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domingo, 12 de janeiro de 2020

Pesquisa que criou bebês com genes manipulados pode ter causado mutações indesejadas

Pesquisa que criou bebês com genes manipulados pode ter causado mutações indesejadas


Em 2018, o controverso cientista chinês He Jiankui estampou as manchetes ao anunciar a criação dos primeiros bebês geneticamente manipulados do mundo. 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Queixo protuberante de família real europeia é fruto de relações consanguíneas

Queixo protuberante de família real europeia é fruto de relações consanguíneas


A Casa de Habsburgo foi uma dinastia de nobres que governou diversos países da Europa, como a Áustria, Países Baixos, Portugal e Espanha entre os séculos XV e XX. 

sábado, 19 de outubro de 2019

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Cientistas sintetizam organismo vivo totalmente editado pela primeira vez

Cientistas sintetizam organismo vivo totalmente editado pela primeira vez


Pesquisadores britânicos alcançaram um feito inédito na história da engenharia genética. 

segunda-feira, 18 de março de 2019

Quem é LUCA, o antepassado em comum de todos os seres vivos do planeta Terra ?

Quem é LUCA, o antepassado em comum de todos os seres vivos do planeta Terra ?


Se a trajetória evolutiva de todos os seres vivos do planeta Terra fosse desvendada, percorrendo uma linha do tempo que remonta a 3,9 bilhões de anos, seria possível chegar até os antepassados comuns que deram origem às primeiras formas de vida. 

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Cães têm origem na Ásia Central, indica pesquisa genética


Cães têm origem na Ásia Central, indica pesquisa genética

Cachorros podem ter surgido na Ásia Central, segundo pesquisa genética feita nos EUA (Foto: Reuters/Thomas Peter)

Estudo analisou genes de mais de 5 mil cães - entre cachorros de raça e de rua.

Ao longo de séculos e até milênios, cachorros passaram por uma "reprodução seletiva" controlada por seres humanos e, até hoje, podem ser considerados um dos animais mais diversos do planeta. Mas onde eles surgiram inicialmente?

segunda-feira, 30 de março de 2015

Pesquisa genética revela que DNA de índios botocudos é da Polinésia


Pesquisa genética revela que DNA de índios botocudos é da Polinésia


Descoberta reforça tese de que os polinésios participaram do povoamento da América e desembarcaram no continente séculos antes do que os europeus.

Na época da colonização portuguesa, diversos grupos indígenas que ocupavam as regiões onde hoje se encontram os estados de Minas Gerais e Espírito Santo receberam o nome genérico de “botocudos”, em referência aos botoques que utilizavam para ornamentar o rosto – aqueles grandes discos de madeira que alargavam a boca e as orelhas. Apesar de terem sido muito numerosos naquela época, hoje estão praticamente extintos.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Estudo genético confirma Hitler descendia de judeus e africanos


Estudo genético confirma Hitler descendia de judeus e africanos


Um estudo genético feito, recentemente, a partir de amostras de saliva de 39 familiares de Adolf Hitler confirmou o paradoxo já suspeito: o líder nazista tinha raízes judaicas e africanas, ou seja, seus antepassados eram, de acordo com sua visão sinistra, de “raças sub-humanas”.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Procuram-se super-heróis genéticos


Procuram-se super-heróis genéticos


O entendimento de doenças genéticas tem se beneficiado muito com os recentes avanços e progressos da genômica, especialmente no que se refere ao sequenciamento do DNA. A tecnologia tem evoluído tanto que em breve será possível sequenciar todos indivíduos do planeta, principalmente com a queda no custo operacional. 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Pesquisadores investigam suposta informação extraterrestre escondida em nosso DNA


Pesquisadores investigam suposta informação extraterrestre escondida em nosso DNA


Há muitos anos, os cientistas procuram, nas profundezas do espaço, algum indício de vida extraterrestre, mas a resposta poderia estar muito mais próxima do que imaginávamos. Seria possível existir uma mensagem de outros seres dentro de nós mesmos?

segunda-feira, 31 de março de 2014

A sentença é Genética - Câncer de Mama


A SENTENÇA É GENÉTICA - Câncer de mama


O gene causador dos tumores nos seios foi identificado. Agora, ficou mais fácil prevenir a doença que afeta uma em cada oito mulheres no mundo incidência entre as mulheres do planeta.


segunda-feira, 24 de março de 2014

Genética é Destino - Debate


GENÉTICA É DESTINO - Debate


Já não é mais ficção científica. Exames podem detectar doenças futuras em pessoas hoje sadias. A nova tecnologia permite revolucionar a medicina preventiva, mas também trouxe vários casos de abuso da privacidade. Começou a era da discriminação genética.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Zoológico: Arca de Noé do Futuro - Preservação


