sábado, 27 de fevereiro de 2010

Abelhas agem como humanos sob o efeito da cocaína

23/12/08 - 09h12 - Atualizado em 23/12/08 - 10h21

Abelhas agem como humanos sob o efeito da cocaína
Insetos ficam mais comunicativos e energéticos sob o efeito da droga.

Comportamento de abelhas transforma colméia em superorganismo, diz cientista Cientista usa abelhas para tentar entender assassinos Abelhas ficam 'burras' quando estão doentes, dizem pesquisadores Abelhas aperfeiçoaram mecanismo para criar fêmeas, revela análise de DNA Cientistas descobrem segredo por trás da realeza das abelhas Cientistas encontram sinais da expansão das abelhas pelo mundo nos genes.

Um estudo australiano sugere que abelhas agem como humanos sob o efeito da cocaína.

Publicada na edição dessa semana da revista científica "Journal of Experimental Biology", a pesquisa visa analisar o funcionamento do cérebro das abelhas.

Os cientistas aplicaram uma pequena dose de uma solução de cocaína nas costas das abelhas e observaram o comportamento dos insetos. Eles monitoraram especialmente o comportamento das abelhas depois de procurarem e encontrarem comida.

Após a dose de cocaína, as abelhas passaram a se engajar em uma energética rotina de danças - uma forma de querer se comunicar intensamente com suas companheiras. Mais tarde, em outro experimento, os cientistas também descobriram que, a exemplo do que ocorre em seres humanos, as abelhas também sofrem de crise de abstinência quando deixam de receber doses habituais de cocaína.

'Recompensa'
"Quando as abelhas encontram uma boa fonte de pólen ou néctar, elas voam de volta à colméia e fazem uma dança simbólica para as outras abelhas - essa é uma forma especial de comunicação para contar aos outros sobre a recompensa que encontraram", explicou Andrew Baron, que coordenou o estudo.

Segundo os cientistas, depois de receber uma dose de cocaína, as abelhas apresentavam danças muito mais energéticas para as companheiras de colméia e demonstravam mais entusiasmo sobre a descoberta de comida.

O estudo sugere que isso acontece porque a cocaína afeta o "processo de recompensa" no cérebro das abelhas, provocando a produção de um químico chamado octopamina - substância semelhante à dopamina, precursor natural da adrenalina - nos humanos.

"Você pode até pensar que abelhas e humanos não têm muito em comum, mas acontece que existe uma coisa que leva ambos a se comportarem da mesma maneira: nossa paixão pelas recompensas", disse Baron.

Abstinência
Os cientistas também analisaram o efeito do uso prolongado da droga nos insetos.
Para chegar aos resultados, Baron e sua equipe administraram doses diárias de cocaína nas abelhas durante uma semana. Durante esse período, os cientistas realizaram testes de aprendizado com os insetos, fazendo com que as abelhas distinguissem dois cheiros diferentes.

Enquanto estavam sob o efeito da droga, as abelhas desempenhavam bem o teste. No entanto, ao final da semana, quando os cientistas pararam com as doses, as abelhas sofreram uma espécie de "crise de abstinência" e tiveram um desempenho ruim nos testes.

"Com a administração contínua da droga, houve um impacto no desempenho da aprendizagem das abelhas, mas quando o tratamento foi encerrado, elas apresentaram dificuldades em aprender a tarefa - assim como quando os humanos entram em abstinência", disse Baron.

Ele explica que o próximo passo da pesquisa será analisar a tolerância e sensibilidade das abelhas à cocaína.

Segundo ele, o estudo pode ainda fazer com que as abelhas "se tornem uma alternativa mais ética" aos ratos e camundongos em experimentos que envolvem o uso de drogas.

Voyeur é condenado à prisão por espionar jovem

06/08/08 - 09h12 - Atualizado em 06/08/08 - 09h12

Voyeur é condenado à prisão por espionar jovem via webcam
Caso foi registrado em Chipre, em 2005; na época, vítima tinha 17 anos.
Homem tirou fotos da jovem e ameaçou enviar para toda a lista de e-mail dela.

