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quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

TOTO - Banda dos Anos 80

TOTO - Banda dos Anos 80

Toto, é uma banda de rock americana que fez muito sucesso, principalmente da década de 80.  

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Tears for Fears - Anos 80

Tears for Fears - Anos 80

Curt Smith e Roland Orzabal

O Tears for Fears foi umas das mais adoradas bandas pop britânicas que fizeram sucesso na década de 80, após a onda new wave. 

terça-feira, 23 de abril de 2019

MIAMI VICE (1984)

MIAMI VICE (1984)


Miami Vice é talvez o mais fiel retrato da TV norte-americana da década de 1980. 

domingo, 24 de março de 2019

Mr. Mister - Anos 80

Mr. Mister - Anos 80


Mr. Mister, foi uma banda de Pop/Rock americana dos anos 80, tirou esse nome de uma bebida gelada chamada Mr. Misty feita pela Dairy Queen (empresa de sorvetes e fast-food nos EUA e Canadá).

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Os Impossíveis - Sucesso nos Anos 80


Os Impossíveis - Sucesso nos Anos 80


No dia 10 de setembro de 1966 Hanna-Barbera lançou mais um clássico dos desenhos animados baseado nos costumes da época, dessa vez o estúdio explorava com ironia duas modas da década de sessenta, os grupos de rock e os super-heróis, tratava-se da animação Os Impossíveis.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

THE B-52's - Anos 80

THE B-52's - Anos 80

Primeiro álbum The B-52's (1979)

Os The B-52s  é uma banda norte-americana de rock e new wave, formada em 1976, em Athens, por Kate Pierson (vocais), Cindy Wilson (vocais), Fred Schneider (vocais), Ricky Wilson (guitarra) e Keith Strickland (bateria).

sexta-feira, 22 de junho de 2018

DE VOLTA AOS ANOS 80 - A DÉCADA QUE NOS CRIOU


DE VOLTA AOS ANOS 80 - A DÉCADA QUE NOS CRIOU


A década de 1980, ou simplesmente anos 80, foi o período de tempo entre os anos 1980 e 1989. 

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Joy Division - Uma das revoluções do pós Punk


Joy Division - Uma das revoluções do pós Punk


A Joy Division foi uma banda pós-punk formada no ano de 1976, em Manchester, Inglaterra. 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Waffle Rock raridade geological ou um resíduo de uma tecnologia de 300 milhões de anos atrás


Waffle Rock raridade geological ou um resíduo de uma tecnologia de 300 milhões de anos atrás


Uma rocha gigante na costa ocidental do Lago Jennings Randolph continua a confundir os pesquisadores e visitantes. A formação reticular enigmático impresso no lado da rocha é uma raridade geológica simples, ou o resíduo de uma tecnologia antiga. A origem da pedra remonta até 300 milhões de anos. padrão geométrico Tangled é tão bom que é difícil de acreditar que este é um fenômeno natural. Se não for uma estrutura natural, significa que a sua origem é atribuída a uma civilização antiga na posse de uma tecnologia desconhecida.

sábado, 31 de agosto de 2013

Elenco de Escola de Rock se reúne 10 anos depois


Elenco de Escola de Rock se reúne 10 anos depois


Após o sucesso estratosférico do filme, alguns seguiram a carreira de ator, outros foram para a música ou ainda para as relações públicas. O grupo aproveitou a ocasião para relembrar algumas músicas.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Rock, Um Show de Tecnologia - Eletrônica


ROCK, UM SHOW DE TECNOLOGIA - Eletrônica



A explosão de música sobre o palco viaja por um complexo de fios e aparelhos até chegar aos ouvidos da platéia. É preciso ser artista para orquestrar os equipamentos de som e luz que formam o grande espetáculo