ZOOLÓGICO: ARCA DE NOÉ DO FUTURO - Preservação


Em Londres, o mais antigo zôo do mundo se prepara para deixar de ser apenas um parque de exposição e se dedicar à recuperação genética de espécies ameaçadas.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A Ciência de um provocador - Entrevista

A CIÊNCIA DE UM PROVOCADOR - Entrevista


O cientista americano provoca mutações nos genes que coordenam a formação do corpo nas moscas Drosophila. Com isso, ele vem decifrando o desenvolvimento dos embriões na evolução das espécie

terça-feira, 17 de setembro de 2013

O Homem Decifrado - Genética


O HOMEM DECIFRADO - Genética


O segredos da vida, de acordo com a genética, se produzem a uma prosaica combinação de quatro substâncias chamadas adenina, citosina, e timina, abreviadas pelas letras A, C, G, T. Com elas se constroem os genes que por sua vez, organizam a montagem de milhões de outras substâncias para dar forma aos organismos vivos - qualquer tipo de animal, planta ou micróbio existente no planeta. Daí o entusiasmado que cerca o Projeto Genoma, um esforço mundial para ler cada "letra"dos 50 000 ou 100 000 genes do homem. Cerca de 5% desse monumental empreendimento está pronto, o que é pouco, argumentam alguns cientistas. Em casos, porém, o ritmo de leitura está se acelerando de modo surpreendente, e pode alterar as expectativas a curto prazo.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Ratos Humanos - Genética


RATOS HUMANOS - Genética



Fabricados num tubo de ensaio, eles têm  em seu organismo substâncias ou órgãos do homem ou de outras espécies e por isso tornam-se modelosideais para o estudo de diversas doenças

As doenças, por motivos óbvios, estão entre os fenômenos naturais cuja compreensão mais interessa ao homem. Infelizmente, é impossível estudá-las por meio de experimentos, como se faz, com grande sucesso, em outras áreas do conhecimento. Certamente, não se pode provocar um distúrbio em uma pessoa para tentar elucidar as suas causas. A própria ciência, no entanto, encarregou-se de romper os limites naturais e acabou descobrindo um método excepcional de simular os males humanos no corpo dos ratos. Já existem animais especialmente talhados para desenvolver a calvície, o câncer, o diabetes e a hepatite, entre muitos outros exemplos. E, para coroar essas proezas, parece cada dia mais próxima a possibilidade de se fabricar um rato aidético. 

