prestados. No entanto, Jeferson Martinho, editor da revista virtual Vigília, é mais cético. Segundo ele, as investigações sobre os supostos casos de relacionamento íntimo entre humanos e ETs "não foram efetivamente realizadas em ambiente acadêmico ou multidisciplinar o suficiente para eliminar hipóteses psicológicas importantes, como traumas causados por memórias reprimidas, distúrbios de ordem psicológica ou comportamental, etc. Além disso, há pontos consoantes demais com a tecnologia terrestre da época do ocorrido, denotando, no mínimo, uma reestruturação e reinterpretação das memórias que os protagonistas guardavam do episódio no momento do relato. No mínimo porque, no outro extremo - no máximo -, a possibilidade é que seja tudo mesmo fantasia".

GOSTOSURA OU TRAVESSURA?
Supondo que haja alguma verdade nos relatos de aventuras sexuais interplanetárias, cabe uma pergunta: afinal, por que os ETs iriam querer fazer sexo com os terráqueos? "Talvez queiram transar com a gente simplesmente pela experiência ou pela curiosidade científica. Talvez estejam procurando o resultado do sexo atávico. Temos de admitir também que eles devem ser avançados na questão genética e dominem suas conseqüências na reprodução da espécie, como clonagem, reprodução assexuada, etc. Ou, quem sabe, quebraram algum código de ética e não resistiram a uma travessura espacial?", especula Gener.
Os estudiosos do assunto dizem que o sexo interplanetário não deve fugir muito do padrão terrestre. "Segundo as narrativas, tudo acontece dentro da conceituação do normal", diz Gener. Os órgãos sexuais das espécies visitantes seriam parecidos com os dos humanos. O sexo não é consentido, mas também não chega a se configurar um estupro, já que a maior parte das "vítimas" declarou que as ETs não eram de se jogar fora. "Segundo relatos, principalmente do caso Villas Boas, ela era bonita, muito atraente e até sexy", confirma Gener.
Alguns estudos sugerem, no entanto, que quem faz sexo com extraterrestres corre o risco de sofrer distúrbios sexuais. Um dos casos mais comentados teria acontecido na noite de 13 de abril de 1979, em Maringá (PR). Joselino de Mattos, então com 21 anos, disse ter sido seqüestrado por alienígenas e forçado a transar com uma ET de feições humanas. Antes do ato propriamente dito, os malvados visitantes teriam masturbado o rapaz para sugar seu esperma - é o único caso relatado de masturbação interplanetária. Em conseqüência do abuso, Joselino declarou que, durante anos, teve dificuldade para manter relação sexual, fato que teria sido atestado por sua mulher, Marilene Mattos.
Para a americana Shane Kurz, o affair interplanetário teve resultados ainda mais traumáticos. No dia 15 de abril de 1968, em Westmoreland, nos Estados Unidos, "vozes" a teriam feito caminhar até o interior de um óvni, onde dois homens nus a esperavam. Eles eram magros, baixos, sem nariz e tinham a genitália parecida com a dos humanos. Os seres teriam estimulado Shane passando uma geléia no ventre e no peito da moça, que até então era virgem, e transaram com ela. Depois dessa experiência, Shane teve depressão, perdeu peso, sofria constantes dores de cabeça, a menstruação cessou, os olhos ficaram estrábicos.
"Para as mulheres, a coisa é mais complexa ainda. Há declarações de mulheres que teriam sido abduzidas, seu óvulo retirado e depois recolocado já fertilizado, iniciando uma gravidez assistida. Elas declaram também que, após três meses, são novamente abduzidas e o feto é retirado cirurgicamente", diz o ufólogo Vanderlei D’Agostino, consultor da revista UFO. "O objetivo disso, tanto para homens como para mulheres, seria uma possível tentativa de hibridização ou testes genéticos. Mas nada disso foi definitivamente comprovado."