No tempo dos Beatles, ir a um show de rock para ouvir o som da banda era um rasgo de otimismo. Tudo de que os quatro de Liverpool dispunham para apresentação ao vivo eram amplificadores de potência equivalente à dos atuais sistemas de som caseiros e alto-falantes planejados para irradiar a narração de alguns lances de jogos esportivos. Com esse equipamento franciscano, tinham que se fazer ouvir acima dos gritos de milhares de fãs amontoados dentro de uma quadra de basquete. Fãs que se importavam pouco com a qualidade do som: mais interessados estavam em simplesmente ver e ficar perto de John, Paul, George e Ringo. Mas o rock rolou para os lados da eletrônica sofisticada, entrou pelos canais da tecnologia e hoje se traduz em muito mais que música - é um delírio de som pesado, luzes coloridas e efeitos visuais batendo nos ouvidos e olhos do público.Dos acordes quase inaudíveis dos Beatles às estripulias do tecnológico Prince e da sensualmente atlética Madonna sobre um palco, o rock se sofisticou, os roqueiros cortaram os cabelos, os computadores entraram em cena. A tal ponto que é possível colocar no palco um simples microcomputador que, programado para comandar vários teclados, é capaz de fazer o show sozinho. Mas o princípio de jogar música sobre a platéia, seja com tecnologia avançada ou de fundo de garagem, sempre foi o mesmo. É apenas uma questão de levar ao público o som produzido no palco, transformando a energia acústica em energia elétrica, processando-a. amplificando-a e transformando-a novamente em energia acústica.Ao montar o projeto de instalação de equipamento para um show, o primeiro cuidado do engenheiro de som é conhecer a fundo o local da apresentação, porque tudo o que existe entre a fonte sonora e o ouvido de quem escuta interfere na qualidade do som. Se atinge superfícies "vivas", como vidro e cimento, o som rebate e transforma-se em inúmeros outros sons iguais repetidos em momentos diferentes, a reverberação; se encontra superfícies "mortas" como cortinas, estofamentos ou cortiça, o som é abafado. Quando estuda o lugar em que vai preparar o projeto, o engenheiro de som não se vale apenas de seus olhos e ouvidos, mas conta com um sofisticado equipamento chamado spectrum analyser.
Esse aparelho emite um ruído conhecido por pink noise (ruído rosa), bem parecido com o barulho de uma turbina de avião, na faixa de freqüência entre 20 e 20 000 hertz, justamente a que o homem é capaz de ouvir. Entre 20 e 200 hertz estão os sons graves, entre 200 e 2 000 hertz, os sons médios, e os agudos, entre 2 000 e 20 000 hertz. Microfones espalhados por todo o local captam a resposta e informam o aparelho, em trinta bandas de freqüência, de como aquele ambiente reage à emissão de som. Ligado a um computador, o spectrum analyser detecta, por exemplo, se o ambiente absorve muito o som na freqüência de 10 000 hertz, aumentando então seu volume, ou diminuindo-o se nessa freqüência ele reverbera demais. Com essas informações o aparelho estabelece a curva ideal de equalização, ou a altura em decibéis na qual deve ficar cada uma das tais trinta bandas de freqüência.
Tudo isso para conseguir um equilíbrio entre os sons graves, médios-graves, médios e agudos. "Esse processo serve como base, mas é mesmo no ouvido que um técnico de som acerta a equalização para um show", afirma o engenheiro eletrônico José Luis Ferreira, o Gabi, dono de uma empresa que fornece equipamento para dez entre dez astros de música brasileiros e estrangeiros que tocam por aqui, de Maria Bethânia a David Bowie.
A viagem do som desde o palco até os ouvidos da platéia começa na forma de captá-lo. Para vozes e instrumentos acústicos, a única maneira é usar microfones, enquanto os instrumentos como baixo elétrico ou teclados eletrônicos são ligados diretamente à mesa de som. Na ligação direta, o sinal já elétrico sai do instrumento, passa por um transformador chamado direct box e segue para a mesa de mixagem, mas no caso da voz e dos outros instrumentos a energia acústica precisa ser transformada em elétrica pelo microfone. Como todo som é vibração de moléculas de ar na forma de ondas com determinada freqüência, a voz de um cantor, ao entrar no microfone, sensibiliza um diafragma, que se move para frente e para trás. No microfone do tipo dinâmico, uma bobina presa a um campo magnético reage à vibração do diafragma e se movimenta também, produzindo então sinais elétricos.
Vindos do microfone ou do direct box, os sinais elétricos seguem sempre para a mesa de P.A., ou public address, (endereçamento ao público, em inglês), o centro de pilotagem do som em qualquer show. Por ali passa tudo o que a platéia vai ouvir. Normalmente, as mesas usadas nos shows têm 48 canais. Isso significa que é possível captar 48 fontes sonoras diferentes para serem mixadas. A mixagem é a combinação do som de todos os canais da mesa, hora em que o operador equilibra o volume de cada canal para formar uma música em que todos os instrumentos sejam audíveis. Quanto maior o número de canais, maior a possibilidade de se controlar com precisão cada instrumento, ou cada pedaço dele. Numa bateria, pode-se colocar um microfone por peça que a compõe, como surdos, caixas ou tontons, cada um entrando por um canal. Os teclados podem ser jogados em outros quatro canais, guitarras em mais dois e assim sucessivamente. Logo que os sinais elétricos em que foram transformados os sons chegam à mesa, entram primeiro num delimitador de freqüência, quando o operador escolhe, pelo ouvido, em que freqüência os sons soam melhor. Daí passam para as bandas de equalização, nas quais toda fonte sonora será equilibrada entre seus tons graves, médio-graves, médios e agudos.
Os sons vindos do palco partem então para o subgrupo de dezesseis canais de saída, que depois são novamente agrupados em oito canais até todos os sons que entraram pelas 48 portas serem concentrados em dois canais estéreo de saída. Essa subdivisão gradativa da quantidade de canais tem duas funções. A primeira é facilitar o trabalho do operador da mesa durante um show, pois ele ficaria louco se tivesse que mexer com 48 canais ao mesmo tempo. A segunda função é servir de porta de entrada para os efeitos especiais. É por aqui que qualquer garoto do grupo de adolescentes New Kids on the Block começa a cantar como se fosse Bruce Springsteen, o roqueiro do vozeirão em estado bruto. O rack de efeitos especiais, que agrupa vários aparelhos, só falta fazer microfone dançar.Qualquer sinal, seja de voz ou de algum instrumento, sai por um dos oito canais de saída de efeitos e cai nos aparelhos do rack. Processado, ele volta à mesa por um canal de retorno de efeitos e vai parar no subgrupo dos dezesseis, já com o efeito para ser misturado aos outros sons originais. Um dos prodígios do rack é a reverberação, um tipo de eco que se provoca no som. Ela pode encorpar a voz de um cantor ou fazer uma guitarra soar mais "viva" num ambiente "morto", que abafa demais o som. Um truque semelhante é o efeito flanging, um tipo de reverberação que se dá pela variação da velocidade do sinal. Outra façanha do rack é o compressor, um aparelho que regula automaticamente o volume em pontos predeterminados. O cantor pode berrar ao microfone, que o som não sai distorcido, pois uma programação prévia determina o volume limite a partir do qual o compressor entra em ação para abaixá-lo. Além de saber a hora em que deve funcionar, ele tem na memória também o quanto deve abaixar do volume, a maneira como deve fazê-lo e por quanto tempo.
O compressor pode ser usado não só na voz, dando a impressão para quem assiste de que o cantor domina estupendamente a técnica de usar um microfone, como em qualquer outro instrumento, para manter o som do show sempre uniforme. A fim de evitar que os vários microfones espalhados pelo palco por acaso captem o som de mais de um instrumento e provoquem uma miscelânea, o rack tem um recurso chamado gate, um portão de entrada para as fontes sonoras. O gate só abre o canal de um microfone na hora em que o instrumento que ele capta é tocado, deixando-o fechado enquanto sua principal fonte de som estiver em silêncio. Isso é ótimo para a bateria, que pode ter uns oito microfones muito próximos, um em cada peça, sem correr o risco de o som do bumbo entrar pelo microfone do prato.Mas a própria mesa de P.A. tem lá suas espertezas e possibilita um efeito parecido com esse, o mute set, um controle automático de volume que permite ao técnico de som programar a mesa para desligar canais em determinados momentos. Se ele sabe que alguns instrumentos só entram em uma ou outra música do show, programa-a para ligar seus canais somente na hora em que forem começar a tocar, para que não haja perigo de entrar por ali algum som indesejável.
Depois de captados, equalizados, acrescidos de efeitos especiais e mixados, os sinais elétricos que vieram do palco vão sair da mesa pelos dois canais estéreo e continuar o caminho até chegar ao público. O próximo passo é atravessar outro rack, este de processamento de sinal de P.A. Um aparelho chamado cross-over divide os sons em graves, médio-graves, médios e agudos, e uma nova equalização será feita em busca sempre do melhor equilíbrio entre eles. É neste rack que mora o spectrum analyser, o aparelho que mostra como deve ser equalizado o som que sai da mesa em função do ambiente e do equipamento por onde ele passa. Um compressor também funciona quando necessário para evitar distorções. Desse rack os sinais elétricos seguem para os amplificadores, que vão amplificá-los e enviá-los enfim às caixas de som, também conhecidas por caixas P.A.
Nas caixas estão os alto-falantes, divididos segundo a freqüência em que reproduzem os sons: woofers reproduzem baixas freqüências, os sons graves; midranges reproduzem as médias, os sons médios; e tweeters reproduzem altas freqüências, os sons agudos. Um alto-falante é exatamente o inverso de um microfone. Nele, uma bobina, atada a um diafragma em forma de cone, é suspensa num campo magnético fixo. Quando recebe os sinais elétricos, a bobina oscila, empurrando o diafragma para a frente e para trás. O diafragma movimenta então o ar a sua frente produzindo ondas sonoras iguais às que geraram o sinal elétrico, lá nos microfones do palco.
Essa prodigiosa viagem do som desde a boca do cantor e dos instrumentos ainda não tem na saída das caixas seu final feliz. É preciso fazer com que ele chegue com perfeição a todas as pessoas da platéia, estejam elas numa casa de espetáculos com boa acústica ou no Maracanã assistindo a festivais de rock, estejam elas na cara do palco ou no fundão. A idéia de que só potência do som é igual a qualidade é mais velha que Bill Haley, o avô do rock. De nada adianta saber que um show terá 100 000 watts de potência, se não se conhecem a sensibilidade das caixas nem a maneira como foram distribuídas pelo local. Por sensibilidade entende-se a quantidade de som que a caixa põe para fora em relação à potência elétrica que recebe. Num show de rock, utilizam-se caixas mais sensíveis, a fim de se obter maior nível de pressão sonora (nome técnico de volume) para encher de música os ouvidos da moçada.Porém, se as caixas forem inadequadamente distribuídas, tanto som pode estourar os tímpanos dos roqueiros na fila do gargarejo de um show num estádio, enquanto os da última fila pensarão estar ouvindo um radinho de pilha. O segredo está em conseguir o que os especialistas chamam de boa cobertura acústica - levar o som com a mesma qualidade e o mesmo nível de pressão sonora a todos os pontos da platéia. Para que cada pessoa na multidão escute a música, a caixa de som precisa "enxergá-la", ou estar virada para ela. Isso não significa que é preciso ter 100 000 caixas apontadas para cada cabecinha no gramado e nos anéis do Maracanã, num supershow como o Rock in Rio II. É para isso que existem caixas menos diretivas, que soltam o som para a frente e para os lados como uma lanterna solta luz, e mais diretivas, que o liberam com foco mais concentrado como um facho de raios laser.
Nas torres de caixas montadas ao lado do palco de um show, as mais baixas são menos diretivas e atingem as pessoas à frente da multidão. No meio da torre, um pouco acima, ficam caixas mais diretivas, para jogar o som a quem está no meio. Por fim, no topo da torre, caixas bem mais diretivas e potentes se concentram em levar música ao pessoal do fundo, passando por cima da cabeça de quem está na frente. Porém, se o show é gigantesco, como foi The Wall, realizado por Roger Waters, ex-vocalista do grupo de rock progressivo Pink Floyd, no Muro de Berlim, em que os últimos espectadores ficaram a centenas de metros do palco, esse esquema pode ser impossível: seria preciso uma torre de dezenas de metros de altura para que as caixas enxergassem a turma de trás.
Para se conseguir que o povo distante ouça as músicas com a mesma qualidade de quem chegou mais cedo e grudou no palco, a melhor solução é espalhar torres de som pelo local, em intervalos regulares. Elas são chamadas torres de delay (atraso em inglês), porque reproduzem o som com alguns milissegundos de atraso em relação ao palco. No The Wall, havia três torres de delay - a primeira a 100 metros do palco, a segunda a 180 metros e a última a 278. O atraso é necessário porque o som leva tempo para viajar pelo ar, na velocidade de 340 metros por segundo, mas por dentro dos fios chega às caixas de som quase instantaneamente. Quem fica ao lado da torre ouve primeiro a música que vem dali, e menos de um segundo depois o som que vem das caixas ao lado do palco. Como o engenheiro calcula a distância em que cada torre fica em relação ao palco, sabe qual o atraso que deve provocar em cada uma delas para que toda a platéia ouça a mesma música ao mesmo tempo.Na montagem das torres de som, tanto se podem dispor caixas modernas, que têm num só console tweeters, midranges e woofers, como usar cada peça separadamente para compor o conjunto ideal. Em muitos shows em que se quer som pesado, os engenheiros se valem dos subwoofers, alto-falantes que reproduzem os mais graves dos sons graves. Sob o palco onde se apresenta a banda Kiss, remanescente do tempo em que heavy metal era conhecido por rock pauleira, fica uma dúzia de subwoofers soltando sons graves, daqueles que batem no peito e no tímpano do espectador como punhos feitos de ar. Quem fica perto de uma caixa dessas já não sabe se em seu peito bate o próprio coração ou a bateria.
Enquanto o som pulsa e agita o corpo dos roqueiros, outro espetáculo sobre o palco deslumbra-lhes os olhos. Não há shows de grandes bandas sem uma profusão de luzes e efeitos, como quadros coloridos a moldar cada música. Compor esse cenário requer um equipamento sofisticado, quase todo controlado por computador. O trabalho começa em estúdios como o do inglês Patrick Woodroffe, em Londres, que fez a iluminação do Rock in Rio II ao lado do brasileiro Peter Gasper. Woodroffe é o idealizador da última novidade no campo da luz - o uso de maquetes. A partir do desenho do projeto, Woodroffe constrói palcos em miniatura e trabalha neles como se fossem de verdade, colocando luzes e até a fumaça no momento exato. Tendo tudo sido testado e definido, passa-se o programa de iluminação para o disquete de um computador, que será depois inserido na mesa de controle de luz do show.
As peças básicas da iluminação de um show são os spots fixos, normalmente centenas deles presos sobre o palco para cobri-lo de diferentes cores, de acordo com as gelatinas coloridas (uma espécie de papel celofane mais consistente) que possuem. Para o Rock in Rio, estavam incluídos no projeto mais de 500. Na mesa de luz que os controla não há um botão para cada spot, mas sim para um grupo deles ou para uma cor específica. Programar a mesa é determinar que cores e grupos de spots se manipulam em cada botão. "Durante o show, basta apertar o botão certo para o computador ativar o grupo de luzes requisitado, de acordo com o programa memorizado", conta Woodroffe. Das peças móveis, as mais simples são os canhões de luz, controlados por operadores, que seguem os movimentos dos artistas no palco.O maior charme das luzes móveis, porém, são os varilites, refletores ultra-funcionais ainda não existentes no Brasil. Caixinha com um braço e um canhãozinho de luz em cima, o varilite parece um robô, pois é capaz de virar para os lados, para cima, para baixo, rodar e fazer todos os movimentos possíveis. Seu nome vem da própria companhia que o inventou e que detém o segredo de sua tecnologia. O varilite oferece uma variedade enorme de possibilidades: projeta focos grandes, pequenos, várias bolinhas, imagens quadradas, triangulares, anéis luminosos, espirais e por aí afora, e suas gelatinas coloridas produzem 6 400 combinações de cores. Mas a grande novidade das luzes não é o varilite que se move, e sim o que se locomove.Montados em carrinhos seguros por cabos e que andam sobre trilhos, esses varilites não giram só sobre o próprio eixo, mas sobem e descem, andam lateralmente e podem até fazer algumas coreografias. Quem assistiu ao show do ex-Beatle Paul McCartney no Maracanã, no ano passado, viu durante a música "Back in the USSR" o palco ficar todo vermelho e os varilites formarem um desenho que lembrava uma esquadrilha de caças soviéticos. O grande trunfo dessa tecnologia se resume a um objetivo básico: iluminar qualquer pedaço do palco.Para pilotar os varilites, técnicos exclusivos da empresa que os inventou controlam uma mesa totalmente dedicada a eles. É uma mesa pequenina, totalmente computadorizada, com uma telinha que localiza geograficamente cada um deles (no Rock in Rio seriam usados setenta). O técnico escolhe o número do varilite que quer mexer e posiciona-o, usando ou um controle parecido com o joystick de um videogame ou um par de botões giratórios e paralelos. O trabalho do iluminador é dar as intensidades necessárias a cada efeito luminoso. Os varilites são tão versáteis, que podem criar efeitos especiais. Ao redor do gramado do Maracanã, no Rock in Rio, a dupla de iluminação planejou colocar doze torres de 16 metros de altura com seis a sete varilites no topo para iluminar a platéia. Um só varilite, com sua luz, pode atravessar de um extremo ao outro do Maracanã, e o conjunto deles é capaz de criar efeitos fantásticos como uma chuva de anéis coloridos caindo sobre o público. 