A força da nova técnica é evidente: para estudar os males humanos, já não é preciso procurar animais naturalmente suscetíveis a doenças análogas a esses males humanos, nem tentar induzi-los por meio de drogas. Tais métodos são úteis, sem dúvida, a tal ponto que se colecionam raras linhagens de ratos com esse fim. Mas isso não é o ideal. O que se procura agora é recriar uma doença completa no organismo de uma cobaia e assim desnudar, com precisão jamais alcançada, o emaranhado de reações químicas existentes nas células. Uma analogia ajuda a entender como isso é feito. Afinal, apesar de seu volume microscópico, as células são verdadeiras fábricas. No seu interior, fazendo as vezes de engrenagens, milhares de substâncias movimentam-se para elaborar os produtos essenciais ao organismo.Não é fácil, portanto, investigar os possíveis defeitos das engrenagens, ou os equivalentes das doenças, de acordo com essa analogia. Mas, além de engrenagens, as células também têm um roteiro de trabalho, por meio do qual é muito mais simples entender o funcionamento da fábrica. Esse roteiro está inscrito nos genes, substâncias-capatazes cuja função é orientar o trabalho das substâncias-engrenagens Os problemas da calvíce, por exemplo, mostram como o estudo dos genes pode ser útil. Eles têm origem na linha de montagem da queratina, o principal ingrediente dos cabelos, cuja produção exige cerca de vinte comandos químicos diferentes.
Em vista disso, os bioquímicos decidiram sabotar pelo menos um desses comandos para ver que tipo de doença poderiam produzir. Primeiro, extraíram do organismo de uma ovelha um gene de nome IF, um dos responsáveis pela produção de queratina. Depois, num tubo de ensaio, copiaram-no diversas vezes e introduziram as cópias nas células sexuais de uma rata prenhe. Como resultado, os filhotes da rata herdaram as instruções defeituosas inseridas na mãe; por ter genes de uma outra espécie, a ovelha, esse tipo de animal é chamado transgênico. Os cientistas haviam imaginado um defeito simples, em que um gene começa a trabalhar mais do que o normal e provoca um desequilíbrio danoso na química celular. O excesso de cópias poderia simular esse efeito.
A experiência confirmou a hipótese, pois os filhotes nasceram suscetíveis à calvíce. Mais do que isso, apresentavam muitos desequilíbrios químicos efetivamente observados nas pessoas que têm problema com os cabelos. Assim, apesar de não deslindar a causa desses males, a experiência mostrou como procurar pelo fio da meada. Não se deve pensar que a questão se resume ao excesso de uma substância. A lição extraída é que uma simples mudança na quantidade altera por completo as instruções originais de um gene, sejam elas quais forem. "Os animais transgênicos desvelam as verdadeiras ações dos genes dentro dos organismos", ensina a bioquímica Brenda Leckie, do Centro de Pesquisas Médicas, de Glasgow, Escócia.
Ela analisa uma intrigante experiência, na qual alguns ratos receberam uma cópia extra do gene produtor de renina, substância associada ao controle da pressão sangüínea. Quando injetada no sangue de um animal qualquer, inclusive o homem, a renina provoca hipertensão. Nesse caso, porém, o que se observou foi algo bem diferente: embora sofressem de pressão alta, os ratos não tinham elevada concentração de renina no sangue. Isso prova que não há uma relação simples entre o excesso de trabalho de um gene e as alterações provocadas por ele. Ainda não existe uma pista bem definida sobre os furtivos caminhos desse gene. Mas há indícios de que ele estabelece uma verdadeira revolução na química dos vasos sangüíneos, do coração ou dos rins, em cujas células ele costuma trabalhar. Resultados parecidos podem advir das traquinagens bioquímicas de um gene humano, denominado Apo CIII, que hoje tornou-se suspeito personagem de diversas doenças.Quando se enxertam muitas cópias de Apo CIII numa rata, seus filhotes tornam-se superprodutores de apolipoproteína, substância aparentada ao colesterol. Como decorrência, sofrem de hipertrigliceridemia, ou HTG, distúrbio comum em pessoas com problemas nas coronárias. Em outras palavras, a experiência faz pensar que a causa da HTG é um excesso de trabalho do Apo CIII. Mas esse fato é ainda mais significativo quando se sabe que a HTG também está associada a diabetes, obesidade, pancreatite, deficiência renal crônica, estresse e até alcoolismo.
A criação de modelos para as doenças, embora recente, transformou-se na aplicação de maior sucesso dos animais transgênicos. Fabricam-se muitos outros tipos de bichos mistos, como as cabras com um gene humano produtor de insulina, cujas células tornam-se fábricas ambulantes desse importante medicamento para diabéticos. Um problema com cabras desse tipo é que a insulina brota de vários tipos de células, quando o ideal seria concentrar a produção nas tetas. Assim, seria mais prático coletá-la. De qualquer modo, considera-se que a experiência é um sucesso. Já se fazem, também, porcos magros, animais que recebem um gene humano responsável pela produção de hormônio de crescimento. Outras experiências utilizam um gene de boi do mesmo tipo, com efeito quase idêntico.
Em conseqüência disso, crescem mais esbeltos e desenvolvem uma carcaça com menor proporção de gordura, comparados a seus iguais da natureza. O mesmo pode-se fazer em organismos tão diferentes quanto o dos peixes. Esse tipo de animal, inicialmente, era acometido por severos efeitos colaterais, geralmente devido a uma imperfeita extração dos genes. No entanto, a técnica está sendo aparada rapidamente. Na realidade, os genes dos hormônios de crescimento ganharam uma aplicação mais direta: já estão nascendo porcos anões, duas vezes menores que o normal. É o que diz o geneticista Francisco Duarte, da Faculdade de Medicina (USP) de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. "Estamos nos preparando para gerar um miniporco e um microporco", conta ele, animado com a perspectiva de iniciar a pesquisa com transgênicos no Brasil.
Esses estranhos suínos têm uma dupla finalidade. O miniporco deverá ser criado como um substituto para a leitoa, que é excessivamente gorda quando jovem. O microporco terá grande utilidade na toxicologia, para testar o nível de perigo dos agentes tóxicos industriais e agrícolas. O porco tem um organismo bastante análogo ao do homem e sua reação aos venenos pode ser considerada uma indicação confiável sobre as reações humanas. Mas o tamanho dos animais, atualmente, torna difícil criá-los em laboratórios. O pesquisador quer resolver o problema. "Os microporcos o contornarão."O trabalho em Ribeirão Preto terá início em março e deve avançar ao longo dos próximos anos. Nesse caso, haverá uma auspiciosa corrida, já que inúmeros outros laboratórios do país apostam no estudo dos animais transgênicos. No Rio de Janeiro, nas dependências da Universidade Federal, prevê-se o nascimento, em breve, do primeiro rato transgênico nacional. "Ele será o protótipo de um futuro boi transgênico imune à febre aftosa", proclama o pesquisador Rodrigo Brindeiro. A aftosa é uma das maiores ameaças aos rebanhos, e um boi capaz de resistir a ela faria uma revolução nos campos. Portanto, já de saída, abrem-se largos horizontes para uma tecnologia transgênica tipicamente brasileira.
Finalmente, um dos maiores sucessos dos últimos tempos são os ratos híbridos mas não transgênicos. Em vez de genes, logo que nascem, esses animais recebem transplantes de células humanas. Assim, crescem dotados de miniaturas de órgãos humanos, verdadeiros penetras em seu organismo. São pequenas cópias do fígado, timo, rins, pulmões e diversas outras peças básicas do corpo. O grande sucesso dessa tecnologia são recriações, na escala dos ratos, do sistema imunológico humano, uma proeza concebida e executada, em primeiro lugar, pelo médico Michael Cune, do Hospital Geral de San Francisco, na Califórnia, Estados Unidos. Seus ratos têm uma dupla capacidade.Primeiro, porque desenvolvem um sistema imunológico humano perfeitamente capaz de defendê-los. Segundo, porque esse sistema pode fracassar, exatamente como ocorre durante um ataque de AIDS. Essa segunda característica é uma triste prerrogativa dos homens, os únicos animais vulneráveis ao vírus desse mal. Mas, aparentemente, os ratos de Cune também terão esse potencial, daqui para a frente, fato que Ihes dá imenso valor para a Medicina. No inicio não se dava crédito a Cune e ainda não há certeza sobre o verdadeiro valor dos seus ratos. Agora, inúmeros outros vírus humanos infestam ratos híbridos e fortalece-se a idéia de que as doenças do homem podem ser forjadas de maneira independente do seu próprio organismo.   