"As investigações não foram feitas em ambiente multidisciplinar o suficiente para eliminar hipóteses importantes, como traumas causados por memórias reprimidas, distúrbios de ordem psicológica ou comportamental"
Jeferson Martinho, editor da revista vigília

Planos malignos

O filósofo e escritor americano David M. Jacobs, professor de História na Universidade Temple, na Filadélfia, acredita piamente na existência dos híbridos - fruto do cruzamento de humanos com extraterrestres. Jacobs escreveu dois livros a respeito, A Vida Secreta e A Ameaça. Segundo ele, ETs da raça greys teriam sido manipulados geneticamente por alienígenas superiores, tornando-se estéreis. A única esperança de sobrevivência dos greys seria a criação do Homo alienus, uma raça híbrida de humanos com ETs. Ainda segundo Jacobs, toda uma geração híbrida, idêntica aos humanos, mas com poderes telepáticos, já teria sido criada. O próximo passo seria a dominação total da Terra. Jacobs não é o único a acreditar em híbridos. O escritor inglês David Icke afirma em seus livros que, há 10 mil anos, ETs da raça reptiliana teriam se relacionado com fêmeas terrestres. Desse relacionamento teria surgido uma raça híbrida, que hoje governaria a Terra. Segundo Icke, a rainha Elizabeth II e o presidente George W. Bush seriam "reptilianos com capacidade de mudar de forma". E mais: Icke está convencido de que a morte da princesa Diana num acidente de automóvel, em 1997, teria sido, na verdade, um sacrifício ritual promovido pelos reptilianos. "Aqui só podemos especular. Há quem diga que ‘eles’ já estão entre nós, seja para o bem (uma futura interação definitiva entre nossa raça e outras que nos visitam), seja para o mal (uma intervenção não amigável em nosso planeta)", diz o ufólogo Vanderlei D’Agostino. "Mas há muita fantasia. A maioria dos relatos e declarações nada mais são do que invenções da mente do suposto abduzido, devido a traumas de infância ou à influência da mídia no nosso inconsciente."


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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Vai ser bom para você ??? Sexo


VAI SER BOM PARA VOCÊ? Sexo



A liberação sexual em curso no século 21 é única na história da humanidade. Pessoas de todas as idades e classes sociais têm acesso a uma quantidade cavalar de informações sobre o assunto - e à prática propriamente dita. Como reflexos dessa realidade, podemos perceber algumas importantes tendências, como a gradativa redução da idade para a iniciação sexual e a descoberta, pelas mulheres, de que o prazer pode ser desvinculado do compromisso afetivo.

"As mulheres têm buscado cada vez mais descobrir o prazer, ficaram mais exigentes e procuram uma prática com mais qualidade. Essa busca se espelhou, neste começo de século, nos homens, que eram o paradigma mais próximo. Elas começaram a fazer como eles, aumentando a prática sexual sem relação afetiva", diz a psiquiatra e sexóloga Carmita Abdo, doutora pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e fundadora do Projeto Sexualidade, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. "As mulheres descobriram que sexo é muito bom e que elas podem também aproveitar somente o momento. Que o cara que está ali com ela não precisa ser necessariamente seu namorado dali para a frente e aquele ato não existe somente para fins de reprodução", diz Carmita.

Autora do livro O Descobrimento Sexual do Brasil (Summus, 2004), Carmita aponta a redução da idade de iniciação sexual como uma das principais revoluções dos próximos anos. "Aumentou muito o número de adolescentes que se iniciam rapidamente no sexo com outros adolescentes na mesma idade. Caiu aquela velha história de os homens começarem na vida sexual com prostitutas mais velhas", afirma Carmita. "O fundamental, nesse caso, é que ambos tenham uma educação perfeita sobre o assunto, que saibam o que estão fazendo e suas conseqüências."

Os jovens estão se expondo ao sexo cada vez mais cedo. O ato sexual, muitas vezes explícito, está ao alcance dos olhos de qualquer um por toda a parte: na internet, na TV, no cinema, nas revistas, nos outdoors espalhados pelas ruas. Com isso, o sexo está se banalizando. "A pornografia de hoje é muito mais vulgar do que era há 30 anos. Não existe senso de humor, não existe aquela transgressão de testar os limites da sociedade, porque atualmente não existem mais esses limites", diz a jornalista americana Dian Hanson, autora da enciclopédia History of Men’s Magazine (Taschen Books, 2004).