Outros que usaram luzes para criar efeitos mirabolantes foram os Rolling Stones, a banda mais sólida e antiga do rock, na superturnê da temporada de 1989, Steel Wheels (veja quadro). Cansados do raio laser, os Stones inauguraram o uso de pods, conjuntos de cinqüenta spots com lâmpadas de 1000 watts cada, em três posições diferentes em cada lateral do palco. Um mecanismo eletrônico possibilitava a troca instantânea das gelatinas de cada spot com uma rapidez nunca vista, permitindo uma agilidade na troca de efeitos de luz jamais tentada antes.Outro recurso de muito impacto visual, além dos efeitos de luzes ou lasers, é a fumaça, em cima do palco. O jeito mais antigo de fazer isso é usar uma resistência elétrica e um tipo de óleo que, superaquecidos, produzem fumaça espalhada por um motorzinho. O jeito mais moderno é a máquina chamada Oilcracker, que comprime óleo a uma pressão tão forte, que a fumaça acaba saindo naturalmente. Esse processo tem três vantagens: é mais limpo, produz mais fumaça e menos cheiro.Com tanta parafernália eletrônica em som e luz, os roqueiros na platéia chegam a acreditar que um grupo é absolutamente sensacional sobre um palco porque consegue tocar igualzinho ao disco. Só que isso pode ser uma questão não de competência musical, mas tecnológica. Se gente como Mick Jagger leva shows na garganta há mais de vinte anos, outros mais rasteiros levam para cima do palco trechos gravados para evitar notas fora do tom. Normalmente, músicas ou trechos são gravados em fitas digitais (DAT), de qualidade semelhante ao compact disc, que fazem a platéia pensar que os sons vêm dos instrumentos tocados à sua frente.Suponhamos que um guitarrista inseguro tenha dificuldade em executar determinado solo. Para evitar erros, a música é gravada no estúdio e, na sua hora de entrar no show, o DAT é acionado. O músico fica à vontade para fazer toda a mímica sem se preocupar com o som. Alguns grupos exageram nesse recurso, como o New Kids on the Block, para quem cantar ao vivo atrapalha: eles gravam e dublam até as próprias vozes, para ter mais liberdade na execução das coreografias.Se em alguns shows os artistas estão ali por puro enfeite, porque o som já vem pronto, pode chegar o dia em que um computador tocará sozinho. Tecnicamente isso é perfeitamente possível - basta montar uma orquestra de samplers tocando sob programação. O sampler é um aparelho digital em que se pode gravar qualquer som, até de uma frigideira, e ele faz daquilo um instrumento capaz de emitir várias notas. Em shows normais, um tecladista pode "tocar" vários teclados ao mesmo tempo, pois só tem o trabalho de acionar três ou quatro samplers pré-programados e vê-los executar a música por conta própria. No lugar de um músico, pode-se perfeitamente colocar um microcomputador programado para fazer cada sampler tocar seu "instrumento" na hora certa, e assim a eletrônica faz o show sozinha sem precisar de artistas sobre o palco. Resta saber se isso teria alguma graça.


