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domingo, 14 de outubro de 2012

Francês e americano ganham Nobel de Física de 2012


Francês e americano ganham Nobel de Física de 2012

Eles desenvolveram 'métodos de manipulação de sistemas quânticos'.
Anúncio aconteceu nesta terça-feira (9), na Suécia.

O Prêmio Nobel de Física de 2012 foi oferecido nesta terça-feira (9) ao francês Serge Haroche, do Collège de France, e ao americano David J. Wineland, da Universidade do Colorado, ambos de 68 anos, por seus trabalhos com "inovadores métodos experimentais que permitem medição e manipulação de sistemas quânticos individuais".

Eles desenvolveram formas de medir partículas quânticas (de escala minúscula) sem destruí-las, algo que antes parecia inatingível. Os premiados foram escolhidos pela Academia Real de Ciências da Suécia, que concedeu a eles um prêmio de 8 milhões de coroas suecas (US$ 1,2 milhão).
"Eles abriram a porta para uma nova era de experimentação em física quântica", declarou a Academia Real em nota.

Serge Haroche (esquerda) e David J. Wineland (Foto: Colllège de France e NIST/Divulgação)


“Para partículas individuais de luz ou matéria, as leis da física clássica deixam de se aplicar e assume a física quântica. Mas as partículas individuais não são facilmente isoladas do seu meio e elas perdem suas misteriosas propriedades quânticas, assim que interagem com o mundo exterior. Assim, muitos fenômenos aparentemente bizarros previstos pela física quântica não podiam ser diretamente observados”, explicou a academia.

Através de seus métodos de laboratório, Haroche e Wineland, juntamente com seus grupos de pesquisa, conseguiram medir e controlar estados quânticos muito frágeis, antes inacessíveis para observação direta. Esses novos métodos lhes permitem analisar, controlar e contar as partículas.
Embora desenvolvidos independentemente, seus métodos têm muitas coisas em comum. David Wineland prendeu átomos eletricamente carregados - ou íons – em “armadilhas”, controlando-os e medindo-os com a luz (fótons). Serge Haroche fez o caminho inverso: ele controla e mede fótons aprisionados através do envio de átomos por uma “armadilha”.

O professor Per Delsing explica, com dois espelhos, a forma como Haroche aprisiona fótons com uma 'armadilha', durante o anúncio do Nobel nesta terça-feira (9) (Foto: Reprodução)


Ambos trabalham no campo da óptica quântica e estudam a interação fundamental entre a luz e a matéria, área que tem progredido consideravelmente desde meados da década de 1980. Para a instituição sueca, seus inovadores métodos permitiram a esse tipo de pesquisa a dar os primeiros passos para a construção de um novo tipo de computador superrápido, com base na física quântica.

A pesquisa também levou à construção de relógios extremamente precisos que poderiam se tornar a base para um novo padrão de tempo, com mais de cem vezes maior precisão do que os relógios atuais de césio.





História do prêmio Nobel

Desde 1901, o Nobel de Física foi concedido a 192 pessoas em 105 premiações. O mais jovem a ser premiado foi Lawrence Bragg, que em 1915, quando ganhou, tinha apenas 25 anos. Ele é o mais jovem ganhador de qualquer Nobel, não apenas de física. O mais velho ganhador do de física é Raymond Davis Junior, que tinha 88 anos quando levou o prêmio, em 2002. John bardeen foi o único físico a receber o prêmio duas vezes - uma vez por seu trabalho com semicondutores e outra por sua pesquisa com supercondutividade. Em mais de um século de premiações, apenas duas mulheres ganharam o Nobel de Física.


Últimos ganhadores

Confira abaixo os últimos ganhadores do Nobel de Física:

2011: Saul Perlmutter e Adam Riess (Estados Unidos) e Brian Schmidt (Austrália/Estados Unidos)

2010: Andre Geim (Países-Baixos), Konstantin Novoselov (Rússia/Grã-Bretanha)

2009: Charles Kao (Estados Unidos/Grã-Bretanha), Willard Boyle (Estados Unidos/Canadá), George Smith (Estados Unidos)

2008: Yoichiro Nambu (Estados Unidos), Makoto Kobayashi e Toshihide Maskawa (Japão)

2007: Albert Fert (França) e Peter Grünberg (Alemanha)

2006: John C. Mather (Estados Unidos) e George F. Smoot (Estados Unidos)

2005: Roy J. Glauber (Estados Unidos), John L. Hall (Estados Unidos) e Theodor W. H¤nsch (Alemanha)

2004: David J. Gross, H. David Politzer e Frank Wilczek (Estados Unidos)

2003: Alexei A. Abrikosov (Rússia/Estados Unidos), Vitaly Ginzburg (Rússia) e Antony J. eggett (Grã-Bretanha/Estados Unidos)

2002: Raymond Davis Jr (Estados Unidos), Masatoshi Koshiba (Japão), e Riccardo Giacconi (Estados Unidos)





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