VULGARIZAÇÃO

Instrumento facilitador para quase todas as evoluções do mundo moderno, a internet está ajudando a vulgarizar o ato sexual. Sites de sexo explícito abundam em toda a rede, enquanto a onda de blogs e fotologs atiça a sanha tanto dos que gostam de observar como dos que adoram se exibir. A goiana Wilsiane dos Santos Araujo é dona de um fotolog que chega a ter 40 000 acessos semanais. Tudo porque Wil, como gosta de ser chamada, capricha em suas fotos sensuais. "Não coloco as fotos somente para me exibir. Me divirto muito sendo observada. Meu estilo é sexy. Gosto de decote, de saias curtas", conta Wil.

Alguns desses fotologs mostram garotas adolescentes beijando e se relacionando com suas amigas. Dizem ser bissexuais, embora gostem mais de meninos. A psicóloga Cláudia Barrozo, do Núcleo de Psicodrama de Goiânia, diz que esse "fenômeno" pode ter sido despertado, principalmente, pela mídia. "A TV, por exemplo, dita as novidades, lança a idéia para que as pessoas discutam e, quando isso não acontece, elas apenas reproduzem aquele comportamento. O ponto principal é perguntar: existe um espaço de discussão nas famílias?", questiona a psicologa.

Outra novidade para as próximas décadas, segundo a escritora americana Barbara Ehrenreich, autora do livro Nickel and Dimed (Owl Books, 2002), é o monossexualismo. Isso mesmo: pessoas que não querem se relacionar sexualmente com outras pessoas podem muito bem levar uma vida normal. Podem, inclusive, ter filhos sem fazer sexo, graças às novas técnicas de reprodução assistida. As mulheres já podem recorrer a um banco de sêmens e engravidar sem necessidade de se relacionar com homens. E os homens monossexuais poderão, no futuro, ter um banco de óvulos congelados à sua disposição - é verdade que, pelo menos por um bom tempo, eles ainda vão depender de uma "barriga de aluguel" para aumentar a prole.

Mas onde vamos parar com tudo isso? Qual será a grande mudança no comportamento sexual na próxima década? "A grande revolução será no âmbito da aceitação. A sociedade vai aceitar melhor as diferenças, o sexo sem culpa, o prazer para homens e mulheres. Essa, sim, será a grande mudança", diz a sexóloga Carmita Abdo. Já a jornalista Dian Hanson acha que, no final, tudo continuará na mesma. "O sexo no futuro será basicamente como é no presente e como foi no passado", afirma. "A maioria sempre vai buscar o compromisso, o casamento, a monogamia. Existe uma coisa que não muda, apesar da tecnologia: o amor."
Em resumo: para o alívio geral, aconteça o que acontecer nos próximos anos, parece que o sexo continuará sendo muito bom.


Tendências




- MULHERES

Seguindo o exemplo dos homens, as mulheres estão descobrindo cada vez mais que o sexo pode ser atividade prazerosa desvinculada da relação afetiva.



- JOVENS

Cresce o número de adolescentes que se iniciam no sexo com pessoas da mesma idade, em vez de recorrerem à ajuda de pessoas mais velhas.



- VULGARIZAÇÃO

O sexo está cada vez mais facilmente disponível por toda a parte: na internet, na TV, no cinema, nas revistas, nos outdoors. Não há mais limites a ultrapassar.



- MONOSSEXUALISMO
Quem não quiser se relacionar sexualmente com outras pessoas poderá levar uma vida normal, sem sentimento de culpa.


Variações sobre um velho tema




Entre os anos 60 e 70 do século passado, a revolução sexual transgrediu costumes, deslocou pudores e desnudou alguma pele; nos anos 80 e 90, com o surto da aids, a revolução deu uma freada. Somos, de certa forma, mais caretas do que fomos. Há uma disputa corrente no mundo, entre conservadores e liberais. Em comum, estão todos descontentes com as coisas como estão. Uns vencerão nuns países, outros vencerão noutros. É bem possível que o cinema pornográfico atinja um ápice de consumo nos próximos anos e entre em lento declínio. Expôs o sexo como nunca dantes, mas continuará incapaz de contar uma história. Aos poucos, assim como a nudez abriu espaço no cinemão, também virá o sexo explícito. Aqui e ali, no cinema independente, ele já dá suas caras. Em dez anos, uma grande estrela de Hollywood vai fazer uma cena de sexo à vera.