terça-feira, 26 de julho de 2011

Festival Verde-Amarelo ROCK BRASILEIRO

FESTIVAL VERDE-AMARELO





Segunda-feira - Anos 50

As raízes do rock brasileiro no primeiro dia do festival



Show de abertura

18h

Nora Ney grava "Rock Around the Clock", de Bill Halley & His Comets



Primeiro rock em português

19h

Cauby Peixoto compõe "Rock and Roll em Copacabana"



20h

Celly e Tony Campello cantam seus maiores sucessos: "Banho de Lua", "Boogie do Bebê" e "Estúpido Cupido"



Terça-feira - Anos 60

Para quem gosta de romance e barulho



18h

O grupo The Sputniks mostra os primórdios da Jovem Guarda



19h

Roberto e Erasmo Carlos cantam versões de sucessos internacionais



Os hits da década "É Proibido Fumar" "O Calhambeque"

20h

Roberto e Erasmo voltam ao palco. Desta vez, com sucessos próprios



Intervalo

No telão Record, imagens do programa Jovem Guarda com Wanderléa, Ronnie Von e Jerry Adriani



22h

Os Mutantes mostram o que pode sair da mistura entre psicodelia californiana e ritmos regionais



23h

Gilberto Gil, Caetano Veloso e o maestro Rogério Duprat pegam nas guitarras para mostrar o verdadeiro espírito da Tropicália



Quarta-feira - Anos 70

Hoje, alguns dos melhores grupos do festival



1 milhão de discos vendidos

18h

Ney Matogrosso lidera o grupo Secos & Molhados



19h

Made in Brazil e Tutti Frutti: guitarras pesadas e letras em português



20h

Rock progressivo com os grupos Módulo 1000, O Terço, Bixo da Seda e Barca do Sol



21h

Os Novos Baianos apresentam o disco Acabou Chorare, que funde samba com rock



22h

Invasão nordestina: Alceu Valença e Geraldo Azevedo, Zé Ramalho, Robertinho do Recife e Belchior



23h

O grupo mineiro 14 Bis e os sucessos do seu primeiro disco



00h

O show mais disputado da noite: Raul Seixas canta os sucessos "Metamorfose Ambulante" e "Maluco Beleza"



Quinta-feira - Anos 80

Palcos diferentes, com programação simultânea



Palco Rio de Janeiro - O rock de bermudas

16h

Gang 90 & As Absurdettes cantam "Perdidos na Selva", canção que, apesar da torcida, não ganhou o Festival MPB-81, da Globo



17h

Sem medo de ser pop: Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens dividem o palco com Blitz



18h

Barão Vermelho emplaca grandes sucessos do vocalista Cazuza



19h

Os Paralamas do Sucesso fazem rock com guitarra, reggae e samba



20h

Leo Jaime fecha com "Solange" e "Só"



Palco São Paulo - O contra-ataque

17h

O punk de Cólera, Os Inocentes, AI-5, Ratos de Porão e Verminose



18h

Momento cabeça com Ira!, Voluntários da Pátria e Mercenárias



19h

Kid Vinil trai o punk cantando os hits "Tique Nervoso" e "Sou Boy"



20h

Ultraje a Rigor e Titãs. A gente somos inútil, mas gostamos de rock’n’roll



21h

Pode gritar à vontade! RPM faz sucesso com seu tecnopop



Palco Brasília - A capital também faz rock n’ roll

19h

Legião Urbana e os eternos hits: "Eduardo e Mônica", "Tempo Perdido", "Quase sem Querer" e "Índios"



21h

Capital Inicial emplaca "Música Urbana". Na sequência, Plebe Rude faz show relâmpago com canções como "Até Quando Esperar"



Palco Fora do Eixo - O que rola no resto do país

19h

Letras profundas na música dos gaúchos do Engenheiros do Hawaii. Palavrões à vontade com os baianos do Camisa de Vênus



Sexta-feira - Anos 90

Os ritmos se misturam na busca pelo rock brasileiro



Programação suspensa...

16h

Telão MTV mostra os primeiros clipes brasileiros



17h

Sepultura, a banda que faz mais sucesso lá fora do que aqui



18h

Oficina rock independente: Faça como as bandas Killing Chainsaw, Pin Ups, Greforréia e Xilarmônica: aprenda a gravar seu disco em casa



19h

Skank põe guitarra em ritmos jamaicanos. Raimundos mistura punk e forró



20h

Pato Fu toca seu pop esquisito em hits como "Made in Japan"



21h

Planet Hemp agrada o país com hip hop e discursos sobre drogas



22h

Guitarra pesadas, dub e reggae na música de O Rappa



23h

Charlie Brown Jr. e seu mix de rock e rap



O melhor da noite

00h

Um show como há tempos não se via: Chico Science & Nação Zumbi revelam o Mangue Beat



Sábado - Anos 00

Diversidade, imitações e um bocado de revivals



18h

As bandas que tocaram na quinta voltam em versões acústicas produzidas pela MTV



19h

Los Hermanos, a banda do momento, com disco mais próximo da MPB



20h

Paixões juvenis e protestos contra tudo nas letras do CPM 22 e Pitty



21h

Marcelo D2, o vocalista do Planet Hemp, segue com força total em carreira solo



22h
Para encerrar, Wado, Autoramas, Kassim, De Leve, MQN, Cansei de Ser Sexy e outras bandas mostram que há vida no rock independente

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Paul MCCartney esta morto ??? Rock

PAUL MCCARTNEY ESTÁ MORTO?

O cantor sofreu um acidente de carro e um sósia tornou seu lugar nos Beatles. Paul morreu, mas a boa notícia é que Elvis Presley está vivo, assim como Jim Morrison. Não dá para acreditar? Pois saiba que o mundo da música tem mais teorias conspiratórias do que bandas cover

Pouca gente sabe, mas a aparição de bandas brasileiras nos comerciais de uma marca de refrigerante faz parte de um plano para que os artistas estrangeiros conquistem o mercado musical no país. Hoje, de cada quatro discos vendidos no Brasil, três são em português. A estratégia para reverter esse quadro é simples. Ao contratar nomes identificados com a molecada, a campanha visa destruir a reputação do rock nacional - por fazer propaganda, e logo de quê! - perante os adolescentes, que passariam a consumir os lançamentos dos grupos americanos. O vocalista do Los Hermanos, Marcelo Camelo, descobriu o esquema e ia botar a boca no mundo até ser agredido por Chorão, do Charlie Brown Jr., uma das bandas seduzidas pela oferta publicitária.

Quando a intimidação física não funciona, o complô parte para métodos mais sutis, como a desmoralização (o show de Marcelo D2 na Daslu), o controle mental (a saída de Max Cavalera do Sepultura; a conversão evangélica de Rodolfo, ex-Raimundos) ou a eliminação sumária (a queda do avião que levava os Mamonas Assassinas; a batida do carro de Chico Science). Donos de estilos e públicos diferentes, os alvos apresentavam pelo menos algo em comum: todos ameaçavam a hegemonia imperialista sobre a cultura brasileira. Por trás dessas ações (e de outras ainda não comprovadas) estão a CIA, o complexo industrial militar, os Illuminati, a maçonaria, o Priorato de Sião, o Vaticano e Silvio Santos, os artífices da Nova Ordem Mundial. Parece absurdo. E é. Ou não, se você acredita que Elvis Presley está vivo e Paul McCartney, morto. Na música pop, os conspiradores estão sempre à espreita para desmentir fatalidades, desbaratar conexões sórdidas ou, na falta de evidências mais apropriadas, revelar significados ocultos nas obras dos artistas (veja quadro na página 71).