domingo, 18 de novembro de 2012

Saiba como a bicicleta revolucionou o sexo e a genética

Saiba como a bicicleta revolucionou o sexo e a genética


Bicicleta surgiu no século 19 (Foto: BBC)

Invenção foi crucial para evolução humana, diz geneticista britânico.

Que invenção pode ter sido mais revolucionária para o sexo do que a pílula anticoncepcional, a camisinha ou o Viagra? Para um dos geneticistas mais renomados da Grã-Bretanha, a resposta é clara: a bicicleta.
Stephen Jones, professor do University College de Londres (UCL), uma das mais respeitadas instituições de ensino e pesquisa do país, destaca que a invenção da bicicleta foi o evento mais importante dos últimos 100 mil anos da história da evolução humana.

Para Jones, em entrevista ao programa da BBC Science Club, a bicicleta "fez com que os homens não se limitassem mais a encontrar sua companheira sexual na porta ao lado, mas, sim, transportar-se a aldeias vizinhas e manter relações sexuais com uma mulher do povoado ao lado".

Transporte barato e eficiente
Embora a bicicleta tenha sido inventada no início do século 19, não foi até pouco mais de um século atrás que se converteu em um fenômeno de massa. Os primeiros modelos tinham rodas pesadas e pouco confiáveis, mas dois elementos transformaram a bicicleta em um dos milagres da tecnologia moderna: a corrente e as rodas com raios.

A roda com raios feitos de cabos de metal finos e esticados permitiu acelerar o funcionamento da bicicleta.
Antes da criação da corrente dentada, as rodas eram acionadas por meio de pedais acoplados, o que obrigava contar com uma roda frontal de enorme tamanho, que acabava sendo incômoda e instável.

A corrente, além das marchas, permitiu que, com apenas uma volta do pedal, a roda se movesse várias vezes e assim foi como nasceram, há um século, as bicicletas "seguras para damas". Dessa forma, essa maravilha da engenharia se converteu em um sistema de transporte barato, eficiente, e acessível a homens e mulheres de todas as classes sociais.

Mais 'paqueras' e menos piano
A imprensa da época na Grã-Bretanha reportou que a invenção mudou a forma de cortejo entre os jovens do final do século 19. Nos jornais britânicos daqueles dias, é possível encontrar notícias de que a bicicleta reduziu a frequência do comparecimento de pessoas à igreja, criou novas tendências de cortejo entre os jovens e até mesmo provocou uma diminuição no uso do piano.

Mas, além das transformações sociais, a ciência destaca que a contribuição mais importante da bicicleta se refletiu nos nossos genes. Stephen Stearns, professor de ecologia e biologia evolutiva da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, defende que a bicicleta ampliou em 48 quilômetros a distância de 'paquera' dos homens ingleses no final do século 19.