De país em país, a partir da Europa, o casamento entre homossexuais será institucionalizado. Começa já, já. Alguns lugares demorarão bem mais para legalizar a prática. Mas numa ou duas décadas serão como países onde mulheres não votam. Arcaicos, medievais. Virão novos fetiches, novos químicos que resolverão problemas vários e estimularão um quê, o aperfeiçoamento das técnicas de mudança de sexo, o aborto será legal nuns cantos, em outros não; a aids fatalmente terá sua cura. Mas, no fim, todas as novidades parecerão já previstas e nenhuma mudança espantará, de fato, uma velha prostituta francesa. Para quem já viu de tudo, o novo permanecerá uma variante sobre o mesmo (velho) tema.


Pedro Doria é jornalista, escreve para o site No Mínimo (www.nominimo.com.br) e na Folha de S. Paulo


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domingo, 26 de dezembro de 2010

Aids é uma doença que já matou milhões de pessoas no mundo todo

AIDS É PURA INVENÇÃO?



Aids é uma doença que já matou milhões de pessoas no mundo todo. Mais precisamente - até o fechamento desta edição -, os mortos já somavam 22 milhões. Diz a OMS (Organização Mundial da Saúde) que atualmente existem cerca de 42 milhões de infectados no planeta, sendo 14 000 casos novos descobertos por dia. Diante desses números assustadores, não há como negar que a epidemia exista, certo? Atualmente, pode ser. Mas, até o início dos anos 90, muita gente jurava que a doença tinha sido inventada por uma mídia ávida por notícias novas e bombásticas. "Você conhece alguém que morreu de Aids?", perguntavam os céticos. Como, em geral, a resposta era um sonoro "não", estava aí a legitimidade de que tanto precisavam. É lógico que, diante da doença que começou a bater na porta de todos nós, hoje em dia pouca gente seria capaz de levantar essa lebre.

Acontece que o boato foi apenas um entre as diversas histórias que surgiram em torno da Aids, identificada pela primeira vez, oficialmente, nos Estados Unidos, em 1981. Na verdade, vamos voltar só um pouquinho no tempo: no dia 12 de dezembro de 1977, morria, aos 47 anos, a médica e pesquisadora dinamarquesa Margrethe P. Rask. Ela havia morado na África e começara a apresentar diversos sintomas estranhos para sua idade. A autópsia revelou que seus pulmões estavam repletos de microorganismos, que ocasionaram um tipo de pneumonia, causando a morte por asfixia. Estudiosos acreditam que o caso dela tenha sido o primeiro óbito por Aids registrado no mundo.

A pergunta que surgiu na época era: o que estava acontecendo? A resposta aos conspirólogos - e, pior, a muita gente séria por aí - só viria mais de 20 anos depois, quando cientistas americanos conseguiram mapear a origem do vírus HIV: a epidemia teria surgido mesmo no centro da África, numa região onde o vírus, antes encontrado somente em chimpanzés, foi transmitido para os humanos através de contato ocasional entre esses animais e os homens. Você pode imaginar o que as mentes poluídas de plantão pensaram, não é? Sim, que humanos andaram transando com os macacos ancestrais e espalharam a doença. "Muitas tribos locais tinham o hábito de caçar chimpanzés. Esses animais eram mortos e esquartejados no local onde eram abatidos, havendo portanto intensa manipulação de sangue, o que facilita a contaminação", esclareceu o infectologista Esper Kallás, da Unifesp (Universidade Federal de Medicina), quando o assunto foi levantado em uma conversa com o médico Drauzio Varella.