PÉ NA COVA

Enquanto o Rei do Rock anda surpreendendo velhinhas em lojas de conveniência, o que sobrou do Beatle apodrece em uma cova rasa nos fundos do Cavern Club, em Liverpool. Vítima de um acidente de trânsito em novembro de 1966, McCartney foi substituído por um sósia para que a banda prosseguisse sua escalada rumo ao estrelato. John Lennon, George Harrison e Ringo Starr agiram como cúmplices, anunciando em seguida que o quarteto não faria mais shows. Assim, dificultariam que o novo membro (Billy Shears ou George Campbell, dependendo da fonte consultada) fosse desmascarado.

Embora coniventes com a tramóia, os três remanescentes trataram de espalhar pistas que denunciam a farsa nos álbuns seguintes do "quarteto".

A começar pela fotomontagem da capa de Sgt. Pepper´s. Em cima da cabeça de McCartney, uma mão acena em um gesto de despedida. O trabalho é assinado por Beatles, e não The Beatles, como seria usual, porque aquela não era a formação original. No encarte, em duas das várias fotos com o grupo empertigado como a Banda do Sargento Pimenta, McCartney está de costas.

A coisa não pára por aí. Em Abbey Road McCartney atravessa a rua com o passo trocado e está descalço (algumas religiões enterram seus mortos desse jeito). Um fusca (beetle, em inglês) carrega a placa "28 IF", ou seja, ele completaria 28 anos se (if) não tivesse morrido aos 27. Na calçada oposta, um rabecão espera por sua encomenda. Dezenas de outras dicas perambulam pela Internet. Na rede aprende-se também que a morte do beatle nasceu de um trote de um radialista. A comoção dos fãs encarregou-se do resto, multiplicando-se a ponto de obrigar McCartney a convocar uma entrevista coletiva em 1969 para provar que estava vivo.

A paranóia avançou pela contracultura dos anos 60, época de transformações comportamentais, estéticas e políticas - bancadas pela CIA. O LSD caiu como uma luva em seu programa MK Ultra, que incluía hipnose, choque elétrico e lobotomia para controlar corações e mentes. Bastou distribuir a droga pelos Estados Unidos para fomentar a surgimento de hippies mais ligados nas viagens de ácido lisérgico do que nos efeitos da Guerra Fria. A loucura generalizada era parte das atribuições da Operação Caos, urdida para conter os artistas que não rezavam na cartilha dos elementares valores americanos.

Entre 1968 e 1976, o conluio transformou inúmeras estrelas do movimento em cadáveres. No atestado de óbito, podiam constar desde causas prosaicas (o sanduíche de presunto entalado na garganta de Mama Cass Elliot, dos The Mamas & The Papas) até decorrências de overdose, como afogamento na piscina (Brian Jones, dos Rolling Stones) e asfixia por vômito (Janis Joplin, Jimi Hendrix). O líder dos Doors, Jim Morrison, foi mais ardiloso. Na iminência de engrossar a lista dos assassinados pela CIA, simulou a própria morte em 1971, em Paris, e tornou-se um espião internacional. Somente sua companheira Pamela Courson e o médico francês Mar Vasille viram seu corpo. A viúva morreu em 1974 (de overdose!). O doutor? Não fala sobre o assunto.

FOI SUICÍDIO?

É desconhecida a continuidade da Operação Caos durante as décadas seguintes, apesar de pairarem suspeitas a respeito do suicídio de Kurt Cobain, em 1994. O astro do grunge não conseguiria apontar um revólver para a própria cabeça e apertar o gatilho se tivesse injetado 1,25 mg (três vezes mais do que o habitual) de heroína na veia. A vilã teria sido sua mulher, Courtney Love, ávida por um golpe que atraísse os holofotes para sua banda, Hole. Estranhamente, o cara que disse ter recebido 50 000 dólares dela para fazer o serviço foi atropelado por um trem.

Sem tradição no rock, é previsível que o Brasil fique devendo também em matéria de enredos fantásticos envolvendo sua música e seus artistas. As contribuições nacionais para a conspirologia pop trafegam com mais desenvoltura no terreno do folclore do que no das intenções escusas. Roberto Carlos que o diga: seu primeiro LP, Louco por Você, nunca foi relançado em CD porque o Rei teria vergonha dele. Gravado em 1961, o disco mostra a fase em que o cantor queria ser João Gilberto, e foi um retumbante fracasso. O vinil virou raridade e chega a valer mais de 2 000 reais. Isso quando se acha algum exemplar, porque Roberto Carlos mantém equipes de prontidão para vasculhar sebos por todo o país e destruir as cópias.

No rol de lendas urbanas que enriquece o imaginário musical brasileiro sem maiores conseqüências funestas, a exceção é Wilson Simonal, condenado ao ostracismo pela imprensa e pelos colegas sob acusação de ser colaborador do regime militar. Em 1971, ele percebeu um desfalque e demitiu o contador de sua empresa. O funcionário exigiu seus direitos na Justiça. Em vez de indenização, tomou um cacete dos agentes do Departamento de Ordem Política e Social (Dops). A represália pespegou no negro e fanfarrão Simonal a pecha de informante da repressão no meio artístico, e sua carreira entrou em declínio. Mesmo com o habeas data emitido em 1991 pelo Planalto negando qualquer vínculo do cantor com a ditadura, ele morreu em 2 000 com a fama de dedo-duro.
No mais, jornalistas queixam-se da "máfia do dendê", um esquadrão informal de artistas baianos que se utiliza da engenharia social para evitar a publicação de críticas negativas a qualquer dos compadres do grupo. Em 1992, a MTV foi processada pelas cenas de perversões sexuais detectadas em uma de suas vinhetas. Mas, dizem por aí, o disco Oxigênio, do Jota Quest, guarda uma insólita associação com o longa-metragem Acquaria. Basta acioná-los simultaneamente para se espantar com a relação entre os maneirismos vocais de Rogério Flausino à procura de ar e as aventuras de Sandy & Junior em busca de água.

Eu acredito!

"Elvis é a própria encarnação do demônio. Assim, ele não pode ter morrido. Repare em seu nome, um anagrama de Evil´s ("do mal"). Depois de inventar o rock e corromper a juventude, ele se alistou no exército para infiltrar seus demônios no centro do poder. Kennedy, o mais famoso dessa legião, foi removido em 1963 para pôr em ordem os negócios do mestre. Algumas estrelas de rock conseguiram fugir do culto elvínico, mas pagaram o preço: Janis Joplin, Jimi Hendrix, Kurt Cobain. No Brasil, o mais famoso foi Raul Seixas, que denunciou no "Rock do Diabo": "O diabo é o pai do rock"
Marcos Nogueira é editor de Universo Animal

Espelho sonoro

Ninguém sabe por que alguns cantores gravam mensagens ao contrário. Para decifrá-las, é preciso tocar o disco no sentido anti-horário. Sites como o www.mensagemsubliminar.com.br já fizeram isso por você

Artista/Música - A Turma do Balão Mágico "Superfantástico"

Letra original - "Superfantástico / No balão mágico / O mundo fica bem mais divertido"

Mensagem invertida - "Porque já invadimos o mundo / Porque já moramos / Porque já morremos"



Artista/Música - Xuxa "Doce Mel"

Letra original - "Em qualquer faz-de-conta / A gente apronta"

Mensagem invertida - "Adore Hare Krishna / Afronte Javé"



Artista/Música - Menudo "Não se reprima"

Letra original - "Não se reprima" / "Não se reprima" / "Não se reprima"

Mensagem invertida - "Satanás vive" / "Satanás vivei" / "Satanás vive"



Artista/Música - Legião Urbana "Pais e Filhos"

Letra original - "Vou fugir de casal / Posso..."