Ele diz que a invenção estimulou ainda a pavimentação das ruas, o que facilitou, mais tarde, a incorporação do automóvel ao mundo do transporte. Para os especialistas, deu-se assim o início a um processo de migração que dura até hoje.

Diversidade genética
Jones, do University College de Londres, ressalta que a distância entre o lugar de nascimento dos futuros cônjuges não parou de aumentar desde então. 

O cientista pede aos leitores que se façam uma pergunta simples: Quão distante é a origem de seu marido/mulher em comparação com a dos seus pais?
"Se caminharmos por uma cidade como Londres hoje em dia, vemos uma variedade genética que não teríamos visto em outra época".

A bicicleta, segundo Jones, deu início assim a um caminho rumo à diversidade genética sem precedentes, algo que tem um papel primordial no desenvolvimento do nosso sistema imunológico -- o que teve repercussões futuras cruciais para a humanidade.

"A diversidade genética é a base da evolução, se não a tivéssemos, ainda seríamos muito parecidos com os primatas", concluiu.

domingo, 14 de outubro de 2012

Estudo derruba mito de recriar dinossauros


Estudo derruba mito de recriar dinossauros

Estudo derruba mito de recriar dinossauros com DNA fossilizado
Material genético não sobrevive a mais de 6,8 milhões de anos.
Filme de Steven Spielberg, 'Parque dos Dinossauros', aborda possibilidade.

Cientistas da Universidade Murdoch, da Austrália, descobriram que o DNA encontrado em material fossilizado não sobrevive a mais de 6,8 milhões de anos o que torna "altamente improvável" a extração de material genético de dinossauros para recriá-los na atualidade.

O estudo, publicado na última edição da revista da academia de ciências britânica, pode derrubar o mito que nascem com o filme "Parque dos Dinossauros", lançado em 1993 pelo diretor Steven Spielberg.

Na obra de ficção científica, o DNA dos dinossauros poderia ser extraído de mosquitos preservados em âmbar durante milhões de anos. Tais informações genéticas ajudariam na reconstrução de cromossomos dos répteis pré-históricos para reproduzi-los.

Em entrevista ao jornal australiano "Sydney Morning Herald, o cientista Mike Bunce, um dos autores da investigação, afirma que desde a década de 1990 o mito de recriar dinossauros permaneceu forte.


Réplica de dinossauro gigante. Estudo afirma que é impossível coletar material genético fossilizado há mais de 65 milhões de anos  (Foto: Divulgação / Expo Mundo Jurássico)

Para conhecer a viabilidade do experimento, Bunce e seu colega, Morten Allentoft, decidiram estudar o  período de sobrevivência do DNA a partir dos restos de 158 moas, uma espécie de ave gigante já extinta e que vivia na Nova Zelândia.

A partir dessa experiência, os pesquisadores descobriram que o DNA sobrevive em fragmentos ósseos por apenas" 6,8 milhões de anos, se for conservado a uma temperatura de -5 ºC.  De acordo com os pesquisadores, condições ambientais como temperatura, ataques microbianos e oxigenação também afetam o processo de decadência do DNA.

No entanto, o cientista australiano disse que é provável que se possa extrair uma quantidade significativa de material genético de restos fósseis com cerca de 1 milhão de anos, que estejam conservados em ambientes gélidos.

Ainda assim, existem outras dificuldades para extrair o DNA de insetos conservados em âmbar, já que eles tendem a desintegrar-se devido a seu estado de decomposição e o material costuma estar contaminado e incompleto.

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quinta-feira, 1 de março de 2012

Os defensores do corpo humano - Imunologia

OS DEFENSORES DO CORPO HUMANO



Milhões de células vivem para matar qualquer invasor que ameace a saúde do ser humano. Em caso de perigo iminente, esse exército se lança a uma guerra sem quartel, em que ninguém faz prisioneiros. O nome dessa tropa de elite é sistema imunológico.