A República de Chipre condenou nesta semana um voyeur da internet a quatro anos de prisão por usar uma webcam para espionar uma garota quanto ela tinha 17 anos. Ao conseguir controlar a câmera remotamente, o homem de 47 anos visualizava o que acontecia dentro do quarto da jovem. O crime foi registrado em 2005.

De acordo com a agência de notícias Reuters, ele foi acusado de instalar um software espião no computador da garota, que conheceu em uma sala de bate-papo. O homem enviou esse código malicioso à jovem em um anexo de e-mail: depois de instalado no computador, o programa permitia que ele ligasse a câmera remotamente.

O acusado passou então a vigiar a garota sem que ela soubesse, por um “longo” período de tempo, que não foi especificado.

Ele tirou diversas fotos quando a jovem estava sozinha no quarto e ameaçou enviar essas imagens para todos os contatos dela de e-mail, caso a garota não concordasse em posar nua em frente à webcam. Ainda de acordo com a Reuters, o homem também descobriu seu número de telefone celular e passou a perturbá-la. A vítima contou tudo a seus pais e o homem foi detido, em 2005.

“A maioria dos códigos espiões é desenvolvida para roubar identidades, senhas e informações bancárias. Mas é muito fácil programar esses spywares para que eles controlem webcams”, afirmou o analista Graham Cluley, da empresa de segurança Sophos. “Esse caso mostra que, além de serem usadas para ganhos financeiros, as pragas virtuais também podem ser adotadas por voyeurs. É necessário manter o computador sempre seguro, para não ser vítima de chantagistas ou espiões.”

Verbas de Defesa vão beneficiar tecnologia e segurança na Web

08/05/09 - 15h22 - Atualizado em 08/05/09 - 15h25

Verbas de Defesa vão beneficiar tecnologia e segurança na Web

ATLANTA (Reuters) - À medida que o Departamento da Defesa dos Estados Unidos reformula sua capacidade militar e se equipa melhor para enfrentar operações de combate irregular, as empresas que se concentram na tecnologia de informação e em prevenir novas ameaças de segurança estarão bem posicionadas para se beneficiar.

O governo Obama esta semana solicitou ao Congresso 663,8 bilhões de dólares para o
Pentágono, que mudará de foco e passará a dedicar mais recursos a combater insurgentes do que a inimigos tradicionais.

O orçamento, que precisa de aprovação do Congresso, pode resultar no encerramento da
produção do F-22, o caça stealth da Lockheed Martin, do helicóptero presidencial VH-71 e do avião de carga militar C-17, da Boeing.

Mas também reforçaria as verbas de sistemas que coligem, monitoram e disseminam
informações, e ofereceria cobertura adicional do campo de batalha por veículos aéreos não tripulados. Também está prevista uma expansão de mais de 2,4 mil soldados no efetivos das forças de "operações especiais".

"As empresas que estão produzindo tecnologias que auxiliam os soldados no campo de batalha de maneira prática" devem se beneficiar, disse Brian Ruttenbur, analista de defesa da Morgan Keegan.

"Coisas que apresentam custos muito elevados e retornos questionáveis estão chegando ao fim", acrescentou.

Jim McAleese, um consultor de defesa, disse estar surpreso pela forte concentração da Casa Branca em cancelar cerca de 5 bilhões de dólares de verbas adicionais para armamentos em uma proposta de orçamento de guerra suplementar, quando está a ponto de apresentar um orçamento de 3,55 trilhões de dólares.

Dado o esforço para cortar programas de armas, alguns representantes do setor estão
começando a temer que "defesa talvez se torne um nome feio na Casa Branca".