Mensagem invertida - "Satanás aqui"



Artista/Música - Xuxa "Marquei um X"

Letra original - "Marquei um X/ Um X / no meu coração"
Mensagem invertida - "Jesus é exu / Exu é rei"

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Uma viagem submarina - Beatles 1968

UMA VIAGEM SUBMARINA



EMBAIXO D´AGUA

Yellow Submarine, o filme, foi lançado em 1968. É um desenho animado psicodélico com trilha sonora e participação dos Beatles. Diferente de tudo que já havia sido feito em animação, ele se tornou um marco dos anos 60

O MAESTRO DE PEPPERLAND

Pepperland fica "a 80 mil léguas no fim do fundo do mar... ou no começo do fundo, a 18 mil léguas" - não se sabe ao certo. Seus habitantes são felizes e nunca se sentem solitários porque a brisa leva a toda parte o som da banda do Sargento Pepper

HELP

O paraíso surreal, porém, foi dominado pelos Maldosos Azuis, um exército de vilões que odeiam música e querem varrer Pepperland do mapa. Por isso, Fred, o capitão do submarino, foi até Liverpool pedir ajuda aos Beatles

COMO SAiMOS DAQUI?

No caminho de volta, eles enfrentaram oceanos assustadores e monstros terríveis e caíram no mar dos Buracos. "Onde fica a saída?", perguntou George. Um dos buracos os levou direto para Pepperland

LOVE LOVE LOVE
Lá, o quarteto se vestia com as roupas da banda do Sargento Pepper e salvou os habitantes fazendo os Maldosos Azuis dançarem. "All you need is love", cantava John. Até o líder dos vilões se juntou ao grupo

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Um, dois, três, quatro ! - Rock

UM, DOIS, TRÊS, QUATRO! - Rock



Foram cinco décadas bem vividas. O rock’n’roll, quem diria, está fazendo 50 anos regados a sexo, a drogas e a ele próprio. Não pensem que foi uma vida fácil: entre tapas e beijos, o rock viveu um romance conturbado com a sociedade. Numa hora, era o queridinho de todos, para logo depois ser chutado e escorraçado como um cão sem dono.

Nesse meio século, o rock’n’roll foi celebrado por multidões, massacrado pela Igreja, explorado por publicitários, dissecado por historiadores, cooptado pela moda, malhado por puristas, dignificado pelos Beatles e maltratado por Bon Jovi e Simply Red. Passou por bons e maus bocados, e chegou a ser dado por morto algumas vezes. Mas, como fênix, sempre deu um jeito de reaparecer, resgatado das trevas por algum adolescente talentoso e entediado. É uma história e tanto.

Segundo historiadores, o marco zero do rock teria acontecido em julho de 1954, quando um caminhoneiro chamado Elvis Presley entrou no Sun Studios, em Memphis, e gravou "That’s Allright Mamma".

Vamos deixar uma coisa bem clara: Elvis não inventou o rock. Antes dele, gente como Chuck Berry e Bill Halley já tocavam rock. Desde o fim dos anos 40, "rock’n’roll" era usado em letras de música como sinônimo de "dançar" ou "fazer amor". Em 1952, o radialista Alan Freed - que depois viria a reivindicar a criação do termo - batizou seu programa de Moondog’s Rock and Roll Party.

Se não criou o rock’n’roll, Elvis ao menos pode ser considerado o mensageiro que apresentou o rock ao mundo. Era o homem certo no momento certo: bonito, talentoso e carismático. Mais importante: era branco e, por isso, aceitável para a América dos anos 50. "Eu agradeço a Deus por Elvis Presley", disse o negro Little Richard, um dos grandes pioneiros do rock. "Ele abriu as portas para muitos de nós."

A tarefa de Elvis não foi fácil: a sociedade norte-americana demorou bastante para aceitar aquele branco que cantava e dançava como um negro. Em uma de suas primeiras apresentações na TV, as câmeras o filmaram apenas da cintura para cima, sem mostrar aquele quadril que teimava em rebolar. Elvis, ao contrário de vários outros ídolos da época (como Pat Boone, por exemplo), nunca renegou a origem de sua música. "O que eu faço não é novidade", disse. "Os negros vêm cantando e dançando dessa forma há muito tempo."

Se a vida nos anos 50 não era moleza para um roqueiro branco como ele, o que dizer de artistas negros como Little Richard, Chuck Berry, Bo Diddley e Fats Domino? Num país de escolas segregadas, que ainda via negros serem linchados, o simples fato de um artista negro viajar para mostrar sua música assumia proporções épicas de heroísmo e bravura.

Uma história emblemática do período é a de Shelley "The Playboy" Stewart, um radialista negro que apresentava um programa de rock na estação WEDR, no Alabama. O programa de Stewart atraía um público predominantemente branco, que aprendera a gostar dos artistas "de cor" que o DJ tocava.

No dia 14 de julho de 1960, Stewart estava apresentando um show na cidade de Bessemer, quando recebeu um aviso do dono do clube: a Ku Klux Klan, temida organização racista, havia mandado 80 homens para atacá-lo. Os encapuzados cercavam o clube e ameaçavam invadir o local. Sem perder a calma, Stewart avisou à platéia - formada por 800 brancos - que teria de parar o show. Foi aí que o inesperado aconteceu. "Os jovens que estavam no clube se rebelaram", disse Stewart, anos depois. "Eles saíram correndo do local e atacaram a Klan, lutando por mim." A simbologia do fato é forte demais: brancos lutando contra brancos, pelo direito de ouvir música negra.

Sim, o rock’n’roll é música negra. Como o blues, o samba e o hip hop, o rock nasceu da escravidão e tem suas origens na migração forçada de milhões de africanos, que foram tirados de suas aldeias e jogados em terras estranhas. Todos esses gêneros musicais têm duas características comuns, herdadas da África: a primeira é a predominância de uma base rítmica constante e repetitiva; a segunda é a utilização da música de uma forma emocional e espiritual. Nas colheitas de algodão dos Estados Unidos, os escravos cantavam para celebrar sua espiritualidade e seus ancestrais. Também cantavam sobre as mazelas da escravidão, estabelecendo assim uma relação direta entre sua música e a realidade social. O rock herdou essa capacidade de radiografar o presente.

Na época, a sociedade americana começava a abandonar preconceitos seculares. De uma certa forma, a explosão do rock simbolizou uma América nova, mais liberal, próspera e livre das dificuldades econômicas do pós-guerra. Adolescentes brancos começaram a curtir uma música antes relegada a salões de baile nos bairros negros e pobres.

Em 1956, "Blue Suede Shoes", de Carl Perkins, tornou-se a primeira música a chegar ao topo das paradas de pop, rhythm’n’blues e country. O fato representou um marco não só para a música, mas para toda a sociedade americana. Pela primeira vez, brancos e negros estavam gostando da mesma coisa. Em 1959, outra canção, "The Twist", de Chubby Checker, também uniu o país. O ativista e autor Eldridge Cleaver, fundador do grupo radical Panteras Negras, escreveu: "A canção conseguiu, de uma forma que a política, a religião e a lei nunca haviam sido capazes, escrever na alma e no coração o que a Suprema Corte só havia conseguido escrever em livros".

O rock’n’roll não mudou a sociedade, mas serviu como espelho de mudanças e tendências. Claro que ninguém deixou de ser racista ao ouvir Elvis Presley cantando música "de negros", mas o simples fato de Elvis aparecer em cadeia nacional, rebolando os quadris e celebrando uma cultura marginal, mostrava que o país estava mudando.

Paralelamente ao surgimento do rock, a sociedade norte-americana via o aparecimento de outro fenômeno, que se tornaria vital para a explosão do rock’n’roll: o adolescente.

Até meados do século 20, adolescentes tiveram uma vida dura nos Estados Unidos. O país havia passado por duas guerras mundiais e pela Grande Depressão; ser jovem por lá significava trabalhar duro e ajudar os pais a sustentar a casa.

