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quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Descoberta de esqueleto na Itália indica morte por método de tortura mais cruel

Descoberta de esqueleto na Itália indica morte por método de tortura mais cruel

Jovem pode ter sido executado na Roda de Santa Catarina devido ao preconceito por conta de sua aparência.

terça-feira, 18 de maio de 2021

'Mengele japonês' - Médico responsável por alguns dos maiores crimes de guerra jamais foi julgado

'Mengele japonês' - Médico responsável por alguns dos maiores crimes de guerra jamais foi julgado

Shirō Ishii foi um microbiologista que testou armas químicas e biológicas em humanos.

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Como a condenação aos terríveis experimentos nazistas abriu os caminhos para a bioética

Como a condenação aos terríveis experimentos nazistas abriu os caminhos para a bioética


Em 9 de dezembro de 1946, um Tribunal Militar Internacional, integrado por juízes dos países aliados – Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e União Soviética – julgou três oficiais e 20 médicos, sob a acusação de crimes contra a humanidade. 

sábado, 9 de novembro de 2019

Encontrados os restos mortais de jovem que sofreu uma das piores mortes da história

Encontrados os restos mortais de jovem que sofreu uma das piores mortes da história


Arqueólogos da Universidade de Milão descobriram os restos mortais de um jovem que sofreu uma das piores mortes da história. 

sábado, 21 de outubro de 2017

Este vilão épico realmente existiu - E foi muito mais perverso que na ficção


Este vilão épico realmente existiu - E foi muito mais perverso que na ficção


Imperador Romando desenvolveu gosto pela morte e pela tortura ainda pequeno.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Esta é a única evidência arqueológica de crucificação encontrada até hoje


Esta é a única evidência arqueológica de crucificação encontrada até hoje


Embora haja muito material histórico escrito sobre o uso da crucificação como método de execução por várias culturas antigas, entre elas a assíria, grega, romana, persa e cartaginesa, são praticamente inexistentes as evidências arqueológicas.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Os 5 métodos de tortura mais horríveis da Roma Antiga


Os 5 métodos de tortura mais horríveis da Roma Antiga


Crucificações, membros sexuais atados e torturas no caldeirão: o lado cruel e bestial da natureza humana existe desde os tempos remotos.

sábado, 3 de dezembro de 2016

13 fatos brutais que deveriam estar na lápide de Fidel Castro


13 fatos brutais que deveriam estar na lápide de Fidel Castro


Americanos que elogiavam Fidel pareciam ter esquecido que ele apontara mísseis atômicos contra o país

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Revelada na Escócia prisão de bruxas do século XV


Revelada na Escócia prisão de bruxas do século XV


Escavações em uma capela revelam local onde bruxas eram torturadas antes de serem queimadas em local público.

terça-feira, 24 de maio de 2016

O fim de um mistério ancestral: é revelada a identidade do “homem da máscara de ferro”


O fim de um mistério ancestral: é revelada a identidade do “homem da máscara de ferro”


Mais de 30 anos de pesquisa permitiram revelar a identidade do homem enigmático por trás da máscara de ferro, um mistério de três séculos de idade.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

5 castigos inusitados — e perversos — do passado


5 castigos inusitados — e perversos — do passado


Os castigos eram muitos, mas selecionei os que com maior frequência eram aplicados nos pecadores...


sexta-feira, 4 de março de 2016

Conheça a doença fatal que impede as pessoas de dormirem


Conheça a doença fatal que impede as pessoas de dormirem


Estima-se que menos de 30 famílias no mundo sofram de uma "maldição genética" chamada Insônia Familiar Fatal (IFF).

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Da tortura ao fitness - a real origem da esteira de corrida


Da tortura ao fitness -  a real origem da esteira de corrida


A esteira de ginástica em que hoje milhões de pessoas se exercitam e tentam relaxar, surgiu ao mundo como um cruel método de tortura. Na essência, correr sem sair do lugar pode ser algo capaz de enlouquecer alguém dependendo da duração do exercício e de como é realizado. 

quinta-feira, 9 de abril de 2015

O Japão e sua macabra Unidade 731 – Segunda Guerra Mundial


O Japão e sua macabra Unidade 731 – Segunda Guerra Mundial


No ano de 1936, o Exército Imperial Japonês (Dai-Nippon Teikoku Rikugun) criou o Departamento de Purificação da Água e Prevenção de Epidemias, que manteve suas atividades até a dissolução do EIJ em 1945. Sua missão pública, era a de prevenir a proliferaçaõ de epidemias e monitorar os suprimentos de água potável. Neste mesmo ano, o Imperador Hiroíto, assinou um decreto, estendendo as atribuições do Departamento de Purificação da Água e Prevenção de Epidemias  ao Exército de Guangdong (japonês: Kantogun). O  Exército de Guangdong , ao início do Século XX, era o maior e mais prestigioso comando dentro do EIJ, muitos de seus comandantes, como Hideki Tojo, foram promovidos para altas funções, tanto no governo civil quanto militar. 