Mas Alex Hamilton, diretor executivo sênior da Jesup & Lamont Securities, disse que a mudança de foco do governo Obama demonstra que as autoridades estão cada vez mais preocupadas com as operações de inteligência e a proteção de redes de computadores contra ameaças, e não com a produção de equipamentos militares mais tradicionais.

Uso da chupeta não atrapalha a amamentação

11/05/09 - 15h09 - Atualizado em 11/05/09 - 15h09

Uso da chupeta não atrapalha a amamentação, afirma novo estudo
Pesquisa americana ajuda a tranquilizar pais de bebês novinhos.
Aparato pode até ajudar a impedir morte súbita em crianças.

Não tenha medo da chupeta. Mães preocupadas, temerosas de que seus bebês usem chupeta e isso reduza as chances de uma amamentação de sucesso, já podem relaxar, afirma um novo estudo. Em texto publicado na revista "The Archives of Pediatric & Adolescent Medicine", pesquisadores afirmam não ter encontrado evidências satisfatórias estabelecendo uma relação entre o uso de chupetas e a amamentação.

"Tradicionalmente, acredita-se que a chupeta interfira na amamentação ideal", escreveram os pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade da Virgínia. Na década de 1980, órgãos de saúde desencorajavam seu uso. No entanto, nos últimos anos, pesquisadores descobriram evidências de que bebês que usam chupeta ao dormir podem ser menos suscetíveis à síndrome infantil da morte súbita. A Academia Americana de Pediatria agora recomenda o uso da chupeta, por essa razão.

Para os médicos, isso significa que há duas necessidades visivelmente opostas: motivar a amamentação, o que é mais saudável, mas reduzir o risco da síndrome infantil da morte súbita.

Para o estudo, os cientistas revisaram 29 pesquisas, de doze países, que abordavam o uso de chupetas e amamentação. A principal autora do estudo é a Dra. Nina R. O'Connor, agora no Chestnut Hill Family Practice Residency Program, na Filadélfia. Os pesquisadores descobriram que as mulheres cujos bebês usavam chupeta aparentavam parar de mamar mais cedo. No entanto, não ficou claro se as chupetas eram a causa disso.

O autor mais experiente do estudo, Dr. Fern R. Hauck, recomendou que as chupetas sejam dadas aos bebês a partir da terceira ou quarta semana de vida.

União Europeia lança carta de direitos do consumidor online

05/05/09 - 14h27 - Atualizado em 05/05/09 - 14h30

União Europeia lança carta de direitos do consumidor online

ESTRASBURGO, França (Reuters) - A Comissão Europeia publicou nesta terça-feira um guia quanto aos direitos dos consumidores online e divulgou uma lista de ações que está considerando adotar para ajudar o público a usar a Internet.

O comércio transnacional é visto como uma maneira de promover maior concorrência no varejo e de ajudar a reduzir os preços para os consumidores.

"Oferecer aos consumidores informações claras sobre seus direitos reforçará a confiança e ajudará a desencadear todo o potencial econômico do mercado online unificado da Europa, que movimenta 106 bilhões de euros", disse Viviane Reding, comissária de Telecomunicações da União Europeia.

Uma pesquisa solicitada pela Comissão constatou que apenas 12 por cento dos usuários da Web na União Europeia se sentiam seguros ao realizar transações na Internet, enquanto outros 39 por cento tinham sérias dúvidas sobre segurança e 42 por cento simplesmente não realizavam transações financeiras online.

Cerca de 33 por cento dos consumidores considerariam comprar produtos online em outros países, se os produtos fossem melhores ou mais baratos, mas apenas 7 por cento deles efetivamente o fazem, de acordo com a pesquisa.

O eYouGuide (http://ec.europa.eu/eyouguide) da Comissão define os direitos dos consumidores quanto a questões como o relacionamento com provedores de banda larga, compras via Web e proteção de dados pessoais online e em sites de redes sociais.