Para a sociedade de consumo, o adolescente não existia. Não havia música ou filmes feitos especialmente para eles. Pais e filhos eram obrigados a gostar das mesmas coisas: as big bands de Tommy Dorsey e Benny Goodman, as baladas de Nat King Cole e Frank Sinatra, a cafonice de Pat Boone e Perry Como.

Depois da Segunda Guerra, tudo mudou: os Estados Unidos entraram numa fase de prosperidade, a economia cresceu e os adolescentes, que antes davam duro ajudando os pais, passaram a receber mesada. Isso criou um novo mercado, voltado unicamente para o jovem.

Hollywood logo entrou na onda, lançando filmes direcionados aos adolescentes. Dois deles, O Selvagem (1954) e Rebelde sem Causa (1955), revelaram Marlon Brando e James Dean interpretando jovens em conflito com a geração de seus pais. A rebeldia estava na moda. Daí surgiu Elvis Presley, dando voz a uma geração cansada da caretice dos pais.

A sociedade de consumo não demorou para perceber o potencial do filão jovem. Foi só aí que o rock explodiu na América. E tome filmes, revistas, livros, badulaques, calendários e todo tipo de bugiganga direcionada aos novos consumidores. Elvis, o rebelde, tornou-se uma figura tão familiar aos lares americanos quanto o presidente Eisenhower.

As gravadoras, que nunca gostaram de arriscar, trataram de diluir o rock em fórmulas açucaradas, bem ao gosto do público branco médio. O canastrão Pat Boone, por exemplo, gravou Tutti Frutti, mudando a letra (escrita por Little Richard, negro, homossexual e orgulhoso), para não chocar as boas moças da América. Foi um estouro. Era a tal coisa: "rock sim, mas limpinho, por favor".

Apesar do sucesso, muita gente previa um fim rápido para o rock. O gênero era visto como uma moda passageira, a exemplo do calipso ou de tantas outras que tiveram seus 15 minutos de fama na América.

Para piorar, os roqueiros passavam por maus bocados no fim dos anos 50: Elvis Presley foi para o Exército, Chuck Berry ficou preso dois anos por ter atravessado uma fronteira estadual com uma prostituta menor de idade, Little Richard abandonou o rock e virou pastor depois de "ouvir o chamado de Deus" durante um vôo turbulento, Jerry Lee Lewis arruinou a carreira ao casar com uma prima de 13 anos, Buddy Holly morreu em um acidente de avião, que matou também Ritchie Valens (La Bamba) e Big Bopper (Chantilly Lace), e Eddie Cochran morreu em um acidente de carro. Quando o futuro do rock’n’roll parecia negro, surgiram os Beatles.

A influência dos Beatles é incalculável. Musicalmente, eles elevaram o rock a um nível até hoje inigualado, estabelecendo parâmetros e modelos para toda a música pop. Suas experimentações abriram novas possibilidades sonoras e ampliaram os horizontes musicais das gerações posteriores. Culturalmente, eles foram igualmente importantes: carismáticos, irreverentes e cheios de sex-appeal, eles surgiram no mundo como um sopro renovador, obliterando a caretice da década de 50 e inaugurando uma era mais livre e esperançosa - os anos 60.

O surgimento do rock e de seus primeiros ídolos - Elvis, Beatles, Rolling Stones - mudou a relação entre a música e o público. Até o rock aparecer, o "músico" - fosse produtor, instrumentista ou compositor - era visto como um profissional muito qualificado. Compositores de "música popular" eram sofisticados como Cole Porter e Irving Berlin; cantores eram Frank Sinatra e Bing Crosby.

O rock democratizou a música pop. Subitamente, qualquer um podia subir em um palco e cantar. Elvis, um caipira ignorante, passou a freqüentar as paradas de sucesso ao lado de Sinatra e Nat King Cole (dá até para entender por que Sinatra, acostumado a trabalhar com músicos experientes, não aceitou o novo estilo: "rock’n’roll é a coisa mais brutal, feia e degenerada que eu já tive o desprazer de ouvir", disse o "olhos azuis").

Essa "democracia" do rock teve um efeito imediato: os artistas ficaram cada vez mais parecidos com seu público, tanto em idade quanto em classe social. Os jovens passaram a se identificar mais com seus ídolos, estabelecendo uma relação mais próxima com a música. O rock também passou a buscar na sociedade - especialmente nos jovens - os temas de suas canções. Essa troca fez do rock a música mais popular e culturalmente impactante do século 20.

Para muitos, esse estreitamento entre artista e público também causa um declínio gradual na qualidade da música. A cada ano, um número maior de pessoas sem treinamento musical tem acesso a tecnologias de composição e gravação. Hoje, aparelhos como samplers e placas de som permitem a qualquer um gravar um disco em casa. E popularização raramente é sinônimo de qualidade.

O fato é que nenhuma outra música esteve tão sintonizada com a realidade de seu tempo quanto o rock. Desde os anos 50, ele passou a ser um espelho da sociedade, refletindo a moda, o comportamento e as atitudes dos jovens. Isso fez do rock uma música com prazo de validade, ou seja, tão ligada no "hoje" que corre o risco de sair de moda rapidamente, junto com os temas abordados (para confirmar, basta assistir a qualquer videoclipe de dez anos atrás).

Isso cria situações interessantes: o que é "bacana" e "moderno" para uma geração torna-se ultrapassado para a próxima. Sendo um gênero que se alimenta sempre do novo, o rock’n’roll gera conflito entre seus fãs. Um movimento surge como resposta ao anterior e assim por diante, numa renovação incansável.

Esses conflitos, mais que interessantes, são necessários: sem eles, estaríamos condenados à eterna repetição. Foi a partir desses "rachas" que nasceram alguns dos movimentos mais influentes do rock, como o punk, basicamente uma reação ao comercialismo e à pompa do rock dos anos 70, que havia perdido a identificação com as gerações mais novas. Ao contrário do que ocorria antes do rock’n’roll, agora ficou fora de moda curtir a mesma música que os pais. Mas isso é cíclico, claro: com o passar dos anos, a indústria descobriu o potencial do saudosismo. Hoje, temos canais de televisão que vivem de reembalar artistas velhos como se fossem a última novidade. E veteranos - como o Aerosmith, por exemplo - que, graças a seus clipes na MTV, reinventam-se para um público que nem era nascido quando eles faziam sua melhor música.

Os Beatles são um bom exemplo da capacidade do rock de se adaptar a cada época. Para entender as mudanças ocorridas nos anos 60, basta olhar as fotos do grupo durante o período. Nos primeiros anos, vestidos com terninhos idênticos e cabelos bem penteados, os quatro eram a imagem perfeita do otimismo da era Kennedy. Depois, como todos, abandonaram a inocência: os cabelos cresceram e os sorrisos deram lugar ao cinismo, enquanto Kennedy era morto e a guerra começava no Vietnã. No fim da década, quando jovens faziam passeatas na Europa, Martin Luther King era assassinado e o conflito do Vietnã piorava, os Beatles buscaram consolo espiritual na Índia, renegando o comercialismo ocidental. A banda acabou melancolicamente, junto com uma década que começara cheia de promessas e que terminava em guerra e decepção.

Não foram os únicos roqueiros que se tornaram símbolos de uma era: Bob Dylan, Jimi Hendrix e Jim Morrison também viraram ícones dos anos 60, tanto quanto o símbolo da paz ou o rosto de Che Guevara. Sid Vicious é, até hoje, a imagem mais reconhecível da rebeldia punk. E basta um passeio por qualquer grande cidade para ver, a qualquer hora, jovens usando camisetas com o semblante triste de Kurt Cobain.

Esses rostos passaram a representar mais que a simples paixão por uma banda ou artista: tornaram-se símbolos de um estado de espírito e de um jeito de ser. A iconografia, claro, reduz tudo a seu nível mais rasteiro - e um artista como Kurt Cobain, autor de dezenas de músicas, acabou reduzido a garoto-propaganda do suicídio e da alienação adolescente. John Lennon foi assassinado e virou "marca", transformado, como Gandhi, em símbolo de paz e amor. Logo ele, que nunca escondeu ter sido um pai ausente e que tratou Paul McCartney como um cachorro sarnento depois do fim dos Beatles. O rock simplifica tudo.
Talvez seja essa a razão de seu sucesso. Como bem disse Gene Simmons, do Kiss: "Eu não sou Shakespeare. Mas ganhei muita grana e transei com mais de 4 mil mulheres. Tenho certeza de que Shakespeare trocaria de lugar comigo a qualquer hora". Quem duvida?