Um leve corte no dedo, tão superficial que mal assustaria uma criança. Indigno de merecer mais do que um "ai" ou, quem sabe, um palavrão. Afinal, ninguém morre por causa de um corte no dedo-pelo menos em 99,9 por cento dos casos. Não que um corte não possa matar, se mais não mata é graças a uma tropa de elite, em permanente prontidão para ir à luta pela vida. É uma guerra secreta: enquanto uma dorzinha no lugar é praticamente tudo o que a pessoa retém do acidente, dentro do organismo reina grande agitação e todas as atenções se voltam para a vizinhança do pequeno corte; ali a batalha poderá começar a qualquer momento. A tropa de elite-o sistema imunológico-está preparada para o que der e vier.
A mesma dor que avisa a pessoa que ela se machucou fez soar um outro alarme, destinado às células de defesa. Dai começou o corre-corre. A circulação sangüínea transporta rapidamente batalhões inteiros dessas células ao local atingido, onde passam a ocupar posições estratégicas, entrincheiradas entre os tecidos. Toda a movimentação é apenas uma medida de segurança. Pode ser que o pequeno corte seja apenas um machucado sem conseqüências e que as células de defesa logo possam se dispersar sem ter disparado um tiro. Aliás, essa tropa é tão precavida que pega em armas diante de qualquer ameaça: por menor que seja uma lesão física, desencadeia o alerta. Até mesmo quando se leva um tapa, o sistema imunológico fica a postos.
As células de defesa já estão se dispersando quando soa de novo o alarme-na verdade, trata-se da liberação das substâncias químicas produzidas pela pele ferida e também pelos invasores. Isso porque até um pequeno arranhão abre uma grande brecha para a ação de micróbios solertes, toxinas perversas, partículas exóticas. Ao segundo alarme, os soldados da infantaria-que os cientistas chamam granulócitos-se lançam à batalha, sem perda de tempo, valendo-se do alto grau de preparo que os tornam ágeis e dinâmicos. Muitos deles vão tombar em combate. Junto com os restos mortais do inimigo derrotado, formarão o pus que aparece nas feridas.
Então se aproxima a artilharia dos macrófagos, células mais fortes, cujos canhonaços pulverizam não só os invasores-vivos ou mortos-como os próprios granulócitos eliminados no começo da batalha. Tamanha é a quantidade de macrófagos, comprimidos nos espaços entre as células, que são uma das causas do inchaço no local machucado. Granulócitos e macrófagos usam armas fabricadas há muito tempo-tanto que foram encontradas nos arsenais de espécies primitivas, como as esponjas. Graças a esse material bélico de comprovada eficiência-as enzimas existentes em seu interior -, eles engolem, trituram e digerem os inimigos. Outras enzimas, produzidas por diversos órgãos, como o estômago, podem ajudar, perfurando a membrana de micróbios e parasitas feito balas de canhão.
Chamadas de fagocitárias, essas células reconhecem os invasores (conhecidos antígenos) por meio das substâncias químicas que Ihes são comuns. Não é difícil a identificação -tais substâncias inexistem no organismo. Ou seja, o uniforme do inimigo é inconfundível. Certas bactérias, como as pneumococci da pneumonia, ao longo da evolução aprenderam porém a se camuflar e a passar desapercebidas. Contra isso os vertebrados inventaram há 400 milhões de anos uma resposta formidável-as células linfócitos B. Assim que uma bactéria da pneumonia tenta invadir o corpo pelo pequeno corte, os linfócitos B disparam seus mísseis teleguiados que se encaixam na molécula da bactéria, ou de qualquer outro invasor infeccioso, bloqueando-a para que não contamine outras células do organismo.
Essas proteínas são os tão falados anticorpos. Sua função principal, porém, é típica dos serviços de contra-espionagem: desmarcar os inimigos camuflados. A técnica funciona às mil maravilhas. Ao combinar-se com o odiado antígeno, o anticorpo chama a atenção do macrófago para a presença do estranho. O inimigo, então, fica encurralado. "Além de tornar o antígeno reconhecível, os anticorpos ajudam os macrófagos a ingeri-los", explica o professor de Imunologia Momtchillo Russo, da USP.
Os linfócitos B, em geral, são os soldados mais especializados do exército de defesa. Nas aves, são treinados para o ataque na Bursa de Fabricius (daí a letra B), que fica na cloaca, a ponta do canal intestinal. Já no homem, que não tem bursa, essas células nascidas na medula óssea são treinadas em tecidos como os do baço, intestino, amídalas, fígado. Dali vão navegar na corrente sangüínea, prontas para a luta, onde quer que se localize o teatro de operações. Se todas as células da pele humana são idênticas, o mesmo não acontece com os linfócitos B. Faz sentido: afinal, precisam especializar-se na produção de anticorpos de tamanhos e formatos diversos, para se encaixar como peças de quebra-cabeça numa infinidade de inimigos. Calcula-se que entre o trilhão de linfócitos B do organismo, haja cerca de 1 milhão de tipos diferentes.
No curso de uma infecção, algumas células B adquirem o que os cientistas chamam memória: a propriedade que Ihes permite estudar detalhadamente as táticas do invasor, de maneira que, se ele infectar o corpo uma segunda vez, haverá células B especializadas no seu combate e capazes de agir mais rapidamente do que no ataque anterior. Quando um linfócito B se encontra porém face a face com o seu antígeno, não se põe a disparar anticorpos imediatamente, como um amador. Espera a ordem de atacar dada por uma substância, a interleucina enviada pela célula T auxiliar. A T auxiliar é um dos três tipos de células que rumam da medula óssea para o timo (daí a letra T), uma glândula atrás das costelas, na altura do coração. Sua função é controlar todo o sistema imunológico.