ARMA BIOLÓGICA

Já outros conspirólogos, mais dados a jogos de guerra do que à sacanagem propriamente dita, acreditam que a Aids foi uma doença fabricada em laboratório. Sim, caro leitor, esqueça os chimpanzés africanos de outrora. Até porque, segundo Peter Duesberg, professor de Biologia Molecular da Universidade da Califórnia, a Aids americana é diferente daquela encontrada na África - ele afirma que esta última seria resultado de má nutrição. Para essas mentes preocupadas, o governo americano teria desenvolvido o HIV artificialmente para usá-lo um dia como arma biológica. Só que, como seria previsível numa situação dessas, a criatura acaba fugindo das mãos do criador. O vírus letal teria escapado dos cientistas, sabe-se lá como, e começado a fazer vítimas pelo mundo - iniciando pelos próprios Estados Unidos, em Washington e Nova York.
Se você duvida, saiba que existem até governantes que acreditam nisso. Veja só: "A epidemia da Aids é uma guerra biológica produzida por certos Estados, e não uma doença natural", declarou o presidente da Namíbia, Sam Nujoma, à agência France Press, durante uma convenção em Genebra (Suíça), em janeiro de 2000. "Trata-se de uma doença fabricada pelo homem. A verdade é que a Aids não apareceu na África. Nós simplesmente nos convertemos em suas vítimas", afirmou, sem, no entanto, esclarecer quais seriam esses Estados criminosos. Fala sério, hein, presidente!

Eu acredito!

"Depois das revoluções sexuais e culturais dos anos 60 e 70, o mundo parecia caminhar para uma sociedade de puro sexo, drogas e rock’n’roll. O que os ultraconservadores podiam fazer para impedir uma coisa dessas? Puxar as rédeas do sexo e das drogas injetáveis foi fácil - bastou criar um vírus em laboratório, testá-lo em macacos africanos e espalhá-lo pelo mundo. Já o rock´n’roll deu mais trabalho: exigiu um exército de boys band e popstars pré-fabricadas. Mas eles venceram."
Rafael Kenski, repórter da SUPER, é a favor do sexo seguro.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Paternidade a dois - HIV

PATERNIDADE A DOIS



A década de 80 começou com um grande desafio para a ciência: identificar a causa de uma nova e fulminante doença, cujos sintomas incluíam manchas na pele, emagrecimento rápido e um tipo até então raro de câncer, o sarcoma de Kaposi. A urgência se justificava não apenas pela necessidade de tratar os doentes, mas sobretudo para evitar o pânico que ameaçava se espalhar pelo mundo: àquela altura, não se sabia se a recém-batizada Síndrome da Deficiência Imunológica Adquirida (Aids) poderia ser transmitida pelo ar ou pelo contato social. Houve um momento em que a doença foi tachada de "peste gay", devido à concentração de casos, numa primeira fase, entre homossexuais masculinos.

Duas equipes de cientistas se destacaram na investigação da doença. De um lado, o grupo liderado pelo francês Luc Montagnier, do Instituto Pasteur, na França. De outro, a equipe do americano Robert Gallo, do Instituto Nacional do Câncer, nos Estados Unidos. Em maio de 1983, Montagnier isolou um vírus que acreditava ser o causador da Aids. Em abril de 1984, Gallo anunciou a descoberta de um vírus e patenteou um teste para identificá-lo. Montagnier desconfiou tratar-se do mesmo vírus e reivindicou a paternidade da descoberta, dando início a uma polêmica que se arrastou por anos.
Em 1989, a imprensa americana levantou dúvidas sobre o comportamento de Gallo no processo. O vírus descoberto por ele, batizado de HIV (Human Immunodeficiency Virus), não apenas seria o mesmo que Montagnier anunciara, como surgiu a suspeita de que amostras tivessem sido surrupiadas do laboratório francês. O Departamento de Saúde americano investigou o caso e concluiu que Gallo cultivou vírus fornecidos pela equipe de Montagnier, a partir de amostras intercambiadas pelos dois centros. Gallo alegou que poderia ter ocorrido uma "contaminação" acidental. Em 1995, os Estados Unidos admitiram que os pesquisadores do Instituto Pasteur haviam identificado o HIV antes da equipe de Gallo. Apesar da controvérsia entre os dois cientistas, hoje se considera que o grupo de Montagnier foi o primeiro a identificar o HIV, mas o grupo de Gallo contribuiu significativamente para demonstrar que o vírus é o causador da Aids. Assim, ambos os cientistas passaram a ser reconhecidos como co-descobridores do vírus. Gallo dirige atualmente o Instituto de Virologia Humana da Universidade de Maryland, em Baltimore, nos Estados Unidos. Montagnier comanda o Departamento de Aids e Retrovírus do Instituto Pasteur, em Paris. Encerrada a disputa pela paternidade do vírus HIV, os dois cientistas chegaram a trabalhar juntos em pesquisas sobre a Aids.