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

B.Boy na fita - Break

B.BOY NA FITA - Break



BBoy (pronuncia-se bi-boi) E o nome de quem pratica o break, danca que representa um dos três elementos do Hip Hop - os outros Dois são o rap e o grafite. O termo e a abreviacao de Break Boying e foi criado no Bronx (bairro de negros e hispânicos de Nova York), na decada de 70, pelo DJ Kool Herc

Break
O break tem esse nome porque os praticantes dançavam na "quebrada" da música. Ou seja, nas batidas que os DJ´s criavam "colando" as faixas do vinil. O gênero sofreu influência do funk - especialmente dos passos de James Brown - e dos filmes de Kung fu

Grafiteiro
Derf (na escada) foi quem mandou bem no grafite. A arte é a expressão visual do Hip Hop. Originou-se em Nova York e na Filadélfia na década de 70 e era bastante usado em protestos e no metrô

Batalha
A competição entre BBoys chama-se batalha. Era disputada por gangues rivais do Bronx. Hoje, há campeonatos nos EUA, Europa, Brasil e até Japão. A batalha acontece entre dois grupos colocados frente a frente. Cada um tem de seis a oito membros e cada disputa dura seis minutos. Ganha quem dançar melhor, de acordo com os juízes

O Som
O grupo, que também pode ser formado por meninas (BGirls), tem roupas e atitudes próprias. A rua é o palco das apresentações. O rádio, um sound-system portátil, toca a trilha sonora (rap)

Moinho
Esse movimento faz parte dos power moves. Além deles, um BBoy de verdade tem de saber executar o top rock, o footwork e o freeze (ver abaixo)

Top Rock
Movimentos ritmados dos pés que funcionam como o cartão de visita do BBoy. É executado na apresentação, quando ele entra na roda, e serve para mostrar o seu estilo

Going Down
Essa parte é a transição do top rock para o footwork. Acompanhando o ritmo da música, o BBoy desce para exibir suas proezas no solo

Footwork
Conhecido também por sapateado, é o trabalho intenso com os pés ao mesmo tempo em que o corpo se movimenta em círculos com o apoio das mãos. É a base do BBoy

Flare
É mais um dos power moves. Bastante parecido com os movimentos dos ginastas. É executado no chão com o apoio das mãos. Os quadris ficam no ar e as pernas, separadas no alto

Freeze
Parada repentina entre uma seqüência de movimentos. Deve durar pelo menos dois segundos. Quanto mais difícil a posição escolhida, maior a nota dos juízes. Os freezes devem ser bem planejados para que não se saia do ritmo

terça-feira, 13 de julho de 2010

Exposição celebra os 40 anos de Woodstock

23/06/09 - 18h10 - Atualizado em 23/06/09 - 18h10

Exposição celebra os 40 anos de Woodstock nos EUA
Museu do Hall da Fama do Rock abre mostra em julho.
Projeto original do produtor do festival será exposto.

O clima de paz e amor vai durar muito mais do que três dias no museu do Hall da Fama do Rock, que está celebrando o aniversário de 40 anos do festival de Woodstock com uma nova exposição.




Fãs se divertem em cima de uma Kombi durante o festival de Woodstock, em agosto de 1969. (Foto: AP)

De 3 de julho a 29 de novembro, o museu localizado em Cleveland, nos Estados Unidos, vai reunir memorabília do lendário fim de semana. Entre os itens expostos, os visitantes poderão ver até o projeto original escrito pelo produtor do festival, Michael Lang.

Uma série de eventos está sendo planejada em homenagem às quatro décadas de Woodstock, que aconteceu nos dias 15, 16 e 17 de agosto de 1969 e reuniu artistas como Janis Joplin, The Who, Jimi Hendrix e uma dezena de outros nomes.

sábado, 3 de outubro de 2009

Coletânea de clássicos 'Guitar hero'

06/05/09 - 16h49 - Atualizado em 06/05/09 - 17h13

Confira lista de músicas da coletânea de clássicos 'Guitar hero'
'Smash hits' terá 48 músicas de jogos anteriores da série.
Canções serão adaptadas para funcionar com todos os instrumentos.




Foto: Divulgação 'Guitar hero smash hits' recupera músicas dos primeiros jogos da série (Foto: Divulgação) A Activision anunciou nesta quarta-feira (6) a lista final de músicas de "Guitar hero smash hits" (Xbox 360, Wii, PlayStation 2 e 3), jogo com previsão de lançamento para 26 de junho. A lista, publicada pelo site "Joystiq", resgata clássicos das duas primeiras versões do jogo, além do pacote "anos 80" e "Guitar hero Aerosmith".

"Smash hits" ("Greatest hits" na Europa) traz 48 músicas, com duas melhorias marcantes. As canções estarão em sua versão original e serão adaptadas para funcionar com todos os instrumentos introduzidos em "Guitar hero world tour" (2008).

A maioria das músicas de "Smash hits" vem de "Guitar hero" I e II, quando grande parte das canções aparecia em versão cover e ainda não existiam os instrumentos adicionais: bateria e microfone.


'Guitar hero smash hits' terá 48 músicas, todas em versões originais. Nos jogos anteriores, muitas delas figuravam na versão cover (Foto: Divulgação)

Confira as músicas de "Guitar hero: greatest hits" e veja de quais jogos elas vieram

"Guitar hero" (2005)
- Blue Öyster Cult - "Godzilla"
- Boston - "More than a feeling"
- Deep Purple - "Smoke on the water"
- Franz Ferdinand - "Take me out"
- Helmet - "Unsung (Live)"
- Incubus - "Stellar"
- Joan Jett & The Blackhearts - "I love rock n' roll"
- Ozzy Osbourne - "Bark at the moon"
- Pantera - "Cowboys from hell (Live)"
- Queen - "Killer queen"
- Queens Of The Stone Age - "No one knows"
- The Donnas - "Take it off"
- The Exies - "Hey you"
- White Zombie - "Thunder kiss '65"

"Guitar hero II" (2006)
- Alice In Chains - "Them bones"
- Avenged Sevenfold - "Beast and the harlot"
- Danzig - "Mother"
- Foo Fighters - "Monkey wrench"
- Iron Maiden - "The trooper"
- Jane's Addiction - "Stop!"
- Kansas - "Carry on wayward son"
- Lamb Of God - "Laid to rest"
- Lynyrd Skynyrd - "Free bird"
- Mötley Crue- "Shout at the devil"
- Nirvana - "Heart-Shaped box"
- Rage Against The Machine - "Killing in the name"
- Reverend Horton Heat - "Psychobilly freakout"
- Rush - "YYZ"
- Stone Temple Pilots - "Trippin' on a Hole in a paper heart"
- The Police - "Message in a bottle"
- The Sword - "Freya"
- Warrant - "Cherry pie"
- Wolfmother - "Woman"

"Guitar Hero encore: rocks the 80s" (2007)
- Anthrax - "Caught in a mosh"
- Extreme - "Play with me"
- Judas Priest - "Electric eye"
- Poison - "Nothin' but a good time"
- Ratt - "Round and round"
- Twisted Sister - "I wanna rock"

"Guitar Hero III: legends of rock" (2007)
- AFI - "Miss murder"
- DragonForce - "Through the fire and flames"
- Heart - "Barracuda"
- Kiss - "Rock and roll all nite"
- Living Colour - "Cult of personality"
- Pat Benatar - "Hit me with your best shot"
- Priestess - "Lay down"
- Slayer - "Raining blood"

"Guitar Hero: Aerosmith" (2008)
- Aerosmith - "Back in the saddle"



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