Como não produz anticorpos, embora seja especializada num único invasor, não se sabe até hoje quais são seus receptores, isto é, como ela e encaixa e percebe o inimigo, ativando a partir dai tanto as células B como os macrófagos. Além das interleucinas, a T auxiliar tem uma segunda arma: a interferona, que funciona como um gás paralisante nas células infectadas e dificulta a propagação do antígeno.
Quem nasce sem timo não sobrevir, por falta de células T para organizar suas defesas. Quando tais células são destruídas pelo vírus da AIDS por exemplo, o mesmo acontece. Não seria então o caso de simplesmente injetar interleucina no organismo dos pacientes para suprir a produção natural prejudicada? A resposta infelizmente é negativa. "Lançada na circulação, a interleucina ativaria todo o sistema imunológico em vez de estimular apenas o lifócito B necessário", esclarece o professor Russo, da USP. "O sistema muito ativado é tão nefasto quanto o deficiente, causando febres, dores, coagulação do sangue. Enfim, pode levar à morte".
Quem corrige os lamentáveis mas nem sempre evitáveis excessos da repressão e ao mesmo tempo dá a ordem para o recuo é um segundo tipo de célula T, a supressora. Ela envia uma substância que inibe a ação da célula T auxiliar e, por tabela, de todas as outras células. Na verdade, cientistas desconhecem como essas duas células, a auxiliar e a supressora, mantêm o equilíbrio do sistema imunológico. Como será que sabem quando é hora de parar? Essa é a grande questão que a Imunologia busca responder. O terceiro e último tipo de célula T, ao contrário de suas irmãs, não dá ordens- nem por isso é menos importante. Trata-se da célula citotóxica, uma espécie de assassino profissional. Daí a sua alcunha em inglês: killer, assassina. Enquanto as demais células do sistema reconhecem apenas os antígenos (substâncias estranhas), a killer perscruta os tecidos do próprio organismo, os quais vive espionando: se estiver faltando algo, como nas células cancerosas que degeneram, ou se houver algo a mais, como nas células infectadas que retiveram em suas membranas partículas de um vírus invasor, ela se ativará. Então, aproxima-se da célula doente e, como se Ihe desse o beijo da morte, transmite-lhe uma substância tóxica destruidora. Se a killer destrói as células defeituosas, por que então se morre de câncer? Quando se tem trilhões de células como no organismo humano é normal que no decorrer da vida um certo número delas comece a apresentar defeitos. Portanto, a pergunta correta deveria ser: por que se pode viver sem câncer? E a resposta é: graças ao controle exercido pela killer. O problema aparece quando ela se ausenta -como na AIDS, em que o doente logo padece de tipos raros da enfermidade, ou quando já não existem killers em número suficiente, como em pessoas idosas. "Com o passar dos anos, o sistema imunológico se enfraquece", esclarece o imunologista Antonio Lauro Coscina, do Hospital Albert Einstein.
Apesar das vastas zonas de sombra que ainda desafiam os imunologistas, avanços importantes têm ocorrido. Nos Estados Unidos, pesquisadores conseguiram isolar em laboratório as interleucinas específicas para ativar as células T que combatem determinado tipo de câncer. Também se descobriu que, em alguns casos, quando a célula cancerosa é contaminada por bactérias, as células killer vão ao ataque mais rapidamente. Por isso, os cientistas estão inoculando essas bactérias em tumores de pele, com resultados positivos. Sem dúvida, porém, uma das descobertas mais significativas foi a dos anticorpos monoclonais, no inicio dos anos 80: são anticorpos específicos, desenvolvidos em laboratório, marcados com substâncias radioativas.
Eles não só identificam células cancerosas, mas também o tipo de câncer, permitindo o diagnóstico precoce da doença. As vezes, ao invés de estimular o sistema de defesa, a ciência deve colocar-lhe freios. É o que ocorre nas doenças auto-imunes, quando algo faz com que as células de defesa passem a tratar as células do próprio corpo como inimigas. Suspeita-se que algumas doenças, como úlceras estomacais e intestinais, artrite reumatóide, problemas de tireóide e esclerose múltipla, sejam auto-imunes. O conceito existe desde a década de 50, mas até hoje pouco se sabe sobre os seus mecanismos. Há três hipóteses que não se excluem necessariamente: 1) As doenças auto-imunes são provocadas em tecidos de cuja existência o sistema de defesa não teve conhecimento prévio e por isso não estaria capacitado a reconhecer. Há casos de esterilidade masculina produzida por anticorpos que aniquilam os espermatozóides. 2) Determinada infecção poderia alterar a aparência das membranas celulares de um órgão qualquer, tornando suas células estranhas para o sistema de defesa. 3) Desequilíbrio nas funções das células T supressoras e auxiliares que controlam o sistema inteiro. Cientistas americanos, que testaram o sangue de portadores de doenças auto-imunes, constataram que nele havia menos células T supressoras do que normal.
Atualmente, essas doenças têm sido tratadas com drogas chamadas imunossupressoras. que inibem o sistema imunológico. São os mesmos medicamentos usados em casos de transplante, para evitar a rejeição do órgão. Mas evidentemente essas drogas têm a grande desvantagem de diminuir a eficiência do sistema como um todo. As pesquisas mais recentes voltam-se para a produção de anticorpos, ou seja, anticorpos que anulem os anticorpos fabricados pelo organismo contra si próprio. O professor Coscina acredita que no futuro a solução será ainda melhor: "A Imunologia daqui a alguns anos será a Imunogenética", diz. "Manipulando os genes se poderá ter sistemas de defesa mais eficientes e sanar os problemas das doenças auto-imunes."