"Na União Europeia, os direitos dos consumidores online não dependem de onde uma empresa ou site está sediado", afirmou Reding. "As fronteiras nacionais precisam deixar de complicar a vida dos consumidores europeus quando estes usam a Internet para comprar um livro ou baixar uma canção".

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Troca de mensagens pelo celular causa acidente de metrô

11/05/09 - 16h41 - Atualizado em 11/05/09 - 17h28

Troca de mensagens pelo celular causa acidente de metrô nos EUA
Condutor admitiu que escrevia para a namorada antes da colisão.
Dezenas de pessoas ficaram feridas no choque entre as duas composições.

Dezenas de pessoas ficaram feridas após a colisão de duas composições do metrô de Boston, na sexta-feira (8), em consequência da distração de um dos condutores, que trocava mensagens de texto com a namorada pelo celular momentos antes do acidente.

Aiden Quinn, de 24 anos, admitiu à polícia que não percebeu a aproximação de sua composição com a que estava parada logo a sua frente, não conseguindo frear a tempo, de acordo com informações do site "The Register".

Para os policiais, como trafegava a uma velocidade média de 40 Km/h, Quinn poderia ter notado a presença do vagão a sua frente - que estava parado na estação havia mais de um minuto - 13 segundos antes da colisão, tempo suficiente para frear e evitar o acidente.

Além disso, o condutor já havia ultrapassado um sinal vermelho antes de atingir o ponto de colisão.

Os operadores de metrô de Boston são proibidos de enviar e receber mensagens de texto, e falar ao celular durante o expediente, mas o acidente da última sexta-feira tornou a regra ainda mais drástica: se os condutores forem pegos ao celular durante o trabalho serão demitidos, informou reportagem do "Boston Channel".

Quinn está suspenso de suas atividades, enquanto durarem as investigações, podendo ser demitido caso seja comprovado que ele trocava mensagens com a namorada momentos antes do acidente. Em um ano, esse é o décimo caso registrado pelo departamento de trânsito local de condutor do transporte público que comete esse tipo de infração.

Tatuagem não aumenta risco de câncer de pele

13/05/09 - 07h00 - Atualizado em 13/05/09 - 07h00

Tatuagem não aumenta risco de câncer de pele, diz médico americano
Casos documentados teriam a ver com local escolhido para tattoo.
Em várias ocasiões, pessoas fazem desenhos sobre marcas de nascença.

Tatuagens aumentam o risco de câncer de pele?

À medida que mais pessoas tatuam seus corpos, algumas se perguntam se pode haver ali um risco escondido (além do risco de arrependimento, anos mais tarde).

Muitas tintas são feitas com metais; o azul, por exemplo, contém cobalto e alumínio. Já o vermelho pode conter sulfeto de mercúrio. Isso, somado ao fato de que a tatuagem pode ser traumatizante para a pele, levantou suspeitas de que os desenhos podem levar ao câncer de pele. Estudos realizados nos últimos anos documentaram alguns casos desse tipo de câncer em locais do corpo tatuados.

No entanto, Ariel Ostad, professor assistente clínico de dermatologia do NYU Langone Medical Center, em Manhattan, afirma que isso não significa que a tatuagem causou o câncer. De fato, diz ele, a tinta provavelmente não causa nenhum dano, pois fica confinada às células epiteliais chamadas de macrófagos, cujo trabalho é justamente absorver material externo.

O mais provável, sustentou Ostad, é que a tatuagem tenha sido realizada em algum tipo de sinal de nascença, tornando-o mais difícil de ser detectado. Vários estudos de caso observaram melanomas negligenciados por terem surgido de marcas escondidas por tatuagens. O médico afirma que muitas pessoas o questionam sobre a relação entre tatuagem e câncer de pele. A resposta, diz ele, é "não há relação, sem sobra de dúvida".

"Porém, as pessoas devem saber que é necessário preservar uma área de pele saudável ao redor de uma marca de nascença."

Assim, não existem evidências de que tatuagens causem câncer de pele.