O impacto da descoberta
A identificação do HIV, vírus que ataca o sistema imunológico do organismo, foi o ponto de partida para o combate à Aids, doença que mudou o comportamento sexual a partir dos anos 80. O desenvolvimento de uma vacina para a Aids é das maiores aspirações atuais da humanidade

Geração pós-HIV
O mundo nunca mais foi o mesmo depois da explosão de casos de Aids. Se a geração dos anos 60 cultuou o amor livre, a dos anos 80 se viu obrigada a mudar o comportamento em função dos riscos de pegar Aids. Com a descoberta de que o HIV é transmitido por via sexual ou através do sangue, o uso de preservativos passou a ser obrigatório e compartilhar seringas virou sentença de morte. A decadência física do doentes e a proliferação de celebridades vitimadas - Rock Hudson (1985), Lauro Corona (1989), Cazuza (1990), Freddie Mercury (1991) - foram suficientemente assustadoras para promover a prevenção.
Nos anos 90, o desenvolvimento dos remédios que compõem o coquetel de combate ao HIV trouxe qualidade de vida aos doentes, atuando contra as infecções oportunistas e reduzindo a debilidade física. A doença deixou de parecer tão devastadora e muita gente se descuidou. Mas a Aids continua sem cura - e matando. Estima-se que foram 3 milhões de baixas e 5 milhões de novas infecções em 2003, fazendo subir para 38 milhões o número de pessoas que vivem com o vírus no mundo.

Um golpe na moleza - Viagra

UM GOLPE NA MOLEZA - Viagra



Chamando-o por sua denominação oficial, citrato de sildenafil, quase ninguém é capaz de reconhecê-lo. Mas recorrendo ao nome com o qual o produto chegou ao mercado, em 1998, nenhum terráqueo minimamente informado dirá que não conhece o Viagra, a milagrosa pílula azul que surgiu para combater um dos maiores fantasmas masculinos: a impotência sexual. Sildenafil é o nome da droga - sintetizada a partir da análise minuciosa do funcionamento do órgão sexual masculino - que inibe a ação da enzima responsável pelo relaxamento das veias do pênis. Dessa forma, evita-se que ele fique flácido. O processo funciona em 80% dos casos. A substância começa a agir cerca de meia hora após ingerida e permanece por quatro horas no corpo, período em que o pênis se torna capaz de responder satisfatoriamente a estímulos. O medicamento não deve ser ingerido depois de comer ou após tomar bebidas alcoólicas e é necessário haver estímulo sexual para surtir o efeito desejado.

Apesar de caro, logo o produto se tornou um sucesso de vendas - e não por acaso. Estima-se que metade dos homens acima de 40 anos sofra, em algum estágio, de disfunção erétil. O problema pode ser causado por fatores como pressão alta, colesterol, diabetes, estresse e depressão. De acordo com projeção do laboratório que produz o medicamento, mais de 16 milhões de homens já fizeram uso do Viagra. Em média, a cada minuto, 500 pílulas azuis são consumidas ao redor do mundo.
O Viagra reinou sozinho no mercado nos primeiros anos, tempo suficiente para que a marca lançada pela Pfizer se transformasse em substantivo comum - a exemplo do que aconteceu com "gilete" como sinônimo de lâmina de barbear ou "aspirina" como sinônimo de comprimido para dor de cabeça. Outros produtos na mesma linha foram lançados nos últimos tempos, alguns deles com promessa de efeitos mais prolongados. Uma das novidades esperadas na área para os próximos anos é uma versão em spray do Viagra, que proporcione efeitos ainda mais rápidos.