Desertor do Estado Islâmico revela método que acalmava reféns antes da execução


Desertor do Estado Islâmico revela método que acalmava reféns antes da execução


Uma prática fria e calculista por trás da execução de reféns frente às câmeras foi revelada por um desertor do grupo terrorista Estado Islâmico (EI). 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

O soldado que piscou em Código Morse a palavra "tortura"


O soldado que piscou em Código Morse a palavra "tortura"



Em 18 de julho de 1965, o oficial estadunidense Jeremiah Andrew Denton Jr. participava de uma missão de bombardeio no Vietname quando seu avião foi derrubado. 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Raio-x da violência no Brasil em 10 pontos


Raio-x da violência no Brasil em 10 pontos

Polícia prende suspeito em operação contra traficantes na favela da Rocinha (RJ), em 4 de novembro.

O número de assassinatos no Brasil atingiu a marca de 50.806 vítimas no ano de 2013, segundo um relatório divulgado nesta terça-feira pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Isso significa que em média uma pessoa é morta a cada 10 minutos no país.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Navalha na Carne - Automutilação

NAVALHA NA CARNE - Automutilação



Línguas partidas ao meio, testas enfeitadas com chifres, corpos suspensos por fios de aço enganchados na própria pele. Esses são só alguns exemplos do que uns definem como movimento, outros como um desvio: body modification, ou bod-mod para os íntimos. O termo em inglês engloba um grande número de procedimentos cirúrgicos voluntários que deixam marcas no corpo - a maior parte delas, irreversíveis e dolorosas.

Os motivos que levam pessoas - grande parte delas com vidas e rotinas tão comuns quanto a sua - a transformar sua aparência são bastante diversificados. O que todas têm em comum é a certeza de que são donas de seus corpos e, por isso mesmo, podem fazer o que quiser com eles. Mas o que isso nos diz sobre a sociedade em que vivemos? Será que nossos padrões de beleza estão mudando?



Influências

Se levarmos ao pé da letra, a modificação do corpo humano começou no dia em que o primeiro homem se depilou ou na noite em que a primeira mulher passou maquiagem. São ações simples, mas que intervêm no projeto original. Mas, deixando o pé da letra em paz, nossa história começa com as grandes navegações, quando os europeus passam a ter contato com tatuagens da Oceania, escarificações da África, enfeites perfurantes e rituais de suspensão da Ásia e da América. Essas tradições milenares vieram dar nas praias da Europa e, até o meio do século 20, eram coisa de marinheiro, prostituta e outros freqüentadores das zonas portuárias. Nos anos 1960, o clima de "bicho grilo" e a valorização da cultura oriental teve como reflexo a maior aceitação das tatuagens. No final dos anos 1970, punks ingleses e gurus californianos (Fakir Musafar foi e ainda é o maior deles) introduziram as perfurações no repertório. Nos anos 1980, os yuppies decretaram tudo um nojo e só no início dos anos 1990 o movimento começou a ganhar corpo novamente.

Mas, a essa altura, algo muito maior do que um renascimento da tatuagem e dos piercings estava acontecendo. "A body art começou a ser empregada por pessoas que não se consideravam parte da turma dos tatuados e de maneiras que teriam causado consternação mesmo entre os fanáticos por tatuagem", escreveu a socióloga americana Victoria Pitts, no livro In The Flesh - The Cultural Politics of Body Modification ("Na carne - As políticas culturais da modificação corporal", sem tradução em português). Segundo ela, nessa época, coincidiram a explosão de estilos e performances, a ascensão de estúdios especializados e o surgimento de revistas, websites, exposições e livros celebrando e debatendo essas práticas. Tudo isso, segundo Pitts, acabou culminando no surgimento de um movimento, a body modification.



Sexo, fé e chips

Dentro do movimento, Pitts destaca três tendências principais: gays e lésbicas, que usam suas modificações para sublinhar sua opção sexual; "modernos primitivos", que desejam alcançar transcendência espiritual por meio de provações físicas; e "ciberpunks", que buscam romper fronteiras tecnológicas usando o próprio corpo.

A tribo dos "modernos primitivos" se inspira em rituais e costumes de civilizações arcaicas. Para eles, tatuagens, cicatrizes, perfurações e suspensões (veja o glossário na página ao lado) são uma maneira de entrar em contato com o divino. No livro Pagan Fleshworks - The Alchemy of Body Modification ("Trabalhos pagãos - a alquimia da modificação corporal", sem tradução em português), a psicóloga americana Maureen Mercury explica que, para esse grupo, a transformação estética deve ser acompanhada de transformação psíquica. Mais do que uma escolha, esses rituais seriam uma necessidade. "A vida em uma sociedade dessacralizada requer medidas drásticas para restaurar nosso balanço com o cosmos", escreveu.