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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O Selvagem Sedutor - Tarpan

O SELVAGEM SEDUTOR - Tarpan



Nenhum animal retratado nesta revista teve um final tão inglório quanto o tarpan, um cavalo que viveu na região que se estendia da Espanha e do sul da França até a Rússia central. O último espécime selvagem, uma égua, morreu ao despencar de uma fenda no gelo enquanto fugia dos caçadores, em Askania Nova, na Ucrânia, em 1880. Naquela época, o Zoológico de Munique, na Alemanha, ainda tinha um exemplar em cativeiro. A morte desse solitário cavalo, em 1887, marcou a extinção do tarpan.
O naturalista S. C. Gmelin foi o pioneiro na pesquisa desses bichos selvagens, estudando-os a partir de quatro exemplares capturados perto de Bobrowsk, na Rússia, em 1768. Ele os descreveu como animais de cabeça desproporcional e com orelhas tão longas quanto as do asno. Como não conseguiu observá-los na natureza, Gmelin não obteve muitas informações sobre o comportamento do tarpan. Quem o classificou e catalogou, já no século 20, foi Helmut Otto Antonius, diretor do Zoológico de Schönbrunn, em Viena, Áustria. Para ele, o tarpan selvagem seria o ancestral dos cavalos do Oriente.
Nas primeiras vezes em que esses eqüinos foram analisados cientificamente, já havia poucos exemplares puros-sangues. Na época, os fazendeiros europeus avançavam rapidamente com plantações e rebanhos sobre o habitat dos garanhões selvagens, que encontraram nas éguas domesticadas uma alternativa para procriar. Aliás, impressionava a capacidade de liderança e conquista dos machos dessa espécie. Relatos indicam que eles "convenciam" animais confinados a se juntarem a seus grupos. Não era raro avistar uma fêmea com algum pedaço de arreio ou corda no pescoço galopando no meio da manada. Com isso, os problemas cresceram para o lado dos tarpans. A primeira encrenca foi com os fazendeiros, cansados de ver suas éguas desertarem pela liberdade. Eles também não queriam repartir as pastagens das redondezas com outros animais que não lhes pertencessem. Então passaram a abater os cavalos selvagens, reduzindo drasticamente as populações dos tarpans. Outro motivo para a extinção da espécie foi o cruzamento indiscriminado com as fêmeas domesticadas.
Os irmãos e zoólogos Lutz e Heinz Heck, que trabalhavam no Zoológico de Munique, na Alemanha, começaram em 1930 um programa de estudos para reverter a extinção do cavalo selvagem a partir da reconstrução do gene. Ainda nos anos 30, os esforços dos cientistas resultaram no chamado tarpan moderno. Assim como seus ancestrais selvagens, ele adquire a cor branca no inverno - embora a cabeça, o rabo e os pêlos sobre os cascos permaneçam escuros -, é resistente às baixas temperaturas e extremamente fértil. Apesar dessas características, mais a semelhança de porte, pelagem e força, não há evidência genética de que o tarpan moderno seja idêntico ao tarpan extinto em 1887.

Tarpan
Nome científico: Equus caballus gmelini
Ano da extinção: 1887
Habitat: Europa e Ásia