De volta à festa
Embora tenha surgido para tratar de um problema de saúde - a disfunção erétil -, o Viagra logo ganhou uso "recreativo". Muitos homens sem dificuldades sexuais driblam a exigência de prescrição médica e usam o remédio para ampliar o tempo de ereção, obter maior prazer e impressionar a parceira ou o parceiro. Especialistas temem que esse tipo de uso crie dependência psicológica. Há também preocupação com possíveis conseqüências a longo prazo, embora a princípio não haja contra-indicações para o uso diário - exceto em casos de associação com determinados remédios, como aqueles à base de nitrato, freqüentemente usados contra dores no peito. Ao trazer de volta à vida sexual milhões de homens que se julgavam "aposentados", o Viagra promoveu uma verdadeira revolução na Terceira Idade.
O fenômeno chegou a tal ponto que nos Estados Unidos há campanhas de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis voltadas para essa faixa etária (há grande dificuldade para convencê-los a usar preservativos). Nos Estados Unidos e na Europa, 10% dos novos casos de contaminação por HIV ocorrem em pessoas a cima de 50 anos.

O impacto da descoberta
Ao amenizar um dos maiores problemas sexuais, a impotência masculina, o Viagra contribuiu para melhorar a qualidade de vida não só dos homens afetados pelo problema, mas também das suas parceiras e de seus parceiros.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

E se humanos tivessem só um sexo ???

E SE... HUMANOS TIVESSEM SÓ UM SEXO?



Esqueça a briga pelo controle remoto e a fila para disputar o buquê de noiva. Ignore a passeata do orgulho gay e o Dia Internacional da Mulher. Abstenha-se de qualquer papo cujo objetivo seja discutir a relação a dois e deixe de lado aqueles livrinhos que promovem a conciliação entre o universo feminino e o masculino. Afinal, na sociedade do sexo único, todo mundo nasce igualzinho e ninguém faz sexo. As pessoas se auto-reproduzem.

Para garantir a sobrevivência da espécie o novo humano seria fisicamente parecido com a mulher. Isso porque o aparelho reprodutor delas é mais completo que o deles: além do útero, onde o feto se desenvolve, elas têm glândulas mamárias, que garantem alimento ao recém-nascido. "E são os hormônios femininos que permitem a gestação", diz Carlos Alberto Petta, professor de ginecologia da Unicamp. Mas, no lugar de um óvulo ou um espermatozóide com 23 cromossomos, o novo humano teria um "nóvulo" com 46 cromossomos. Com a carga genética completa, ele não precisaria de um parceiro para lhe fecundar e os seres simplesmente não fariam sexo.

O presidente da Associação Médica Brasileira de Sexologia, José Carlos Riechelmann, acredita que as mudanças seriam ainda mais radicais no assunto comportamento. Palavras como casal e amor não constariam do dicionário dessa sociedade. É que, em última instância, ao procurarmos uma namorada, nosso objetivo é levar nossa carga genética adiante. Mensagens apaixonadas e flores não passam de um ritual para apagar a luz e rolar na cama. O ser de sexo único não entraria nessa porque não precisaria de um parceiro para ter filhos. Diga aí, que tal a vida sem sexo, comédia romântica e jantar à luz de velas?
Além de chato, isso pode ser perigoso. Os seres auto-suficientes estariam em perigo de extinção por causa de sua pequena variabilidade genética. O sexo com fins reprodutivos é uma poderosa ferramenta evolutiva. É que a reprodução sexuada garante a troca de genes entre os parceiros e, portanto, permite a variabilidade genética de seus descendentes. "Sem sexo, os seres seriam clones uns dos outros e estariam extremamente frágeis às alterações do meio", esclarece Nilda Maria Diniz, professora do Departamento de Biologia da Universidade de Brasília (UnB). Então, trate de conciliar as diferenças...