Já os ciberpunks batem de frente com esses ideais. Ele formam o grupo empenhado em realizar os sonhos (e pesadelos) que a ficção científica elabora desde os anos 1960. Eles implantam chips que conectam o sistema nervoso à internet, instalam câmeras que filmam o interior do corpo e substituem osso e carne por metal e plástico. Ou seja, buscam confundir as fronteiras entre homem e máquina.



Outra beleza?

Fora desses três grupos, sobra uma motivação bem mais simples para encarar agulhas, ferros quentes e tesouras: grande parte das pessoas que integram o movimento da body modification quer se sentir mais bonita. No site canadense bmezine.com (Body Modification E-zine), modificados de todo o mundo trocam experiências e imagens. Os participantes contam a história de cada alteração e os planos para investidas futuras. Há um clima explícito de exibicionismo.

Línguas bipartidas são sexy, escarificações dão inveja e implantes bem-feitos despertam admiração. Exatamente da mesma forma que piercings no umbigo fazem sucesso entre adolescentes, tatuagens em forma de estrela viraram fetiche na era pós-Gisele Bündchen e peitos de silicone são cada vez mais comuns entre homens e mulheres. "Os bod-mods não são diferentes de mulheres exageradamente vaidosas, que procuram cirurgiões famosos. Tem quem pague uma fortuna para ser atendido pelos modificadores top de linha quando eles vêm ao Brasil. Nos dois casos, é um sinal de status", diz a artista plástica Priscilla Davanzo, que faz mestrado sobre o assunto na USP.

Há, no entanto, uma diferença fundamental entre quem encara uma cirurgia para conseguir o corpo perfeito e os integrantes do movimento bod-mod. No primeiro grupo, estão pessoas dispostas a se inserir nos padrões impostos pela sociedade. No segundo, pessoas dispostas a desafiá-los. E é essa diferença que faz emergir diversas críticas aos adeptos da body modification.

Para muitos psicólogos, as práticas dolorosas e pouco convencionais são formas de agressão física, de automutilação, que refletem uma insatisfação da pessoa com ela mesma. "O que fazemos na superfície quase sempre tem uma relação profunda com o que está por dentro", disse a psicóloga inglesa Corinee Sweet ao jornal londrino The Guardian em um artigo sobre modificação corporal.

Mas nem todo mundo concorda com essa visão. "Essas críticas refletem uma noção do corpo como algo fixo e imutável", escreveu Victoria em In The Flesh. "Como as práticas de modificação vão de encontro às normas de beleza ocidentais, que idealizam peles macias e imaculadas, elas são vistas como mutilações." No livro A Lei do Mais Belo, a psiquiatra americana Nancy Etcoff defende a tese de que o que leva alguém a passar por essas modificações é, ironicamente, uma alta dose de auto-estima. É como se elas estivessem dizendo que não precisam se preocupar com o padrão imposto, um aviso de que são tão seguras quanto à sua aparência que continuam atraentes mesmo depois de passar pelas transformações. "Tatuagens e escarificações são dolorosas de ser feitas e carregam riscos de infecção. Como guerreiros que exibem orgulhosos as cicatrizes das batalhas, os modificados estão mostrando que enfrentaram e superaram um desafio físico", escreveu.



Cara do futuro

Mas aonde isso tudo vai parar? Será que as body modifications serão um dia tão normais quanto tatuagens e piercings? É certo que nossa sociedade tende a se tornar mais liberal com o tempo. Em apenas um século, homens e mulheres subverteram os padrões de cabelos curtos e compridos, por exemplo. "A gente é a ponta do iceberg", diz Filipe Julio, do site www.neoarte.net, um dos principais de bod-mod do Brasil, com meio milhão de visitas desde 2002. "Somos a primeira geração que viveu isso e nossos filhos já vão crescer com outra visão."

Mas há quem duvide de que mudanças tão radicais possam ser aceitas de forma generalizada. Mesmo porque, como ressalta Victoria, "o radicalismo dos modificadores é moldado pelas forças sociais a que eles buscam se opor". Assim, é possível que, à medida que se tornem aceitáveis, as transformações evoluam entre os adeptos do movimento.
De uma forma ou de outra, o que parece irrevogável é a possibilidade de transformarmos nossos corpos. "Independentemente de estar dentro ou fora dos padrões, a idéia de modificar está presente na nossa história. E isso se acelera no sistema capitalista, em que as coisas perdem a validade com muita rapidez. É preciso criar novos modelos", diz Priscilla Davanzo. Seja em clínicas de cirurgia plástica ou em estúdios especializados, a galeria de novas possibilidades não pára de crescer.